Dissertações em Biodiversidade e Conservação (Mestrado) - PPGBC/Altamira
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/9261
O Mestrado Acadêmico iniciou-se em 2014 e pertence ao Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Conservação (PPGBC) do Campus Universitário de Abaetetuba da Universidade Federal do Pará (UFPA).
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Navegando Dissertações em Biodiversidade e Conservação (Mestrado) - PPGBC/Altamira por Orientadores "HERRERA, Raírys Cravo"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Espécies arbóreas presentes na zona urbana de Altamira - Pará: índices espaciais e diversidade florística(Universidade Federal do Pará, 2023-04-28) FEIO, Elnatan Ferreira; VELOSO, Gabriel Alves; http://lattes.cnpq.br/9757471213923099; HTTPS://ORCID.ORG/0000-0002-3655-4166; HERRERA, Raírys Cravo; http://lattes.cnpq.br/2153779197306503; https://orcid.org/0000-0002-9699-8359Nas últimas décadas, o interesse por estudar o processo de urbanização nas cidades tornou-se um assunto de extrema importância, visto que, quando esse fenômeno não é trabalhado com planejamento, desprezando as diferenças regionais, torna-se difícil projetar cidades mais sustentáveis. Uma das formas de alcançar esta sustentabilidade é a promoção de ações que incentivem a inserção da arborização que consiga surtir efeitos positivos, tal como a amenização do calor decorrido do asfaltamento e concretização dos espaços urbanos. Assim, a promoção da arborização nas cidades é um dos meios de minimizar os efeitos adversos do clima nas cidades e melhorar a qualidade de vida dos habitantes. Este trabalho foi realizado na sede do município de Altamira, localizada na região Sudoeste do Estado do Pará. Foi desenvolvido em três etapas: (i) realização do mapeamento da arborização a partir da vetorização manual para geração de uma nuvem de pontos que possibilitou a análise, por meio da aplicação da Estatística de Densidade Kernel, da distribuição espacial das espécies arbóreas utilizando cálculo das estimativas de parâmetros ambientais como: Índices de Cobertura Vegetal (ICV) e Percentual de Cobertura Vegetal (PCV); (ii) aquisição de imagens de sensoriamento remoto com baixa nebulosidade durante o período de estiagem, referente aos anos 2011 e 2021 dos Satélites Landsat 5 sensor TM e Landsat 8 Sensor Tirs, respectivamente, com imagens adquiridas no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE); e (iii) levantamento do censo arbóreo em três bairros da cidade a partir dos índices de coberturas maiores calculados na primeira etapa da pesquisa para determinar os Índices de Diversidade de Shannon-Weaver, Simpson e Equabilidade de Pielou. Observou-se que a distribuição da arborização da cidade de Altamira é muito variável e deficiente, onde a maioria dos bairros da cidade apresenta um déficit na densidade de árvores. Os bairros centrais são os mais consolidados e apresentaram maiores densidades de indivíduos. O PCV foi de 0,49% e ICVH de 1,72 m² de copa/habitante, valores abaixo do recomendado pela Organização das Nações Unidas - ONU e Sociedade Brasileira de Arborização Urbana - SBAU. Para o ano de 2011, as condições térmicas terrestres da cidade de Altamira variaram entre a mínima de 23,97°C e máxima de 34,80°C, mantendo uma constante em torno de 32°C na área urbanizada, destoando da temperatura máxima registrada de 34°C em poucos pontos da cidade, com temperatura média de 32,09°C nos bairros centrais e mais urbanizados. Em 2021, a temperatura da cidade de Altamira alcançou mínima de 23,35°C e máxima de 33,89°C. O resultado do cálculo dos índices para os bairros Premem, Jardim Uirapuru e Esplanada do Xingu, apresentaram os seguintes valores, respectivamente: a) diversidade de Shannon-Weaver (H’): 1,734, 1,816, 2.28; b) Equabilidade de Pielou (J’): 0.65, 0.57, 0.72, e c) Simpson (C): 0.69, 0.71, 0.85, respectivamente. A análise qualitativa indicou que quanto maior o valor de C, menor é a diversidade de espécies, portanto, a maior diversidade distribuída encontra-se no bairro Premem. Para a análise quantitativa, foram catalogados 793 indivíduos arbóreos, divididos em 61 espécies, pertencentes à 40 famílias botânicas, para os quais se verificou que 68% são espécies exóticas e 32% nativas. Observa-se que o arranjo da espacialização da arborização urbana não acompanhou o crescimento da malha urbana, permitindo o surgimento de zonas com pouca densidade arbórea, o que demonstra que há urgência à elaboração de política que contemple áreas verdes na cidade, de modo a humanizar as vias e logradouros públicos e contribuir para a regulação do microclima altamirense, com efeitos positivos no bem-estar da população e daqueles que por aqui transitam. Desta forma, este estudo possui os atributos necessários para subsidiar ao planejamento urbano em ações que visem a promoção do conforto e a futura atenuação dos eventos de sensação térmica, valorizando para isto o plantio de espécies nativas em detrimento das exóticas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Germinação após alagamento, fenologia, morfologia e bioquímica de sementes de Campsiandra angustifolia Spruce Ex Beth(Universidade Federal do Pará, 2024-11-28) FONTENELE, Milena Gomes; HERRERA, Raírys Cravo; http://lattes.cnpq.br/2153779197306503; https://orcid.org/0000-0002-9699-8359As inundações periódicas, características das matas ciliares amazônicas, desempenham papel central na dinâmica ecológica desses ambientes, mas também representam desafios para as espécies vegetais. O estudo envolveu a coleta manual de frutos de 10 árvores-matrizes de Campsiandra angustifolia Spruce ex Beth. Após abertura natural dos frutos, as sementes foram avaliadas quanto suas características, incluindo a medição de comprimento, largura, espessura e peso. Também foram determinados o teor de água das sementes e realizadas análises bioquímicas, como a quantificação de proteínas, aminoácidos e carboidratos solúveis. Dois experimentos foram realizados para avaliar o processo germinativo em condições de alagamento, bem como o tempo de flutuação e a germinação pós-alagamento, com diferentes períodos de inundação. As sementes foram caracterizadas como grandes, achatadas, de cor marrom-escuro e textura lisa. As sementes tem dimensões médias de 45,16 x 52,02 x 7,70 mm (comprimento x largura x espessura) e peso médio de 6,82 g. As sementes apresentam para proteínas solúveis totais uma média de 17,6 mg PRT/gMS. Entre as frações proteicas, as glutelinas apresentaram a maior concentração, seguidas pelas prolaminas, albuminas e globulinas. Os aminoácidos solúveis totais apresentaram uma concentração de 65,5 mg AA/gMS. Quanto aos açúcares, os valores de açúcares solúveis totais (AST) e açúcares redutores (AR) foram de 66,0 mg AST/gMS e 61,9 mg AR/gMS, respectivamente. Apesar de todas as sementes inicialmente flutuarem e posteriormente afundarem na água, as sementes não germinaram em água. No entanto, os resultados indicaram que as sementes da C. angustifolia possuem alta capacidade de germinação após curtos períodos de alagamento 15, 30 e 45 dias. Contudo, em períodos de alagamento mais prolongados, como 60, 75 e 90, a germinação foi reduzida progressivamente. A ausência de efeitos significativos do alagamento nas variáveis de crescimento das mudas indicou que, uma vez germinadas, estas podem desenvolver-se de maneira relativamente uniforme em diferentes condições iniciais de alagamento.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Micropropagação de espécies lenhosas nativas: análise cienciométrica e perspectivas para a conservação(Universidade Federal do Pará, 2024-10-30) SILVA, Gabriel Alves de Souza da; ROCHA, Tainá Teixeira; http://lattes.cnpq.br/7483048741747967; HTTPS://ORCID.ORG/0000-0001-6842-2945; HERRERA, Raírys Cravo; http://lattes.cnpq.br/2153779197306503; http://lattes.cnpq.br/2153779197306503A micropropagação é uma técnica promissora para a multiplicação em larga escala de espécies vegetais, sendo essencial para a conservação genética, restauração de ecossistemas e desenvolvimento econômico sustentável, especialmente para plantas medicinais e madeireiras. Este estudo analisou 645 publicações indexadas nas bases Web of Science e Scopus entre 2013 e 2023. Após a exclusão de duplicatas, 612 publicações foram selecionadas, das quais apenas 31 atenderam aos critérios estabelecidos, focando espécies lenhosas nos domínios fitogeográficos brasileiros. A técnica mostrou maior aplicação em estudos no Cerrado (25%) e na Mata Atlântica (22%), enquanto a Amazônia representou apenas 14% das publicações. Três estudos mencionaram explicitamente o bioma no título, destacando a relevância de contextualizar as espécies em seus habitats ecológicos. O meio de cultura WPM (Wood Plant Medium) foi o mais utilizado (80%), seguido pelo MS (Murashige and Skoog) em 67% das pesquisas. Outras opções, como JADS, DKW e QL, foram aplicadas em menor frequência, sugerindo alternativas promissoras para espécies específicas. Entre os reguladores de crescimento, o Benzilaminopurina (BAP) destacou-se em 30% dos estudos, utilizado na indução de brotos e calos, seguido pelo Ácido Indolbutírico (AIB) em 20%, especialmente para enraizamento. O Ácido Naftalenoacético (ANA) apareceu em 10% dos casos. Diversas suplementações no meio de cultura foram empregadas para otimizar o crescimento dos explantes, incluindo carvão ativado para adsorção de compostos fenólicos, polivinilpirrolidona (PVP) e caseína hidrolisada para prevenir escurecimento e fornecer nutrientes, além de Plant Preservative Mixture (PPM) e antibióticos para controle de contaminação. Os explantes nodais foram predominantes (38%), seguidos pelas sementes (18%), devido à alta capacidade regenerativa e facilidade de manipulação. Os resultados reforçam a importância de ampliar pesquisas na Amazônia, considerada sua vasta biodiversidade e riscos ambientais crescentes. A micropropagação demonstrou ser uma ferramenta valiosa para conservação ex situ de espécies recalcitrantes, contribuindo para a preservação da biodiversidade e o uso sustentável das espécies vegetais brasileiras. Este estudo enfatiza a necessidade de adaptação contínua de protocolos de cultura para atender às demandas específicas de cada espécie, promovendo impactos positivos na ciência e na economia.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Sobrevivência e crescimento inicial de espécies nativas em plantio de enriquecimento em área de recomposição florestal da UHE de Belo Monte(Universidade Federal do Pará, 2020-02-17) SOUZA, Onassis de Pablo Santos de; HERRERA, Raírys Cravo; http://lattes.cnpq.br/2153779197306503; https://orcid.org/0000-0002-9699-8359A escolha das espécies que serão plantadas destaca-se como fator determinante no desempenho da restauração florestal, por serem de grande influência na formação de florestas biologicamente viáveis que contribuam para a reabilitação da biodiversidade de ambientes alterados. No entanto, ainda são raras as informações sobre o estabelecimento inicial de espécies florestais nativas em projetos de restauração florestal. Neste contexto, este trabalho teve como objetivo analisar o desempenho quanto ao crescimento e sobrevivência de plantio de enriquecimento com seis espécies nativas da Amazônia (Carapa guianensis/ andiroba, Dipteryx odorata/ cumaru, Hymenaea courbaril/ jatobá, Hymenaea intermedia/ jutaí, Cenostigma tocantinum/ macharimbé, e Triplaris weigeltiana/ tachi da varzéa) submetidas à diferentes condições edáficas e interações bióticas durante a fase de estabelecimento em campo, com a finalidade de subsidiar projetos de recomposição vegetal em condições ambientais semelhantes. As áreas de plantio estão situadas em ambientes de floresta secundária no Município de Vitória do Xingu/PA. Para avaliação das mudas plantadas, dentro de 147,26 hectares de floresta enriquecida, foram instaladas 147 unidades amostrais de 800 m2 (20 m x 40 m). A localização das parcelas foi determinada de forma sistemática via rede de pontos com distância de 100 m x 100 m, sendo a primeira unidade de amostra aleatorizada e as demais distribuídas de forma equidistante. A extensão de plantio para as seis espécies foi subdividida em 39 talhões com tamanhos variados, com um total de 607 mudas plantadas. O inventário de sobrevivência das espécies e medição da altura foi realizado aos 30 e aos 180 dias após o plantio. Foram considerados na análise os fatores ecológicos referentes ao estrato herbáceo, árvores adjacentes, fertilidade do solo, vestígio de fauna e estado fitossanitário das mudas. Dentre os principais resultados obtidos destacam-se: (i) H. intermedia apresentou o maior número de indivíduos mortos; (ii) apesar do C. tocantinum ter apresentado a maior taxa de crescimento absoluto, o crescimento em altura foi similar entre as espécies; (iii) o estrato herbáceo e as árvores adjacentes não provocaram nenhuma influência no desenvolvimento das plantas; (iv) a variação na fertilidade do solo entre as parcelas não foi suficiente para influenciar o crescimento das mudas; (v) a ocorrência de animais dentro das parcelas não teve qualquer interferência sobre as plantas analisadas; e (vi) a ocorrência de plantas vivas foi notoriamente predominante em mudas com fitossanidade sadia. Nesse contexto, conclui-se que as espécies analisadas respondem às condições ambientais de maneira equivalente, sendo, portanto, recomendadas para utilização em plantios de enriquecimento com a finalidade de recomposição vegetal.
