Artigos Científicos - FEA/ITEC
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/3359
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Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Optimization of parameters technological to process tucupi and study of product stability(Universidade Federal do Pará, 2019-06) CAMPOS, Ana Paula Rocha; MATTIETTO, Rafaella de Andrade; CARVALHO, Ana VâniaO Tucupi é um produto obtido da fermentação e cocção de efluentes da raiz da mandioca, amplamente utilizado na culinária popular da região Norte do Brasil. Este estudo empregou um delineamento experimental para selecionar o processamento do tucupi (fermentação e tempos de cocção) em função do teor de ácido cianídrico residual e avaliar a estabilidade do produto obtido. Embora o desenho não tenha gerado um modelo matemático preditivo, os gráficos de tendências e os testes físico-químicos e sensoriais indicaram 24 horas de fermentação e 40 minutos de cozimento como parâmetros do processo. O tucupi preparado apresentou pH 3,71, acidez titulável de 0,7 g de ácido lático / 100 mL, 93,91% de umidade, 0,5% de cinzas, 0,52% de proteínas, 0,24% de lipídios, 4,83% de carboidratos, cianeto total e livre de 6,97 e 1,31 mg HCN / L , respectivamente. Não foram observados Salmonella spp., Staphylococcus coagulase-positivos, Bacillus cereusou coliformes termotolerantes, enquanto as contagens de bactérias aeróbicas mesofílicas (1,3x10 2 UFC / g) e bolores e leveduras (1,3x10 2 UFC / g) foram baixas. Com mais de 50 dias de seguimento (armazenados a 10 ° C), a carga microbiana permaneceu estável e não foi encontrada diferença significativa nas características físico-químicas, no entanto, a análise sensorial indicou uma diminuição da qualidade aos 49 dias de armazenamento.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Rheological behavior of concentrated tucupi(Universidade Federal do Pará, 2018-11) COSTA, Telma dos Santos; RODRIGUES, Antonio Manoel da Cruz; PENA, Rosinelson da SilvaO Tucupi, que é muito apreciado na região Norte do Brasil, é um líquido fermentado derivado da mandioca ( Manihot esculenta Crantz) e foi levado para o exterior por suas características exóticas. Este estudo teve como objetivo avaliar o comportamento reológico do tucupi com 30, 35 e 40% de sólidos e concentrar a 50, 70 e 90 ° C. Os dados reológicos foram obtidos a 25, 40, 60 e 80 ° C com taxas de cisalhamento crescentes e decrescentes. A reologia a 25 ° C indicou que a gelificação parcial do amido durante a concentração provoca uma diminuição na viscosidade do produto e, se a concentração for realizada a uma temperatura que favoreça a gelificação total do amido, a viscosidade do produto aumenta. O tucupi concentrado comportou-se como um líquido pseudoplástico, mas a 60 e 80 ° C com taxas crescentes de cisalhamento, o produto se comportou como um fluido dilatante. A histerese foi observada em curvas de fluxo a partir de 40 ° C, que caracterizam o concentrado de tucupi como fluido reopético. O modelo de Ostwald-de Waele previu as curvas de fluxo do produto e uma equação semelhante a de Arrhenius descreveu a dependência da temperatura na viscosidade aparente para os dados reológicos obtidos com taxas crescentes de cisalhamento. Os valores de energia de ativação do produto (E a ) variaram de 16,86 a 25,23 kJ / mol em função da concentração.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Effect of adding fatty acids and surfactant on the functional properties of biodegradable films prepared with myofibrillar proteins from acoupa weakfish (cynoscion acoupa). Food science and technology(Universidade Federal do Pará, 2019-06) PEREIRA, Gleice Vasconcelos da Silva; PEREIRA, Glauce Vasconcelos da Silva; NEVES, Eleda Maria Paixão Xavier; JOELE, Maria Regina Sarkis Peixoto; LIMA, Consuelo Lúcia Sousa de; LOURENÇO, Lúcia de Fátima HenriquesEsta pesquisa teve como objetivo avaliar as propriedades de filmes biodegradáveis preparados com proteínas miofibrilares liofilizadas (LMP) de resíduos de filetagem de peixe, ácidos graxos (esteárico, palmítico e capróico) e surfactante (SLS). Os filmes foram caracterizados para avaliar os efeitos da adição desses componentes. A adição de ácidos graxos e SLS resultou em filmes mais flexíveis com maiores valores de alongamento em comparação com o filme LMP. Os filmes preparados com 5% de ácido esteárico e 10% de SLS e com 10% de ácido palmítico e 20% de SLS apresentaram maior resistência à tração em comparação com o filme LMP. A solubilidade atingiu 100% nos filmes adicionados com 10% de ácidos graxos com e sem SLS. O aumento da concentração de ácidos graxos e SLS levou a filmes menos transparentes. A análise por microscopia mostrou alterações na estrutura morfológica dos filmes adicionados aos ácidos graxos e SLS, resultando em filmes esbranquiçados quando maiores teores de SLS foram utilizados.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Qualidade pós-colheita de cultivares de bananeira do grupo 'maçã', na região de Belém - PA(Universidade Federal do Pará, 2011-12) CARVALHO, Ana Vânia; SECCADIO, Lara Lima; OLIVEIRA JÚNIOR, Moisés Cordeiro Mourão de; NASCIMENTO, Walnice Maria Oliveira doO presente trabalho teve por objetivo realizar a caracterização física e físico-química de três cultivares de bananeira do subgrupo 'Maçã', em diferentes estádios de maturação, bem como a avaliação sensorial dos frutos maduros. Os cachos de banana das cultivares Caipira, Thap Maeo e BRS Tropical foram colhidos no estádio 2 de coloração da casca (verde-maduro) e armazenados sob condição ambiente, sendo avaliados com relação ao comprimento e diâmetro dos frutos, firmeza, pH, sólidos solúveis, acidez titulável, açúcares redutores, não redutores e totais da polpa neste mesmo estádio, e à medida que atingiam os graus 3; 5 e 7 de coloração da casca. Os frutos completamente maduros foram ainda analisados quanto à aceitação sensorial, por meio dos atributos aroma, cor da polpa, textura e sabor dos frutos. Durante o período de maturação das bananas, observaram-se, para todas as cultivares avaliadas, aumento da acidez, sólidos solúveis e açúcares, fatores responsáveis pelo aroma e sabor da fruta. Verificou-se também redução na firmeza dos frutos com o amadurecimento e redução do pH para as cultivares estudadas. Com relação à análise sensorial, destacaram-se as cultivares Tropical e Thap Maeo, com as maiores notas médias para todos os atributos sensoriais analisados.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Qualidade da farinha de mandioca do grupo seca(Universidade Federal do Pará, 2006-12) CHISTÉ, Renan Campos; COHEN, Kelly de Oliveira; MATHIAS, Erla de Assunção; RAMOA JÚNIOR, Afonso Guilherme AraújoNa Região Norte, a farinha de mandioca é produzida em pequenos estabelecimentos denominados de "Casas de Farinha", que apresentam problemas de adequação às exigências da legislação devido ao seu processamento e às precárias condições higiênico-sanitárias. Este trabalho teve como objetivo avaliar o padrão de qualidade da farinha de mandioca do grupo seca, subgrupo fina, tipo 1. Foram coletadas dez amostras de farinha de mandioca nos principais supermercados e feiras da cidade de Belém, PA, tendo sido realizadas análises físico-químicas, microbiológicas e pesquisa de sujidades. De acordo com a Portaria Nº 554 de 30.08.1995 da Secretaria da Agricultura, do Abastecimento e Reforma Agrária, das dez amostras de farinha de mandioca analisadas, em todas foram encontrados valores acima do padrão permitido para a acidez total, cujo valor máximo é de 3 meq. NaOH/100 g, e cinco amostras apresentaram-se abaixo da tolerância mínima exigida para o amido, que é de 75%. De acordo com a Resolução RDC nº 12 de 02.01.2001 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, todas as amostras de farinha de mandioca apresentaram-se dentro dos padrões aceitáveis de contaminantes microbiológicos. De acordo com a Resolução RDC nº 175 de 08.07.2003, das dez amostras de farinha de mandioca analisadas, foram encontradas oito fora dos padrões exigidos, por apresentarem sujidades.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Estudo das propriedades físico-químicas e microbiológicas no processamento da farinha de mandioca do grupo d'água(Universidade Federal do Pará, 2007-06) CHISTÉ, Renan Campos; COHEN, Kelly de Oliveira; MATHIAS, Erla de Assunção; RAMOA JÚNIOR, Afonso Guilherme AraújoO objetivo deste trabalho foi realizar a caracterização físico-química das etapas de processamento da farinha de mandioca do grupo d'água, bem como a identificação de contaminantes microbiológicos e físicos. As coletas das amostras foram realizadas em uma Casa de Farinha, no Município de Castanhal - PA. Selecionou-se os pontos de coleta: mandioca descascada e lavada após o período de molho (MD); mandioca triturada (MT); mandioca prensada (MP); e farinha de mandioca (FM), realizando-se as análises de umidade e acidez em todos os pontos de coleta e, para a farinha de mandioca, além destas, cinzas, atividade de água, proteínas, lipídios e amido. A umidade inicial da amostra MD foi de 59,22 a 62,64%, obtendo o produto final (FM) umidade de 1,43 a 2,12%. A acidez inicial foi alta (4,91 a 5,96 meq NaOH.100 g -1) na MD, ocorrendo aumento progressivo até a obtenção da farinha (6,54 a 10,19 meq NaOH.100 g -1), onde o exigido pela legislação é de 3 meq NaOH.100 g -1. Para o amido, o valor obtido foi de 73,19 a 75,31%, conforme o exigido pela legislação (mínimo 70%). A farinha apresentou-se aceitável pela legislação para Coliformes (<3 NMP.g -1). Para Bacillus cereus, a farinha apresentou valor <1 x 101 UFC.g -1, permitido pela legislação, e ausência de Salmonella. A farinha apresentou sujidades.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Adsorption capacity of phenolic compounds onto cellulose and xylan(Universidade Federal do Pará, 2015-06) COSTA, Telma dos Santos; ROGEZ, Hervé Louis Ghislain; PENA, Rosinelson da SilvaArtigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Hygroscopic behaviour of cassava flour from dry and water groups(Universidade Federal do Pará, 2015-08) CHISTÉ, Renan Campos; CARDOSO, Jonnahta Monteiro; SILVA, Diego Aires da; PENA, Rosinelson da SilvaAs farinhas de mandioca do grupo seca e do grupo d'água são produtos amiláceos amplamente consumidos na região amazônica do Brasil. Neste estudo, as isotermas de adsorção e dessorção de umidade foram obtidas para ambos os produtos a 25°C, na faixa de atividade de água (aw) de 0,09 a 0,94 (tipo seca) e 0,07 a 0,93 (tipo d'água). Foi avaliada a aplicabilidade de oito modelos matemáticos na predição das isotermas de sorção. Tanto a farinha tipo seca quanto a farinha tipo d'água apresentaram isotermas tipo II (sigmoide) e um efeito de histerese entre as isotermas de adsorção e dessorção, que se estendeu em toda a faixa de aw. Para que a estabilidade microbiológica teórica seja assegurada, a umidade em ambas as farinhas de mandioca não pode alcançar valores superiores a 11,3 g H2O 100g-1 (aw=0,6). O valor da monocamada das farinhas seca e d'água (9,0 e 7,9 g H2O 100g-1, respectivamente) indicou que esses níveis de umidade não devem ser atingidos durante a secagem dos produtos, para evitar gasto desnecessário de energia. Finalmente, o modelo de GAB mostrou-se altamente eficiente na predição das isotermas de sorção de ambos os produtos, em toda a faixa de aw estudada.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Change in physical and chemical characteristics related to the binomial time-temperature used in sous pasteurization see Tambaqui (Colossoma macropomum)(FEPMVZ Editora, 2016-02) KATO, Hellen Christina de Almeida; LOURENÇO, Lúcia de Fátima Henriques; ARAUJO, Eder Augusto Furtado; SOUSA, Consuelo Lúcia; JOELE, Maria Regina Sarkis Peixoto; RIBEIRO, Suezilde da Conceição AmaralO objetivo deste estudo foi avaliar a influência do tempo e da temperatura no processo de pasteurização do sous vide de peixe por meio dos parâmetros de qualidade. Foram realizadas análises físicas, físico-químicas e microbiológicas na matéria-prima (filé de tambaqui) e no sous vide. Foi preparado um molho contendo molho de soja, água, raiz forte e flocos de alho. Parâmetros de pasteurização do produto (tempo x temperatura) foram definidos de acordo com um projeto de 2x2 rotativo composto central (DRCC), e as variáveis dependentes foram capacidade de retenção de água (CRA) e textura instrumental, visando à obtenção de altos valores de CRA para que o produto obtivesse a suculência desejada. As análises microbiológicas exigidas na legislação indicaram que a matéria-prima e o sous vide encontravam-se dentro dos padrões estabelecidos. Os valores de coliformes totais encontrados nas amostras (filés e sous vide) analisadas foram inferiores ao nível crítico de 10² UFC/g. As contagens de clostrídios sulfitorredutores e bactérias psicrotróficas e mesófilas em placas nas amostras foram <1x10 UFC/g. Concluiu-se que a temperatura foi o fator mais importante no processo de pasteurização, contribuindo de forma significativa para a qualidade do produto final. Os modelos matemáticos propostos foram preditivos para cada resposta.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Características físicas e químicas de frutos de pupunheira no Estado do Pará(Universidade Federal do Pará, 2013-09) CARVALHO, Ana Vânia; BECKMAN, Jacqueline Chaves; MACIEL, Renan de Almeida; FARIAS NETO, João Tomé deO objetivo deste estudo foi caracterizar física e físico-quimicamente frutos de 21 matrizes de pupunheira (Bactris gasipaes Kunth), visando a obter subsídios que permitam avançar com o programa de melhoramento genético, em especial para características da polpa do fruto. Os frutos provenientes de diferentes genótipos foram caracterizados quanto à dimensão dos frutos e caroço, umidade, proteínas, lipídeos, cinzas, fibras e carotenoides totais. Os resultados obtidos para as diferentes variáveis analisadas demonstraram diferenças entre os frutos obtidos de diferentes genótipos. A análise de proteínas apresentou valores que variaram de 4,20 a 6,79%, com destaque para a matriz B04-P20, que apresentou o maior valor. Para lipídeos, os teores variaram bastante, com valores entre 8,25 e 40,83%, destacando-se a matriz B02-P30 com o maior teor de lipídeos. Os teores de carotenoides totais das matrizes de pupunheira variaram de 8,02 a 124,90µg/g, com destaque para as matrizes B02-P30 (124,90µg/g) e B05-P45 (123,04µg/g), indicando que a pupunha pode contribuir de maneira importante na ingestão de antioxidantes na dieta. De maneira geral, as análises físicas e físico-químicas dos frutos mostraram diferenças significativas entre as matrizes para os caracteres estudados, evidenciando ser um conjunto geneticamente promissor para a prática da seleção.
