Efeitos Permanentes versus Temporários da Punição: Uma Replicação Sistemática de Boe e Church (1967) com o Jato de Ar Quente em Ratos

dc.contributor.advisor1CARVALHO NETO, Marcus Bentes de
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/7613198431695463
dc.contributor.memberCARVALHO, Marilia Pinheiro de
dc.contributor.memberMAYER, Paulo César Morales
dc.contributor.member1Latteshttp://lattes.cnpq.br/3427705550471990
dc.contributor.member1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5360949596306254
dc.contributor.member1ORCIDhttps://orcid.org/0000-0002-0248-9570
dc.creatorSILVA, Yslaíne Lopes
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/9461488779994865
dc.date.accessioned2026-08-20T12:01:57Z
dc.date.available2026-08-20T12:01:57Z
dc.date.issued2019-03-29
dc.description.abstractPunishment is typically defined as a reduction in the probability of a response class as a result of the consequence it produces. B. F. Skinner, among other authors, questions this definition because he considers that the suppressive effects of punishment are transient and result from a competition between responses rather than from a history of direct consequence as in positive reinforcement. This view is supported primarily by the second experiment on "negative reinforcement" of Skinner (1938) and the experiment "A" performed by Estes (1944). However, other studies, such as Boe and Church (1967), found a permanent suppression of the punished response throughout the experiment, even after removal of the aversive stimulus. One of the decisive variables for the different results was the type and intensity of the punishing stimulus used. In the search for other variables that may explain the difference observed between the forementioned studies, the present work replicates the study of Boe and Church (1967) using two different aversive stimuli: electric shock (used in the original study) and Hot Air Blast (HAB, a new stimulus). In addition to the differences between stimuli, different forms of data analysis, the same used in the previous studies, were also compared. It was used 21 experimentally naive male Wistar rats (Rattus norvegicus), 9 used in the experiment with electric shock and 12 were used in the experiment with the HAB. The Study 1 consisted of magazine (feeder) training, shaping and strengthening lever press response in a continuous schedule of reinforcement; strengthening lever press response in a FI - 4 min schedule of reinforcement; nine extinction sessions with a concomitant punishment schedule for the lever press response in FI-30s from minute five to twenty of the first extinction session for half of the subjects. The other half only experienced extinction. All subjects passed through response reconditioning. Data from this study showed that at the end of the last session of extinction, the experimental groups showed response percentages of 59,2% (0,5 mA) and 12,43% (1,0 mA), while the control group registered 70,16%. The suppression of responding in relation to the last reinforcement session was 40,8% (0,5 mA), 87,47% (1,0 mA) e 29,84% (control). The data are similar to those found in the study of Boe and Church. The Study 2 had the same experimental phases of the Study 1, differing only in the use of HAB instead of the punishing shock stimulus. Data from this study showed that at the end of the last session of extinction, the experimental group showed response percentage of 46,45% while the control group registered 63%. The suppression of responding in relation to the last reinforcement session was 53,55% (HAB) e 37% (control), which was consistent with the overall result observed in Study 1. Even using different analysis data of the other studies, there wasn’t a recovery responding to the point of equaling the frequency of the experimental groups to the control groups at the end of the extinction phase. However, when analyzing the results based on absolute data, we observed a recovery of both respond upon punishment as the matching of control and experimental groups.
dc.description.resumoPunição é tipicamente definida, em análise do comportamento, como uma redução na probabilidade de uma classe de resposta em decorrência da consequência por ela produzida. Contudo, B. F. Skinner, questiona essa definição, pois considera que os efeitos supressivos da punição são transitórios e decorrentes de uma competição entre respostas, e não de uma história de consequenciação direta como ocorre no reforçamento positivo. Essa perspectiva é apoiada principalmente pelo segundo experimento sobre “reforçamento negativo” de Skinner (1938) e o experimento “A” realizado por Estes (1944). Porém, outros estudos, como o de Boe e Church (1967), constataram supressão permanente do responder punido ao longo do experimento, mesmo após a retirada do estímulo aversivo. Uma das variáveis determinantes para os diferentes resultados foi o tipo e a intensidade do estímulo punidor utilizado. Na busca por outras variáveis que possam explicar a diferença observada entre os estudos supracitados, o presente trabalho realizou uma replicação do estudo de Boe e Church (1967) usando dois estímulos aversivos diferentes: o choque elétrico (utilizado no estudo original) e o Jato de Ar Quente (JAQ, um estímulo novo). Além das diferenças entre estímulos, diferentes formas de análise de dados, as mesmas empregadas nos estudos anteriores, foram comparadas. Foram utilizados 21 ratos machos (Rattus norvegicus), da linhagem Wistar, experimentalmente ingênuos, sendo 9 utilizados com choque elétrico e 12 sujeitos com o JAQ. O Estudo 1 consistiu nas fases de treino ao comedouro, modelagem e fortalecimento da resposta de pressão a barra em um esquema de reforçamento contínuo (FR1); fortalecimento da resposta em um esquema de reforçamento intermitente (FI - 4 min); nove sessões de extinção do responder com sobreposição do estímulo punidor choque para a RPB em um esquema FI-30s do minuto cinco ao vinte da primeira sessão de extinção para metade dos sujeitos. A outra metade apenas passou por extinção sem punição. Todos os sujeitos foram submetidos no final a três sessões de recondicionamento. Os dados obtidos mostraram que, ao final da última sessão de extinção, os grupos experimentais apresentaram percentuais cumulativos de respostas de 59,2% (0,5 mA), 12,43% (1,0 mA), enquanto o grupo controle registrou percentual de 70,16%. A supressão do responder em relação à última sessão de reforço foi de 40,8% (0,5 mA), 87,47% (1,0 mA) e 29,84% (controle), assemelhando-se aos dados de Boe e Church. Já o Estudo 2 teve as mesmas fases experimentais do estudo 1, diferindo-se apenas na utilização do estímulo punidor (o choque foi substituído pelo JAQ). Os dados mostraram que o grupo experimental apresentou percentual cumulativo de resposta de 46,45%, enquanto o grupo controle registrou percentual de 63%. A supressão do responder em relação à última sessão de reforço foi de 53,55% (JAQ) e 37% (controle), o que foi consistente com o resultado geral observado no Estudo 1. Mesmo utilizando as diferentes análises de dados dos outros estudos, não houve uma recuperação do responder ao ponto da frequência dos grupos experimentais se igualar a dos grupos controle no final da fase de extinção. Contudo, ao analisar os resultados com base nos dados absolutos, observa-se tanto uma recuperação do responder após a punição quanto a igualação dos grupos controles e experimentais.
dc.description.sponsorshipCNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
dc.identifier.citationSILVA, Yslaíne Lopes. Efeitos Permanentes versus Temporários da Punição: Uma Replicação Sistemática de Boe e Church (1967) com o Jato de Ar Quente em Ratos. Orientador: Marcus Bentes de Carvalho Neto. 2019. 46 f. Dissertação (Mestrado em Teoria e Pesquisa do Comportamento) - Núcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamento, Universidade Federal do Pará, Belém, 2019. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/18531. Acesso em: .
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/18531
dc.languagept
dc.publisherUniversidade Federal do Parápt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.departmentNúcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamentopt_BR
dc.publisher.initialsUFPApt_BR
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Teoria e Pesquisa do Comportamentopt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 Internationalen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
dc.sourcePDF
dc.source.urihttps://www.ppgtpc.propesp.ufpa.br/index.php/br/teses-e-dissertacoes/dissertacoes
dc.subjectControle aversivo
dc.subjectAversive control
dc.subjectExtinção
dc.subjectPunição
dc.subjectJato de ar quente
dc.subjectChoque elétrico
dc.subjectExtinction
dc.subjectPunishment
dc.subjectHot air blast
dc.subjectElectric shock
dc.subject.areadeconcentracaoPSICOLOGIA EXPERIMENTAL
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA::PSICOLOGIA COMPARATIVA
dc.subject.linhadepesquisaAnálise Experimental do Comportamento: Bases Experimentais e Histórico-Conceituais
dc.titleEfeitos Permanentes versus Temporários da Punição: Uma Replicação Sistemática de Boe e Church (1967) com o Jato de Ar Quente em Ratos
dc.title.alternativePermanent vs. Temporary Effects of Punishment: A systematic Replication of Boe and Church (1967) with the Hot Air Blast in Rats
dc.typeDissertaçãopt_BR

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