Perfil de fragilidade de pessoas idosas com doença pulmonar obstrutiva crônica residentes na comunidade

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CASTRO, Vandelma Lopes de. Perfil de fragilidade de pessoas idosas com doença pulmonar obstrutiva crônica residentes na comunidade. Orientadora: Laura Maria Tomazi Neves. 2023. 61 f. Dissertação (Mestrado em Ciências do Movimento Humano) - Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano, Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal do Pará, Belém, 2023. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/17970. Acesso em:.

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Introdução: Na Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), os sintomas impactam na tolerância ao exercício e na funcionalidade. A idade avançada é um fator comum entre DPOC e fragilidade. Contudo o risco de fragilidade não é rotineiramente investigado em pessoas idosas com DPOC, o que pode gerar menor impacto das estratégias de prevenção da dependência funcional. Assim, a estratificação de pessoas idosas com DPOC em perfis de fragilidade pode fornecer informações prognósticas importantes, possibilitando o desenvolvimento de ações de prevenção, promoção e reabilitação na saúde. Objetivo: Estratificar os perfis de fragilidade e detalhar incapacidades funcionais de pessoas idosas com DPOC residentes na comunidade. Além de correlacionar os níveis de fragilidade com indicadores de saúde. Métodos: Trata-se de estudo transversal. Sendo incluídas pessoas idosas residentes na comunidade, com diagnóstico de DPOC que responderam ao questionário Vulnerable Elders Survey -13 (VES 13), presente na caderneta de saúde da pessoa idosa, para estratificação do perfil de fragilidade. As categorias do Comprehensive International Classification of Functioning (CIF) Core Set para DPOC para detalhar as limitações e as incapacidades funcionais foi analisado a partir da resposta ao VES-13. Resultados: Participaram deste estudo 25 pessoas idosas com DPOC, com média de idade de 68,9 anos. Quanto a classificação da vulnerabilidade, 12 (48%) dos voluntários apresentaram como perfil idoso robusto, 8 (32%) com perfil de idoso pré-fragil e 5 (20%) com perfil de idoso frágil. Não foi encontrada correlação significativa do VES-13 com a idade (r=0,212; p= 0,309), IMC (r= 0,081; p=0,699), perímetro da panturrilha (r= -0,212; p=0,309), VEF1/CVF (r= 0,152; p=0,490), atividade física (Rho=-0,298; p:0,148), quedas (Rho=0,171; p=0,415), emagrecimento não intencional (Rho=-0,118; p=0,576). Em relação a CIF Core Set para DPOC, destaca-se a relevância das categorias encontradas no presente estudo, estando dificuldade ou incapacidade de realizar as tarefas domésticas (36%), para andar (40%), e dificuldade ou incapacidade de agachar-se (60%). Conclusão: Pessoas idosas com DPOC que residem na comunidade apresentam uma maior prevalência de pré-fragilidade e fragilidade. Desta forma, o rastreio da fragilidade em pessoas idosas com DPOC residentes na comunidade ainda necessita de maior aprofundamento considerando as condições de acesso aos serviços de saúde desta população.

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