Análise da rede pessoal de mães de crianças com paralisia cerebral: estresse e apoio

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26-10-2018

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FREIRE, Viviam Rafaela Barbosa Pinheiro. Análise da rede pessoal de mães de crianças com paralisia cerebral: estresse e apoio. Orientador: Simone Souza da Costa Silva. 2018. 178 f. Tese (Doutorado em Teoria e Pesquisa do Comportamento) - Núcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamento, Universidade Federal do Pará, Belém, 2018. Disponível em: . Acesso em:.

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Esta tese investigou os indicadores de estresse e apoio social nas redes pessoais de mães de crianças com paralisia cerebral. Para responder este objetivo, a tese foi composta por três estudos: o primeiro analisou os indicadores de estresse parental nas redes pessoais de mães de crianças com paralisia cerebral; o segundo avaliou a percepção de apoio social, associando-a com características da rede pessoal das mães participantes; o terceiro identificou a topologia da rede pessoal materna e os indicadores de apoio e estresse parental de forma geral e individual. Os principais resultados mostraram que as mães vivenciam alto nível de estresse parental total, aspecto que foi associada significativamente com redes coesas (altas densidade, transitividade e índice de agrupamento) e com baixos índices de centralidade (grau e intermediação). A investigação do apoio nos relacionamentos da rede pessoal mostrou que as cuidadoras percebem que possuem um alto apoio social, sendo o suporte mais acessível o emocional, enquanto o material e o informacional foram menos frequentes. Semelhante ao resultado de estresse, tal percepção de apoio se associou à rede pessoal de alta coesão (alta densidade, transitividade e coeficiente de agrupamento) e baixa centralidade (de grau e intermediação). Desta forma, apesar da maior parte das mães investigadas apresentarem altos níveis de estresse parental, a maior parte das redes maternas é composta por pessoas que fornecem apoio. A topologia das redes pessoais de mães com alto e baixo nível de estresse mostrou que em ambas as situações, houve uma diversidade de coesão, centralidades e tipos de vínculo que não apontaram para tendências de associação com o nível de estresse parental. Os três estudos juntos permitiram concluir que os ajustes de mães de crianças com paralisia cerebral frente ao estresse parental e apoio social são diversos, variando em combinação com as características topológicas heterogêneas de suas redes pessoais.

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Universidade Federal do Pará

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