Os limites naturais do crescimento econômico à luz da economia ecológica: caminhos para uma solução neguentrópica

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05-08-2025

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RIBEIRO, Mônica Moraes. Os limites naturais do crescimento econômico à luz da economia ecológica: caminhos para uma solução neguentrópica. Orientador: Danilo Araújo Fernandes. 2025. 217 f. Tese (Doutorado em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido) - Núcleo de Altos Estudos Amazônicos, Universidade Federal do Pará, Belém, 2025. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/17988. Acesso em:.

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Este estudo objetiva compreender, no contexto do sistema econômico, as formas pelas quais o crescimento econômico impacta o meio ambiente, tanto em termos de extração de recursos materiais e energéticos, quanto da deposição de matéria degradada e de energia dissipada. Isso porque a prática econômica dominante, com sua escala de produção, gera uma série de problemas ambientais que ameaçam a sustentabilidade da vida na Terra. Esses problemas incluem a deterioração dos ecossistemas, a perda da biodiversidade e mudanças no clima. Neste sentido, cabe a indagação: de que forma o crescimento econômico, com seus impactos ambientais decorrentes, vêm sendo tratado pelas teorias econômicas ao longo do tempo; e quais abordagens teóricas poderiam ser identificadas, no estado atual da literatura, no sentido da defesa de uma abordagem teórica inovadora – com possibilidades de soluções neguentrópicas – capaz de dirimir o impasse da relação entre crescimento vs conservação ambiental? Para estas demandas, foi realizada extensa pesquisa bibliográfica no campo interdisciplinar, nas áreas da Economia Aplicada, Economia do Meio Ambiente, Física, Ecologia e Ecologia Política; com enfoque para a obra basilar de Nicholas Georgescu-Roegen (1971), na apreensão de sua crítica ao paradigma econômico dominante, bem como nos autores que representam a visão por ele criticada. No final do século XX, muitos debates divergentes emergiram na esfera acadêmica e no âmbito de formulações de políticas multilaterais globais. Isso resultou na elaboração de dois distintos campos de estudo que investigam a interação entre o processo econômico e os processos ecológicos, que são a Economia Ambiental e a Economia Ecológica. Essas duas correntes constituem pólos antagônicos de um mesmo processo, em que de um lado, na Economia Ambiental, se afirma o potencial de crescimento econômico sustentável de longo prazo, desde que se avance nos processos de internalização dos custos ambientais e substituição dos fatores escassos por fatores e recursos disponíveis; de outro, na Economia Ecológica, firmada nos limites biofísicos do crescimento e na necessidade de uma nova forma de pensar a economia, fundamentada em princípios bioeconômicos, ao propor sua reestruturação com foco na sustentabilidade dos fluxos de matéria e energia. Diante desse impasse e avançando sobre o cenário da emergência climática, dos esforços globais em buscar a conciliação para a questão do crescimento econômico e da conservação dos ecossistemas, propõe-se o debate sobre um modelo conceitual e inovador, que possa conciliar opções de crescimento com gabaritos qualitativos capazes de enquadrar as estratégias de crescimento dentro dos limites biofísicos dos ecossistemas, buscando compatibilizar a conflituosa relação entre crescimento vs conservação ambiental.

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Brasil

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