O projeto coletivo de cooperativas camponesas no nordeste paraense: princípios e graus de cooperativismo camponês
| dc.contributor.advisor-co1 | SABLAYROLLES, Philippe Jean Louis | |
| dc.contributor.advisor-co1Lattes | http://lattes.cnpq.br/7201576326250482 | |
| dc.contributor.advisor1 | ASSIS, William Santos de | |
| dc.contributor.advisor1Lattes | http://lattes.cnpq.br/0188412611746531 | |
| dc.contributor.advisor1ORCID | https://orcid.org/0000-0002-9525-7153 | |
| dc.contributor.member | SILVA, Luis Mauro Santos | |
| dc.contributor.member | SOUSA, Romier da Paixão | |
| dc.contributor.member | SILVA, Roberto Marinho Alves da | |
| dc.contributor.member | GERVAIS, Ana Maria Dubeux | |
| dc.contributor.member | MEDEIROS, Monique | |
| dc.contributor.member1Lattes | http://lattes.cnpq.br/7285459738695923 | |
| dc.contributor.member1Lattes | http://lattes.cnpq.br/4322101637185188 | |
| dc.contributor.member1Lattes | http://lattes.cnpq.br/2334019578757276 | |
| dc.contributor.member1Lattes | http://lattes.cnpq.br/7478606758967006 | |
| dc.contributor.member1Lattes | http://lattes.cnpq.br/4244130793736395 | |
| dc.contributor.member1ORCID | https://orcid.org/0000-0003-1311-1271 | |
| dc.contributor.member1ORCID | https://orcid.org/0000-0002-2925-5408 | |
| dc.contributor.member1ORCID | https://orcid.org/0000-0003-0532-9377 | |
| dc.contributor.member1ORCID | https://orcid.org/0000-0002-1393-529X | |
| dc.contributor.member1ORCID | https://orcid.org/0000-0001-8789-0621 | |
| dc.creator | ROCHA, André Carlos de Oliveira | |
| dc.creator.Lattes | http://lattes.cnpq.br/7416317468497959 | |
| dc.creator.ORCID | https://orcid.org/0009-0000-9704-9203 | |
| dc.date.accessioned | 2026-05-25T18:14:54Z | |
| dc.date.available | 2026-05-25T18:14:54Z | |
| dc.date.issued | 2026-03-31 | |
| dc.description.abstract | Cooperation is defined as a social process of mutual aid that, when formalized through bylaws and legal protection, constitutes a cooperative. This research addressed the theoretical challenge of understanding how cooperative organizations, not inherent to the peasantry, develop when formed by a peasant social base. Considering the struggle for autonomy and the centrality of the family unit, the question arises: how do peasant cooperatives in Pará materialize and maintain the peasant character of their collective project? The general objective was to analyze how cooperatives in northeastern Pará, through governance, commercial and social strategies, contribute to this materialization. With a qualitative approach and applied nature, an exploratory study was carried out, followed by case studies with three cooperatives. Action research collected data through semi-structured interviews with members, directors, and families, participant observation, and documentary research. The analysis was based on Bardin's content analysis technique (1977). The results indicate that peasant cooperativism presents specificities compared to business cooperativism. The cooperatives differ in terms of products commercialized, management of agroecosystems, and concern for agroecology. Commercial and social strategies, as well as governance structure, proved to be fundamental elements for analysis. D'IRITUIA maintains its peasant character through participatory monthly meetings, diversified commercialization (conventional, institutional markets, and fairs), and social strategies such as participatory organic certification groups, which strengthen agroecological practices and agroforestry systems, in addition to participation in municipal councils. CART materializes the collective project even with centralized governance, serving members via institutional markets (for upland areas) and conventional markets (oilseed and açaí chains, for floodplains). It holds assemblies with almost 90% attendance and directors with a strong community spirit. Social strategies include agricultural mechanization, seed donation, construction of community flour houses, and participation in municipal councils, maintaining a relationship with the rural workers' union. COOMAR stands out for its participatory governance with three annual general assemblies and monthly administrative council meetings. Its "solidarity grocery store" commercializes members' products and offers inputs at affordable prices. It innovates with the mandatory purchase of seven agricultural products from members, regardless of stock. In the murumuru production chain, it shares part of the cooperative's value with suppliers and maintains processing machines in the communities. Social strategies include solidarity and labor funds, inclusion of young people, surplus distribution, and participation in the Rede Bragantina network and the ECRAMA School. The maintenance of the collective project essentially depends on governance, which must ensure the representation of peasant interests. The guiding principles are: peasant social base; governance adapted to local reality; diversified commercial strategies for relative autonomy; social strategies for members and the community; and the peasant character of the collective project. The research proposes the concept of "degrees of peasant cooperativism" to analyze organizations based on these dimensions. It is concluded that peasant cooperatives evolve in response to pressures from the capitalist market but build strategies aligned with the material needs of their base. The peasant character is made viable through governance that generates stability and autonomy. Commercial strategies encompass multiple markets, requiring caution regarding dependence on specific channels. Social strategies include political participation in councils. Differentiating peasant cooperatives is fundamental for technical advisory services, specific public policies, and revision of the regulatory framework, considering that the peasant logic opposes the business logic of agribusiness. | |
| dc.description.resumo | Define-se cooperação como processo social de ajuda mútua que, ao ser formalizada por estatuto e amparo legal, constitui-se em cooperativa. Esta pesquisa enfrentou o desafio teórico de compreender como organizações cooperativas, não inerentes ao campesinato, desenvolvem-se quando formadas por base social camponesa. Considerando a luta por autonomia e a centralidade da unidade familiar, questiona-se: como cooperativas camponesas no Pará materializam e mantêm o caráter camponês de seu projeto coletivo? O objetivo geral foi analisar como cooperativas do nordeste paraense, por meio de governança, estratégias comerciais e sociais, contribuem para essa materialização. Com abordagem qualitativa e natureza aplicada, realizou-se estudo exploratório seguido de estudos de caso com três cooperativas. A pesquisa-ação coletou dados por meio de entrevistas semiestruturadas com sócios, dirigentes e famílias, observação participante e pesquisa documental. A análise fundamentou-se na técnica de conteúdo de Bardin (1977). Os resultados indicam que o cooperativismo camponês apresenta especificidades em relação ao cooperativismo empresarial. As cooperativas diferenciam-se por produtos comercializados, manejo dos agroecossistemas e preocupação com agroecologia. Estratégias comerciais, sociais e estrutura de governança revelaram-se elementos fundamentais para análise. A D'IRITUIA mantém o caráter camponês por meio de reuniões mensais participativas, comercialização diversificada (mercados convencional, institucional e feiras) e estratégias sociais como grupos de certificação orgânica participativa, que fortalecem práticas agroecológicas e sistemas agroflorestais, além da participação em conselhos municipais. A CART materializa o projeto coletivo mesmo com governança centralizada, atendendo sócios via mercados institucionais (terra firme) e convencionais (cadeias de oleaginosas e açaí, para várzea). Realiza assembleias com quase 90% de presença e diretores com forte espírito comunitário. Estratégias sociais incluem mecanização agrícola, doação de sementes, construção de casas de farinha comunitárias e participação em conselhos municipais, mantendo relação com o sindicato rural. A COOMAR destaca-se pela governança participativa com três assembleias anuais e reuniões mensais do conselho administrativo. Sua "cantina solidária" comercializa produtos dos sócios e oferece insumos a preços acessíveis. Inova com compra obrigatória de sete produtos agrícolas dos associados, independentemente de estoque. Na cadeia do murumuru, reparte parte do valor com fornecedores e mantém máquinas nas comunidades. Estratégias sociais incluem fundos solidários e trabalhistas, inserção de jovens, divisão de sobras e participação na Rede Bragantina e na Escola ECRAMA. A manutenção do projeto coletivo depende essencialmente da governança, que deve garantir a representação dos interesses camponeses. Os princípios orientadores são: base social camponesa; governança adaptada à realidade local; estratégias comerciais diversificadas para autonomia relativa; estratégias sociais para sócios e comunidade; e caráter camponês do projeto coletivo. A pesquisa propõe o conceito de "graus de cooperativismo camponês" para analisar organizações a partir dessas dimensões. Conclui-se que as cooperativas camponesas evoluem respondendo às pressões do mercado capitalista, mas constroem estratégias alinhadas às necessidades de sua base. O caráter camponês viabiliza-se por governança que gera estabilidade e autonomia. As estratégias comerciais abarcam múltiplos mercados, exigindo cuidado com dependência de canais específicos. As estratégias sociais incluem participação política em conselhos. Diferenciar cooperativas camponesas é fundamental para assessoria técnica, políticas públicas específicas e revisão do marco regulatório, considerando que a lógica camponesa se opõe à lógica empresarial do agronegócio. | |
| dc.description.sponsorship | FAPESP - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo | |
| dc.description.sponsorship | CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico | |
| dc.identifier.citation | ROCHA, André Carlos de Oliveira. O projeto coletivo de cooperativas camponesas no nordeste paraense: princípios e graus de cooperativismo camponês. Orientador: William Santos de Assis. Coorientador: Philippe Jean Louis Sablayrolles. 2026. 149 f. Tese (Doutorado em Agriculturas Amazônicas) - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Núcleo de Ciências Agrárias e Desenvolvimento Rural, Universidade Federal do Pará, Belém, 2026. Disponível em: . Acesso em:. | |
| dc.identifier.uri | https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/18254 | |
| dc.language | por | pt_BR |
| dc.publisher | Universidade Federal do Pará | pt_BR |
| dc.publisher | Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária | pt_BR |
| dc.publisher.country | Brasil | pt_BR |
| dc.publisher.department | Instituto Amazônico de Agriculturas Familiares | pt_BR |
| dc.publisher.initials | UFPA | pt_BR |
| dc.publisher.initials | EMBRAPA | pt_BR |
| dc.publisher.program | Programa de Pós-Graduação em Agriculturas Amazônicas | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.rights | Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International | en |
| dc.rights.uri | http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/ | |
| dc.source.uri | Disponível na internet via correio eletônico: bibagrarias@ufpa.br | |
| dc.subject | Associativismo | |
| dc.subject | Governança | |
| dc.subject | Mercado | |
| dc.subject | Campesinato | |
| dc.subject | Amazônia | |
| dc.subject.areadeconcentracao | AGRICULTURAS FAMILIARES E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL | pt_BR |
| dc.subject.cnpq | CNPQ::CIENCIAS AGRARIAS::AGRONOMIA | |
| dc.subject.cnpq | CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::ANTROPOLOGIA::ANTROPOLOGIA RURAL | |
| dc.subject.linhadepesquisa | DINÂMICAS ECONÔMICAS, CULTURAIS E SOCIOAMBIENTAIS NO DESENVOLVIMENTO RURAL NA AMAZÔNIA | pt_BR |
| dc.subject.linhadepesquisa | SUSTENTABILIDADE DA AGRICULTURA FAMILIAR NA AMAZÔNIA | pt_BR |
| dc.title | O projeto coletivo de cooperativas camponesas no nordeste paraense: princípios e graus de cooperativismo camponês | |
| dc.type | Tese | pt_BR |
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