Hécuba e a guardiã platônica

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22-12-2025

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NOLETO, Larissa Caroline Moreira. Hécuba e a guardiã platônica. Orientadora: Jovelina Maria Ramos de Souza. 2025. 96f. Dissertação (Mestrado em Filosofia) - Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal do Pará, Belém, 2025. Disponível em: . Acesso em:.

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Este estudo propõe uma análise da tragédia Hécuba, de Eurípides, e da República, de Platão, especialmente do Livro V, com o objetivo de investigar se a heroína trágica preenche os requisitos estipulados por Platão para uma Guardiã. Para isso, o estudo se concentrará, em primeiro lugar, em analisar a defesa platônica da igualdade de natureza (physis) entre homens e mulheres para o exercício da função de guardiã na cidade ideada (Kallipolis). Sustentaremos que Platão desvincula a aptidão para o governo da determinação biológica e a ancora na natureza da alma, realizando um crucial movimento filosófico que prioriza a aptidão funcional sobre a diferença sexual. Em seguida, analisaremos o texto trágico, examinando a marcante transformação da heroína, que evolui de vítima passiva para uma decisiva agente de vingança. Neste ponto, analisaremos como a manifestação da coragem no “dizer-a-verdade” (parresia) se articula no discurso de Hécuba em um cenário de opressão. Por fim, examinaremos se a manifestação do logos parresiástico de Hécuba e suas ações estratégicas reúnem os rigorosos requisitos da guardiã platônica.

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Brasil

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Universidade Federal do Pará

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