Dissertações em Gestão de Riscos e Desastres Naturais na Amazônia (Mestrado) - PPGGRD/IG
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/9944
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Mapeamento de focos de calor no Parque Estadual do Mirador – MA de 2013 a 2022(Universidade Federal do Pará, 2024-03-04) LAGO JUNIOR, Abisaer Li,ma; LIMA, Aline Maria Meiguins de; http://lattes.cnpq.br/6572852379381594; https://orcid.org/0000-0002-0594-0187; FRANCO, Vânia dos Santos; SANTOS, Marcos Ronielly da Silva; SODRÉ, Giordani Rafael Conceição; http://lattes.cnpq.br/5695152705442948; http://lattes.cnpq.br/0513329362156835; https://orcid.org/0000-0002-1959-1424; https://orcid.org/0000-0002-8918-973XAs Unidades de Conservação (UC’s) são territórios importantes para a preservação e equilíbrio da biodiversidade de uma determinada região. Todos os anos os incêndios florestais causam destruição e prejuízos em diversas UC’s pelo Brasil. Essa destruição afeta não somente a fauna e flora dos biomas, mas também populações que vivem nos arredores dessas localidades. No Estado do Maranhão, o Parque Estadual do Mirador (PEM) é a Unidade de Conservação mais afetada pelos incêndios florestais. No ano de 2022 foram registrados 738 focos de calor no PEM. Dessa forma, este estudo teve como objetivo realizar o mapeamento dos focos de calos que ocorreram dentro do Parque do Mirador de 2013 a 2022. Para tanto, foram obtidos dados de precipitação para identificar a correlação dessa variável com os focos de calor, além de localizar a região do parque onde se concentram os maiores registros. Os dados de focos de calor foram organizados e processados, tendo sido ao final elaborados mapas de densidade kernel. Ao longo do ano, pode-se perceber que registros de focos de calor foram concentrados no período seco (maio a setembro) e que a borda leste é a região mais afetada. Esse resultado deve-se ao aumento em 5,33% de áreas de uso antrópicos no município de Mirador - MA. Essa informação pode subsidiar a elaboração do plano de manejo do parque, além de auxiliar as ações de prevenção e mitigação aos incêndios florestais por parte dos órgãos competentes.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Sensoriamento remoto e geoprocessamento como ferramenta de prevenção de risco: mapeamento de áreas suscetíveis à inundação em municípios paraenses(Universidade Federal do Pará, 2024-08-20) SOARES, Eduardo Ayron Gomes; SIQUEIRA, Gilmar Wanzeller; http://lattes.cnpq.br/3145792580729701; SILVA JÚNIOR, João de Athaydes; SODRÉ, Giordani Rafael Conceição; VINAGRE, Marcos Valério de Albuquerque; http://lattes.cnpq.br/2150400764733967; http://lattes.cnpq.br/0513329362156835; http://lattes.cnpq.br/8044094535697705; https://orcid.org/0000-0001-7012-4381; https://orcid.org/0000-0002-8918-973X; https://orcid.org/0000-0002-7650-9204A inundação é um desastre pertencente à classe hidrológica, que afeta milhares de pessoas ao redor do mundo do ano. Ao tratar da situação dos municípios paraenses frente às inundações, é possível identificar que é uma problemática que afeta diversos municípios, existem 3.021 trechos inundáveis no Pará. Tal cenário enfatiza a importância da gestão de riscos e a necessidade de investimentos em medidas de prevenção em relação às inundações. Diante deste cenário o sensoriamento remoto e geoprocessamento surgem como alternativa para identificação das áreas suscetíveis a inundação podendo ajudar os gestores públicos a criar medidas de prevenção em relação aos desastres. O presente trabalho teve como objetivo utilizar o modelo Height Above Nearest Drainage (HAND) para mapear as áreas susceptíveis à inundação em municípios paraenses utilizando dados secundários, livres e ferramentas gratuitas. A supracitada metodologia consiste em utilizar um modelo digital de elevação (MDT) com intuito de efetuar a normalização da altimetria do terreno com base nas cotas da drenagem, o método utiliza a diferença entre a altitude do terreno e a altitude do canal para prever o grau de susceptibilidade à inundação. Os municípios mapeados foram Porto de Moz que já possui um mapa de setorização de risco produzido pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) e o outro município foi Anajás que ainda não possui mapeamentos de áreas susceptíveis a inundações. Os resultados obtidos através do HAND para o município de Porto de Moz foram positivos, pois, as comparações com produtos gerados pelo CPRM demostraram similaridades com pontos de susceptibilidade a inundação identificados em ambos mapeamentos. Portanto, o método foi aplicado no município de Anajás gerando o mapa de susceptibilidade a inundação para à área urbana, onde foi constatado que 55,1% da área urbana de Anajás é altamente suscetível à inundação e através da inserção dos dados censitários do ano de 2022 no mapa produzido, foi possível observar que 90% das intuições de ensino e estabelecimentos de saúde estão em área de alta susceptibilidade à inundação. Os resultados alcançados indicam que o sensoriamento remoto e o geoprocessamento são ferramentas que contribuem positivamente para gestão de risco, possibilitando que sejam identificadas as áreas mais sujeitas a inundações, facilitando a criação de planos de prevenção por parte dos órgãos públicos competentes, todavia, exige-se que sejam feitos investimentos em qualificação dos servidores públicos e equipamentos de qualidade para alcançar o potencial máximo dessas ferramentas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Riscos ambientais em áreas de proteção ambiental: uma visão sistêmica da ocupação irregular na Ilha do Combu(Universidade Federal do Pará, 2024-03-01) COUTINHO, Elaine Cristina da Silva; BORGES, Maurício da Silva; http://lattes.cnpq.br/1580207189205228; SILVA JÚNIOR, João de Athaydes; OLIVEIRA, Francisco de Souza; FONSECA, Luciana Costa da; http://lattes.cnpq.br/2150400764733967; http://lattes.cnpq.br/8386440288477782; http://lattes.cnpq.br/3383269305393137; https://orcid.org/0000-0001-7012-4381; https://orcid.org/0009-0003-1522-746X; https://orcid.org/0000-0001-9330-2208A relação homem-meio ambiente sempre foi marcada pela prevalência da vontade humana sobrepondo aos recursos naturais e como resposta, desastres ambientais passaram a ser mais frequentes comprometendo não somente a natureza, mas com o homem e todos os seres viventes. Esta pesquisa visa uma abordagem sistêmica sobre os impactos socioambientais decorrentes da ocupação irregular de empreendimentos na ilha do Combu, tendo como metodologia a pesquisa bibliográfica e documental, qualitativa e quantitativa, com coleta de imagens via satélite e dados para fomentar o trabalho. O objetivo é mapear áreas de riscos socioambientais na ilha, analisar as intervenções públicas, e com isso fornecer subsídios à implementação de ações preventivas e repressivas para minimizar os danos socioambientais na APA COMBU.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeitos do desmatamento no comportamento hidrológico da sub-bacia da UHE de Estreito(Universidade Federal do Pará, 2024-02-23) ALMEIDA, Erlen Assis de; Flávio Augusto Altieri dos Santos, Flávio Augusto Altieri dos Santos; http://lattes.cnpq.br/4301999549333226; SILVA JÚNIOR, João de Athaydes; http://lattes.cnpq.br/2150400764733967; https://orcid.org/0000-0001-7012-4381; SODRÉ, Giordani Rafael Conceição; ROCHA, Edson José Paulino da; RIBEIRO, João Batista Miranda; http://lattes.cnpq.br/0513329362156835; http://lattes.cnpq.br/2313369423727020; http://lattes.cnpq.br/1874829087396349; https://orcid.org/0000-0002-8918-973XO ciclo hidrológico da água caracteriza-se por um fenômeno natural de circulação fechada entre a superfície terrestre e a atmosfera, em seu caminho rumo à superfície, a precipitação passa, por meio de condições atmosféricas, descendo sobre a superfície com uma cobertura vegetal, onde está retém parte dessa precipitação para as suas atividades morfofisiológicas. Pesquisadores concluem que a diminuição da floresta em uma bacia hidrográfica pode provocar um aumento no escoamento superficial, promovendo um incremento nas vazões máximas, pois a retirada da vegetação original menos intercepção da água teremos. Sendo assim, o monitoramento da área de estudo é essencial para prevenir e minimizar os impactos de possíveis desastres, como inundações, deslizamentos de terra, contaminação da água e secas. O principal objetivo deste trabalho foi avaliar o impacto do desmatamento na dinâmica da resposta hidrológica ao longo de 37 anos na SB-ESTREITO (Sub-bacia do Estreito), ela é parte da bacia do rio Tocantins até a usina hidrelétrica de Estreito, com uma área de aproximadamente 285.167,06 km², abrange principalmente os Estado do Tocantins, Goiás e Maranhão, inserida totalmente no bioma cerrado. Também foi considerado para essa pesquisa o período de 2012-2022. Foram aplicados os métodos de tendencias nas variáveis precipitação, vazão, Resposta Hidrológica (RH) e Taxa de Incremento de deflúvio (TID), o intuito foi verificar se elas estão apresentando aumento ou decremento. Posteriormente, as variáveis foram relacionadas com o desmatamento acumulado. A RH e o TID são divulgadas por cientistas a estar associados à dinâmica de desflorestamento, indicando que a remoção da floresta gera uma resposta rápida nos valores de escoamento superficial e lateral devido à diminuição dos processos de interceptação e de infiltração após a remoção da floresta. Ao todo a SB-Estreito perdeu aproximadamente 26,6% (49.872 km²) de sua vegetação original presente em 1985. Os resultados indicam tendência para o período de 1985-2022 de decremento para os dados de precipitação (o que pode comprometer o potencial hídrico da bacia), vazão e TID, enquanto para os dados de RH não apresentou tendências. Os valores de TID e vazão para os 37 anos mostrou-se uma resposta mais lenta no escoamento da água. Outra situação que os valores de desmatamento só foram atingir mais de 20% de perda de vegetação original na bacia em 2022, até 2021 a perda era em torno de aproximadamente 17%, incluindo nas APP a remoção da floresta foram e torno de 17% de cobertura original (1985-2022). A SB-estreito, tem como característica principal a construção vários complexos hidrelétricos, transformando o rio numa sucessão de represas. Com o intuito de observar se a construção de Estreito apresentou algum impacto, selecionou-se a década de 2012-2022, 2012 é marcado pela inauguração da usina de Estreito e pelo lançamento do novo código florestal. Nenhuma variável hidrometeorológica apresentou tendência para o período de 2012-2022, porém, a RH mostrou-se crescente a partir de 2018 e acompanhando o desmatamento, tendo seu maior valor em 2022 (ano que a supressão atinge mais de 20%, alguns pesquisadores concluem que a diminuição da vegetação, aumenta o escoamento da água desde que a área desmatada seja superior a 20%), ou seja, nesse ano em específico tivemos mais água se transformando em vazão. O TID predominou um comportamento padrão, para última década, uma taxa de escoamento mais controlada, talvez relacionada com a inauguração da usina a partir de 2012. Mediante aos dados levantados, conclui-se que as variáveis vazão e TID não apresentaram um escoamento mais rápido para o período de 37 anos, e para a última década (2012-2022) nenhuma variável hidrometeorológica apresentou tendências. Além do desmatamento, outros fatores parecem influenciar o comportamento hidrológico da bacia em questão, como as usinas hidrelétricas (UHEs), que estão alterando o fluxo natural do rio e modificando diretamente o comportamento da vazão.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise de risco associada a barragens de usos múltiplos na bacia hidrográfica do rio Uraim em Paragominas-PA, utilizando ferramentas de geoprocessamento e sensoriamento remoto(Universidade Federal do Pará, 2024-10-21) FERREIRA, Hugo de Souza; MORAES, Bergson Cavalcanti de; http://lattes.cnpq.br/8462634544908052; https://orcid.org/0000-0003-0052-1570; SILVA, Christian Nunes da; SILVA JÚNIOR, João de Athaydes; RIBEIRO, João Batista Miranda; http://lattes.cnpq.br/4284396736118279; http://lattes.cnpq.br/2150400764733967; http://lattes.cnpq.br/1874829087396349; https://orcid.org/0000-0001-7012-4381O impacto da atividade humana desde a década de 1950 ampliou consideravelmente a probabilidade de ocorrência de eventos climáticos extremos. O Brasil é vulnerável a esses eventos, que afetam a gestão populacional, econômica, ecossistemas, agricultura e infraestrutura. A região amazônica está especialmente em risco devido às interações sinérgicas como o desmatamento e incêndios. A utilização de barragens de usos múltiplos representa um desafio adicional, já que muitas informações são insuficientes em relação à sua segurança e é notório o aumento do risco de rompimento associado aos eventos climáticos extremos. O presente estudo tem como objetivo o mapeamento das barragens de usos múltiplos na bacia hidrográfica do rio Uraim, em Paragominas, por meio da aplicação de técnicas de geoprocessamento e sensoriamento remoto, na análise foram identificadas 106 barragens dentro da área da bacia. A distribuição das barragens aponta para um cenário de alto risco para os residentes de Paragominas, pois muitas destas barragens sequer foram construídas com o mínimo da observância de critérios técnicos ou de engenharia. O estudo destacou a importância das geotecnologias na localização das barragens, evidenciando sua relevância como ferramenta crucial para o planejamento ambiental e a gestão de riscos. Recomenda-se, portanto, a realocação de moradias, a adoção de critérios técnicos rigorosos para a construção de barragens e o fortalecimento da Defesa Civil local. Essas medidas estão alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 13 e 11, que abordam, respectivamente, a ação climática em cidades e comunidades sustentáveis, também se ressalta a necessidade premente de adotar medidas de adaptação e mitigação diante dessa condição de risco.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise dos impactos dos eventos extremos de precipitação e nível da maré na cidade de Belém: estratégias para criação de limiares de alerta para alagamentos(Universidade Federal do Pará, 2024-12-27) BELÉM, Ivaldo de Jesus Almeida; SILVA JÚNIOR, João de Athaydes; http://lattes.cnpq.br/2150400764733967; https://orcid.org/0000-0001-7012-4381; RODRIGUES, Hernani José Brazão; MORAES, Bergson Cavalcanti de; SOUZA FILHO, José Danilo da Costa; http://lattes.cnpq.br/1660618871530248; http://lattes.cnpq.br/8462634544908052; http://lattes.cnpq.br/1239819764783787; https://orcid.org/0000-0003-0052-1570; https://orcid.org/0000-0002-1409-0700Os problemas de alagamentos em grandes cidades são frequentes e causam diversos transtornos para a população, como danos materiais, riscos à saúde e perda de vidas. Em Belém, capital do Pará, não é diferente, e nas últimas décadas, frequentemente a cidade vem sendo afetada por eventos de alagamentos, associados aos extremos de precipitação pluvial, e a ocorrência de alagamentos. O objetivo deste trabalho é identificar as áreas na cidade de Belém que possuem maiores riscos de alagamentos, propondo limiares de alerta com bases nas características geográficas e os eventos extremos de precipitação e nível da maré em Belém. A pesquisa ocorreu de forma exploratória documental com abordagens quantitativa com tratamento dos dados estatísticos e qualitativa, caracterizando as regiões com maiores vulnerabilidades para alagamentos, com base na hipsometria das bacias hidrográficas. Foi estudada a pluviometria para a cidade, com base nos dados pluviométricos das estações meteorológica automática e convencional do INMET e os dados do nível da maré foram oriundos das medições realizadas pela Marinha do Brasil. A relação entre as ocorrências de alagamentos na cidade estão ligadas com a pluviometria, o nível da maré e as cotas mais baixas, onde apenas o nível da maré alta já é capaz de gerar alagamentos em algumas localidades da cidade. O produto dessa dissertação é o mapeamento das bacias hidrográficas de Belém com o arruamento urbano, indicando as áreas mais vulneráveis (cotas mais baixas) e informações sobre eventos extremos de precipitação históricos, para auxiliar a tomada de decisão por agentes públicos para fins de planejamento urbano e intervenções futuras nas mesmas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Mapa de risco: uma elaboração a partir da percepção comunitária das áreas suscetíveis a inundações e alagamentos na microbacia do Rio Cereja, Bragança/PA(Universidade Federal do Pará, 2024-08-30) MOTA, Jéssica de Lucena; GARDUNHO, Danilo Cesar Lima; http://lattes.cnpq.br/3234722756561296; PONTE, Juliano Pamplona Ximenes; http://lattes.cnpq.br/9287377245887247; https://orcid.org/0000-0002-7668-8409; SILVA JÚNIOR, João de Athaydes; BORGES, Maurício da Silva; http://lattes.cnpq.br/2150400764733967; http://lattes.cnpq.br/1580207189205228; https://orcid.org/0000-0001-7012-4381O aumento da urbanização socialmente desigual produz um movimento de mobilidade das populações mais pobres em direção a áreas de risco, e unidades de conservação, devido a alta especulação imobiliária nos centros das cidades. Este trabalho estudará o risco ambiental na microbacia hidrográfica do Rio Cereja, em Bragança, Pará, Brasil. O Rio Cereja constitui uma microbacia hidrográfica importante, que deságua na bacia de drenagem do rio Caeté, ainda no território do município. No entanto, este recurso hídrico tem sido cada vez mais precarizado e depreciado, uma vez que os assentamentos em suas margens possuem manutenção negligenciada e saneamento básico ausente. Diante disso, tem-se investido cada vez mais no desenvolvimento de modelos hidrológicos com a finalidade de predizer impactos que possam ocasionar transtornos à população. O presente estudo visa caracterizar as áreas de inundação e alagamento, além de áreas de declividade crítica a movimentos de massa, identificando e classificando os riscos relacionados a estas através de um questionário aplicado a população vivente na área, avaliando as áreas quanto aos riscos socioambientais ao longo do Rio Cereja.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Percepção de vulnerabilidade da população sobre riscos e desastres naturais durante o período chuvoso: um estudo no “Canal da Gentil”(Universidade Federal do Pará, 2024-09-30) MAIA, Tamires Benedita da Silva; RODRIGUES, Hernani José Brazão; http://lattes.cnpq.br/1660618871530248; SILVA JÚNIOR, João de Athaydes; PALÁCIOS, Rafael da Silva; SOUZA FILHO, José Danilo da Costa; http://lattes.cnpq.br/2150400764733967; http://lattes.cnpq.br/1162335829202431; http://lattes.cnpq.br/1239819764783787; https://orcid.org/0000-0001-7012-4381; https://orcid.org/0000-0002-7628-1342; https://orcid.org/0000-0002-1409-0700Durante o período de chuvas de janeiro a maio, a população de Belém-PA enfrenta desafios significativos. Alagamentos e inundações frequentes sobrecarregam o sistema de drenagem insuficiente da cidade. Esses desastres naturais causam prejuízos econômicos, transtornos diários e riscos à saúde pública. A pesquisa debruçou-se sobre a percepção de vulnerabilidade da comunidade que residia nas proximidades do "Canal da Gentil" durante esse período. O objetivo da pesquisa foi analisar a percepção da vulnerabilidade dessa população, aplicar um índice de vulnerabilidade para a população residente no entorno do Canal da Gentil, analisar os indicadores de vulnerabilidade da população, analisar a percepção da população sobre a educação ambiental e sua eficácia na redução dos riscos de desastres naturais e elaborar um plano de curso para o ensino fundamental que promovesse um processo informativo e formativo em educação ambiental crítica, direcionado a professores, com foco nas realidades de regiões periféricas afetadas por alagamentos. O levantamento de dados incluiu a aplicação de questionários junto à comunidade afetada, seguido pela análise do índice de vulnerabilidade de forma geral e específica por rua, e pela análise da percepção da população sobre educação ambiental, visando embasar políticas públicas de conscientização ambiental na área do "Canal da Gentil". Os resultados da pesquisa apresentam uma percepção de vulnerabilidade média-baixa, ou seja, a população se percebe com uma vulnerabilidade mediana e também acredita que a educação ambiental pode melhorar a qualidade de vida. Com isso, conclui-se que a população ainda se vê como vulnerável, mas com uma vulnerabilidade moderada, o que reflete as obras de macrodrenagem do rio Tucunduba, que contribuíram para a melhoria da qualidade de vida dos moradores do entorno do “canal da Gentil”.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Segurança hídrica na ilha de Cotijuba, Belém-Pará(Universidade Federal do Pará, 2025-04-03) COSTA, Thiago José Costa da; LIMA, Aline Maria Meiguins de; http://lattes.cnpq.br/6572852379381594; https://orcid.org/0000-0002-0594-0187; SIQUEIRA, Gilmar Wanzeller; RODRIGUES, Hernani José Brazão; SANTOS, Marcos Ronielly da Silva; http://lattes.cnpq.br/3145792580729701; http://lattes.cnpq.br/1660618871530248; http://lattes.cnpq.br/5695152705442948; https://orcid.org/0000-0002-1959-1424A segurança hídrica está diretamente relacionada à disponibilidade e gestão adequada dos recursos hídricos para garantir o acesso à água em quantidade e qualidade suficientes. Fenômenos climáticos, como secas prolongadas e inundações intensas, têm impactado essa segurança, tornando a água uma questão cada vez mais crítica. Esta dissertação investigou as condições atuais da segurança hídrica na Ilha de Cotijuba, em Belém, Pará, utilizando sistemas de informações geográficas (SIG), para análise multitemporal do uso do solo, nos anos de 1985,1998,2010 e 2023, além de parâmetros altimétricos, e como produto final, a elaboração de um painel de segurança hídrica com base na percepção ambiental local, no qual são elencados os desafios para promover a sustentabilidade dos recursos hídricos na Ilha de Cotijuba, através de indicadores como sistema de abastecimento de água e esgoto, energia, uso e ocupação do solo e etc. A dissertação aborda principalmente a seguinte pergunta: “é possível comunidades que habitam às margens de rios em uma região de elevado índice pluviométrico terem limitações de acessibilidade à água em quantidade e qualidade?”. Como resultados encontrados da elaboração do painel de segurança hídrica em Cotijuba, tem-se a vários desafios do poder público para resolver, como por exemplo, a água consumida precisa ser comprada ou tratada, dada a deficiência do sistema de captação e distribuição atual. Nas últimas décadas, a intensa urbanização e o aumento do fluxo turístico impulsionaram a economia local, elevando a demanda por água e a geração de resíduos. Essa carência em infraestrutura de saneamento compromete tanto a saúde dos moradores quanto os ecossistemas da ilha. Políticas públicas sustentáveis e investimentos em infraestrutura são essenciais para mitigar os impactos do acesso a água de qualidade e quantidade na Ilha de Cotijuba, bem como a elaboração deste painel de segurança hídrica, pode ser aplicado a outras ilhas de Belém ou cidades do Pará, e que necessitem de um diagnóstico mais completo, se transformando em uma ferramenta para subsidiar tomadas de decisão pelo poder público.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise dos impactos de chuvas intensas coincidentes com marés de sizígia na cidade de Macapá/AP: estratégias para monitoramento, comunicação de riscos e emissão de alertas de desastres(Universidade Federal do Pará, 2025-03-31) PICANÇO, Estácio Janary de Oliveira; BORGES, Maurício da Silva; http://lattes.cnpq.br/1580207189205228; SILVA JÚNIOR, João de Athaydes; ROCHA, Edson José Paulino da; SILVA, Cilene Vitor da; http://lattes.cnpq.br/2150400764733967; http://lattes.cnpq.br/2313369423727020; https://orcid.org/0000-0001-7012-4381Os desastres relacionados às Mudanças Climáticas Globais e o crescimento desordenado das cidades, com a ampliação do contingente populacional empobrecido e em precárias condições de territorialização, por ser um quadro desafiador à Defesa Civil brasileira e àqueles que, sob sua coordenação, lidam com a gestão de desastres, evidenciam a urgência de ações, programas e políticas públicas de redução de riscos de desastres alinhadas com as práticas e recomendações propostos nos acordos internacionais dos quais o Brasil é participe. Empregando o método exploratório e as pesquisas bibliográfica e documental, este trabalho objetiva propor a organização de estratégias visando o monitoramento, comunicação de risco e emissão de alertas de desastres de natureza hidrológica para a cidade de Macapá/AP, em um modelo aplicável aos demais municípios da Amazônia. Verificou-se que na Região Norte o Sistema Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, monitora 117 municípios, dos 450 que a compõem. Que 262 municípios dispõem de órgão municipal de Proteção e Defesa Civil e apenas sete estão habilitados a emitir alertas públicos utilizando a Interface de Divulgação de Alertas Públicos, ferramenta ofertada pelo Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil para emissão de alertas, evidenciando assim a dificuldade que as Defesas Civis municipais têm em executar as atribuições impostas pela Lei 12608 de 04 de abril de 2012. Como procedimento metodológico, foram analisados os dados de pluviosidade e duas cartas hipsométricas da cidade de Macapá, constatando-se que entre os meses de dezembro e julho, Macapá registra acumulados de chuvas mensais superiores significativos, sendo os meses de fevereiro, março, abril e maio os de ocorrência de chuvas com acumulados próximos ou superiores a 300mm. Identificou-se e analisou-se cinco eventos adversos de natureza hidrológica, provocados por Chuvas Intensas que coincidiram com marés de sizígia que afetaram a Capital Amapaense no período de 2021 a 2024. As Chuvas Intensas geralmente iniciam durante a madrugada e se prolongam até o final da tarde e quando coincidentes com marés de sizígia, provocam alagamentos, transbordamento de canais e inundam as áreas de ressaca, principalmente na zona sul da cidade, que devido a sua morfologia e baixas classes altimétricas, permite a predominância de alagamentos e bruscas inundações, geralmente pelo colapso da infraestrutura de drenagem Da análise destes, e da análise dos mapeamentos de riscos georreferenciados, construiu-se os Produtos Técnicos, uma Matriz de Decisão contendo níveis de severidade e graus de criticidade dos parâmetros hidrometeorológicos identificados, que associada a uma cartilha contendo Estratégias de Monitoramento, Comunicação de Riscos e emissão de Alertas de Desastres naturais de Natureza Hidrológica na Amazônia, orientará o envio de Alertas para a população, indicando ações que desencadearão a atuação integrada dos órgãos constantes no Plano de Contingência Municipal e do Sistema Municipal de Proteção e Defesa Civil, de modo a incorporar essas ações ao planejamento municipal, alinhadas as agendas internacionais promovidas pelo Escritório da Nações Unidas Para a Redução do Risco de Desastres e com a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Ações de prevenção, auxílio e resposta em incêndios urbanos: vulnerabilidade e percepção de riscos no município de Ananindeua-PA(Universidade Federal do Pará, 2025-04-30) CUNHA, Antonio Marcos Coelho da; SIQUEIRA, Gilmar Wanzeller; http://lattes.cnpq.br/3145792580729701; RODRIGUES, Hernani José Brazão; VINAGRE, Marco Valério de Albuquerque; RIBEIRO, João Batista Miranda; http://lattes.cnpq.br/1660618871530248; http://lattes.cnpq.br/8044094535697705; http://lattes.cnpq.br/1874829087396349; https://orcid.org/0000-0002-7650-9204Um incêndio pode causar sérios impactos para a sociedade, fato que permite considerá-lo como um desastre socioambiental. Na Região Metropolitana de Belém, a preocupação com perdas humanas e materiais em decorrência dos incêndios têm aumentado significativamente. De 2014 a 2024 foram registrados 64.032 ocorrências de incêndios no Pará, principalmente em edificações comerciais e residenciais motivadas pela sobrecarga e m instalações elétricas e ligações clandestinas. Nas edificações de madeira, os impactos são mais desastrosos, devido a fatores como falta de isolamento entre uma edificação e outra, atingindo dezenas de casas em um curto intervalo de tempo, afetaram várias pessoas em suas condições socioeconômicas. O crescimento desordenado das construções irregulares na periferia contribuiram como fatores relevantes à condição de risco à incêndios. A pesquisa analisou a percepção de risco sobre incêndio urbano no município de Ananindeua-PA, através da análise do perfil sociodemográfico dos moradores, com estudo descritivo, restropectivo e exploratório, sobre as vulnerabilidades e percepção de riscos das comunidades de Ananindeua – Pa. A abordagem foi quantitativa e qualitativa através da utilização de formulários às populações em áreas de riscos e entrevistas com representantes da comunidade para avaliar a percepção de risco sobre incêndios. Forão revisadas bibliografias e estatísticas oficiais para definir as causas de incêndios urbanos e obter subsídios para elaboração dos produtos finais, sendo uma cartilha interativa e um mapeamento dos hidrantes das áreas estudadas, para serem difundidos junto a população. Os resultados obtidos evidenciaram um significativo desconhecimento sobre ações eficazes de prevenção e combate aos incêndios, da preservação e funcionabilidade dos hidrantes e a importância de fazer com que as pessoas tenham acesso facilitado a medidas simples e eficazes de proteção de suas vidas para que a comunidade esteja preparada para agir com vistas à redução de acidentes.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Mapeamento de inundações urbanas com uso de radar de abertura sintética para o município de Marabá-PA(Universidade Federal do Pará, 2025-03-18) SILVA, Angelo Bruno Batalha; ANDRADE, Milena Marília Nogueira de; http://lattes.cnpq.br/1930321094483005; https://orcid.org/0000-0001-5799-7321; LIMA, Aline Maria Meuguins de; POLIDORI, Laurent; BARBOSA, Estevão José da Silva; http://lattes.cnpq.br/6572852379381594; http://lattes.cnpq.br/7680664269303426; http://lattes.cnpq.br/0650519445162390; https://orcid.org/0000-0002-0594-0187; https://orcid.org/0000-0001-6220-9561A região amazônica é caracterizada por sua vasta rede hidrográfica e variabilidade hidrológica, aumentando a susceptibilidade a eventos extremos, como inundações. No município de Marabá, Pará, na confluência dos rios Tocantins e Itacaiúnas, a ocupação irregular das áreas de várzea e a precariedade da infraestrutura urbana, agrava a recorrência de inundações, impactando diretamente a população e os setores econômico e social. Diante desse cenário, esta pesquisa teve como objetivo principal mapear inundações no perímetro urbano de Marabá, utilizando dados de Radar de Abertura Sintética (SAR) do satélite Sentinel-1. A metodologia baseou-se na análise multitemporal de imagens SAR de 2018 a 2023, pré-processadas na plataforma Google Earth Engine. Neste trabalho foram aplicadas técnicas de correção geométrica e radiométrica, além de limiarização adaptativa para a segmentação das áreas inundadas. Os resultados foram validados a partir de dados fluviométricos da Agência Nacional de Águas (ANA) e pluviométricos do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). Os resultados obtidos indicaram que os anos de 2020 e 2022 apresentaram os maiores valores totais de áreas inundadas, atingindo 12,82 km² e 12,52 km², respectivamente. As regiões mais afetadas estão concentradas em áreas de baixa altitude e infraestrutura precária, evidenciando a exposição dos núcleos urbanos do município. Além disso, os resultados estão alinhados com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), como: ODS 6 (Água Potável e Saneamento); ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis) ao fornecer subsídios para tornar os centros urbanos mais resilientes e ODS 13 (Ação Contra a Mudança Global do Clima), ao considerar a intensificação dos eventos extremos na região amazônica. Com isso, este trabalho destaca a necessidade de difusão do conhecimento sobre radar, para que essas técnicas contribuam na gestão territorial e na resposta a desastres na Amazônia.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Ondas de calor e riscos climáticos na Amazônia: análise espaço-temporal em Santarém-PA por meio de geotecnologias(Universidade Federal do Pará, 2025-04-04) SANTOS, Adrilene Silva dos; SODRÉ, Giordani Rafael Conceição; http://lattes.cnpq.br/0513329362156835; https://orcid.org/0000-0002-8918-973X; SILVA JÚNIOR, João de Athaydes da; GONÇALVES, Layrson de Jesus Menezes; SAUSEN, Darlene; http://lattes.cnpq.br/2150400764733967; http://lattes.cnpq.br/0500272377835584; http://lattes.cnpq.br/0095210122375797; https://orcid.org/0000-0001-7012-4381; https://orcid.org/0000-0002-3896-0168A presente pesquisa analisa a dinâmica espaço-temporal das ondas de calor e os riscos climáticos em Santarém, Pará, utilizando ferramentas de geotecnologia. A região amazônica tem registrado mudanças climáticas significativas, incluindo aumento das temperaturas, alterações no regime de chuvas e intensificação de eventos extremos, como secas severas e ondas de calor. O estudo considera os anos de 1998, 2005, 2010, 2015 e 2023, períodos marcados por extremos climáticos. A metodologia empregou dados de satélite e modelagem climática para calcular anomalias de temperatura e precipitação. Foram utilizados bancos de dados como CHIRPS (para precipitação), ERA5 e WorldClim (para temperatura do ar) e MapBiomas (para análise da cobertura do solo). A análise das ondas de calor seguiu a definição da Organização Meteorológica Mundial, considerando períodos consecutivos de temperaturas máximas acima da média. Além disso, o Índice de Precipitação Evapotranspiração Padronizado (SPEI) foi aplicado para avaliar a intensidade das secas na região. Os resultados indicam um aumento da frequência e duração das ondas de calor ao longo das últimas décadas, além de uma tendência de intensificação das secas. O ano de 2023 destacou-se como um dos mais críticos, registrando os maiores períodos de estiagem e as ondas de calor mais prolongadas. O estudo aponta que a interação entre eventos climáticos extremos e alterações no uso do solo contribui para a vulnerabilidade da região a riscos climáticos, impactando diretamente a população, a biodiversidade e as atividades socioeconômicas. A pesquisa reforça a necessidade de estratégias de mitigação e adaptação aos impactos das mudanças climáticas na Amazônia, considerando políticas públicas voltadas para a conservação ambiental e a resiliência climática das comunidades locais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Identificação do risco de suscetibilidade erosiva na zona costeira da ilha de Caratateua, Amazônia Oriental(Universidade Federal do Pará, 2025-02-12) MENEZES, Paula Maria de Melo; RODRIGUES, Hernani José Brazão; http://lattes.cnpq.br/1660618871530248; PALÁCIOS, Rafael da Silva; SILVA JÚNIOR, João de Athaydes; SOUZA FILHO, José Danilo da Costa; http://lattes.cnpq.br/1162335829202431; http://lattes.cnpq.br/2150400764733967; http://lattes.cnpq.br/1239819764783787; https://orcid.org/0000-0002-7628-1342; https://orcid.org/0000-0001-7012-4381; https://orcid.org/0000-0002-1409-0700A forma de organização da população tem modificado parte significativa das vertentes ambientais, como as zonas costeiras. A ilha de Caratateua, distrito pertencente ao município de Belém, representa uma destas com riscos a erosão, uma vez que esta lida com a falta de gestão ambiental, e urbanística, em parte considerável da ilha, resultando em uma maior pressão sobre o solo e provocando impactos ambientais de magnitude significativa a longo prazo. Conservar a dinâmica da linha da costa é fundamental para garantir o balanço sedimentar positivo, assegurando a qualidade socioambiental. Processos desordenados de uso e ocupação do solo aceleram regimes degradativos, os quais refletem nos recursos hídricos, pedológicos e florestais. Em virtude disto, identificar e mapear ambientes propícios a erosão é fundamental para o gerenciamento costeiro. O SIG – Sistema de Informação Geográfica utilizado nesta pesquisa representa uma ferramenta eficaz de suporte e análise para áreas vulneráveis em grandezas espaciais diferentes. Esta pesquisa apresenta uma análise com o mapeamento das áreas vulneráveis a erosão a partir da Análise Hierárquica de Processo – AHP. Ainda, dimensiona o impacto de condicionantes distintas que influenciam nesta problemática, bem como sua importância na elaboração de um mapeamento de alta acuracidade para regiões com potencial erosivo. Para esta pesquisa foram consideradas três condicionantes chave no fator vulnerabilidade: mudança de uso e cobertura da terra, pedologia e declividade. Verificou-se pontos de suscetibilidade erosiva com magnitude média e diversos pontos de alta por toda a zona costeira. Quanto a declividade, a presença de um terreno com maior parte suavemente ondulada e com pontos ondulados; já para a pedologia, manchas consideráveis de Espodossolo Ferrihumilúvico, Gleissolo Háplico Distrófico e ínfimas manchas de Latossolo Amarelo Distrófico em zonas de ocupação urbana. Estes achados, diante da resposta dos índices geológicos e morfológicos, podem comprovar que a zona costeira dispõe de alta vulnerabilidade ambiental a qual precisa ser minimizada. O estudo será de suma importância para delinear o gerenciamento ambiental da Ilha.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Ameaças ambientais na região portuária de Vila do Conde (Barcarena-PA): estudo físico-químico e microbiológico de potenciais impactos a qualidade da água do rio Pará, aplicação do método FMEA e concepção de mapa de risco(Universidade Federal do Pará, 2025-06-12) GOMES, Luiza de Cássia Santa Brígida; CARNEIRO, Bruno Santana; http://lattes.cnpq.br/6862606416163335; https://orcid.org/0000-0001-7436-8340; MORAES, Dorsan dos Santos; http://lattes.cnpq.br/0042246809975347; https://orcid.org/0000-0003-3948-3049; SILVA JÚNIOR, João de Athaydes da; PINHEIRO, Samara Cristina Campelo; FAIAL, Kelson do Carmo Freitas; http://lattes.cnpq.br/2150400764733967; http://lattes.cnpq.br/4615071259886985; http://lattes.cnpq.br/5038449535463689; https://orcid.org/0000-0001-7012-4381; https://orcid.org/0000-0001-7094-4902Os recursos hídricos localizados próximos a regiões portuárias estão sujeitos aos chamados “riscos tecnológicos ambientais”, que demandam constante monitoramento. O Porto de Vila do Conde, no município de Barcarena-PA, já foi acometido por diversos acidentes ambientais passíveis de causar danos ao rio Pará, no qual está inserido. Diante disso, é essencial avaliar os riscos associados às atividades desenvolvidas na região e suas interferências nas condições naturais desse recurso, bem como nos modos de vida das comunidades do entorno. O objetivo deste estudo foi avaliar a qualidade da água do rio Pará através da análise de parâmetros físico-químicos, microbiológicos e concentração de metais, buscando evidenciar possíveis alterações nesses indicadores correlatos a acidentes ambientais anteriores. Foram utilizados dados históricos do Instituto Evandro Chagas (2013 a 2023), além de coletas e análises. Com base no levantamento dos acidentes ambientais ocorridos na região, aplicou-se a metodologia Failure Mode and Effects Analysis (FMEA), resultando na elaboração de um mapa de risco. As atividades desenvolvidas incluíram: levantamento bibliográfico, coleta de amostras, análises laboratoriais e aplicação do método FMEA, o qual consistiu na identificação dos acidentes (potenciais e reais), na caracterização dos riscos, seus efeitos (alterações nos indicadores), causas e na classificação dos impactos de acordo com severidade, ocorrência, facilidade de detecção e abrangência, culminando no cálculo do Risk Priority Number (RPN). A partir do RPN, foi possível categorizar os riscos, propor medidas mitigadoras e identificar aqueles de maior recorrência e criticidade. A análise permitiu a elaboração de um mapa de risco que apontou os rios Curuperé e Dendê como áreas de alto risco ambiental, ambos com RPN igual a 36, evidenciando a vulnerabilidade desses sistemas. Os dados obtidos revelaram que os parâmetros pH, oxigênio dissolvido, turbidez, cor, nitrato, coliformes termotolerantes, alumínio, bário, cádmio, cobre, ferro, manganês, níquel, chumbo e zinco estiveram acima dos Valores Máximos Permitidos (VMP) estabelecidos pela Resolução CONAMA nº 357/2005. Esses resultados demonstram que, apesar das grandes dimensões e vazões do rio Pará, o mesmo já apresenta sinais de degradação ambiental. Em relação à vulnerabilidade populacional, observou-se que as comunidades do entorno vêm sendo constantemente afetadas pelos acidentes ocorridos na seja pela escassez de água, pela impossibilidade de realizar atividades cotidianas como caça e pesca, pelo surgimento de doenças, ou ainda pelas frequentes desapropriações, que acarretam perdas na identidade cultural dessas populações.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Índice integrado de hidrometeorologia e vegetação (IIHV): validação na mesorregião hidrográfica do Rio Madeira(Universidade Federal do Pará, 2025-12-19) ROCHA, Elivaldo Carvalho; SOUZA, Everaldo Barreiros de; http://lattes.cnpq.br/6257794694839685; https://orcid.org/0000-0001-6045-0984; SILVA JUNIOR, João de Athaydes; http://lattes.cnpq.br/2150400764733967; https://orcid.org/0000-0001-7012-4381; SODRÉ, Giordani Rafael Conceição; ALVES, José Maria Brabo; BARRETO, Naurinete de Jesus da Costa; http://lattes.cnpq.br/0513329362156835; http://lattes.cnpq.br/6089287551555329; http://lattes.cnpq.br/9415435965900811; https://orcid.org/0000-0002-8918-973X; https://orcid.org/0000-0001-5167-6228Amazônia desempenha papel fundamental na estabilidade climática global através da recicla- gem de umidade atmosférica, estocagem de carbono e regulação dos padrões de precipitação continental. Considerando o aumento na frequência e intensidade de eventos hidrometeorológicos extremos na região, este estudo desenvolveu e validou o Índice Integrado de Hidrometeorologia e Vegetação (IIHV) para a Mesorregião Hidrográfica do Rio Madeira, utilizando o Google Earth Engine (GEE). O IIHV surge como solução ao desafio enfrentado por gestores na interpretação simultânea de múltiplos índices ambientais, integrando indicadores meteorológicos (SPI2 e SPEI3) e de vegetação (EVIP e NDMIP) através da Matriz GUT (Gravidade, Urgência, Ten- dência), conforme a equação: IIHV = [(G × (EVIP + NDMIP) + (U × SPI2) + (T × SPEI3)) / ((2 × G) + U + T)]. A validação utilizou dois eventos extremos contrastantes: a cheia histórica de 2014, quando o Rio Madeira atingiu 19,74 metros em Porto Velho, e a seca severa de 2023, que registrou níveis mínimos históricos. O IIHV demonstrou eficácia ao capturar ambos os fenômenos, apresentando valores superiores a +2,0 durante a cheia e inferiores a -2,0 na seca, correlacionando-se significativamente com os impactos socioeconômicos e ambientais docu- mentados. Como produto técnico, desenvolveu-se um aplicativo web no GEE que demonstra a aplicabilidade da metodologia, permitindo análise retrospectiva do IIHV para o período de 2003 a 2023 e evidenciando seu potencial para implementação em sistemas de monitoramento operacional. A ferramenta contribui para o fortalecimento da gestão de riscos e desastres naturais na Amazônia, alinhando-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 6, 13 e 15.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Vulnerabilidade social à inundação no perímetro urbano do município de Muaná, Marajó, Pará, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2025-02-26) CRUZ, Gabriel Pereira; PIMENTEL, Márcia Aparecida da Silva; http://lattes.cnpq.br/3994635795557609; https://orcid.org/0000-0001-9893-9777; SANTOS, Flávio Augusto Altieri dos; LIMA, Aline Maria Meiguins de; ARAÚJO, Alan Nunes; http://lattes.cnpq.br/4301999549333226; http://lattes.cnpq.br/6572852379381594; http://lattes.cnpq.br/5369542452826838; https://orcid.org/0000-0002-0594-0187As inundações fluviais são consideradas um desastre natural que se enquadra como um perigo natural extremamente devastador, pois ocasionam grandes prejuízos e mortes a cada ano, e afetam de forma mais severa as populações mais pobres dada sua vulnerabilidade a este evento. Um dos meios de prevenir e mitigar esse tipo de desastre, assim como auxiliar o planejamento de ações, é avaliar a vulnerabilidade (ambiental e social) dos locais frente a esse evento. O presente trabalho avaliou a vulnerabilidade pautado em indicadores socioeconômicos (densidade demográfica, renda, idade, ocupação subnormal e educação) da população que ocupa as áreas de inundação no perímetro urbano do município de Muaná, Marajó, Pará. Para isso foi realizada a definição de indicadores, obtenção de fontes de informações socioeconômicas e trabalhos de campo para avaliar e registrar as áreas. Definição dos setores censitários, que compreendem o limite do perímetro urbano, como área de avaliação dos indicadores sociais. Foi elaborado o mapeamento de área suscetíveis a inundação, feito através do modelo HAND MODEL, com o objetivo de apresentar uma sobreposição com o mapa de vulnerabilidade social. Essa análise resultou em uma cartografia que apresenta a classificação de vulnerabilidade social de cada setor censitário, onde mais de 70% foram classificados como Muito Vulnerável, 3 setores foram classificados como vulnerável, 2 setores como medianamente vulnerável, 1 setor como pouco vulnerável e 1 como muito pouco vulnerável. Tal trabalho construiu o produto técnico, intitulado, Mapa de Vulnerabilidade Social do Perímetro Urbano do município de Muaná-Pa, com o intuito de subsidiar políticas que diminuam a vulnerabilidade, como o ordenamento territorial, ponto chave para a diminuição e exposição ao risco de inundação, pois apresentar as áreas mais vulneráveis que podem ser palco dessas ações.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Planos diretores e vulnerabilidade social: análise e mapeamento das inundações na região metropolitana de Belém-PA(Universidade Federal do Pará, 2025-02-28) PANTOJA, William de Brito; SIQUEIRA, Gilmar Wanzeller; http://lattes.cnpq.br/3145792580729701; GONÇALVES, Layrson de Jesus Menezes; VINAGRE, Marco Valério de Albuquerque; PAIVA, Paula Fernanda Pinheiro Ribeiro; http://lattes.cnpq.br/0500272377835584; http://lattes.cnpq.br/8044094535697705; http://lattes.cnpq.br/0199030535579361; https://orcid.org/0000-0002-7650-9204; https://orcid.org/0000-0001-8458-3132O trabalho aborda as causas e consequências das inundações na Região Metropolitana de Belém, com foco nas vulnerabilidades sociais. A análise dessas vulnerabilidades envolve a identificação dos grupos mais afetados, como as populações de baixa renda que vivem em áreas de risco, bem como a avaliação da falta de acesso a serviços básicos, como drenagem e saneamento. A área de estudo, inserida na Amazônia, enfrenta diversos desafios relacionados à urbanização desordenada, à carência de infraestrutura adequada e à insuficiência de políticas públicas voltadas ao enfrentamento de desastres naturais. A pesquisa também discute os Planos Diretores, que são instrumentos de gestão urbana, e a eficácia desses planos na mitigação dos efeitos das inundações. O objetivo deste trabalho é propor soluções normativas para os Planos Diretores dos municípios da Região Metropolitana de Belém, com foco nas áreas socialmente vulneráveis a inundações, em conformidade com as diretrizes dos incisos I a VI do artigo 42-A do Estatuto da Cidade, incluído pela Política Nacional de Proteção e Defesa Civil. Para alcançar esse propósito, o estudo definiu objetivos específicos, entre os quais se destacam: coletar e analisar informações sobre inundações na região; desenvolver um mapeamento de áreas suscetíveis a inundações com metodologias replicáveis; e elaborar um produto técnico contendo diretrizes metodológicas para a implementação da gestão de riscos de inundações nos Planos Diretores. A metodologia adotada incluiu a análise da legislação vigente nos âmbitos federal, estadual e municipal, além da utilização de indicadores do Atlas do Desenvolvimento Humano e do Índice de Vulnerabilidade Social. Foram empregados também softwares de Sistemas de Informações Geográficas e o modelo HAND para o mapeamento dos perímetros suscetíveis a inundações. O produto final da pesquisa consistiu na elaboração de um guia com orientações e diretrizes para a criação de normas voltadas às áreas de risco. A proposta busca fornecer suporte acadêmico a estudos futuros, assim como oferecer subsídios ao poder público para o aprofundamento do conhecimento sobre questões hidrológicas, gestão de riscos e desastres, além de contribuir para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas à redução da vulnerabilidade e à gestão de riscos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Erosões urbanas para percepção de risco: o caso das voçorocas na cidade de Açailândia-MA(Universidade Federal do Pará, 2019-02-28) MIRANDA, Antonio Carlos da Silva; LIMA, Aline Maria Meiguins de; http://lattes.cnpq.br/6572852379381594As formas de uso e ocupação do solo sem o devido planejamento tendem a gerar diversos problemas no processo de expansão das cidades, dentre estes, citam-se o surgimento e aceleração de processos erosivos, principalmente em locais com vulnerabilidade natural. Este estudo teve como objetivo a caracterização das erosões urbanas para a percepção dos riscos nas voçorocas em Açailândia-MA. A metodologia utilizou análises qualitativas e quantitativas, visando compreender a origem do processo erosivo urbano (natural e/ou antrópico); a evolução destes processos, através da alteração da paisagem natural; os efeitos erosivos decorrentes dos fenômenos naturais, fatores controladores e das ações antrópicos; a caracterização das feições erosivas existentes nas áreas das voçorocas; e sua classificação como desastre conforme a Codificação Brasileira de Desastres – COBRADE. Para desenvolvimento da metodologia foram escolhidas duas voçorocas localizadas em áreas com características distintas, sendo uma localizada no Bairro Barra Azul, zona de transição rural para urbana (periurbana) e a outra em uma área urbaniza no Centro de Açailândia-MA. De acordo com os resultados encontrados na pesquisa foi possível concluir que este desastre de voçoroca é classificado pela Classificação e Codificação Brasileira de Desastre – COBRADE em 1.1.4.3.3. Ao analisar a origem, forma e tamanho das duas voçorocas, foram considerados aos dados históricos, durante 12 anos, relacionando o avanço a cada fim de período chuvoso. A origem das crateras está relacionada às interações dos fatores antrópicos e naturais. Já as formas das crateras ocorrem diferenças: a voçoroca do bairro Barra Azul é ramificada e a do bairro Centro tem forma irregular, sendo que, as duas voçorocas apresentam seus tamanhos classificados como muito grande. Os volumes erodidos estão acima de 40.000 m³. Como produto final foi confeccionado um modelo de um Plano de Emergência ou de Contingência a Ocorrências de Desastres Geológicos - PLANECON para a cidade de Açailândia (MA). O desenvolvimento deste permite que durante a crise se desenvolva a operacionalização, os procedimentos e ações que deverão ser tomados, adaptando-os a planejamento objetiva a hierarquização das ações de resposta no planejamento de decisões situação real do desastre durante a ocorrência, bem como, para o uso de ações de Gestão de Riscos a Desastre Erosivos no uso de medidas não estruturais e estruturais pelos órgãos responsáveis.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise das variações da linha de costa na Ilha de Mosqueiro- PA ao longo de 17 anos(Universidade Federal do Pará, 2019-05-24) BRAGA, Carlos Alberto Oliveira; OLIVEIRA, Francisco de Souza; http://lattes.cnpq.br/8386440288477782As taxas médias de variação de linha de costa constituem um dos melhores indicadores para se determinar a tendência do comportamento oscilatório de qualquer parte do litoral ao longo do tempo. O estudo multitemporal da dinâmica da linha de costa dos segmentos praias da Ilha de Mosqueiro-PA, realizado através das análises de imagens de satélite da série Landsat e Sentinel, do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) e da Agência Espacicial Europeia (ESA) com o auxílio do Digital Shoreline Analysis System (DSAS), demonstrou que durante o período compreendido entre os anos de 2001 a 2018, a variação média linear total para todos os segmentos praiais foi de -81,3 m a uma taxa de -9,67 m / ano, sendo o recuo médio linear de -160,77 m, enquanto o avanço médio linear foi de 79,47 m, indicando uma clara tendência de erosão da costa da Ilha de Mosqueiro. Dos 11 segmentos praias analisados (Baia do Sol, Paraíso, Marahú, Carananduba, São Francisco, Ariramba, Murubira, Porto Arthur, Bispo/Praia Grande, Bitar), na parte ocidental da Ilha, 06 (São Francisco, Ariramba, Murubira, Porto Arthur, Bispo / Praia Grande e Bitar) demonstraram uma tendência de recuo de suas linhas de costa, apresentando taxas médias de variação entre -1,00 m / ano a -3,31 m/ano, sendo a maior taxa pertencente ao segmento Bispo / Praia Grande. Os segmentos Baía do Sol, Paraíso, Marahú, Carananduba e Farol / Chapéu Virado foram os únicos que apresentaram tendência de avanço em suas linhas de costa, apresentando valores de taxas médias de variação de 0,30 m/ano a 1,74 m / ano. Em complementação ao estudo do comportamento da linha de costa da parte ocidental da Ilha de Mosqueiro foi realizado a classificação da vulnerabilidade física à erosão costeira da Ilha. De maneira geral, as zonas costeiras da ilha banhadas pela Baía do Guajará, Furo das Marinhas e Furo do Maguari foram classificadas como de “alta a muito alta” vulnerabilidade, com exceção de alguns setores localizados a noroeste, nordeste e a sudeste da ilha que foram classificados como de “baixa a moderada” vulnerabilidade. As áreas localizadas mais ao centro da ilha não impactadas diretamente pelas variáveis oceanográficas foram classificadas majoritariamente como de "muito baixa a moderada" vulnerabilidade, além de algumas áreas contíguas as zonas costeiras que foram classificadas como de "alta" vulnerabilidade.
