Afroturismo na formação de professores/as de matemática: um futuro possível

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03-12-2024

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MENDES, Iran Abreu LattesORCID

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ROCHA, Helena do Socorro Campos da. Afroturismo na formação de professores/as de matemática: um futuro possível. Orientador: Iran Abreu Mendes. 2024. 180 f. Tese (Doutorado em Educação em Ciências e Matemática) - Instituto de Educação Matemática e Científica, Universidade Federal do Pará, Belém, 2024. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/18346. Acesso em:.

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Afrofuturismo na Formação de Professores/as de Matemática: um Futuro possível é o tema desta pesquisa que parte da seguinte questão de investigação: Quais as potencialidades do Afrofuturismo na formação de professoras (es) de Matemática a partir da prospecção de futuros possíveis? A tese sustenta que o afrofuturismo tem potencial de delinear futuros possíveis compartilhados na formação de professores/as de Matemática por meio de práticas pedagógicas que priorizem a ancestralidade, o empoderamento e o respeito às diversidades. O objetivo geral foi investigar as potencialidades do Afrofuturismo na formação de professoras (es) de Matemática a partir da prospecção de futuros possíveis. Os objetivos específicos são: a) revisitar o conceito de Afrofuturismo na literatura nacional e internacional; b) identificar concepções e princípios didáticos do Afrofuturismo na formação de professores/as de Matemática; c) Propor a aplicação pedagógica do Afrofuturismo na formação de professores/as de Matemática. Nos valemos da metodologia Sankofa constituída de três etapas: a) sankohwe que consiste em começar olhando para o que já foi feito; b) sankotsei, que é aprender com experiências já realizadas; c) sankofa que é a tomada de consciência e projeção de ações para planejar futuros possíveis. Os resultados revelaram que: A condição principal para a construção de um futuro possível na formação de professoras (es) de Matemática está no resgate do passado, a cargo da ancestralidade. Quando o termo Afrofuturismo foi criado já existiam práxis afrofuturistas sendo executadas nos quatro cantos do planeta. E, não seria diferente com a Educação e, em particular com a Formação de Professores/as em que trouxemos como exemplos de aproximações: a Pedagogia Exúlica (Reis Neto, 2019), a Pretagogia (Silva; Petit, 2013), a Pedagogia das Encruzilhadas (Rodrigues Junior, 2018) e os Valores Civilizatórios Afro-brasileiros na Educação (Trindade, 2005) conectando o termo inédito-viável cunhado por Paulo Freire atrelado à construção coletiva do sonhar e construir um futuro possível juntos, pois “nunca é tarde para voltar e apanhar o que ficou para trás”, pautados na ética da diversidade de D’Ambrosio (1997). Caminhamos em direção a uma Pedagogia Afrofuturista que pressupõe além dos saberes específicos da área de atuação e dos saberes pedagógicos que irão subsidiar a prática docente, a necessidade dos saberes afrofuturistas para a formação de professores/as: ancestralidade, respeito às diferenças, empoderamento e futuros possíveis, a partir de uma ética da diversidade.

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Brasil

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Universidade Federal do Pará

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UFPA

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