Diversidade vegetal, anatomia e histoquímica de plantas tóxicas ocorrentes em praças de Altamira-PA

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24-04-2025

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BRAGA, Kelly da Costa. Diversidade vegetal, anatomia e histoquímica de plantas tóxicas ocorrentes em praças de Altamira-PA. Orientador: Alisson Rodrigo Souza Reis; Coorientadora: Juliana Livian Lima de Abreu dos Santos. 2026. 66 f. Dissertação (Mestrado em Biodiversidade e Conservação) - Campus Universitário de Altamira, Universidade Federal do Pará, Altamira, 2025. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/18381. Acesso em:.

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Plantas tóxicas são organismos que possuem compostos químicos que podem causar alterações nos seres vivos. Estudos de anatomia e histoquímica foliar de espécies como essas são essenciais para compreender sua morfologia e composição, além de auxiliar na seleção de espécies para a vegetação urbana com o plantio de vegetais seguro em espaços públicos, também são essenciais para a prevenção de intoxicações. Diante disso, o objetivo geral dessa pesquisa foi identificar e descrever a anatomia e a histoquímica foliar de espécies tóxicas encontradas em praças da cidade de Altamira-PA, com o intuito de fornecer subsídios para a utilização na arborização urbana da cidade, contribuindo para a saúde pública, meio ambiente e para a segurança da população. Para a realização do estudo, foram catalogadas as espécies presentes em 18 praças da cidade, com ajuda de um guia de inventário que incluía registros fotográficos, informações botânicas e o uso de GPS para a aquisição das coordenadas geográficas. As espécies foram identificadas conforme o Sistema APG IV e por meio de consultas a bases de dados especializadas em botânica. Posteriormente, foram categorizadas e organizadas em planilhas totalizando 122 espécies inventariadas, das quais para este estudo foram encontradas 35 espécies tóxicas, totalizando 506 indivíduos. Entre os resultados, destacou-se a Dracaena trifasciata (Prain) com maior densidade de indivíduos, representando 17,2% (87 indivíduos) do total, pertencente à família Asparagaceae. Essa família, assim como a Araceae e a Euphorbiaceae, apresentou o maior número de espécies tóxicas, com cinco espécies cada. A espécie de maior frequência foi a Mangifera indica L., presente em 61,1% das praças. Trata-se de uma planta tóxica que pode ocasionar dermatite por contato com as folhas e intoxicação quando a casca do seu fruto é ingerida. A Praça Independência apresentou o maior número de espécies, com 18 vegetais tóxicos. Para as análises de anatomia e histoquímica foliar, foram selecionadas cinco espécies tóxicas mais frequentes, pertencentes a diferentes famílias: Agave angustifolia, Catharanthus roseus, Duranta erecta, Ficus benjamina e Mangifera indica. As amostras foram coletadas nas duas praças com maior ocorrência de plantas tóxicas. Foram aplicadas técnicas de anatomia e histoquímica foliar, incluindo cortes, fixação, coloração, montagens de lâminas e observação microscópica, visando à análise estrutural dos seus sistemas e à identificação de compostos químicos. Os resultados mostraram predominância de células epidérmicas poligonais e isodiamétricas, além de epiderme com cutícula espessa, característica associada à resistência ambiental. Observou-se também a presença de estômatos hipoestomáticos, tricomas, cistólitos e mesófilo dorsiventral organizado na maioria das espécies estudadas. Nos testes histoquímicos, foram identificados lipídios, lignina, celulose, compostos fenólicos e amido em todas as espécies, além da presença de alcaloides e cristais de oxalato de cálcio em algumas delas, indicando potencial tóxico. Dessa forma, os resultados contribuem para estudos morfológicos e taxonômicos, ampliam a compreensão sobre a adaptação das plantas a diferentes ambientes e condições de estresse, reforçam a importância dessas espécies para a arborização urbana e os cuidados com a sua seleção na prevenção de intoxicações, além da importância dos estudos quanto à sua composição química para aplicações farmacológicas, medicinais e para o meio ambiente.

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Universidade Federal do Pará

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