Comportamento ecológico para o turismo sustentável na Ilha do Combu: um estudo no contexto amazônico

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31-03-2025

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BORJA, Izabel Maria França de Souza. Comportamento ecológico para o turismo sustentável na Ilha do Combu: um estudo no contexto amazônico. Orientador: Hisakhana Pahoona Corbin. 2025. 304 f. Tese (Doutorado em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido) - Núcleo de Altos Estudos Amazônicos, Universidade Federal do Pará, Belém, 2025. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/17971. Acesso em:.

DOI

A Amazônia, como o maior bioma tropical do planeta e um dos principais reguladores climáticos globais, enfrenta desafios críticos, como desmatamento, exploração desordenada e baixos índices de desenvolvimento socioeconômico. Neste contexto, o turismo sustentável surge como alternativa estratégica ao alinhar conservação ambiental, desenvolvimento local e valorização cultural. Esta pesquisa buscou compreender a relação entre os valores individuais dos turistas e seus comportamentos ecológicos na Amazônia Legal, propondo e validando a Escala de Comportamento Ecológico para o Turismo Sustentável (ECETS). Utilizando uma metodologia mista e dois estudos-piloto, os dados coletados permitiram segmentar os turistas em quatro perfis comportamentais: Engajados (13,71%), Conscientes (21,77%), Sensíveis (64,1%) e Indiferentes (0,41%). Os resultados confirmaram que valores de autotranscendência, como universalismo e benevolência, influenciam positivamente a adoção de práticas sustentáveis. Turistas engajados demonstraram alta disposição para investir em práticas sustentáveis, enquanto os Sensíveis enfrentam barreiras econômicas, adotando comportamentos pró-sustentabilidade apenas quando os custos são equivalentes às opções convencionais. Já os turistas conscientes querem ser sustentáveis em suas viagens, mas se sentem limitados por questões práticas ou financeiras quando precisam satisfazer suas necessidades e os turistas indiferentes exigem campanhas educativas eficazes que conectem sustentabilidade a benefícios tangíveis. As contribuições deste estudo se destacam localmente, ao evidenciar o potencial do turismo sustentável para conservar a biodiversidade e promover o desenvolvimento socioeconômico. Globalmente, o modelo bidimensional proposto, com a ECETS como instrumento validado, apresenta-se como uma ferramenta replicável em ecossistemas vulneráveis, como a Bacia do Congo e o Sudeste Asiático. A pesquisa recomenda ações práticas, como incentivos econômicos, desenvolvimento de pacotes turísticos acessíveis, campanhas educativas e investimentos em infraestrutura sustentável, de modo a ampliar o engajamento de diferentes perfis de turistas. Por fim, conclui-se que o turismo sustentável, guiado por valores humanos e políticas públicas eficazes, pode ser uma poderosa ferramenta de transformação socioambiental. A conservação da Amazônia, que abriga 10% da biodiversidade mundial e absorve bilhões de toneladas de dióxido de carbono anualmente, é essencial para o equilíbrio climático global. O estudo reforça a necessidade de esforços colaborativos entre governos, comunidades, setor privado e turistas, assegurando um legado positivo às futuras gerações.

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Brasil

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