Ecologia do Cuidado: Instituições de Longa Permanência para Idosos como Nicho de Desenvolvimento

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06-09-2019

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LIMA, Jeisiane dos Santos. Ecologia do Cuidado: Instituições de Longa Permanência para Idosos como Nicho de Desenvolvimento. Orientador: Celina Maria Colino de Magalhães. 2019. 125 f. Tese (Doutorado em Teoria e Pesquisa do Comportamento) - Núcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamento, Universidade Federal do Pará, Belém, 2019. Disponível em: . Acesso em: .

DOI

O acelerado envelhecimento da população desperta apreensão sobre o futuro, principalmente ao se considerar o reduzido número de profissionais nas áreas de gerontologia e geriatria e as frágeis qualificações existentes nas escolas formativas de cuidadores. O objetivo deste estudo foi investigar a Ecologia do Cuidado em Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI’s) da cidade de Belém/PA, utilizando o conceito de Nicho de Desenvolvimento aplicado ao envelhecimento. A tese está organizada em quatro estudos, tendo como contexto as duas ILPI’s públicas da cidade de Belém. Os objetivos específicos englobaram: estudo 1- traçar o perfil sociodemográfico e revelar a percepção sobre idoso, envelhecimento e cuidado; estudo 2- descrever a percepção sobre ambiente físico e social; estudo 3- descrever as crenças e conhecimentos sobre velhice, identificando relações com variáveis sociodemográficas e 4- comparar as práticas de cuidado entre as duas instituições. Participaram 32 cuidadores, sendo 13 da Instituição Pública 1 (IP1) e 19 da IP2. Foi utilizada a abordagem multimétodos, dada a complexidade do objeto de estudo. Foram realizados quatro estudos empíricos caracterizados como transversais, tendo sido empregados os métodos descritivo, observacional e correlacional, com análises quantitativas e qualitativas. Os principais resultados indicaram: 1- No perfil dos cuidadores há predominância de mulheres, jovens e com escolaridade média a alta, sendo que a maioria não possui cursos na área do envelhecimento humano e cuidado; 2- o ambiente físico foi percebido com algumas limitações que dificultam a realização de determinadas atividades; o ambiente social foi avaliado como positivo, principalmente nas interações entre cuidado-cuidador e cuidador-idoso; 3- as crenças sobre velhice indicaram uma compreensão neutra sobre o envelhecimento, isto é, nem positiva nem negativa, entendendo o processo como individual; 4- foram identificadas práticas de cuidado mais positivas do que negativas. Conclui-se que os subsistemas do Nicho de Desenvolvimento do idoso institucionalizado estão em constante interação e podem influenciar a qualidade do desenvolvimento na velhice ao focar no cuidado ao idoso. A compreensão da Ecologia do Cuidado em ILPI’s e o reconhecimento do cuidador enquanto ser ativo no processo de desenvolvimento do idoso pode contribuir para a elaboração de planos de cuidado integrados que atendam as demandas atuais e as que estão por vir.

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Brasil

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Universidade Federal do Pará

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UFPA

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