Modelos de gestão pública brasileiros: uma discussão sob o enfoque da análise do comportamento

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30-09-2019

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SANTOS, Jean Marcel Gonçalves dos. Modelos de gestão pública brasileiros: uma discussão sob o enfoque da análise do comportamento. Orientador: Aécio de Borba Vasconcelos Neto. 2019. 94 f. Dissertação (Mestrado em Teoria e Pesquisa do Comportamento) - Núcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamento, Universidade Federal do Pará, Belém, 2019. Disponível em: . Acesso em: .

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Durante o processo de configuração da administração pública brasileira, é possível perceber a presença de diferentes modelos de gestão, como o Patrimonialista, o Burocrático, o Gerencial e outros. Tais modelos, também entendidos como padrões de comportamento dos indivíduos quanto a processos decisórios e relação com o trabalho no âmbito das organizações, podem ser compreendidos em relação com o conceito de cultura organizacional. Dessa maneira, são passíveis de estudo pela análise comportamental da cultura, cuja metacontingência constitui uma importante ferramenta conceitual. Considerando os problemas de eficiência enfrentados pela administração púbica e a complexidade dos modelos de gestão atualmente em vigor no contexto brasileiro, intervenções eficazes nesse tipo de contexto requerem o conhecimento das variáveis que envolvem o comportamento dos indivíduos e modo de atuação das organizações frente a seus contextos. Com base nisso, objetivou-se identificar quais contingências e metacontingências selecionam e mantém os modelos de gestão vigentes na administração pública brasileira. Para isto, foram utilizadas diretrizes metodológicas de pesquisas teóricas e conceituais, que envolveram a análise textual de 60 artigos em 23 periódicos nacionais da área de ciências humanas e sociais aplicadas, publicados entre os anos de 1995 e 2018. Os resultados mostraram que a seleção e manutenção de arranjos de metacontingência característicos a cada modelo se deu em função da interrelação com contingências dispostas no contexto socioeconômico e político de seus ambientes. E que a seleção de práticas culturais de um modelo não representou a ruptura de práticas de modelos anteriores, configurando uma condição híbrida quanto à sua predominância na administração pública brasileira.

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Universidade Federal do Pará

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