Mapeamento e gestão de risco de queda de árvores em uma unidade de conservação na Amazônia

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23-02-2022

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SILVA, Denisson Coelho da. Mapeamento e gestão de risco de queda de árvores em uma unidade de conservação na Amazônia. Orientador: Bergson Cavalcanti de Moraes. 2022. 86 f.: il. color. Dissertação (Mestrado em Gestão de Riscos e Desastres Naturais na Amazônia) - Programa de Pós-Graduação em Gestão de Riscos e Desastres Naturais na Amazônia, Instituto de Geociências, Universidade Federal do Pará, Belém, 2022. Disponível em: . Acesso em:.

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As unidades de conservação são espaços de interação social que oferecem diversos benefícios para a população. No entanto, as árvores abrigadas nestes espaços, podem possuir defeitos estruturais, e estão sujeitas as variáveis meteorológicas, como a precipitação hídrica e a rajadas de vento. Assim sendo, nunca estão livres de apresentarem riscos de queda ou de suas partes, podendo causar a qualquer momento algum dano material ou a vida humana. Neste sentido, vários métodos de avaliação de risco de queda de árvores têm sido propostos para o planejamento das ações coordenadas de prevenção, mitigação e preparação, com atuação sobre as ameaças e as vulnerabilidades. No presente trabalho, aplicou-se o método não invasivo, a qual se caracteriza pela diagnose visual subjetiva dos indivíduos arbóreos, sem o emprego de instrumentos sofisticados, com objetivo de elaborar um mapa de risco de queda de árvores do Museu Parque Seringal, no Município de Ananindeua, no Estado do Pará. Para atender o objetivo deste trabalho, adotou-se uma metodologia quanti-qualitativa, a qual utiliza como parâmetros variáveis relacionadas à condição da copa, do tronco e da base do tronco. Foi analisado o porte das árvores, os riscos para os alvos e efeitos colaterais. Definiu-se um indicie final como forma de categorização dos riscos. Os resultados mostraram que 25,87% das árvores apresentaram risco de queda muito alto, 46,15% apresentaram risco alto, 26,57% dos indivíduos mostraram risco mediano e 1,41% têm risco muito baixo. Com base nestes dados, foi elaborado um mapa de risco de queda de árvores, com auxílio do software ArcGIS PRO Student, que possibilitou uma análise da distribuição espacial dos indivíduos quanto ao nível de risco, subsidiando na tomada de decisões pelos órgãos responsáveis, especialmente os de Proteção e Defesa Civil, para reduzir ou até evitar a exposição dos transeuntes e/ou do patrimônio público e privado ao risco, em prol da garantia dos direitos individuais e coletivos a vida. Portanto, para trabalhos futuros, recomenda-se a aplicação do produto cartográfico como instrumento na elaboração de um Plano de Contingência, para os indivíduos arbóreos abrigados no Museu Parque Seringal, no sentido de orientar as ações de preparação e resposta, voltadas para garantir a integridade física da população e a manutenção dos serviços ecossistêmicos prestado pelas árvores ou, ainda, para restabelecer as condições de normalidade.

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Brasil

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Programa de Pós-Graduação em Gestão de Riscos e Desastres Naturais na Amazônia

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