Geografia, políticas públicas de cultura e cartografia(s): uma reflexão sobre a experiência brasileira neste início de século XXI

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29-06-2024

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SOUZA JUNIOR, Cincinato Marques de. Geografia, políticas públicas de cultura e cartografia(s): uma reflexão sobre a experiência brasileira neste início de século XXI. Orientador: Márcio Douglas Brito Amaral. 2024. 124 f. Tese (Doutorado em Geografia) - Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal do Pará, Belém, 2024. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/18289. Acesso em:.

DOI

No Brasil a primeira década do século XXI foi para a cultura um tempo de debates, construção, institucionalização, implantação e implementação de uma política pública estruturada de forma sistêmica e participativa. Mecanismos e ferramentas de gestão para essa política foram pensados no sentido da garantia e fortalecimento da democracia, da diversidade cultural e do diálogo intercultural. Por meio do Plano Nacional de Cultura (PNC) e da configuração do Sistema Nacional de Cultura (SNC), estruturou-se uma ampla e complexa arquitetura de gestão, que possui como instrumento de geração de dados e informações para produção da cartografia da cultura o Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (SNIIC). Neste trabalho tivemos como objetivo analisar a produção de dados e informações culturais na cartografia da cultura gerada pela política pública de cultura do Brasil, sua contribuição e seus limites para processos que revelam uma dimensão geográfica na/da diversidade das manifestações culturais brasileiras. Percorrendo um caminho onde diferentes noções e conceitos como cultura, políticas públicas, cartografia e território se entrecruzam, optamos por trabalhar uma metodologia de natureza aplicada e de ordem qualitativa produzindo experimentos metodológicos para processos de cartografia cultural que contribuem diretamente com a construção da política pública de cultura, e que sobretudo possibilitam uma análise geográfica. Verificamos que a diversidade territorial brasileira, e seus “territórios opacos” tornam-se entraves para a plena realização dessa política.

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Universidade Federal do Pará

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