Medidas de Memória em Procedimentos de Equivalência por Pareamentos

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25-03-2019

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CASTRO, Ravi Moreira Lima de. Medidas de Memória em Procedimentos de Equivalência por Pareamentos. Orientador: François Jacques Tonneau. 2019. 31 f. Dissertação (Mestrado em Teoria e Pesquisa do Comportamento) - Núcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamento, Universidade Federal do Pará, Belém, 2019. Disponível em: . Acesso em: .

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Uma das compreensões do comportamento simbólico em uma visão analítico comportamental dá-se por meio do paradigma das relações de equivalência. A literatura experimental correspondente relata a emergência de novas relações entre estímulos derivadas das relações inicialmente treinadas no procedimento de escolha de acordo com o modelo (Matching to Sample - MTS). A emergência de relações entre estímulos não treinados também foi reportada por meio de um procedimento de Treino Tipo Respondente – em contraste com o procedimento tradicional de reforçamento operante de unidades de resposta. O Treino Tipo Respondente consiste em parear estímulos sem apresentação de consequência reforçadora e, em seguida, testar a emergência de relações entre estímulos com o procedimento MTS. O procedimento de escolha de acordo com o modelo e o de tipo respondente são suficientes para gerar novas relações entre estímulos, mas os processos subjacentes são pouco esclarecidos. O presente estudo buscou investigar o efeito do Treino Tipo Respondente na formação de um processo conhecido como “falsas memórias” (definida como o reconhecimento errôneo de pares de estímulos que nunca foram apresentados). Trinta e seis estudantes foram expostos a pareamentos de estímulos (A-B, A-C), e então relações consistentes (pares semelhantes aos do treino: por exemplo: B1A1) e inconsistentes (pares diferentes dos treinados: por exemplo, B1A2) foram avaliadas usando testes de reconhecimento com uma escala Likert. Os pares examinados nos testes podiam ser pares diretos (ou seja, dos tipos BA e CA: “simetria”) ou indiretos (ou seja, BC e CB: “transitividade” e “simetria da transitividade”). A emergência de novas relações derivadas das inicialmente treinadas foi também avaliada pelos clássicos testes Matching to Sample. Os resultados mostraram que o Treino Tipo Respondente pode gerar respostas corretas no Matching to Sample, confirmando achados anteriores. Já os dados dos testes de reconhecimento não apontaram evidências consistentes para falsos reconhecimentos de pares indiretos (pares que na realidade nunca foram apresentados no treino) considerando a análise do grupo. Contudo, análises mais pormenorizadas da variação individual dentro do grupo apontaram correlações que sugerem que falsas memórias ocorreram em alguns indivíduos. Esses achados, entretanto, não foram consistentes para explicar o desempenho correto dos sujeitos em Matching to Sample, sugerindo, assim, que processos de reconhecimento e as respostas de escolha de acordo com modelo são parcialmente independentes no Treino Tipo Respondente

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Universidade Federal do Pará

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