Relação entre qualidade de vida e fatores de apego adulto em mães de crianças com e sem diabetes tipo 1

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20-03-2023

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GOMES, Daniela Lopes Lattes

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CARNEIRO, Maria de Nazareth de Lima. Relação entre qualidade de vida e fatores de apego adulto em mães de crianças com e sem diabetes tipo 1. Orientador: Rachel Coêlho Ripardo Teixeira. 2023. 69 f. Dissertação (Mestrado em Neurociências e comportamento) - Núcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamento, Universidade Federal do Pará, Belém, 2023. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/18695. Acesso em:

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De acordo com a Teoria do Apego, nos primeiros anos de vida a criança/bebê e seu cuidador principal criam um vínculo que representa segurança física e emocional. Ele irá refletir nos relacionamentos durante toda a vida do indivíduo, mesmo em situações gratificantes ou desgastantes como a maternidade. Mães normalmente passam por situações de prazer e estresse, e quando a criança apresenta alguma situação clínica específica como a diabetes mellitus tipo 1, a literatura aponta maiores níveis de estresse materno. Isso pode ter associação com a redução da percepção da qualidade de vida, e com maior ansiedade e evitação de apego adulto. Esse trabalho verificou se há relação entre fatores de apego adulto (ansiedade e evitação) de mães de crianças com diabetes mellitus tipo 1 com a percepção de qualidade de vida dessas mães. Foi realizado um estudo transversal descritivo analítico, com amostra por conveniência de mães adultas de todo o território brasileiro. Foram avaliados dois grupos, o grupo “A” (mães de crianças com diabetes mellitus tipo 1) e o grupo “B” (mães de crianças sem doenças crônicas). A captação das participantes ocorreu por meio da internet em um questionário do Google Forms®. Como instrumentos, foram utilizados: um questionário sociodemográfico; a escala de apego Experience in Close Relationship e o questionário de percepção de qualidade de vida WHOQOL-abreviado. Para a análise estatística, foi utilizado o Statistical Package for the Social Science, versão 24.0, considerando o nível de significância de p<0,05. Foram avaliadas 100 mães adultas brasileiras, e apesar de não ter sido encontrada relação entre os fatores de apego adulto e percepção de qualidade de vida, foi encontrado uma baixa percepção de qualidade de vida com significância estatística em quase todos os domínios avaliados no grupo de mães de crianças com diabetes mellitus tipo 1. Portanto, deve-se considerar a inserção de cuidados na saúde para essa população, a fim de diminuir os impactos causados pela menor percepção de qualidade de vida nessas mães, uma vez que o bem-estar materno tem relação direta com o cuidado de seus filhos.

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Universidade Federal do Pará

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