Teses em Artes (Doutorado) - PPGARTES/ICA
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Navegando Teses em Artes (Doutorado) - PPGARTES/ICA por Orientadores "MARTINS, Benedita Afonso"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Cartografia do Teatro : Contexto, políticas e poéticas do teatro de grupo em Macapá(Universidade Federal do Pará, 2023-09-24) MATOS, Bruno Sérvulo da Silva; MARTINS, Benedita Afonso; http://lattes.cnpq.br/6379814397024971Esta pesquisa derivou a construção de uma tese dividida em quatro partes ou quatro atos. A princípio, a feitura da composição do arquivo sobre grupos teatrais, induziu-me para o método cartográfico e, possivelmente, ao etnográfico. Para início dos estudos, foi necessário conhecer e escrever sobre o panorama do teatro amapaense, com a finalidade de lançar um olhar crítico e sócio-político-cultural sobre os cenários do teatro no Amapá. Observei que havia uma quantidade enorme de material sobre teatro em geral, mas sobre grupos teatrais do Amapá nenhuma ou poucas referências. Comecei por referências bibliográficas: Elderson, MELO. Teatro de Grupo: Trajetória e prática do teatro acriano 1970 a 2010. 2006. Samantha Agustin, COHEN. Teatro de grupo: Trajetória e relações. Impressões de uma visitante., 2010. Um autor específico é, constantemente, utilizado por quaisquer pesquisas, no que diz respeito às atividades teatrais amapaenses, o professor pesquisador, Romualdo Palhano, da Universidade Federal do Amapá. Esse autor serviu como suporte bibliográfico principal, para uma pesquisa que até então, estava no luscofusco, pois, apesar de saber que havia trabalhos teatrais no Estado do Amapá, eu os desconhecia. Assim, decidi mudar o foco principal do trabalho e me dedicar a um objeto: os grupos de teatro do Amapá. Ou seja, a pesquisa deixou de ser exclusivamente bibliográfica e passou a ser in loco. A cartografia é uma ciência que, tradicionalmente, refere-se à habilidade de elaborar mapas, cartas e outras formas de representar e descrever, detalhadamente, ou expressar objetos, fenômenos físicos e socioeconômicos. É, também, uma demarcação, ou territorialização; uma determinação de espaços com a finalidade de orientação e de conhecimento a respeito dessas mesmas porções espaciais. Amparado por essas características, deixei que a pesquisa seguisse seu processo, explorando cada parte que se sobressaía, seus desdobramentos, porém, com o cuidado de não perder de vista o objetivo principal: registrar, quantificar, qualificar, quando for preciso, sem esquecer seu caráter ibertário. Percebi que minha pesquisa também possuía um caráter etnográfico. Afinal, a etnografia é um método das ciências sociais, mas não apenas, principalmente da antropologia, em que o principal foco é um estudo das culturas e o comportamento de determinados grupos sociais. No primeiro ato, faço um breve panorama histórico das atividades de cunho teatral desenvolvidas no Estado do Amapá. Passeio pela cronologia mais ou menos fiel de imagens selecionadas que contam como o teatro, seja com o primeiro prédio ou nas primeiras atividades teatrais, vem sendo apreciada, vivenciada, constituída no Estado. No segundo ato, piso o terreno movediço, por assim dizer, das políticas públicas de incentivo às artes cênicas. De todos os atos, este é aquele ao qual dediquei cuidado especial, por tocar em questões conflituosas, por dialogar com temas caros às instituições públicas governamentais e não governamentais, e por descortinar situações visíveis, porém mudas, caladas por uma opressão conveniente. O terceiro ato é dedicado aos espaços teatrais ou aos lugares de teatro. A cidade de Macapá possui poucos espaços institucionais, constituídos como lugar de teatro, o que leva muitos grupos teatrais a buscarem alternativas para o desenvolvimento de suas atividades. Destaco, com essa evidência, que não apenas os lugares de teatro são necessariamente espaços teatrais. Surgem outros territórios, ditos aqui como alternativos. O quarto ato, eu considero a alma do projeto de pesquisa. É nele que dedico e concentro esforços para construir uma espécie de narrativa, que expresse todos os anseios, alegrias, lutas dos grupos teatrais para fazerem arte, para se fazerem existir, em um lugar em que a valorização artística é tão incipiente. A cada conversa, a cada descrição dos grupos e suas atividades, era o descortinar de um perfil apaixonante. Independentemente, das farsas e dos disfarces, dos dissonantes discursos, das máscaras e maquiagens, busquei descrever e reverberar vozes que gritam, choram, lamentam, suplicam para se fazerem ouvir, mas também riem e trazem e sentem felicidade.Tese Acesso aberto (Open Access) O Cineteatro territorial de Macapá e a criação de uma política cultural janarista(Universidade Federal do Pará, 2023-06-26) FERREIRA, Frederico de Carvalho; MARTINS, Benedita Afonso; http://lattes.cnpq.br/6379814397024971A presente pesquisa de doutorado, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Artes da Universidade Federal do Pará, sob a orientação da Profa. Dra. Bene Martins, realizou estudo sobre contextos sócio-político-culturais engendrados a partir da instauração do Território Federal do Amapá (TFA), com foco no Cineteatro Territorial de Macapá, entre os anos de 1944 e 1949. A pesquisa, intitulada: O Cineteatro Territorial de Macapá e a Criação de uma Política Cultural Janarista. Os objetivos são os de evidenciar e de refletir sobre a criação de uma política cultural, disseminada pelo Governador Capitão Janary Gentil Nunes e suas possíveis influências no processo de formação identitária amapaense. Esta pesquisa justifica-se pela insuficiência de trabalhos que contemplem o tema e pela necessidade de abordagens mais aprofundadas sobre as memórias artística, cultural e teatral amapaense e seus contextos sociais e políticos, que podem ter influenciado na sua formação identitária e cultural, além de contribuir, como aporte teórico e crítico para pesquisas futuras, possibilitando, com isso, condições para o crescimento do Teatro no/do Norte e no/do Brasil. O ponto central do estudo é o movimento artístico e cultural oportunizado (ou não) pelo Cineteatro Territorial de Macapá, espaço oficial de difusão política e cultural do TFA. No processo de construção desta pesquisa, conforme objetivos propostos, é investigada a formação do TFA, desde sua fragmentação do estado do Pará (1943); a escolha da capital territorial e o Jornal Amapá, como fonte documental; a inauguração do Cineteatro Territorial de Macapá (1944) e suas atividades político-culturais; a criação de uma política cultural janarista e o possível diálogo com o movimento cultural amapaense. O estudo alia-se à linha de pesquisa: Memórias, histórias e educação em artes, do Programa de pós-graduação em artes (PPGARTES-UFPA). As metodologias de apoio são as do campo artístico-cultural, estudos culturais, em diálogo com outras referências, a partir de uma análise qualitativa das fontes. Inicialmente com leitura sistemática das bibliografias sobre política cultural, contextos teatral e audiovisual estabelecidos entre 1944 e 1949. Os materiais consultados são de filmes, espetáculos, artistas e companhias teatrais registrados em MacapáAP. Caracteriza-se como pesquisa documental, por priorizar o levantamento e análise das fontes que possibilitem a interpretação dos órgãos e documentos oficiais, como o Jornal Amapá e Relatório de Atividades do Governo do Território Federal do Amapá.Tese Acesso aberto (Open Access) Imagens na história do vestuário : cânones e sintomas na obra Três Séculos de Modas (1923)(Universidade Federal do Pará, 2022-02-14) SOARES, Fernando Augusto Hage; MARTINS, Benedita Afonso; http://lattes.cnpq.br/6379814397024971Esta tese busca empreender uma análise sobre a escrita ilustrada do vestuário, destacando o papel das imagens neste campo de estudos. A pesquisa teve como objeto disparador de questionamentos o livro Três Séculos de Modas, de João Affonso, publicado em 1923, que teve suas imagens analisadas por meio de sintomas presentes no seu conjunto de 56 ilustrações autorais. O texto divide-se em quatro sessões: a primeira é dedicada a elencar os principais sentidos teóricos que influenciaram o processo crítico e investigativo, analisando aspectos sobre a roupa e sua visualidade, concepções históricas do campo da arte e do vestuário, noções de anacronismo nas imagens e a montagem como método. A partir destas bases, a segunda parte trata de acessar dados sobre os cânones da história do vestuário, discutidos por diversas/os autoras/es, mapeando um conjunto de 35 obras localizadas em acervos digitais referenciadas para consulta, que foram divididas nas seguintes categorias: livros de roupas, livros de trajes, gravuras e costumes, livros românticos/historicistas, livros modernos. Na terceira parte chega-se à análise da obra pioneira no Brasil, apresentando considerações sobre sua difusão, localizando seus personagens e o livro dentro da historiografia prévia, a fim de realizar a análise de suas imagens via processo de montagem, onde foram examinados sintomas identificados no conjunto de ilustrações (pela percepção de posturas, gestos, objetos, silhuetas), que geraram as categorias de interpretação a seguir: Blindado; Expressivo; Gracejo; Estar na Moda; Mulher Essencial; Confortável; Conformista; Janota Moderno. Tais categorias demonstram formas de representação de emoções e mentalidades sobre a moda em Três Séculos de Modas, podendo ser entendidas como sobrevivências, que tiveram seus aspectos discorridos no texto e poderão ser utilizadas em outras pesquisas. Ao fim, no último tópico, foi realizada uma abordagem histórica sobre os livros ilustrados de história do vestuário publicados no Brasil, com destaque para alguns títulos de autores brasileiros e estrangeiros, indo em direção aos intitulados guias visuais, e finalizando a tese com uma listagem cronológica que busca elencar o conjunto de publicações deste campo de estudo no Brasil até 2019.Tese Acesso aberto (Open Access) Memórias das Artes Circenses de Rua em Belém-Pará(Universidade Federal do Pará, 2024-02-29) MARTINS, Yure Lee Almeida; MARTINS, Benedita Afonso; http://lattes.cnpq.br/6379814397024971Essa tese se propôs a pensar os artistas circenses de rua atuais da região metropolitana de Belém como sujeitos históricos, sujeitos da memória. Pessoas e artistas com uma origem e trajetórias catapultadas por artistas formados pelas primeiras turmas de escolas de circo do Brasil e da América Latina (“viajeiros”). Artistas circenses de rua que são a todo instante invisibilizados por optarem pela rua como palco principal. A escrita se segue como um estudo sobre memória, adotando a descrição da estrutura de um espetáculo de circo de rua. Em um primeiro capítulo pretende-se realizar uma discussão sobre memória e os lugares de memória circense na cidade de Belém como a Escola Circo Mano Silva. Destacar a peculiaridades das artes circenses recentes na cidade. Fazer uma contextualização de como o circo itinerante ganha uma nova roupagem através de artistas circenses de rua no Brasil e especificamente em Belém. Em um segundo capítulo tentarei apresentar em linhas gerais a permeabilidade de artistas, grupos e trupes na cidade de Belém. Destacar aspectos ímpares de se trabalhar com linguagens do circo na região como existência de trupes e circos não itinerantes. Destaco principalmente a análise de memórias e trajetórias de vida dos sujeitos envolvidos com o movimento cultural circense na cidade. Como o “Encontro Semanal de Malabares e Circo”, um impulsionador para os muitos artistas circenses locais. Bem como o “Palco aberto”, uma forma de formação de plateia para o circo de rua em Belém autogerida e comunitária muito importante para o desenvolvimento de movimentos, grupos e coletivos de arte de rua envolvidos com circo (como Circopaíba e Circo Nós Tantos). E por fim apresentar de forma mais pormenorizada a minha relação com o circo, minhas memórias complementadas por outras memórias, nossas poéticas e dramaturgias.Tese Acesso aberto (Open Access) Paisagem na neblina da arte cinematográfica: um pacto cinéfilo do Cineclube da Associação Paraense de Críticos Cinematográficos (APCC)(Universidade Federal do Pará, 2021-11-29) CARVALHO, Marco Antonio Moreira; MARTINS, Benedita Afonso; http://lattes.cnpq.br/6379814397024971Esta pesquisa enfocará a história do cineclube da Associação Paraense de Críticos Cinematográficos (APCC), pela importância do registro, análise e divulgação dos trabalhos desenvolvidos, desde a criação aos dias atuais e estabelecerá relações e propostas educacionais de interação do cinema com os sujeitos inseridos no mundo. Todos os trabalhos são fontes para a revisão e criação de conceitos, função e importância do cineclubismo, como espaço para exibição de filmes e estímulo a estudos sobre a evolução do cinema como arte e suas variadas alternativas de criação e comunicação com os espectadores. Um dos objetivos é valorizar o trabalho dos Cineclubes e atualizar, na contemporaneidade, sua importância como elemento de ação cultural e de educação cinematográfica. Visa, ainda, documentar e analisar as ações realizadas pelo Cineclube da APCC, no período de 1967 a 2020, por meio da investigação bibliográfica e documental (artigos de jornais, entrevistas e anúncios), tal como das atividades exercidas, dos agentes culturais envolvidos, dos parceiros que colaboraram com sua atuação e dos espectadores das programações realizadas, nesse movimento cineclubista de Belém-PA. Ao pesquisar o histórico de um cineclube que compartilhou experiências fílmicas com diversos espectadores, entende-se que a evolução da arte cinematográfica precisou de várias tentativas para criar linguagem própria com a contribuição de diversos artistas. Mas, a extensa trajetória de experimentações precisou de outros meios de inserção para o público como os cineclubes, estes criados nos anos de 1920, na França. Estes cineclubes foram fundamentais para o entendimento e valorização de outras estéticas cinematográficas. A partir do estudo da atuação de um cineclube localizado na Amazônia, com maiores adversidades operacionais que em outros centros urbanos, ressalta-se o intenso despertar da cinefilia de seus agentes e a importância de compreender sua história para manter ideais cineclubistas em atividade. Com vistas a manter e ampliar as ações de cultura cinematográfica praticadas por esse cineclube é preciso pensar em uma cinéfila ampliada que inclua uma maior relação entre o cinema como arte e sua relação com o mundo em propostas que desenvolvam e explicitem seu potencial como meio artístico-educacionalTese Acesso aberto (Open Access) Tempo de Espera: fortuna crítica da peça de Aldo Leite(Universidade Federal do Pará, 2022-09-13) MARTINS, Gilberto dos Santos; MARTINS, Benedita Afonso; http://lattes.cnpq.br/6379814397024971O presente estudo busca por meio da fortuna crítica, analisar as narrativas escritas e orais produzidas a partir da repercussão estética e política da encenação Tempo de Espera, de autoria do ator, diretor, professor e dramaturgo maranhense Aldo Leite (1941-2016). Essa encenação foi produzida no contexto do Grupo Teatral Mutirão, de São Luís do Maranhão, no ano de 1975, e circulou por todas as regiões do Brasil e em cidades da Europa (Nancy, Lille, Paris, Colônia, Munique, Mettingen, Rotterdam e Amsterdam), entre os anos de 1975 e 1978. Tempo de Espera trata do estado de inanição física e motivacional de uma família do interior do Maranhão diante da pobreza extrema na qual está imersa. Com cinco personagens e uma linguagem que abre mão da palavra na cena, esse espetáculo foi alvo de inúmeras narrativas e marcou a memória do teatro maranhense do século XX. A fortuna crítica de Tempo de Espera dá destaque para o impacto da coragem do conteúdo dessa encenação, a miséria e extrema pobreza do povo brasileiro posto em cena em meio ao período histórico brasileiro conhecido como “anos de chumbo” (década de 1970). Na contramão do discurso oficioso de prosperidade econômica do Brasil, propalado pelos governos ditatoriais, Aldo Leite e seu grupo expõem as feridas e as veias ainda abertas da sociedade brasileira; a fome e o número de brasileiros abaixo da linha da pobreza no Brasil ganha os palcos do Maranhão, do Brasil e do exterior causando certa indignação dos seus espectadores. Outra ênfase interpretada pelas narrativas da fortuna crítica dessa obra é a sua organização cênica; primoroso trabalho de interpretação dos atores que, embora não tendo formação teórica e acadêmica específica, evidenciaram uma práxis cênica colocada em discussão pelo seu público, e estudiosos do teatro, incidindo, assim, luz aos artistas amadores locais e de outras localidades do Brasil, convencionalmente caracterizados de maneira restrita. Tempo de Espera, para o contexto teatral local, pauta a ampliação do entendimento de “amador”. Dessa maneira algumas perguntas balizadoras perpassam este estudo, quais sejam: em que medida essas narrativas estéticas e políticas puderam contribuir para o entendimento de Tempo de Espera como a responsável pela projeção do teatro maranhense no cenário nacional? Tempo de Espera poderia ser considerado um reflexo ou uma amostra do fortalecimento e amadurecimento do movimento de teatro amador feito no Maranhão e no Brasil? O que, em si, representa ou representou Tempo de Espera, em termos estéticos e políticos para além das memórias nostálgicas, para a renovação do teatro maranhense e brasileiro na segunda metade do século XX? Quais são as potencialidades que essa encenação trouxe que a distingue das demais no Maranhão e no Brasil, numa perspectiva experimental e não empresarial? A análise em questão permitirá compreender em que medida essa encenação contribuiu para a efervescência teatral ocorrida na cidade de São Luís na década de 1970, assim como para o debate de um fortalecimento da cena teatral amadora local e brasileira. Para adentar ao processo de construção do corpus textual e análise qualitativa do objeto artístico em questão, alguns procedimentos teórico metodológicos são adotados: Pesquisa Documental (CELLLARD, 2008); a Memória (História Oral) (POLLAK, 1989; NORA, 1993; RABETTI, 2006); e Análise de Discurso (CAREGNATO; MUTTI, 2006; PÊCHEUX, 1993).
