Autopercepção na Adolescência: Impactos do TDAH e do Gênero

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16-05-2022

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FARIAS, Yasmin Borges. Autopercepção na Adolescência: Impactos do TDAH e do Gênero. Orientador: Simone Souza da Costa Silva. 2022. 112 f. Dissertação (Mestrado em Teoria e Pesquisa do Comportamento) - Núcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamento, Universidade Federal do Pará, Belém, 2022. Disponível em: . Acesso em: .

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O desenvolvimento humano fenômeno marcado por períodos de continuidades e mudanças na interação entre as características biopiscossocias e o contexto ao longo do tempo, e sofre a ação de múltiplos fatores, como o período do desenvolvimento, o gênero e a presença de um transtorno, como o TDAH. Essa dissertação teve como objetivo descrever associações entre gênero e autopercepção em adolescentes com TDAH, a partir de dois estudos. O primeiro estudo possuiu como objetivo descrever as dimensões de autopercepção exploradas por pesquisadores em estudos que investigaram autopercepção e gênero na adolescência por meio de uma revisão integrativa. A revisão foi realizada seguindo seis etapas: formulação da pergunta de revisão; busca sistemática; avaliação da qualidade dos estudos; análise e síntese; discussão e conclusão e disseminação da revisão integrativa. Foram selecionados 70 artigos entre os anos de 2010 e 2020 em dez bases de dados, disponíveis gratuitamente na plataforma CAPES, em inglês e português. Os resultados corroboraram com a discussão presente e predominante na literatura de que meninos geralmente pontuam mais positivamente quanto ao autoconceito ou constructos equivalentes quando comparados a meninas. O segundo estudo possuí desenho quase experimental e objetivou associar a apresentação do TDAH, o gênero e a autopercepção de adolescentes. Participaram desta pesquisa 332 adolescentes de 13 a 24 anos do ensino médio de uma escola pública. A coleta de dados foi realizada em sala de aula com os seguintes instrumentos: Questionário da Juventude Brasileira, Escala de Autopercepção de Harter para Adolescentes e Escala de Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade. Os dados foram inseridos em uma planilha do Software SPSS para análises descritiva e análise de variâncias. A maioria dos participantes era do gênero feminino (53,3%), tinham média de idade de 16,62 (DP=1,440), se identificava com a cor parda (62%) e não possuíam nenhum diagnóstico psicológico. Meninos obtiveram médias maiores nas dimensões de autopercepção, particularmente nas dimensões escolar, atlética, social e de aparência física. Meninas com traços de TDAH combinado foram as que tiveram os menores escores em todos os domínios de autopercepção. Acredita-se que essa dissertação tenha cumprido o seu papel de trazer luz as discussões pertinentes sobre gênero e desenvolvimento, particularmente no estágio do ciclo vital em que elas são mais evidenciadas.

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