Estudo Longitudinal das Medidas Preventivas de Distanciamento Social e seu Impacto no Comportamento e Autorregulação Alimentar, Estresse, Ansiedade e Índice de Massa Corporal Comparação entre Brasil e Chile Durante e Após Pandemia da COVID-19

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29-01-2024

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ESPEJO, Cristian Ariel Neira. Estudo Longitudinal das Medidas Preventivas de Distanciamento Social e seu Impacto no Comportamento e Autorregulação Alimentar, Estresse, Ansiedade e Índice de Massa Corporal Comparação entre Brasil e Chile Durante e Após Pandemia da COVID-19. Orientador: Janari da Silva Pedroso. 2024. 169 f. Tese (Doutorado em Teoria e Pesquisa do Comportamento) - Núcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamento, Universidade Federal do Pará, Belém, 2024. Disponível em: . Acesso em: .

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A pandemia da Covid-19 resultou em medidas sanitárias como distanciamento e isolamento social em escala global. No entanto, essas ações suscitaram incerteza e resistência, afetando a saúde mental. Além disso, surgiram preocupações sobre possíveis impactos negativos na alimentação das pessoas. Desta forma, o objetivo deste estudo foi avaliar o impacto das medidas preventivas de distanciamento social adotadas durante a pandemia de COVID-19, ao longo do tempo e em dois países diferentes (Brasil e Chile), nas alterações da conduta e autorregulação alimentar, nos níveis de estresse, ansiedade e IMC. Para atender a esse objetivo, foram conduzidos três estudos complementares. O primeiro estudo consistiu em uma revisão sistemática da literatura, que explorou as pesquisas iniciais sobre as principais consequências da pandemia na saúde nutricional. O segundo estudo teve como objetivo realizar uma análise confirmatória da estrutura de fatores do questionário revisado de três fatores de alimentação (TFEQ-18). Os resultados obtidos forneceram evidências da adequada validade e confiabilidade do TFEQ-18 em uma população não clínica de adultos, além de revelarem que os níveis de ansiedade, estresse e autorregulação alimentar estavam relacionados aos padrões alimentares que um indivíduo poderia desenvolver O terceiro estudo avaliou os efeitos das medidas de distanciamento social adotadas durante a pandemia da Covid-19, ao longo do tempo e em dois países diferentes (Brasil e Chile), sobre as mudanças no comportamento e na autorregulação alimentar, nos níveis de estresse, ansiedade e Índice de Massa Corporal (IMC). Descobriu-se que, embora tenham havido diferenças no comportamento alimentar entre indivíduos do Brasil e do Chile, essas discrepâncias não estavam relacionadas às medidas preventivas de distanciamento social. Em contrapartida, observou-se um impacto significativo dessas medidas nos níveis de estresse, ansiedade e IMC. Além disso, o estudo destacou que tanto o isolamento social quanto o distanciamento físico afetaram de forma semelhante o comportamento e a autorregulação alimentar, mas com efeitos divergentes nos níveis de estresse e ansiedade. Os resultados dos três estudos mostraram que as consequências catastróficas antecipadas no início da pandemia foram cumpridas parcialmente. Além disso, foi demonstrado que as medidas de distanciamento social adotadas durante a pandemia impactaram de forma diferenciada nos países do Brasil e do Chile.

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