Dissertações em Filosofia (Mestrado) - PPGFIL/IFCH
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/5863
O Mestrado Acadêmico iniciou-se em 2011, foi reconhecido pela CAPES nos termos da Portaria nº 84, de 22/12/2014 pertence ao Programa de Pós-Graduação em Filosofia (PPGFIL) do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Universidade Federal do Pará (UFPA).
Navegar
Navegando Dissertações em Filosofia (Mestrado) - PPGFIL/IFCH por Orientadores "SOUZA JÚNIOR, Nelson José de"
Agora exibindo 1 - 7 de 7
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Dissertação Acesso aberto (Open Access) A dimensão fenomenológica da linguagem como possibilitadora do ser-aí historial(Universidade Federal do Pará, 2017-08-11) SOUSA, Fabrício Coelho de; SOUZA JÚNIOR, Nelson José de; http://lattes.cnpq.br/7150345624593204A questão da linguagem nos anos de 1932 a 1934 emerge como uma questão urgente de fundação e, porque não dizer, de redirecionamento do pensamento de Heidegger. O filósofo sente a necessidade de fundamentar sua fenomenologia com um novo viés metodológico que permita uma visualização do contexto e asseguramento das bases em que o ser-aí se encontra, a saber, em um contexto de já sendo um-com-outro. Este contexto de já ser-um-com-outro em nenhum momento terá importância secundária em relação à linguagem, mas terá que ser desdobrado em seus pormenores para a assunção da própria linguagem enquanto força motriz do pensamento heideggeriano nesses anos. Para tanto, Heidegger, na preleção de verão de 1934 intitulada “Lógica como o Questionamento da Essência da Linguagem, inicia fazendo uma análise do que seja a essência da linguagem e chega a conclusão de que não alcançaremos esta essência se compreendermos linguagem somente enquanto uma exposição do modus operandi do pensamento : lógica. A essência da linguagem brota da essência do ser do ser humano enquanto ser histórico.Linguagem surge como medida dos limites mais internos da constituição do ser-aí enquanto ser-um-com-outro,ou para ser ainda mais condizente com as pretensões de Heidegger,os limites mais internos do ser-aí historial constituído enquanto Volk. Nesse contexto, linguagem é mais que um mero instrumento á disposição do homem. Pelo contrário, linguagem é aquilo que primeiro dispõe o ser do homem no mundo, abrindo-lhe a possibilidade de estar em meio aos entes, dando-lhe compreensibilidade das relações em que está inserido. Devemos entender linguagem não enquanto um dispositivo lógico-gramátical de articulação de palavras ,mas sim no sentido fenomenológico enquanto um organizador primário que possibilita sentido as relações entre os entes e seres-aí.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Heidegger e a metafísica do Dasein: o acontecimento irruptivo da transcendência em meio ao ente na totalidade(Universidade Federal do Pará, 2014-12-04) SOUZA, Charleston Silva de; SOUZA JÚNIOR, Nelson José de; http://lattes.cnpq.br/7150345624593204O presente trabalho objetiva delinear os momentos nos quais o problema da transcendência ganha uma caracterização mais precisa no interior do pensamento de Martin Heidegger. A ideia de ultrapassamento do ente em direção ao Ser que acompanha continuamente o Dasein no relacionar-se com o ente, isto é, a transcendência, não serve para qualificar isto que ultrapassa o homem (Deus, por exemplo), mas bem um ultrapassamento próprio ao homem mesmo. Quando Heidegger, ao expor sua interpretação do conceito aristotélico sobre o tempo, afirma que “o tempo é aquilo que se acha mais além, analogamente se dá uma interpretação e acepção correspondente ao sentido do Ser, isto é, uma caracterização transcendental, na qual esta é compreendida como “além de”. O acompanhamento analítico do conceito de transcendência será realizado em dois momentos centrais. Primeiramente, mostrar-se-á como esta problemática aparece à luz da tematização da temporalidade. Heidegger esboça um nexo entre temporalidade e transcendência, na medida em que o ser-no-mundo é o fenômeno no qual se anuncia originariamente em que medida o Dasein é, segundo sua essência, para além de si. Além do mais, visto que objetivamos mostrar como surge o projeto de uma metafísica do Dasein no interior do projeto filosófico heideggeriano, torna-se necessária a compreensão de que a protagonização referente ao problema da transcendência mostra-se como uma das características fundamentais deste projeto. No final, mostrar-se-á como esta “fenomenologia da transcendência”, levada a termo, finalmente, pelo fio condutor dos problemas do fundamento e da liberdade, tenta evidenciar a metafísica como acontecimento fundamental no Dasein.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Michel Foucault articula os conceitos de governo econômico de população e biopolítica liberal e neoliberal(Universidade Federal do Pará, 2016-08-31) COSTA, Héden Salomão Silva; SOUZA JÚNIOR, Nelson José de; http://lattes.cnpq.br/7150345624593204No Curso denominado Nascimento da Biopolítica de 1978-79 proferido por Michel Foucault no Collège de France, o mesmo investiga os conceitos de governo econômico de população e biopolítica liberal e neoliberal. Sob esse aspecto, quando Foucault apresenta ao “grande público” no Collège de France o conceito de biopolítica, tal conceito levou aproximadamente duas décadas para poder ser compreendido pelo público e por outros autores. Ora, é importante identificarmos que no último capítulo da História da Sexualidade I, e na Aula de 17 de Março de 1976, proferido por Foucault no outro Curso intitulado Il faut défendre la société (1997a) – o conceito de biopolítica já era amplo e de extrema importância para ser compreendido em relação a esta nova tecnologia de racionalização que aparece sobre os corpos. Então, dentro da perspectiva da biopolítica e governo econômico de população, será se já se ampliou um estudo consistente a respeito da transformação entre uma biopolítica liberal que se estrutura dentro de um mercado de troca e a neoliberal que se moldura em um empreendimento do próprio indivíduo como empresário de si mesmo? Neste caso, pretendemos investigar esta transformação a partir do contexto político, econômico, social, biológico e filosófico dentro da perspectiva do Estado moderno.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O que é compreensão na hermeneutica filosófica de Hans-Georg Gadamer(Universidade Federal do Pará, 2015-10-29) BRITO, Roney Lopes; SOUZA JÚNIOR, Nelson José de; http://lattes.cnpq.br/7150345624593204O objetivo é mostrar que Gadamer busca reabilitar uma subjetividade que é determinada e marcada por seu mundo. O mundo relatado por Gadamer é mediado historicamente e interpretado através da linguagem. O grande esforço gadameirano é o de superação da filosofia marcada pela subjetividade (pura) com a proposta de uma hermenêutica filosófica que busca reabilitar a tradição e os seus pré-conceitos, onde o sujeito é de fato sujeito.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A questão da finitude nos escritos de Heidegger de 127-1930: transcendência, mundo e liberdade(Universidade Federal do Pará, 2019-03-12) BRAGA, Arnin Rommel Pinheiro; SOUZA JÚNIOR, Nelson José de; http://lattes.cnpq.br/7150345624593204A problemática da finitude como o horizonte de manifestação do Ser é uma das principais temáticas dentro do pensamento de Heidegger. No entanto, ela ganha aspectos novos e evolui a cada etapa do pensamento deste autor, o que dificulta o exercício de tratar este tema desde uma visão mais ampla de sua filosofia. Neste sentido, esta pesquisa busca abordar a questão da finitude a partir da etapa do pensamento heideggeriano conhecida como a “Metafísica do Dasein”, ou seja, desde os escritos imediatamente posteriores a publicação de Ser e Tempo (1927) e anteriores a obra Sobre a Essência da Verdade (1930), mais precisamente nas obras Os Problemas Fundamentais da Fenomenologia (1927), As Fundações Metafísicas da Lógica (1928), A Essência do Fundamento (1929), Introdução à Filosofia (1928-1929), Os Conceitos Fundamentais da Metafísica: Mundo, Finitude, Solidão (1929-1930) e A Essência da Liberdade Humana: Introdução à Filosofia (1930). Visto que são nestes escritos onde Heidegger começa a abordar a questão da compreensão do Ser na finitude de uma maneira mais radical do que a proposta anteriormente em Ser e Tempo. Em outras palavras, Heidegger promove um movimento reflexivo de radicalização da estrutura fundamental da “preocupação” (Sorge), que o leva ao deslocamento da questão do sentido do Ser na finitude do âmbito estrito do ser-aí entendido como “ser-para-a-morte” (Sein-zum-tode), para uma reflexão mais profunda a partir dos conceitos de Transcendência, Mundo e Liberdade do Dasein. Esta radicalização inaugura uma série de questões entre as quais está inserida a pergunta primordial desta pesquisa: como Heidegger radicaliza o problema da finitude como horizonte de compreensão do Ser a partir da transcendência do Dasein, do fenômeno mundo e da liberdade do ser-aí? A explicitação conceitual destes três termos nucleares da “Metafísica do Dasein” – Transcendência, Mundo e Liberdade – revelará as condições de possibilidade para o desvelamento do ser dos entes a partir da compreensão do Ser, na qual não se recorre mais a uma esfera além (Deus, por exemplo) ou em contraposição ao ente (relação sujeito-objeto), mas que se fundamenta no horizonte da finitude garantido pela estrutura ontológica fundamental de “ser-no-mundo” (In-der-Welt-sein).Dissertação Acesso aberto (Open Access) Silêncio e abertura na arte contemporânea: reflexões a partir de Heidegger(Universidade Federal do Pará, 2018-03-28) FERREIRA, Yasmin Pires; SOUZA JÚNIOR, Nelson José de; http://lattes.cnpq.br/7150345624593204Partindo do lugar que o silêncio ocupa no pensamento de Martin Heidegger, como elemento capaz de suscitar percepções diferenciadas do mundo, esta pesquisa pretende alavancar uma discussão acerca da utilização do silêncio como fator de abertura na arte contemporânea. Acredita-se que, na peculiaridade da sua existência em um cenário dominado pela técnica, o silêncio possa provocar uma genuína experiência no público. Isto posto, para alcançar seus objetivos, o trabalho irá situar o silêncio enquanto uma forma autêntica de manifestação da linguagem em Heidegger, e também trará para análise a compreensão de John Cage acerca do mesmo, dado o seu caráter paradigmático e a sua relevância no contexto das artes contemporâneas. Por fim, serão analisadas obras que corroborem a proposta exposta, em uma aproximação com as noções de abertura e experiência na arte.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Transcendência, liberdade e mundo: como Heidegger estrutura o Ser-aí a partir destes conceitos no final dos anos 20(Universidade Federal do Pará, 2014-12-05) SOUZA, Diego Gessualdo Sabádo de; SOUZA JÚNIOR, Nelson José de; http://lattes.cnpq.br/7150345624593204O objetivo da presente dissertação é apontar como Martin Heidegger apresenta, e seus textos do final dos anos 20, os conceitos de Transcendência, liberdade e mundo, e como, a partir destes conceitos, ele estrutura o Ser-aí. A tematização desta obra fundamenta-se mais precisamente nos textos Introdução a Filosofia, Essência da Liberdade Humana e Fundamentação Metafísica da Lógica, fazendo algumas incursões no texto Conceitos Fundamentais de Metafísica: mundo finitude e solidão e aludindo por vezes a Ser e Tempo. Nestas cinco obras de Heidegger encontramos uma estruturação do Ser-aí onde Liberdade e Transcendência aparecem como a essência e o fundamento mesmo deste ente, o Ser-ai, como um ser-no-mundo formador de mundo. Nosso projeto se dividiu em três momentos, no capítulo 1 apresentamos como o conceito de transcendência perpassa o final dos anos 20, no capítulo 2 o conceito e as tematizações de Heidegger sobre a liberdade são atreladas a conceito de transcendência, e por fim, no capítulo 3, a compreensão heideggeriana de mundo é apresentada completando a estruturação do Ser-aí como ser-no-mundo, a partir do entrelaçamento e da co-pertencimento de mundo e transcendência no ultrapassamento de si e do mundo, e por sua vez de co-pertencimento de mundo e liberdade, na medida em que transcendência e liberdade são apresentadas por Heidegger como fundamentos de possibilidade de existência do Ser-aí como um estar aí no mundo como ser-no-mundo, na clareira do ser, como guardião e formados do mundo.
