Dissertações em Letras (Mestrado) - PPGL/ILC
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2311
O Mestrado Acadêmico iniciou-se em 1987 e pertence ao Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGL) do Instituto de Letras e Comunicação (ILC) da Universidade Federal do Pará (UFPA).
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Navegando Dissertações em Letras (Mestrado) - PPGL/ILC por Orientadores "ALMEIDA, Carlos Henrique Lopes de"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Memória e história em el país de la canela, de William Ospina(Universidade Federal do Pará, 2018-12-08) ABREU, Francelina Barreto de; ALMEIDA, Carlos Henrique Lopes de; http://lattes.cnpq.br/9511564560016368Esta dissertação tem como objetivo analisar a representação do passado destacando como se constitui o elemento memória na matéria histórica aqui representada pelo romance El país de la canela (2008) do escritor colombiano William Ospina. A obra faz parte de uma trilogia que conta ainda com Ursúa (2005), o primeiro livro publicado, e La serpiente sin ojos (2012), o último. A partir da análise do referido romance, partimos do pressuposto de que a persistência das memórias de dominação, imposição de cultura e exercício do poder, estabelecido no contato entre colonizador e colonizado, possibilitam que aproximemos a narrativa do Novo Romance Histórico Latino-americano, gênero que se apropria da matéria histórica viabilizando sua representação. Nesse sentido, o empreendimento analítico perpassa pelos pressupostos teórico-metodológicos da Nova Narrativa Latino-americana (AÍNSA, 1991; FLECK, 2017; MENTON, 1993), da relação Memória/História (BENJAMIN, 1987; GAGNEBIN 2006; HALBWACHS, 2004; LE GOFF, 2011; ROSSI, 2010), e da Decolonialidade (QUIJANO, 2005; MALDONADO-TORRES, XXXX). Portanto, a análise realizada favorece a compreensão de como as memórias coletivas, individuais e históricas guardam os rastros dos grupos vencidos no período da colonização, que por meio da obra recebem sua representatividade diante de um narrador mestiço.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A natureza do feminino decolonial no romance latino-americano: representações ecofeministas em Eva Luna e tropical sol da liberdade(Universidade Federal do Pará, 2021-01-28) LARANJEIRA, Jéssika Vales; ALMEIDA, Carlos Henrique Lopes de; //lattes.cnpq.br/9511564560016368Na literatura latino-americana, em especial as criadas por mulheres, há uma curiosa sucessão de narrativas que relacionam, em alguma medida, as explorações das mulheres e da Natureza. Essa percepção evidencia a necessidade de articulação entre diversas perspectivas críticas para ampliar o alcance de uma crítica ecofeminista delecolonial. Desse modo, este trabalho tem como objetivo identificar representações ecofeminstas como mecanismos de resistência à colonialidade nos romances Eva Luna (1987), da chilena Isabel Allende, e Tropical Sol da Liberdade (1988), da brasileira Ana Maria Machado. Para isso, a pesquisa foi desenvolvida sob abordagem qualitativa dedutiva de natureza teórica a partir de duas categorias de análise: as relações de cuidado e as percepções sensíveis sobre a Natureza. No corpus teórico, destacam-se: Zinani (2013) e Navarro (1995) quanto à mulher na literatura; Perrot (2017) quanto à historicidade da mulher como categoria social; Quijano (2005 e 2008) e Lugones (2008 e 2010) quanto à decolonialidade latino-americana; Kheel (1993) e Shiva (2001, 2003 e 2018) quanto à filosofia ecofeminista e Candau (2016), Bosi (1994) e Sarlo (2007) quanto à memória, a identidade e a resistência, temáticas que envolvem as narrativas analisadas com frequência. Como resultados comparativos entre os romances, foram identificadas duas similaridade de resistência ecofeminista e subversão à colonialidade: a valorização/ressignificação do trabalho de cuidado feminilizado e a escrita como meio de visibilizar a perspectiva feminina marginalizada.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Poética do fracasso: utopia, memória e esquecimento em “os Detetives selvagens” de Roberto Bolaño(Universidade Federal do Pará, 2018-08-28) LOUREIRO JÚNIOR, João Pereira; ALMEIDA, Carlos Henrique Lopes de; http://lattes.cnpq.br/9511564560016368O objeto de pesquisa da presente dissertação é o romance “Os detetives selvagens” (1998) do escritor chileno Roberto Bolaño que será investigado a partir de uma discussão teórica que compreende os aspectos conceituais sobre utopia e suas relações com o tema do fracasso enquanto representação estética para uma literatura que abrange o período pós-ditatorial, tendo como dimensão discursiva a própria concepção do romance em uma possível análise sobre uma poética do fracasso. Outro ponto relevante a ser discutido a partir da análise literária da obra de Roberto Bolaño será a dimensão histórica proposta pela narrativa a partir dos conceitos de memória e esquecimento como componentes necessários para compreensão da história latino-americana como marcas indeléveis no que diz respeito aos traumas promovidos pelo advento das ditaduras no continente e como, a partir de uma releitura do passado a derrota geracional passa a ser vista como uma alegoria para a compreensão da resistência enquanto utopia reinventada. Nesse sentido, se analisa a construção estrutural do romance e seus aspectos polifônicos, aplicando-os aos aportes teóricos sugeridos pela pesquisa no afã de estabelecer o sentido de inquietude dos personagens que se movem no tempo e espaço da narrativa procurando por uma utopia que se reinventa como busca permanente, enquanto tentam dar voz a um passado ausente reerguido pelos mecanismos da memória. É importante destacar que além dos referidos aspectos conceituais a respeito de utopia investigados por Fernando Ainsa em A reconstrução da utopia (2006), do tema Fracasso/derrota analisados por Spiller e Sánchez (2009), Sánchez e Basile (2004), Foucault (2003), Idelber Avelar (2003); e da teoria relacionada à Memória e Esquecimento a partir dos estudos de Rossi (2010), Ricouer (2007) e Jacques Le Goff (2003), serão agregados à pesquisa, investigações narratológicas propostas por Gérard Genette (1979), Tzvetan Todorov (2003) bem como outros estudos sobre a novelística de Bolaño propostos por Tena (2010), Sotomayor (2007), a partir do diálogo critico/literário que evidencia a importância de alguns aspectos da obra analisada (narradores múltiplos, narratários-nômades, estrutura polifônica dos testemunhos) a partir deste eterno desejo humano de caminhar por um labirinto selvagem, tal qual os personagens bolañianos, perdidos em suas utopias reinventad.Dissertação Acesso aberto (Open Access) As representações dos indivíduos amazônicos na cronística de descobrimento da Amazônia e no romance de Inglês de Sousa(Universidade Federal do Pará, 2019-02-27) RODRIGUES, Ronaldo Júnior Pantoja; ALMEIDA, Carlos Henrique Lopes de; http://lattes.cnpq.br/9511564560016368Esta pesquisa busca analisar as representações dos indivíduos amazônicos em duas obras de grande relevância histórica e literária da Amazônia, avaliando as relações que tais representações possuem com a colonização da região. A primeira obra analisada é Descubrimiento del río de las Amazonas (1542), de Gaspar de Carvajal, na qual o indivíduo amazônico do século XVI, o indígena, é descrito como bárbaro e cognitivamente inferior ao colonizador. Tais representações limitadas do indivíduo amazônico começam a ganhar novos rumos de maneira expressiva a partir do século XIX, através das obras do escritor paraense Inglês de Sousa. Por sua obra marcar essa transição de representações, História de um pescador, de 1876, também é um romance analisado na pesquisa, no qual o autor nos apresenta o tapuio José, descendente direto do indígena amazônico, que se torna um protagonista consciente de sua condição oprimida sem se sujeitar a ela. Esta representação dos personagens de Inglês de Sousa atribui uma nova interpretação possível dos indivíduos amazônicos e até mesmo da própria História amazônica, uma vez que o indígena e seus descendentes já não são inferiorizados, o que difere das representações das crônicas de colonização, como a de Gaspar de Carvajal, cujo interesse era apagar e menosprezar os indígenas amazônicos em prol do projeto colonizador. Entender essas manifestações literárias contribui para uma discussão e compreensão maior sobre aspectos inerentes à região amazônica a partir da colonização, como a subalternidade, a mestiçagem e a resistência. Para que a pesquisa seja desenvolvida, utilizaremos autores como O’Gorman (2006), Mignolo (2008), Quijano (2001), Gondim (1994), Fernandes (2004), Bosi (1992) e Bhabha (1994), dentre tantos outros que nos fazem questionar a construção da história das regiões colonizadas e suas reverberações, o que inclui a Amazônia.
