Indicadores emocionais, qualidade de vida e adesão ao tratamento em adultos com diabetes tipo 2

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05-04-2013

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RAMOS, Luciane. Indicadores emocionais, qualidade de vida e adesão ao tratamento em adultos com diabetes tipo 2. Orientador: Eleonora Arnaud Pereira Ferreira. 2013. 101 f. Tese (Doutorado em Teoria e Pesquisa do Comportamento) - Núcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamento, Universidade Federal do Pará, Belém, 2013. Disponível em: . Acesso em: .

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O tratamento do diabetes envolve mudanças no estilo de vida dos pacientes. Cuidados como automonitorização da glicemia, prática regular de atividade física, administração de medicamentos/insulina e a adoção de uma alimentação saudável são importantes para manter os níveis glicêmicos estabilizados e prevenir as complicações crônicas. Em razão da complexidade do tratamento, indicadores emocionais como estresse, ansiedade e depressão têm sido apontados pelos estudiosos como relacionados às dificuldades de adesão do paciente, o que levaria às complicações da doença, justificando estudos nesta área. O presente estudo comparou os efeitos de três procedimentos sobre indicadores emocionais, qualidade de vida e adesão ao tratamento em adultos com diabetes tipo 2 (treino de automonitorização com feedback, recordatório 24 horas e rotina do tratamento). Verificou-se a relação entre essas variáveis antes e após os participantes serem submetidos aos procedimentos. Utilizou-se delineamento quase experimental, no qual participaram nove adultos selecionados de um estudo anterior (Estudo 1: Relação entre estados emocionais e adesão ao tratamento em adultos com diabetes). Foram selecionados participantes com presença de estresse, ansiedade e/ou depressão associados à baixa adesão ao tratamento do diabetes Tipo 2. Os participantes foram distribuídos em três condições: (A) Automonitorização, (B) Recordatório 24 horas e (C) Rotina. Na Condição A, três participantes foram submetidos a um treino de automonitorização com feedback para análise de contingências relacionadas a resolução de problemas na adesão ao tratamento. Na Condição B, três participantes foram submetidos ao uso do Recordatório 24 horas, por meio do qual descreviam os comportamentos de adesão ao tratamento emitidos no dia anterior à entrevista. Na Condição C, três participantes foram submetidos somente à rotina do atendimento em uma unidade básica de saúde. Todos foram avaliados quanto aos indicadores emocionais (ISSL, BDI e BAI), qualidade de vida (SF-36) e à adesão ao tratamento (A1C) ao início e ao final da pesquisa. Os resultados do estudo mostraram que, em linha de base, os participantes apresentaram níveis elevados de estresse (n=6), depressão (n=6), ansiedade (n=4), percepção negativa de qualidade de vida (n=6) e baixo índice de adesão à dieta (M= 47,45). Ao longo do estudo foi observada diminuição nos valores de hemoglobina glicada dos três participantes da Condição A (A1, A2 e A3) e nos indicadores emocionais (A1 e A3). Em relação à qualidade de vida, observou-se mudança na percepção de A3, B1, B2 e C3. Observou-se que não ocorreram mudanças na adesão à dieta e à atividade física (com exceção do participante B2), independentemente da condição à qual o participante foi submetido. Esses dados sugerem que o procedimento de automonitorização com feedback favoreceu a mudança de indicadores emocionais, valores de A1C e percepção de qualidade de vida, mas não produziu efeito sobre a adesão à dieta e à prática de atividade física regular.

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