Dissertações em Filosofia (Mestrado) - PPGFIL/IFCH
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/5863
O Mestrado Acadêmico iniciou-se em 2011, foi reconhecido pela CAPES nos termos da Portaria nº 84, de 22/12/2014 pertence ao Programa de Pós-Graduação em Filosofia (PPGFIL) do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Universidade Federal do Pará (UFPA).
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Navegando Dissertações em Filosofia (Mestrado) - PPGFIL/IFCH por Orientadores "BARROS, Roberto de Almeida Pereira de"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Antagonismos e proximades entre a filosofia de Nietzsche e a filosofia de Platão(Universidade Federal do Pará, 2016-11-09) ARAÚJO, Allan Diego de; BARROS, Roberto de Almeida Pereira de; http://lattes.cnpq.br/4521253027948817Este trabalho procura apontar, dentre inúmeras, algumas proximidades existentes entre Nietzsche e Platão. Apesar dos antagonismos existentes, podemos encontrar na interlocução Nietzsche/Platão algumas semelhanças. Voltado contra a metafísica europeia, Nietzsche descobre cada vez mais a filosofia platônica para além das dicotomias socráticas, ou seja, Platão para além do platonismo. A fim de compreender a relação Nietzsche/Platão na sua face crítica — a ―transvaloração de todos os valores‖ como ―inversão do platonismo‖ — este trabalho mostra, através da crítica ao igualitarismo e da crítica à democracia, o quanto Platão é, para Nietzsche, uma fonte contínua de inspiração em seu combate ao platonismo vulgar da tradição ocidental.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A banalidade do mal e a faculdade de pensar: política e ética nas reflexões de Hanna Arendt(Universidade Federal do Pará, 2017-04-07) MOREIRA, Elzanira Rosa Mello; BARROS, Roberto de Almeida Pereira de; http://lattes.cnpq.br/4521253027948817Esse trabalho apresenta a compreensão de Hannah Arendt acerca do mal, e sua conexão com as faculdades de pensar e julgar, que ganharam um novo impulso por ocasião do julgamento do nazista Adolf Eichmann. A partir das reflexões sobre o problema do mal, Arendt volta-se para as atividades do espírito, suscitando questões acerca do pensamento, relacionados ao fenômeno do mal. Na análise de Arendt o pensamento tem como atividade a busca por significados e sua finalidade é a comunicação consigo mesmo. Afastando-se da ortodoxia dos textos Kantianos, em suas investigações sobre o juízo, Arendt depreende no juízo estético de Kant a condição política do juízo. Em interlocução constante com a obra de Kant, Arendt se ocupa de vários conceitos constantes na Crítica da Faculdade do Juízo, obra que considera abrigar a filosofia política de Kant. Hannah Arendt reinterpreta a faculdade do juízo no sentido de demonstrar sua função política, que serve aos cidadãos para distinguir o certo do errado. A obra kantiana nos permite a compreensão da percepção e do movimento interpretativo de Arendt. Por meio da análise das reflexões de Hannah Arendt buscamos compreender a percepção da autora acerca do funcionamento da faculdade de pensar e julgar os fatos políticos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Biopolítica em Michel Foucault: da individualização do sujeito à governamentalidade da população(Universidade Federal do Pará, 2019-08-29) FREITAS, Felipe Sampaio de; BARROS, Roberto de Almeida Pereira de; http://lattes.cnpq.br/4521253027948817Biopolítica é um assunto complexo, que percorre os mais variados âmbitos acadêmicos: da medicina social ao direito, da economia política à estatística, etc. Esta pesquisa se caracteriza a partir do estudo do itinerário que este termo/conceito tem, na obra do filósofo francês contemporâneo Michel Foucault (1926-1984). Busca, através da análise de seus cursos e obras, elucidar os variados momentos em que o assunto se configura e reconfigura, na chamada “analítica do poder”, fase política da obra do francês. A biopolítica seria um tema ainda atual? Como, na obra de Michel Foucault, os estudos a respeito do poder, em sua relação com a verdade, sofrem um “alargamento teórico” e por quê? São estas as principais indagações que irão nortear nossa caminhada pelas veredas filosóficas de Michel Foucault. É claro, quando possível, irão ser apresentados recortes de momentos atuais que ilustrem, exemplifiquem e ressignifiquem a biopolítica para, assim, atestarmos sua atualidade nos debates em filosofia política.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Ciência, conhecimento e naturalismo na filosofia de Nietzsche(Universidade Federal do Pará, 2024-03-08) JESUS, Francisco de Paula Santana de; BARROS, Roberto de Almeida Pereira de; http://lattes.cnpq.br/4521253027948817; https://orcid.org/0000-0001-6142-450XEsta dissertação tem como objetivo investigar, discutir e interpretar a questão do conhecimento na filosofia de Nietzsche. Para tanto, partimos do pressuposto que o filósofo tematiza o conhecimento e a ciência a partir de uma perspectiva naturalista ao destacar seus elementos meta-epistemológicos (como as influências biológicas, ou os compromissos sub-reptícios com valores morais). Nesse sentido, o recurso às ciências naturais serve ao filósofo como subsídio para uma investigação não metafísica a respeito das maneiras humanas de cognição. Importante, então, ressaltar os paralelos existentes entre a interpretação nietzschiana e os estudos de autores com os quais Nietzsche entrou em contato, como Mach, Boscovich e Ribot. O que demanda o estudo de fontes como recurso metodológico para determinarmos o sentido da noção de conhecimento na filosofia de Nietzsche. Assim, nossa pesquisa procura 1) esboçar uma história da noção de conhecimento a partir de O nascimento da tragédia; para, em seguida, 2) apresentar as perspectivas naturalistas do conhecimento; e, por fim, 3) interpretarmos como teriam se formado os principais modelos científico-filosóficos (o socrático e o sofístico) a partir da psicologia filosófica nietzschiana. Por fim, oferecemos um discurso sobre a noção de espaço implicada na hipótese nietzschiana da vontade de poder.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A crítica da modernidade em Nietzsche: o último homem e o tipo escravo(Universidade Federal do Pará, 2015-03-12) HEINEN, Isabella Vivianny Santana; BARROS, Roberto de Almeida Pereira de; http://lattes.cnpq.br/4521253027948817A presente pesquisa aspira desenvolver uma possibilidade de interpretação da modernidade através da perspectiva do último homem de Nietzsche e sua reverberação no tipo escravo. Tendo em vista que, segundo a assimilação de Nietzsche da modernidade, esta traduziria o momento de ininterruptas relações constituídas principalmente através dos juízos valorativos. Diante do exposto, coloca-se em foco a motivação para essa pesquisa: investigar de que forma o último homem apresentado em Assim falou Zaratustra efetiva uma linha filosófica que adota sua prática em um tipo moderno e, por isso mesmo gregário, tomando forma cabal na figura do escravo de Nietzsche, na A genealogia da moral?. Para tanto, pretende-se analisar a noção de modernidade enquanto processo de igualação (nivelamento) do homem, a partir de seus textos capitais, a saber, Para além do bem e do mal, cuja obra Nietzsche procura de modo detalhado mostrar o rosto da modernidade e sua constituição decadente. Do mesmo modo, na sua obra A genealogia da moral, faz todo um estudo da procedência e das forças que estão em jogo na fomentação e constituição dos valores. Dessa maneira, a pesquisa torna-se importante não só por desenvolver uma análise teórica conceitual do autor, que apresenta elementos teóricos e filosóficos que ajudam a pensar as questões da modernidade, mas também por querer aprender com Nietzsche que a tarefa do pensamento é um exercitar a crítica, bem como a criação de outras posturas interpretativas diante do mundo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A genealogia filosófica em Nietzsche e em Foucault(Universidade Federal do Pará, 2014-06-10) NASCIMENTO, Ronaldo Luiz Silva do; BARROS, Roberto de Almeida Pereira de; http://lattes.cnpq.br/4521253027948817O presente trabalho tem como objetivo fazer uma abordagem aproximativa do processo de constituição da genealogia filosófica na obra de Nietzsche, procurando mostrar que, se a genealogia é nela apresentada como o procedimento de analise da teoria da vontade de potência, algumas de suas características já se encontram prefiguradas em obras que antecederam o aparecimento dessa teoria. Nesse caso, partindo-se de uma abordagem delimitadora da Segunda Intempestiva: das vantagens e desvantagens da história para a vida e de Humano Demasiado Humano I e II, pontuando a teoria da vontade de potência e analisando a Genealogia da Moral, quer-se apresentar um possível percurso da constituição da genealogia nietzscheana. Em um segundo momento, tratamos da interpretação apropriativa que Michel Foucault fez da genealogia de Nietzsche, destaca-se que a abordagem de Foucault dessa genealogia é não apenas versátil como esclarecedora desse aspecto da filosofia de Nietzsche, ainda que se distancie das intenções que hierarquizadoras da analise genealógica do autor de Zaratustra.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A máquina antropológica entre antropogênese e antropocentrismo : uma leitura crítica de Giorgio Agamben a partir de uma perspectiva multiespecífica da biopolític(Universidade Federal do Pará, 2020-10-07) COSTA FILHO, Maurício Sérgio Borba.; BARROS, Roberto de Almeida Pereira de; http://lattes.cnpq.br/4521253027948817No presente trabalho buscamos investigar a atualidade da ideia da máquina antropológica do humanismo, como proposta por Giorgio Agamben na obra L'aperto: l’uomo e l'animale, aos contornos do atual panorama político. Este conceito, que compreende o conjunto de discursos e práticas que constroem o que nós entendemos por humano (e humanidade) em contraposição ao animal (e à animalidade) numa lógica dual de inclusão e exclusão, produz modelos de antropogênese que ressoam gravemente na vida política das sociedades ocidentais. Apesar de entendermos que tal terminologia sintetiza com sucesso este conjunto heterogêneo de práticas, argumentaremos que, para que ela seja efetivamente uma ferramenta conceitual utilizável, precisamos situá-la não só no âmbito de uma crítica ao humanismo, mas também no contexto maior de uma visada nãoantropocêntrica da problematização da política. Neste sentido, iremos “profaná-la” e voltá-la contra o próprio pensamento político de Agamben, o que, desde as discussões e revisões críticas que as Humanidades vêm experimentando diante da ciência do fato do Antropoceno (ou melhor, do Capitaloceno: o fato do homem – capitalista – ter se tornado um agente geológico e inaugurado um ponto de virada em direção a um tempo cada vez mais intenso de devastação e extinção de diferentes formas de vida), implicará numa dupla consequência: em contraposição ao antropocentrismo que informa a compreensão do político de Agamben, proporemos um pensamento das políticas do vivente (consequência ético-política) e uma perspectiva multiespecífica da biopolítica (consequência crítico-descritiva).Dissertação Acesso aberto (Open Access) Nietzsche e a questão do corpo na modernidade(Universidade Federal do Pará, 2016-03-30) LEAL, Julie Christie Damasceno; BARROS, Roberto de Almeida Pereira de; http://lattes.cnpq.br/4521253027948817A presente dissertação visa desenvolver uma interpretação acerca da concepção de corpo em Nietzsche, levando em conta o viés perspectivista e a dimensão instintiva do todo corpóreo, bem como a multiplicidade de forças inerentes à investigação do corpo. Tendo em vista que, de acordo com a interpretação de Nietzsche, a noção de corpo coloca-se enquanto fio condutor de toda reflexão, sobretudo porque a retomada de tal questão se demonstra pertinente para se pensar o corpo no decurso do pensamento ocidental, desde a concepção dos gregos antigos, passando pelo socratismo estético, platonismo e moral cristã, até a modernidade e suas reverberações no que tange ao processo do niilismo. Posto isso, é particularmente importante empreender uma crítica da má compreensão do corpo erigida pela filosofia tradicional, sem deixar de ressaltar a apropriação do platonismo pela moral cristã, que resultou na depreciação do corpo e degenerescência dos instintos e impulsos corpóreos mais vitais, tornados doentes, fato este que concorreu ao adoecimento e apequenamento do homem na modernidade. Para tanto, pretende-se analisar a noção de corpo atravessada pelas valorações instituídas, tanto de ordem estética, quanto moral, cultural e filosófica, especialmente nos textos O nascimento da tragédia, Humano Demasiado Humano, Além de bem e mal, Genealogia da Moral e Assim falou Zaratustra, basilares para situar a questão do corpo nas dimensões que possibilitaram sua ascensão e decadência. Destarte, a dissertação demonstra-se relevante uma vez que possibilita o aprofundamento em uma questão que se coloca de forma latente no contexto do pensamento ocidental: a noção de corpo, tida, a partir do viés proposto pelo filósofo alemão, como campo de forças e conflito na modernidade.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Nietzsche e pessoa: um diálogo trágico entre filosofia e literatura(Universidade Federal do Pará, 2014-11-24) BATISTA, Francisco Lobo; BARROS, Roberto de Almeida Pereira de; http://lattes.cnpq.br/4521253027948817O presente estudo busca aproximar dois dos maiores críticos da modernidade, Nietzsche e Fernando Pessoa, a partir de temas que lhes são comuns e, em termos gerais, propõe um diálogo entre filosofia e arte, mais precisamente, entre filosofia e literatura. A partir da bibliografia consultada, podemos adiantar que Pessoa fora um nietzschiano involuntário que buscou na crítica à subjetividade, na compreensão metafórica da linguagem e na imagem da criança, a superação da metafísica. Por essa via, Nietzsche, numa perspectiva deleuziana, trabalhou com diversos personagens conceituais e, embora não de forma tão radical quanto Pessoa, pensou a partir de diversos heterônimos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Nietzsche e Platão: uma relação ambígua e antinômica(Universidade Federal do Pará, 2016-09-28) PONTE, Lívia Coutinho da; BARROS, Roberto de Almeida Pereira de; http://lattes.cnpq.br/4521253027948817A presente dissertação visa desenvolver uma interpretação acerca da forma como o pensamento de Nietzsche é desenvolvido ocupando-se polemicamente com a filosofia de Platão, partindo da análise dos escritos daquele, publicados e póstumos, à luz de posicionamentos de intérpretes que conferem ênfase a esse registro embativo como chave para uma compreensão mais completa da filosofia nietzschiana. A pertinência desta pesquisa reside no fato de que as tensões recorrentes nos escritos de Nietzsche com Platão, com Sócrates enquanto personagem principal dos Diálogos e com os sistemas que Nietzsche denomina “platonismo” e “socratismo” servem de mote e elemento de concretização de seu pensamento, seja em âmbito crítico, seja propositivamente. O principal alvo desses antagonismos é uma concepção de ciência e de filosofia gerada na antiguidade com o exsurgimento do logos que culminou na hegemonia do caráter normativo da razão, tanto universal quanto instrumental. Por isso, é particularmente importante entender em que medida a relação de Nietzsche com Sócrates e Platão oscila entre o fascínio e a negação desdenhosa, à partir de uma crítica genealógica às figuras pessoais dos dois atenienses na forma de uma reconstrução provocativa das condições culturais e individuais a partir das quais seus pensamentos irradiaram. Para tanto, pretende-se analisar: (i) a distinção entre Platão e Platonismo ao longo do pensamento de Nietzsche, especialmente em Além do bem e do mal, Humano demasiado humano I, Fragmentos póstumos da metade dos anos 1880, e preleções sobre Platão ofertadas no período da Basileia e relação dessa distinção com a antimetafísica de Nietzsche; (ii) a forma como Nietzsche lidou com a chamada “questão socrática” e a recepção dos diálogos platônicos pela tradição, além da associação de Sócrates com a dissolução do pensamento trágico, este último aspecto mormente mediante a análise do Nascimento da tragédia e da Filosofia na era trágica dos gregos; e, por fim, (iii) os aspectos em que Nietzsche conecta-se a um modelo dialético e literário-filosófico tipicamente platônico.
