Dissertações em Biodiversidade e Conservação (Mestrado) - PPGBC/Altamira
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/9261
O Mestrado Acadêmico iniciou-se em 2014 e pertence ao Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Conservação (PPGBC) do Campus Universitário de Abaetetuba da Universidade Federal do Pará (UFPA).
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Microplásticos em solos agrícolas: panorama cienciométrico global e um estudo de caso em sistema agroflorestal na Amazônia oriental(Universidade Federal do Pará, 2026-07-24) OLIVEIRA, Olganeth Moreira de; OLIVEIRA-BAHIA, Veronica Regina Lobato de; http://lattes.cnpq.br/1218901740124657; https://orcid.org/0000-0002-5439-4223; CALVI, Miqueias Freitas; HERNANDES RUZ, Emil José; SILVA, Tamyris Pegado de Souza e; PANTOJA, Juliana Caroline Dias; http://lattes.cnpq.br/1925851965991165; http://lattes.cnpq.br/9304799439158425; http://lattes.cnpq.br/0944107104953197; http://lattes.cnpq.br/1848773133977370Os microplásticos (MPs) têm se destacado como contaminantes emergentes de preocupação global devido à sua ampla ocorrência em ambientes aquáticos e terrestres. Apesar do crescente número de estudos sobre o tema, as pesquisas têm se concentrado predominantemente nos ecossistemas aquáticos, enquanto os solos agrícolas permanecem comparativamente pouco explorados. A agricultura depende do solo como recurso fundamental para a produção de alimentos e envolve o uso de materiais plásticos, fertilizantes, sistemas de irrigação, adubos orgânicos e outros insumos agrícolas que podem contribuir para a introdução e o acúmulo de microplásticos no solo. Em elevadas concentrações, esses contaminantes podem afetar a estrutura do solo, a biota associada e o desenvolvimento das plantas. Nesse contexto, o presente estudo combinou análises cienciométricas e investigações de campo para avaliar as tendências das pesquisas sobre microplásticos em solos agrícolas e verificar sua ocorrência em solos de sistemas agroflorestais e áreas de floresta na Amazônia. A análise cienciométrica revelou um crescimento exponencial das publicações científicas após 2019, com pesquisas concentradas principalmente na China e predominantemente voltadas para sistemas agrícolas intensivos e extensivos. Os resultados também demonstraram que os microplásticos podem comprometer a qualidade do solo ao alterar propriedades físico-químicas e afetar negativamente o desenvolvimento das plantas e dos organismos associados ao solo. Os dados de campo obtidos na Estação de Recursos Genéticos José Haroldo (ERJOH) confirmaram a presença de microplásticos tanto em solos de sistemas agroflorestais quanto em áreas de floresta. As fibras de coloração azul e transparente foram as formas predominantes identificadas. A espectroscopia Raman revelou a presença de diferentes tipos de polímeros, além de corantes e pigmentos industriais comumente associados a materiais plásticos, têxteis, papel, tubulações, embalagens e outros produtos de uso industrial. Os resultados obtidos contribuem para ampliar o conhecimento sobre a contaminação por microplásticos em solos amazônicos, evidenciam a necessidade de novas pesquisas envolvendo diferentes sistemas de produção e classes de solo, a fim de compreender os fatores que influenciam o acúmulo e o comportamento desses contaminantes em ecossistemas terrestres.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Plantas úteis em comunidades quilombolas no municipio de Mocajuba-Pa(Universidade Federal do Pará, 2026-04-29) CONCEIÇÃO, Maria do Rosário da Silva; MENEZES, Moirah Paula Machado de; http://lattes.cnpq.br/4242537967460940; PEREIRA, Tatiana da Silva; ARRUDA, Cinthya Cristina Bulhões; SILVA, Marivana Borges; SEREJO, Rachel Macedo da Silva; RAMAGNOLI, Fernanda Carneiro; http://lattes.cnpq.br/4005250095700054; http://lattes.cnpq.br/9782320172037124; http://lattes.cnpq.br/1604205059852571; http://lattes.cnpq.br/4108811268950247; http://lattes.cnpq.br/0831545262046295O estudo fundamenta-se na etnobotânica, ciência que investiga as relações entre as populações humanas e os recursos vegetais, considerado os conhecimentos tradicionais associados ao uso de plantas. O presente estudo foi realizado nas comunidades quilombolas de Porto Grande, Mangabeira e São José do Icatu, localizada no Municipio de Mocajuba-Pá. Nas comunidades quilombolas, esses saberes são transmitidos principalmente de forma oral entre as gerações e desempenham importante papel na manutenção cultural, econômica e socioambiental das populações tradicionais. Os resultados demonstram que as espécies vegetais possuem múltiplos usos nas comunidades estudadas, destacando-se as categorias medicinal, alimentar, construção, artesanal e ritualística. O uso medicinal apresentou grande relevância, evidenciando a dependência das comunidades em relação aos recursos naturais para cuidados básicos de saúde, especialmente diante das limitações de acesso aos serviços médicos. Também foram registradas espécies utilizadas na alimentação, na geração de renda. As comunidades pesquisadas apresentam forte relação histórica e cultural com o território, sendo constituídas por descendentes de pessoas escravizadas que buscaram refúgio na região amazônica. Além da importância cultural, os conhecimentos etnobotânicos contribuem para a conservação da biodiversidade local e para o uso sustentável dos recursos vegetais. Concluir-se que o registro e a valorição dos conhecimentos tradicionais associados às plantas úteis são fundamentais para a preservação da diversidade biocultural das comunidades quilombolas amazônicas. Além disso, os resultados reforçam a importância da etnobotânica como instrumwnto de valorização cultural, conservação ambiental e fortalecimento das identidades tradicionais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Conhecimento ecológico local de pescadores sobre a alimentação de peixes de um rio tropical oligotrófico na Amazônia oriental(Universidade Federal do Pará, 2026-06-03) SILVA, Josele Trindade da; BRAGA, Tony Marcos Porto; http://lattes.cnpq.br/0529014960966788; ZACARDI, Diego Maia; http://lattes.cnpq.br/8348319991578546; https://orcid.org/0000-0002-2652-9477; ANDRADE, Marcelo Moraes; CLAUZET, Mariana; PEREYRA, Paula Evelyn Rubira; http://lattes.cnpq.br/2105545642532031; http://lattes.cnpq.br/3795122699393224; http://lattes.cnpq.br/8553918712749090A pesca artesanal desempenha papel fundamental na subsistência, segurança alimentar e geração de renda das populações ribeirinhas amazônicas. Nesse contexto, o Conhecimento Ecológico Local (CEL) constitui uma importante fonte de informações sobre a ecologia dos recursos pesqueiros, especialmente em regiões com escassez de dados científicos. Este estudo teve como objetivo analisar o conhecimento ecológico local de pescadores e pescadoras artesanais do Médio e Baixo rio Tapajós sobre a alimentação de peixes, investigando sua relação com a dinâmica sazonal do rio e sua convergência com a literatura científica. Os dados foram obtidos por meio de entrevistas semiestruturadas realizadas com 161 pescadores e pescadoras em oito comunidades ribeirinhas. As informações foram analisadas por estatística descritiva, teste do Qui-quadrado, Análise de Correspondência e abordagem de cognição comparada. Foram registradas 18 etnoespécies de peixes, com destaque para tucunaré, aracu, acarás, pacu e pescada. Os resultados indicaram que os pescadores reconhecem variações na alimentação dos peixes ao longo do ciclo hidrológico, associando maior consumo de recursos vegetais ao período de enchente. O teste do Qui-quadrado revelou associação significativa entre categorias alimentares e fases hidrológicas (χ² = 20,87; p < 0,001), sendo essa relação explicada principalmente pela categoria alimentos de origem vegetal. A Análise de Correspondência evidenciou padrões de associação entre categorias alimentares, ambientes e períodos hidrológicos compatíveis com a dinâmica do pulso de inundação. A comparação entre o conhecimento local e a literatura científica demonstrou predominância de concordância para as principais etnoespécies analisadas, indicando elevada consistência ecológica das informações fornecidas pelos pescadores. Os resultados reforçam o potencial do CEL como ferramenta complementar para a compreensão da ecologia alimentar dos peixes e para o fortalecimento de estratégias participativas de manejo e conservação dos recursos pesqueiros na Amazônia.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Diversidade vegetal, anatomia e histoquímica de plantas tóxicas ocorrentes em praças de Altamira-PA(Universidade Federal do Pará, 2025-04-24) Kelly da Costa; SANTOS, Juliana Livian Lima de Abreu dos; http://lattes.cnpq.br/7062639220674099; https://orcid.org/0000-0001-7295-7889; REIS, Alisson Rodrigo Souza; http://lattes.cnpq.br/7258026642139407; https://orcid.org/0000-0001-7182-4814; LEÃO, Fábio Miranda; FREITAS, Alessandra Doce Dias de; ALMEIDA, Eliane Francisca de; http://lattes.cnpq.br/6256044082655658; http://lattes.cnpq.br/7275549420269815; http://lattes.cnpq.br/9110187847588003Plantas tóxicas são organismos que possuem compostos químicos que podem causar alterações nos seres vivos. Estudos de anatomia e histoquímica foliar de espécies como essas são essenciais para compreender sua morfologia e composição, além de auxiliar na seleção de espécies para a vegetação urbana com o plantio de vegetais seguro em espaços públicos, também são essenciais para a prevenção de intoxicações. Diante disso, o objetivo geral dessa pesquisa foi identificar e descrever a anatomia e a histoquímica foliar de espécies tóxicas encontradas em praças da cidade de Altamira-PA, com o intuito de fornecer subsídios para a utilização na arborização urbana da cidade, contribuindo para a saúde pública, meio ambiente e para a segurança da população. Para a realização do estudo, foram catalogadas as espécies presentes em 18 praças da cidade, com ajuda de um guia de inventário que incluía registros fotográficos, informações botânicas e o uso de GPS para a aquisição das coordenadas geográficas. As espécies foram identificadas conforme o Sistema APG IV e por meio de consultas a bases de dados especializadas em botânica. Posteriormente, foram categorizadas e organizadas em planilhas totalizando 122 espécies inventariadas, das quais para este estudo foram encontradas 35 espécies tóxicas, totalizando 506 indivíduos. Entre os resultados, destacou-se a Dracaena trifasciata (Prain) com maior densidade de indivíduos, representando 17,2% (87 indivíduos) do total, pertencente à família Asparagaceae. Essa família, assim como a Araceae e a Euphorbiaceae, apresentou o maior número de espécies tóxicas, com cinco espécies cada. A espécie de maior frequência foi a Mangifera indica L., presente em 61,1% das praças. Trata-se de uma planta tóxica que pode ocasionar dermatite por contato com as folhas e intoxicação quando a casca do seu fruto é ingerida. A Praça Independência apresentou o maior número de espécies, com 18 vegetais tóxicos. Para as análises de anatomia e histoquímica foliar, foram selecionadas cinco espécies tóxicas mais frequentes, pertencentes a diferentes famílias: Agave angustifolia, Catharanthus roseus, Duranta erecta, Ficus benjamina e Mangifera indica. As amostras foram coletadas nas duas praças com maior ocorrência de plantas tóxicas. Foram aplicadas técnicas de anatomia e histoquímica foliar, incluindo cortes, fixação, coloração, montagens de lâminas e observação microscópica, visando à análise estrutural dos seus sistemas e à identificação de compostos químicos. Os resultados mostraram predominância de células epidérmicas poligonais e isodiamétricas, além de epiderme com cutícula espessa, característica associada à resistência ambiental. Observou-se também a presença de estômatos hipoestomáticos, tricomas, cistólitos e mesófilo dorsiventral organizado na maioria das espécies estudadas. Nos testes histoquímicos, foram identificados lipídios, lignina, celulose, compostos fenólicos e amido em todas as espécies, além da presença de alcaloides e cristais de oxalato de cálcio em algumas delas, indicando potencial tóxico. Dessa forma, os resultados contribuem para estudos morfológicos e taxonômicos, ampliam a compreensão sobre a adaptação das plantas a diferentes ambientes e condições de estresse, reforçam a importância dessas espécies para a arborização urbana e os cuidados com a sua seleção na prevenção de intoxicações, além da importância dos estudos quanto à sua composição química para aplicações farmacológicas, medicinais e para o meio ambiente.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Respostas morfogênicas na micropropagação de bagassa guianensis aubl. (Moraceae): uma espécie amazônica com potencial ecológico(Universidade Federal do Pará, 2026-04-30) RODRIGUES, Hairon Antonio Friedrich; SILVA, Luciano Coutinho; http://lattes.cnpq.br/2714042759780918; HERRERA, Raírys Cravo; http://lattes.cnpq.br/2153779197306503; https://orcid.org/0000-0002-9699-8359; REIS, Alisson Rodrigo Souza; SILVA, Diogo Pedrosa Corrêa da; NERY, Fernanda Carlota; http://lattes.cnpq.br/7258026642139407; http://lattes.cnpq.br/3581800874727918; http://lattes.cnpq.br/8984356482756782; https://orcid.org/0000-0001-7182-4814; https://orcid.org/0000-0002-7787-7500; https://orcid.org/0000-0003-0021-3973Bagassa guianensis é uma árvore endêmica da floresta amazônica que produz sementes com baixa taxa de germinação, rápida perda de vigor e recalcitrância. A espécie tem importância ecológica e econômica e sofre uma rápida redução de suas populações naturais devido às pressões antrópicas. O objetivo deste trabalho foi estabelecer um protocolo de micropropagação de B. guianensis. Após a assepsia, as sementes foram inoculadas em meio MS/2 com 0,5 mg L-1 de GA3 ou AgNO3, e sem regulador. O material foi mantido em sala de crescimento sob LED azul e vermelho, LED branco ou no escuro. Segmentos nodais foram inoculados em meio MS com diferentes concentrações de BAP (0; 0,5; 1; 2 e 4 mg L-1); e os segmentos apicais foram inoculados em MS com diferentes concentrações de AIB (0; 0,5; 1; 2 e 4 mg L-1). Plantas originárias da micropropagação passaram por cultivo fotoautotrófico em diferentes substratos: terra preta orgânica comercial ou areia com 10 g L-1 de Basacote®. As sementes apresentaram fotoblastismo positivo e cultivo em meio MS com GA3 com uso de LED branco produziu plantas mais longas; já o uso de LED azul e vermelho produziu plantas com mais números de nós e folhas. O maior número de brotações foi obtido com o uso de 4 mg L-1 de BAP; já o maior número de raízes foi obtido com 0,5 mg L-1 de AIB. Porém, a adição de reguladores de crescimento proporcionou uma alta taxa de calogênese. O cultivo fotoautotrófico com terra preta orgânica comercial proporcionou 73,3% de sobrevivência das plantas em casa de vegetação. Se recomenda utilizar LED azul e vermelho para a germinação, 4 mg L-1 de BAP para produção de brotos, 0,5 mg L-1 de AIB para a indução de raízes e substrato terra preta orgânica para aclimatização fotoautotrófica de Bagassa guianensis.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Polimorfismos genéticos relacionados ao risco de contaminação por mercúrio em populações nativas da Amazônia: uma revisão sistemática, metanálise e abordagem funcional(Universidade Federal do Pará, 2026-03-20) LOPES, Enzo Kaique da Silva; SILVA, Felipe Rodolfo Pereira da; http://lattes.cnpq.br/0605934383049921; https://orcid.org/0000-0001-9224-5571; PEREIRA, Adenilson Leão; http://lattes.cnpq.br/3184636120604556; LUCIANELLI, Fernanda Nogueira Valentin; MONTEIRO, José Rogério Souza; HERNÁNDES RUZ, Emil José; http://lattes.cnpq.br/5323991664296959; http://lattes.cnpq.br/7633287094016051; http://lattes.cnpq.br/9304799439158425; https://orcid.org/0000-0002-8279-3758; https://orcid.org/0000-0002-4511-7312; https://orcid.org/0000-0002-3593-3260A contaminação por mercúrio constitui um importante problema de saúde pública na Amazônia, especialmente em populações tradicionais expostas cronicamente ao metal por meio do consumo de peixes contaminados. Evidências recentes indicam que a variabilidade genética pode modular a toxicocinética e a toxicodinâmica do mercúrio, influenciando a retenção corporal do metal e a ocorrência de manifestações clínicas. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo investigar a relação entre polimorfismos genéticos associados ao metabolismo do mercúrio e os níveis corporais desse metal em populações amazônicas. Trata-se de uma revisão sistemática combinada com metanálise e análise funcional de genes. A busca foi realizada nas bases Google Scholar, PubMed, ScienceDirect e Web of Science, incluindo estudos publicados até dezembro de 2025. Foram incluídos estudos observacionais conduzidos em populações humanas da Amazônia com dados genotípicos e biomarcadores de exposição ao mercúrio. A qualidade metodológica foi avaliada pela escala Newcastle-Ottawa, e as análises estatísticas foram conduzidas no software Review Manager 5.4. Ao todo, 15 estudos preencheram os critérios de elegibilidade, totalizando 3.507 participantes de populações urbanas, ribeirinhas e indígenas. Quinze genes apresentaram associação significativa com os níveis corporais de mercúrio. Na metanálise, os polimorfismos GSTP1 (rs1965), GSTT1 (-/-) e GSTM1 (-/-) mostraram tendência de associação com maiores níveis de mercúrio, porém sem significância estatística. A análise funcional revelou que os genes identificados estão principalmente envolvidos em vias relacionadas ao metabolismo de metais, detoxificação celular, estresse oxidativo, transporte de xenobióticos e modulação da excreção urinária. Os achados indicam que variantes genéticas podem influenciar a suscetibilidade à contaminação por mercúrio em populações amazônicas, embora limitações como heterogeneidade entre estudos e tamanho amostral reduzido ainda restrinjam conclusões definitivas. Conclui-se que os polimorfismos avaliados apresentam potencial como biomarcadores de vulnerabilidade ao mercúrio, podendo subsidiar estratégias de vigilância em saúde e políticas públicas voltadas a populações tradicionais expostas na Amazônia.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Resposta de dipteryx odorata (Aubl.) Forsyth F. à aplicação de 24-Epibrassinolídeo: evidências de estímulo e inibição do crescimento(Universidade Federal do Pará, 2026-02-27) SOGLOHOUN, Jospin; SCHMALZ, Karin Elisabeth Von; http://lattes.cnpq.br/3201612256251112; HERNÁNDEZ-RUZ, Emil José; http://lattes.cnpq.br/9304799439158425; https://orcid.org/0000-0002-3593-3260; SOUZA, Luma Castro de; LEÃO, Fabio Miranda; VIEIRA, Marcos; SALM, Rodolfo; MENEZES, Moirah; http://lattes.cnpq.br/3637807020741727; http://lattes.cnpq.br/6256044082655658; http://lattes.cnpq.br/2075433032569005; http://lattes.cnpq.br/9109432772120434; http://lattes.cnpq.br/4242537967460940Foi avaliado o efeito do 24-epibrassinolídeo no crescimento e desenvolvimento de mudas jovens de Dipteryx odorata, uma espécie amazônica de importância ecológica e econômica. O experimento foi conduzido nos viveiros da Universidade Federal do Pará (Altamira, Brasil), sob 50% de sombreamento, em 115 mudas divididas em cinco tratamentos (0, 10, 20, 30 e 40 nM do hormonio). Foram medidas os parâmetros morfológicos (altura, diâmetro basal, e número de folhas) e fisicobioquímicos foliares (clorofila, nitrogênio, umidade, e temperatura foliar). Para explorar as associações das diferenças em cada indivíduo por tratamento e escolher as variáveis para modelagem, realizamos uma análise de componentes principais. Os efeitos dos tratamentos sobre estas variáveis foram avaliados por meio de modelos lineares de efeitos mistos com estimativa de máxima verossimilhança. As dosagens do hormônio influenciaram significativamente o crescimento das plantas, com um efeito positivo acentuado na dose de 30 nM, resultando em maiores ganhos em altura, diâmetro e número de folhas, bem como no aumento da produção de clorofila. A dose de 40 nM proporcionou a melhor relação altura/diâmetro, indicando melhor estabilidade e qualidade das plantas. A dose de 10 nM, embora positiva para tamanho, diâmetro e taxa de crescimento, deu resultados menos relevantes do que doses altas. A dose de 20 nM causou efeitos inibidores, caracterizados por redução do crescimento e diminuição da produção de clorofila. Esses resultados confirmaram a importância do 24-epibrassinolídeo como regulador de crescimento, capaz de melhorar o desempenho fisiológico e morfológico de Dipteryx odorata em condições semicontroladasDissertação Acesso aberto (Open Access) Saúde dos agricultores que utilizam agrotóxicos na produção de hortaliças na região de Altamira, Pará(Universidade Federal do Pará, 2025-05-14) SILVA, Rosane Acácio Rosa da; ROCHA, Carla Giovana S.; http://lattes.cnpq.br/6995325935325969; https://orcid.org/0000-0002-7066-0480; PEREIRA, Tatiana S.; http://lattes.cnpq.br/4005250095700054; SILVA, Maristela Marques da Silva; STÉDELI, Nilva Lúcia Rech; CORONAS, Mariana Vieira; http://lattes.cnpq.br/1620976380900108; http://lattes.cnpq.br/4657265813810622; http://lattes.cnpq.br/8119983932514872A intoxicação por agrotóxicos é considerada um sério problema de saúde pública, sobretudo em países em desenvolvimento. Elas podem ser agudas ou crônicas, podendo ocasionar alterações reprodutivas, malformação congênita, cânceres, mutações gênicas, desregulação endócrina, acometendo principalmente pessoas expostas em seu ambiente de trabalho. O objetivo deste estudo foi analisar a relação entre sintomas de intoxicação aguda pelo uso de agrotóxicos a partir das percepções e práticas dos agricultores de hortaliças da região de Altamira, Pará. A pesquisa apresenta abordagem descritiva, quantitativa e transversal. A pesquisa foi em 2024, no município de Altamira, Pará e foram realizadas entrevistas com 34 agricultores que cultivam hortaliças. Os agricultores responderam a um questionário abordando aspectos socioeconômicos, demográficos, condições de saúde, condições de trabalho e o uso de agrotóxicos. As informações organizadas foram convertidas para o programa Stata, verificando os dados quanto à coerência. Os resultados foram expressos como frequência absoluta e relativa para as variáveis sociodemográficas, econômicas e condições de saúde. Para os desfechos com análises bivariadas foi utilizado o teste Exato de Fisher. O perfil dos participantes da pesquisa é de indivíduos do sexo masculino, de cor parda/preta, com idade acima de 60 anos, possuindo menos de oito anos de estudo escolar, tendo companheira e com renda de um a três salários mínimos. A frequência de sintomas de intoxicações agudas relatadas foi de fraqueza/fadiga/cansaço e dor de cabeça, todavia a maioria dos agricultores relatou não apresentar nenhum sintoma. Ao analisar a associação entre as variáveis sociodemográficas e sintomas de intoxicações agudas não foram observadas associações estatísticas significativas. A distribuição etária mostra que a maioria dos agricultores familiares com até cinco anos de experiência com defensivos agrícolas está na faixa etária de 60 anos ou mais. Não existe uma associação significativa entre a renda e o tempo de trabalho com pesticidas. Verificou-se que há uma baixa adesão ao uso de EPIs, especialmente entre os horticultores acima de 60 anos, e com baixa instrução. Ressalvamos a vulnerabilidade dos horticultores do município de Altamira aos efeitos adversos do uso de agrotóxicos, sendo de suma importância à conscientização dos horticultores sobre os riscos dos agrotóxicos e a necessidade de melhoria dos sistemas de notificação para proteger a saúde desses e reduzir os impactos negativos ao ambiente.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Caracterização morfoanatômica de clones de theobroma cacao l.: evidências estruturais para distinção clonal(Universidade Federal do Pará, 2025-08-29) ARAUJO, Dayane Sousa; REIS, Alisson Rodrigo Souza; http://lattes.cnpq.br/7258026642139407; https://orcid.org/0000-0001-7182-4814; HERRERA, Rairys Cravo; ABREU, Juliana Livian Lima de; ALMEIDA, Eliane Francisca de; http://lattes.cnpq.br/2153779197306503; http://lattes.cnpq.br/7062639220674099; http://lattes.cnpq.br/9110187847588003O cacaueiro (Theobroma cacao L.) é uma cultura tropical de alta relevância econômica, conhecido por ser a base de produção do chocolate. A diversidade de variedades e clones de cacau é resultado de séculos de domesticação e melhoramento genético para alto rendimento e resistência a doenças. incluindo genótipos amplamente cultivados na região Amazônica. A morfologia e anatomia têm se mostrado ferramentas valiosas na caracterização funcional de diferentes clones. Com isso, objetivou-se caracterizar morfoanatomicamente folhas de clones de T. cacao, em cultivo não irrigado, para contribuir com estratégias de seleção e melhoramento genético. Utilizou- se técnicas padrão em anatomia. Foram analisadas variáveis morfometrias (dimensões foliares, densidades estomáticas, celular e índice estomático), cortes anatômicos manuais (peciolo, pulvino, ápice, mediana e lateral do limbo) e testes histoquímicos, por meio de lâminas permanentes. As análises estatísticas compreenderam o teste de Kruskal–Wallis, de natureza não paramétrica, utilizado para detectar diferenças significativas entre clones, e a Análise de Componentes Principais (PCA). Os resultados mostraram diferenças expressivas entre clones. O PS1319, Ponta Verde Liso e Ipiranga 01, apresentaram maior dimensão foliar associada a menor índice estomático, condição que favorece eficiência fotossintética e controle de perda hídrica. Em contraste, o CCN51, CEPEC 2002/2004 exibiu significativa densidade estomática e lâminas reduzidas, característica relacionada à sua reconhecida tolerância a estresse e produtividade. A presença de feixes vasculares acessórios foi registrada em clones como CCN51, CCN10, CEPEC 2004 e Ponta verde liso. Quanto aos tricomas, além das formas comuns no grupo Thebroma, apresentaram diversificação estrutural nos padrões de ramos nos tricomas estrelados, além disso, foi identificado tricoma digitiforme e tricomas com estruturas colapsadas no ápice globular e corpo bulboso semelhante ao tipo claviforme em genótipos como CEPEC-2004, Ipiranga-01, PH-16 e Salobrinho. Os testes histoquímicos revelaram acúmulo de fenóis, lignina, lipídios e amido, reforçando funções de proteção estrutural e defensivas, essas evidências ampliam o conhecimento sobre a diversidade anatômica de clones de cacau na fornecendo subsídios para seleção de material para manejo sustentável e aplicação em programas de melhoramento genético.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Resposta da comunidade de odonata ao gradiente ambiental em igarapés da volta grande do Xingu(Universidade Federal do Pará, 2024-12-18) CHAVES, Esiene da Costa; SILVA, Karina Dias da; http://lattes.cnpq.br/2271768102150398; https://orcid.org/0000-0001-5548-4995; SILVA, Tatiana Pereira da; BRASIL, Leandro Schlemmer; SANTOS, Lenize Batista Calvão; GIEHL, Núbia França da Silva; BRITO, Joás da Silva; http://lattes.cnpq.br/4005250095700054; http://lattes.cnpq.br/1908629101039803; http://lattes.cnpq.br/2859350745554286; http://lattes.cnpq.br/1561280535072922; http://lattes.cnpq.br/6013054034235293O aumento das atividades antrópicas na Amazônia tem causado impactos significativos nos ecossistemas terrestres e aquáticos. O desmatamento, as queimadas e a construção de hidrelétricas, entre outras atividades, contribuem para a perda da biodiversidade e a degradação dos ecossistemas aquáticos, resultando na destruição de habitats e na redução de espécies aquáticas, como os Odonata, que são fundamentais para manter o equilíbrio desses ecossistemas. Os Odonata respondem rapidamente às mudanças no ambiente e são amplamente utilizados como bioindicadores de alterações ambientais devido à sua alta sensibilidade à qualidade do habitat e da água. Diante disso, o objetivo deste estudo foi avaliar as mudanças nas comunidades de Odonata em resposta às variáveis ambientais em igarapés da Volta Grande do Xingu. As coletas foram realizadas em 19 igarapés da região, abrangendo os municípios de Anapu, Senador José Porfírio e Vitória do Xingu, em setembro de 2019, durante a estação seca amazônica. Para a captura dos insetos, utilizou-se o método de varredura em zonas fixas e rede entomológica (puçá), em100 metros em cada igarapé. Foram mensuradas as variáveis: pH, condutividade elétrica, temperatura da água, turbidez e oxigênio dissolvido. Em todos os igarapés, foi aplicado o Índice de Integridade de Habitat (IIH), que avalia o estado de conservação do habitat, variando de 0 a 1 – quanto mais próximo de 1, melhor o estado de conservação do igarapé; quanto mais próximo de 0, mais degradado o ambiente. Utilizamos o TITAN (Threshold Indicator Taxa Analysis) para avaliar o limiar do gradiente em que a comunidade apresenta ganho ou perda de espécies. No total, coletamos 526 indivíduos, distribuídos em duas subordens (Zygoptera e Anisoptera), 6 famílias, 26 gêneros e 43 espécies. A comunidade de Odonata apresentou mudança na sua composição nos valores a partir de 0,64 para o gradiente ambiental de IIH, tendo ganho de espécies em ambientes mais preservados. Em relação às outras variáveis ambientais, não tivemos mudanças para composição da comunidade de Odonata. A espécie A. fumigata Hagen, 1865, da subordem Zygoptera, destacou-se como espécie bioindicadora da qualidade de igarapés amazônicos, evidenciando assim que indivíduos desta subordem estão comumente associados a ambientes mais íntegros e preservados com vegetação densa, em razão das suas exigências ecofisiológicas. Nossos resultados demonstram que as alterações ambientais causadas pela ação antrópica alteram a qualidade do habitat nos igarapés e consequentemente afetam espécies que dependem desses ambientes. A presença de espécies bioindicadoras como Argia fumigata em ambientes preservados reforça a importância de conservar a integridade desses habitats para manter a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos associados.
