Dissertações em Teoria e Pesquisa do Comportamento (Mestrado) - PPGTPC/NTPC
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2333
O Mestrado Acadêmico iniciou-se em 1987 e pertence ao Programa de Pós-Graduação em Teoria e Pesquisa do Comportamento (PPGTPC), que integra o Núcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamento(NTPC) da Universidade Federal do Pará (UFPA).
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Navegando Dissertações em Teoria e Pesquisa do Comportamento (Mestrado) - PPGTPC/NTPC por Orientadores "CARVALHO NETO, Marcus Bentes de"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise da investigação dos determinantes do comportamento homossexual humano(Universidade Federal do Pará, 2005-07-21) MENEZES, Aline Beckmann de Castro; CARVALHO NETO, Marcus Bentes de; http://lattes.cnpq.br/7613198431695463O debate sobre os determinantes do comportamento perdura desde a Antiguidade, sendo usualmente estruturado dicotomicamente. A tendência atual de compreensão de determinação comportamental direciona-se para o interacionismo, analisando as influências genéticas, biológicas e ambientais sobre o produto final. Várias pesquisas empíricas têm sido conduzidas para identificar a quais fatores se deve a emissão de um comportamento específico. Em virtude da impossibilidade de estudar por completo os determinantes do comportamento humano, optou-se pelo recorte de um padrão específico o comportamento homossexual. Desde a antiguidade até a atualidade, os determinantes do comportamento homossexual têm sido alvo de debates. Além disso, este é um tema relacionado a um número expressivo de indivíduos na população e possui implicações sociais importantes a partir dos achados científicos na área. O presente trabalho objetivou analisar quais as evidências empíricas existentes acerca da determinação do comportamento homossexual, a partir de três etapas gerais: (1) a evolução histórica do debate sobre a determinação do comportamento, destacando as principais metodologias empregadas nessa trajetória; (2) apresentação e discussão das principais linhas de pesquisa sobre determinação do comportamento homossexual, enfatizando a análise crítica dos dados obtidos; (3) discussão das implicações das pesquisas apresentadas e possíveis encaminhamentos empíricos. Foi realizado um amplo levantamento bibliográfico, com ênfase em trabalhos empíricos abordando os determinantes do comportamento homossexual. Foram identificadas seis linhas de pesquisa principais, categorizadas como: medidas hormonais, efeitos hormonais, genética, funcionamento cerebral, modelos animais e efeitos ambientais. A metodologia e os resultados de cada pesquisa apresentada foram analisados. A partir da análise realizada, pôde-se discutir as influências políticas na pesquisa científica, as implicações éticas da divulgação dos resultados e organizar os dados existentes em uma proposta de compreensão do fenômeno. Espera-se contribuir para uma descrição do panorama geral do estudo dos determinantes do comportamento homossexual bem como para uma postura crítica frente às metodologias utilizadas e as conclusões veiculadas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Autores de Violência Doméstica entre Parceiros Íntimos: Características Biopsicossociais a Partir dos Casos Notificados entre 2018 e 2022(Universidade Federal do Pará, 2025-12-12) RIBEIRO, Adriana Almeida de Azevedo; REIS, Daniela Castro dos; http://lattes.cnpq.br/8805305887566391; https://orcid.org/0000-0002-9505-4516; CARVALHO NETO, Marcus Bentes de; https://lattes.cnpq.br/7613198431695463; https://orcid.org/0000-0001-9550-409X; VALE, Kamilly Souza do; SOARES, Pedro Felipe dos Reis; http://lattes.cnpq.br/9384106567155237; http://lattes.cnpq.br/6486322487647409; https://orcid.org/0000-0002-7031-2240; http://orcid.org/0000-0002-7154-908XA violência contra a mulher configura-se como um grave problema de saúde pública, manifestando-se predominantemente no ambiente doméstico e em relações de afeto, resultando em danos físicos, sexuais e psicológicos. Apesar do aumento expressivo de casos no Brasil, com o estado do Pará ocupando a 8ª posição entre os mais violentos do país, a literatura ainda apresenta lacunas quanto às características dos agressores. Diante desse cenário, o presente estudo objetivou traçar o perfil biopsicossocial dos autores de violência doméstica entre parceiros íntimos, utilizando dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) entre 2018 e 2022. Os resultados indicaram que os autores no Pará são majoritariamente homens adultos, cujas ações estão inseridas em um contexto patriarcal que naturaliza desigualdades de gênero. Observou-se a predominância das violências física e psicológica, frequentemente associadas ao consumo de álcool como fator potencializador da agressividade. Conclui-se que, embora o foco acadêmico recaia majoritariamente sobre as vítimas, a compreensão detalhada do perfil e das práticas dos autores é um passo fundamental para o rompimento do ciclo de violência, fornecendo subsídios essenciais para a elaboração de políticas públicas preventivas e educativas mais eficazes no cenário regional.Dissertação Acesso aberto (Open Access) B. F. Skinner e o uso do controle aversivo: um estudo histórico-conceitual(Universidade Federal do Pará, 2012-03-12) MARTINS, Tatiana Evandro Monteiro; MAYER, Paulo César Morales; http://lattes.cnpq.br/5360949596306254; CARVALHO NETO, Marcus Bentes de; http://lattes.cnpq.br/7613198431695463B.F. Skinner (1904-1990) é frequentemente citado como apresentando um posicionamento contrário ao uso de controle aversivo. Entretanto, em determinados momentos, o autor apresentaria uma postura mais flexível quanto ao uso deste tipo de controle comportamental, aceitando sua utilização em determinados contextos. O presente trabalho teve como objetivo identificar e analisar em quais momentos Skinner prescreve ou adverte o uso do controle aversivo. Um estudo histórico-conceitual foi feito, no qual oito obras (Skinner 1938/1991; 1948/1975; 1953/1989; 1968/1972; 1969/1980; 1971; 1974/2006; 1989) foram analisadas conforme as categorias: 1) a definição de controle aversivo e conceitos envolvidos; 2) os aspectos positivos do controle aversivo e prescrições; e 3) os aspectos negativos do controle aversivo e proibições. Não foi possível encontrar uma definição específica de controle aversivo, constatou-se que em determinados momentos Skinner justifica o uso deste tipo de controle, mas não o prescreve genericamente.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Discriminação com três tipos de contingências supressivas: extinção, punição e extinção + punição(Universidade Federal do Pará, 2010) FARIAS, Danielle Chaves de; CARVALHO NETO, Marcus Bentes de; http://lattes.cnpq.br/7613198431695463Nos estudos sobre controle de estímulos é predominantemente utilizado reforçamento em SD e Extinção em SΔ para se estabelecer uma discriminação simples. Poucos estudos utilizaram Punição em SΔ para estabelecer tal responder diferencial, contudo, a maioria desses produziu uma aprendizagem mais rápida do que a tradicionalmente obtida apenas com extinção. Quando este tipo de procedimento foi utilizado, em geral, o choque elétrico foi usado como punidor. Carvalho Neto e Cols. vêm testando um jato de ar quente (JAQ) como estímulo aversivo alternativo e até agora obtiveram êxito em contextos supressivos (apresentação contingente e não contingente) e fortalecedores negativos (fuga e esquiva). Carvalho Neto e Farias (2006) e Carvalho Neto e Costa (2008) testaram o JAQ como supressor diante de SΔ buscando produzir uma discriminação claro/escuro e nesses estudos as contingências punitivas foram mais eficazes do que a tradicional. Contudo, foram identificados alguns problemas metodológicos nesses trabalhos que limitariam suas conclusões. O presente trabalho buscou controlar algumas dessas variáveis, em especial, a passagem do tempo fixo e o tipo de esquema em vigor. Foram utilizados seis ratos machos divididos em três condições: Extinção, Punição e Extinção+Punição. Foi utilizada uma Caixa de Condicionamento Operante adaptada ao JAQ. O procedimento para as três condições foi o mesmo, alterando-se apenas as sessões de Treino Discriminativo (reforçamento em SD para todas as condições e durante SΔ: Extinção para a condição Extinção, Punição para a condição Punição e Punição+Extinção para a condição Punição+Extinção). Os sujeitos nas condições em que a punição foi usada mostraram um responder discriminado, enquanto que a condição Extinção falhou em produzir tal responder, indicando que o uso do controle aversivo foi mais eficiente que o procedimento tradicional.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Discriminação Simples e Respostas Emocionais em Ratos com Diferentes Contingências (Extinção e Punição)(Universidade Federal do Pará, 2025-10-31) LEAL, Isabelle Tavares; CARVALHO NETO, Marcus Bentes de; https://lattes.cnpq.br/7613198431695463; https://orcid.org/0000-0001-9550-409X; GONÇALVES, Fábio Leyser; MAYER, Paulo César Morales; https://lattes.cnpq.br/6100301531146481; https://lattes.cnpq.br/5360949596306254; https://orcid.org/0000-0003-1304-1963A literatura demonstra que a punição em SΔ pode acelerar a aquisição da discriminação simples em comparação com a extinção. Autores como Skinner e Sidman, contudo, alertam para subprodutos emocionais prejudiciais e a deterioração do desempenho a longo prazo com o uso do controle aversivo. O presente estudo comparou a eficácia e os subprodutos do controle aversivo durante a aquisição e manutenção de uma discriminação simples, utilizando o Jato de Ar Quente (JAQ) em SΔ como punidor. Doze ratos Wistar foram distribuídos nos grupos Extinção (GEXT) e Punição (GJAQ), submetidos a um procedimento de oito fases, incluindo Treino Discriminativo, Manutenção e avaliação da emocionalidade no Campo Aberto e das respostas emocionais por meio Etograma. Os resultados demonstraram a superioridade do GJAQ na aquisição (média de 3,6 sessões) e na manutenção do mesmo desempenho, que se manteve estável com Índice Discriminativo (ID) elevado, enquanto o GEXT apresentou instabilidade e queda do ID. A análise do Etograma revelou que respostas emocionais como Sobressalto e Andar, eliciadas pelo JAQ, atuaram como respostas concorrentes à RPB em SΔ, facilitando a supressão e, consequentemente, a aquisição e a manutenção da discriminação. Concluiu-se que, no presente contexto, os subprodutos comportamentais da punição (JAQ) não deterioraram o repertório, mas, ao contrário, auxiliaram na estabilidade e acuidade do desempenho, contrariando a proposição genérica feita por Sidman e Skinner.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Discriminação Simples em Ratos com Três Tipos de Contingências Supressivas em Sdelta: Choque Elétrico X Jato de Ar Quente X Extinção(Universidade Federal do Pará, 2020-05-01) SILVA, Marilya Jordana Melo e; CARVALHO NETO, Marcus Bentes de; http://lattes.cnpq.br/7613198431695463; BARROS, Romariz da Silva; MAYER, Paulo César Morales; http://lattes.cnpq.br/7231331062174024; http://lattes.cnpq.br/5360949596306254; https://orcid.org/0000-0002-1306-384XTradicionalmente, a discriminação simples é estabelecida utilizando o reforçamento positivo na condição SD e a extinção em SDelta. Alguns estudos adicionaram punição positiva em SDelta, como choque elétrico (CHO) ou jato de ar quente (JAQ). Tais estudos não só produziram a discriminação, mas o fizeram em um menor número de sessões e com um índice discriminativo (ID) mais acurado. O objetivo do presente estudo foi comparar os efeitos do CHO e do JAQ na produção de uma discriminação simples em ratos, tentando separar (a) a facilitação pelo uso de um estímulo aversivo específico, (b) da facilitação como um efeito geral da simples adoção de uma contingência aversiva no treino. Foram utilizados nove ratos cujas respostas foram reforçadas com alimento em SD. Em SDelta, por sua vez, os animais foram distribuídos em três grupos: extinção (GEXT), extinção+punição com JAQ (GJAQ) e extinção+punição com choque elétrico (GCHO). Os dados mostraram que os sujeitos do GJAQ aprenderam com um menor número de sessões (no máximo 3) e com um ID maior (no mínimo 79,31%). Os sujeitos do GEXT precisaram, por sua vez, de no mínimo 8 sessões para aprender a mesma tarefa e o melhor ID foi de 77,47%. Ocorreram problemas técnicos no GCHO e apenas um sujeito aprendeu a tarefa (8 sessões com um ID de 77,99%). A comparação entre os dois estímulos aversivos não pode ser feita como planejado, mas os dados válidos do JAQ replicam os resultados anteriores que apontaram que a adição de uma contingência de punição a um arranjo de extinção facilita a aquisição de uma discriminação simples quando comparada com o procedimento tradicional. Alterações no procedimento com CHO são sugeridas a partir dos problemas observados.Dissertação Acesso aberto (Open Access) É possível gerar “insight” através do ensino dos pré-requisitos por contingências de reforçamento positivo em Rattus norvegicus?(Universidade Federal do Pará, 2006) TOBIAS, Gracy Kelly da Silva; CARVALHO NETO, Marcus Bentes de; http://lattes.cnpq.br/7613198431695463As discussões sobre criatividade indicam uma dificuldade tanto na definição do que seria um padrão “original” ou “criativo” quanto de identificar que variáveis o controlariam. Dentre as interpretações deste fenômeno encontra-se a chamada “interconexão espontânea de repertórios”, quando dois ou mais repertórios diferentes, aprendidos em separado, podem se juntar em novas situações produzindo sequências originais de comportamento. A resolução de um problema de forma súbita através desta interconexão foi denominada de “Insight”. Um dos processos que participariam dessa interconexão seria a “Generalização Funcional”. O presente estudo replicou com algumas mudanças, utilizando três ratos (Rattus norvegicus) como sujeitos (S1, S2 e S3), o trabalho original de Epstein (1985b) e investigou o papel da “Generalização Funcional” na interconexão dos repertórios. Ao S1 e ao S2 foram ensinados separadamente três repertórios distintos. O S1 aprendeu a (1) empurrar um cubo de maneira direcionada, (2) a subir e se erguer sobre cubo e (3) a puxar uma corrente. O S2 aprendeu a (1) empurrar um cubo de maneira não direcionada, (2) a subir e se erguer sobre cubo e a (3) puxar uma corrente. O S3 aprendeu apenas a (1) subir e se erguer sobre cubo e (2) a puxar uma corrente. Após o treino foram colocados numa situaçãoproblema que exigiria a interconexão das habilidades aprendidas para que a resolução ocorresse. O S1 e o S2 resolveram o problema de maneiras distintas: o S1 resolveu de forma aleatória e o S2 resolveu após um treino adicional de subir e puxar a corrente que estabeleceu elos importantes para a resolução. O S3 não resolveu o problema. Os dados indicaram que a generalização funcional poderia ser explicada como generalização simples e que esta não seria um requisito fundamental para a resolução súbita do problema.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeito da punição com timeout de uma resposta alternativa na ressurgência de um comportamento previamente extinto(Universidade Federal do Pará, 2024-08-09) VANDERLAY-CARDOSO, Ana Paula; SOARES FILHO, Paulo Sergio Dillon; http://lattes.cnpq.br/8647259688931170; CARVALHO NETO, Marcus Bentes de; http://lattes.cnpq.br/7613198431695463; COSTA, Carlos Eduardo; PATIÑO, Diana Milena Cortés; AZEVEDO, Rafaela Meireles Fontes; http://lattes.cnpq.br/3652671184120969; http://lattes.cnpq.br/6818778734031623; http://lattes.cnpq.br/0535600588930112; https://orcid.org/0000-0002-9459-2013Ressurgência é o fenômeno comportamental de reaparecimento de uma resposta-alvo, previamente extinta, após desvalorização de uma alternativa. Tradicionalmente, a resposta alternativa tem suas condições de manutenção alteradas por procedimentos de extinção, porém, pouco se sabe sobre os efeitos do uso de outros procedimentos de desvalorização como o timeout, forma de punição negativa utilizada em situações aplicadas. O presente trabalho teve como objetivo avaliar o efeito da punição da resposta alternativa com timeout na ressurgência do comportamento. Dois experimentos de quatro fases foram realizados. Experimento 1: Na Fase 1, uma resposta-alvo foi reforçada em um VI 10 s. Na Fase 2, a resposta-alvo foi extinta enquanto uma resposta alternativa passou a produzir reforços em um VI 10 s. Na Fase 3, foi sobreposta uma contingência de timeout (50 s) à contingência de reforço em vigor. Na Fase 4, ambas as respostas foram postas em extinção. Experimento 2: as fases 1, 2 e 4 foram similares às do Experimento 1, com a única diferença que as sessões iniciaram com um período de blackout e tiveram tempo de time-in reduzido a partir do final da fase 2. Na fase 3, uma contingência de timeout (30 s) foi sobreposta ao reforçamento alternativo. Os resultados indicaram que o timeout desvalorizou a opção alternativa em ambos os experimentos e induziu ressurgência para todos (Experimento 1) e para a maioria (Experimento 2) dos sujeitos. Possíveis variáveis que podem ter levado a estes resultados são discutidas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeito da punição com timeout de uma resposta alternativa na ressurgência de um comportamento previamente extinto(Universidade Federal do Pará, 2024-08-09) VANDERLEY-CARDOSO, Ana Paula; CARVALHO NETO, Marcus Bentes de; http://lattes.cnpq.br/7613198431695463; SOARES FILHO, Paulo Sérgio Dillon; http://lattes.cnpq.br/8647259688931170Ressurgência é o fenômeno comportamental de reaparecimento de uma resposta-alvo, previamente extinta, após desvalorização de uma alternativa. Tradicionalmente, a resposta alternativa tem suas condições de manutenção alteradas por procedimentos de extinção, porém, pouco se sabe sobre os efeitos do uso de outros procedimentos de desvalorização como o timeout, forma de punição negativa utilizada em situações aplicadas. O presente trabalho teve como objetivo avaliar o efeito da punição da resposta alternativa com timeout na ressurgência do comportamento. Dois experimentos de quatro fases foram realizados. Experimento 1: Na Fase 1, uma resposta-alvo foi reforçada em um VI 10 s. Na Fase 2, a resposta-alvo foi extinta enquanto uma resposta alternativa passou a produzir reforços em um VI 10 s. Na Fase 3, foi sobreposta uma contingência de timeout (50 s) à contingência de reforço em vigor. Na Fase 4, ambas as respostas foram postas em extinção. Experimento 2: as fases 1, 2 e 4 foram similares às do Experimento 1, com a única diferença que as sessões iniciaram com um período de blackout e tiveram tempo de time-in reduzido a partir do final da fase 2. Na fase 3, uma contingência de timeout (30 s) foi sobreposta ao reforçamento alternativo. Os resultados indicaram que o timeout desvalorizou a opção alternativa em ambos os experimentos e induziu ressurgência para todos (Experimento 1) e para a maioria (Experimento 2) dos sujeitos. Possíveis variáveis que podem ter levado a estes resultados são discutidas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeito de diferentes histórias de treino sobre a ocorrência de "insight" em macacos-prego (Cebus spp.)(Universidade Federal do Pará, 2010-03-17) NEVES FILHO, Hernando Borges; CARVALHO NETO, Marcus Bentes de; http://lattes.cnpq.br/7613198431695463A origem de comportamentos criativos é em grande medida pouco conhecida cientificamente. Aparentemente, trata-se de um fenômeno multifacetado que comporta muitos processos distintos. Um desses processos seria a resolução de problemas conhecida como “insight”. Tal processo pode ser explicado como resultado de uma interconexão espontânea de repertórios comportamentais previamente aprendidos. A presente pesquisa teve por objetivo produzir diferentes desempenhos de “insight”, em macacos-prego (Cebus spp.) dando-lhes diferentes histórias de treino. Em especial, pretendeu-se testar o papel da quantidade de treino de cada repertório pré-requisito. Seis sujeitos foram divididos em dois grupos de três sujeitos cada. As habilidades pré-requisitos para a resolução da tarefa foram: 1) juntar objetos (“encaixar”); e, 2) puxar uma caixa contendo alimento usando uma vareta (“pescar”). Todos os sujeitos passaram pelo treino das duas habilidades, sendo que um grupo (GS) passou por um treino simétrico (mesma quantidade de sessões) entre as duas habilidades, com critérios de aprendizagem elevados para ambas. O outro grupo (GA) passou por um treino assimétrico, no qual uma habilidade, a de encaixe, foi treinada em poucas sessões e com um baixo critério de aprendizagem. Neste grupo a habilidade de pescar teve um treino extenso, com um número de sessões de treino pelo menos duas vezes maior do que o treino da habilidade de encaixe, e um critério elevado de aprendizagem. Ao final, todos os sujeitos foram colocados frente a uma situação problema: uma caixa contendo comida fora de seu alcance, e duas ferramentas disponíveis, das quais nenhuma sozinha alcançava a caixa. Nesta situação a solução dependia da recombinação dos dois repertórios ensinados separadamente, encaixar e pescar. Apenas o terceiro participante do grupo assimétrico não resolveu a tarefa. Todos os demais participantes resolveram a tarefa consistentemente, apresentando topografias de resolução do problema de acordo com o seu treino, apontando que variáveis de quantidade de treino influenciam na forma e eficácia da resolução da tarefa.
