Dissertações em Letras (Mestrado) - PPGL/ILC
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2311
O Mestrado Acadêmico iniciou-se em 1987 e pertence ao Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGL) do Instituto de Letras e Comunicação (ILC) da Universidade Federal do Pará (UFPA).
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Navegando Dissertações em Letras (Mestrado) - PPGL/ILC por Orientadores "FACUNDES, Sidney da Silva"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise acústica das sílabas tônicas em Apurinã (Aruák)(Universidade Federal do Pará, 2013-08-30) SANTOS, Benedito de Sales; FACUNDES, Sidney da Silva; http://lattes.cnpq.br/9502308340482231Este trabalho investiga os correlatos acústicos das sílabas proeminentes, doravante acento na língua Apurinã, levando-se em consideração as hipóteses de Facundes, 2000 e Brandão, 2010. A pesquisa investiga correlatos como F0, intensidade e duração de vogais em sílabas acentuadas, com acento secundário e sem acento, para verificar, a partir de análises estatísticas, qual deles é o mais relevante correlato associado ao acento na língua. O trabalho está dividido em três partes: 1) a introdução onde se aborda aspectos do povo, da língua e se faz uma abordagem da metodologia e dos teóricos que serão utilizados na análise; 2) uma breve abordagem sobre o acento descrito por Facundes (2000) e a aplicação da teoria métrica do acento de Hayes (1995); 3) a análise acústica com os resultados do teste estatístico, e conclusão e a lista de palavras utilizadas na pesquisa.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Concepção e elaboração de materiais de ensino para povos indígenas: o caso apurinã(Universidade Federal do Pará, 2009-12-21) DUARTE, Eládia Vieira; FACUNDES, Sidney da Silva; http://lattes.cnpq.br/9502308340482231Analisa os principais problemas teóricos, práticos e metodológicos diretamente relacionados à concepção e elaboração de materiais de ensino da escrita na língua apurinã, uma língua sem tradição escrita. A partir da metodologia de análise de um caso, a pesquisa incluiu a revisão da literatura relevante e análise de dados coletados in loco nas comunidades de língua apurinã. Os problemas são identificados e as soluções propostas foram implementadas na elaboração do material didático resultante, "Escrevendo em apurinã". Esse material foi elaborado por mim em co-autoria com o indivíduo apurinã Norá, falante nativo da língua, com o objetivo de apresentar de maneira didática o alfabeto da língua apurinã. Descreve como esse material foi desenvolvido, quais foram as dificuldades encontradas durante a elaboração do livro, quais foram os critérios considerados na sequenciação e organização dos conteúdos, além de apresentar as dificuldades encontradas pelos professores em entender e utilizar esse material nas suas aulas, quais soluções foram encontradas para cada problema. Mostra também como esse material de cunho didático/pedagógico pode contribuir no processo de revitalização da língua apurinã, uma língua minoritária, quase sem nenhum prestígio social e falada pela minoria dos apurinã.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A contribuição dos estudos discursivos para a gramaática da língua Apurinã (Aruak)(Universidade Federal do Pará, 2016-03-14) BARROS, Laise Maciel; FACUNDES, Sidney da Silva; ttp://lattes.cnpq.br/9502308340482231; https://orcid.org/0000-0002-7460-8620Este trabalho tem por finalidade apresentar um estudo acerca da gramática Apurinã por meio do viés discursivo, ou seja, demonstrar como determinados usos da gramática abarcam a interação entre propriedades semânticas, pragmáticas e morfossintáticas. Os elementos gramaticais envolvidos nesta pesquisa envolvem os pronomes pessoais, as partículas discursivas e a marca morfológica =nhi. Para descrever os fatos relevantes a respeito destes elementos, propomos uma análise descritiva que explique como a morfossintaxe interage com os domínios da semântica e pragmática, uma vez que alguns dos usos dos elementos pesquisados estão diretamente associados a noções discursivo-pragmáticas como empatia, ou intencionalidade do falante, fluxo de informação ou ao ordenamento de eventos no discurso. A pesquisa adota os postulados da linguística tipológico-funcional e abrange aspectos morfossintáticos, semânticos e pragmático-discursivos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A forma verbal TXA da língua Apurinã: um fenômeno de gramaticalização(Universidade Federal do Pará, 2021-05-21) BATISTA, Gabriela de Andrade; FACUNDES, Sidney da Silva; http://lattes.cnpq.br/9502308340482231; https://orcid.org/0000-0002-7460-8620Domínios semânticos como polissemia e homonímia não dão conta de explicar satisfatoriamente determinados comportamentos do verbo txa da língua Apurinã (Aruák), falada por comunidades indígenas que vivem ao longo dos afluentes do Rio Purus no sudeste do estado do Amazonas. Por isso, o processo de gramaticalização torna-se a melhor forma de analisar e descrever a forma em que este verbo se manifesta na língua, em contextos diferentes, com significados distintos e comportamentos sintáticos díspares, mas que, no entanto, apresentam a mesma forma. Acerca do verbo txa Facundes (2000), constatou em sua gramática da língua que este pode funcionar como verbo pleno, pró-verbo, cópula e verbo auxiliar. A hipótese de que esta forma verbal tenha passado ou esteja passando por um processo de gramaticalização advém do pressuposto de que há certa relação semântica entre as diferentes ocorrências do verbo, mas com diferentes comportamentos morfossintáticos associados. Mediante isso, considera-se que na língua está em progresso esse fenômeno de gramaticalização (HEINE, 2001), em que certas formas verbais “fonte” dão origem a significados “alvo”, os últimos mais abstratos, como resultado de um processo de desbotamento semântico. Para a realização desta pesquisa, foi selecionado um corpus composto por 32 textos que fazem parte do banco de dados da língua Apurinã, mais alguns dados coletados com falantes nativos da língua, em um levantamento sistemático das diferentes ocorrências desses verbos, para então analisa-los e descrevê-los, a fim de observar o comportamento do verbo na respectiva língua, com a intenção de verificar a direção das mudanças linguísticas ocorridas, para uma visão mais ampla sobre o fenômeno que ocorre em Apurinã, mais em específico na forma verbal txa.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Língua e identidade Apurinã: estudos baseados em relatos contemporâneos(Universidade Federal do Pará, 2016-03-11) COSTA, Patrícia do Nascimento da; VIRTANEN, Pirjo Kristiina; http://lattes.cnpq.br/4739692405536395; FACUNDES, Sidney da Silva; http://lattes.cnpq.br/9502308340482231O objetivo desta pesquisa é examinar elementos da língua Apurinã (Aruák) que demonstrem traços da cultura do seu povo, como aspectos sobre o modo de vida, a visão de mundo, os conhecimentos e valores tradicionais e o envolvimento com valores externos às suas experiências de vida. Nesse sentido, apontamos características do uso da língua reveladores da identidade dos Apurinã, que vivem próximos aos afluentes do rio Purus, região sudeste do estado do Amazonas, Brasil. Os procedimentos metodológicos utilizados envolvem levantamento bibliográfico sobre os estudos de identidade e os referenciais que relacionam tais estudos aos pressupostos teóricos da linguística, além da análise dos dados que foram coletados em viagens de campo, realizadas nos meses de abril e dezembro de 2015. Também foram consultados trabalhos sobre a língua Apurinã, realizados pelo professor doutor Sidney da Silva Facundes, da Universidade Federal do Pará, e de seus alunos ao longo de mais de vinte anos em pesquisas. A presente investigação faz-se relevante por agregar informações, levantar questões e propor respostas relacionadas aos estudos sobre a língua Apurinã de forma a revelar, a partir de dados linguísticos, aspectos relativos à cultura e aos costumes. Além da contribuição acadêmica, esta pesquisa também se justifica por integrar, junto a outros elementos, um conjunto de informações capazes de corroborar a legitimação deste povo, sua cultura e seu direito de existir socialmente. Os traços da identidade Apurinã evidenciados neste estudo são descritos, principalmente, na perspectiva da sua relação com os seres da natureza.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Para a língua voltar: o papel da política e cultura linguística no processo de fortalecimento da Língua Apurinã (Aruák)(Universidade Federal do Pará, 2018-08-31) BARROS, Jeanne Barros de; FACUNDES, Sidney da Silva; http://lattes.cnpq.br/9502308340482231Esta pesquisa tem o objetivo de fazer um levantamento da situação atual de ensino na língua Apurinã (Aruák) e analisar e descrever aspectos da política e cultura linguística Apurinã em seu processo de fortalecimento. Há quase 30 anos a língua Apurinã vem sendo documentada e descrita, desses trabalhos foi possível iniciar ações para o fortalecimento da língua nas comunidades. Tais iniciativas envolveram a produção de materiais didáticos produzidos em coautoria com falantes da língua Apurinã. O presente trabalho tem os professores indígenas Apurinã como principais participantes. Busca atualizar informações acerca do ensino da língua no contexto escolar, uma vez que a escola e a escrita na língua são consideradas, pelos professores e representantes das comunidades indígenas Apurinã, instrumentos importantes no processo de fortalecimento e manutenção linguística. Investigamos, também, no contexto escolar, aspectos da política linguística (usos e escolhas linguísticas) e da cultura linguística (ideologias e crenças) determinantes ao processo de fortalecimento linguístico por estarem associadas a concepções e atitudes em relação aos processos de mudança linguística, manutenção e ensino ou não ensino de línguas. Os procedimentos metodológicos utilizados compreendem o levantamento bibliográfico sobre estudos da Política Linguística e da Cultura Linguística e suas relações com o fortalecimento linguístico. Consideramos ainda estudos a respeito das Políticas Linguísticas voltadas aos povos indígenas brasileiros, assim como os sentidos e representações da escrita nos processos de escolarização indígena, e, finalmente, análise dos dados coletados em viagem de campo nos meses de março e setembro de 2017. Este trabalho reúne, portanto, informações relativas às iniciativas de fortalecimento da língua em contexto escolar, reflexões sobre as escolhas linguísticas e ideológicas do povo Apurinã e como tudo isso pode beneficiar as iniciativas de fortalecimento e manutenção da língua Apurinã reivindicadas por seu povo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Termos de parentesco em Apurinã e em Paumari: contatos linguísticos na região do município de Lábrea-AM(Universidade Federal do Pará, 2019-11-22) SILVA, Rayssa Rodrigues da; FACUNDES, Sidney da Silva; http://lattes.cnpq.br/9502308340482231; https://orcid.org/0000-0002-7460-8620O presente trabalho tem como objetivo o exame da terminologia de parentesco na língua Apurinã (Aruák), e a comparação desta com o sistema e a terminologia de parentesco na língua Paumari (Aruá), com o intuito de verificar o que ambos os sistemas e terminologias revelam acerca do contato linguístico na região do município de Lábrea-AM. Esta investigação também se dará por meio de uma breve comparação dos objetos de estudo com outras línguas faladas na mesma região. Ao longo do trabalho, apresentaremos os itens lexicais que compõem ambas as terminologias; que, em Apurinã, corresponde ao modelo de parentesco Iroquês, enquanto em Paumari, é semelhante ao padrão de terminologia dravidiana proposto por Dumont (1983). Discutiremos, também, a respeito da relação dos termos com o sistema de parentesco destes povos, e demonstraremos as características morfológicas deste grupo semântico. Para a realização desta pesquisa, revisitamos trabalhos antropológicos (não há trabalhos feitos por linguistas) anteriores sobre o povo Paumari, tais como Bonilla (2007) e Florido (2008); e trabalhos linguísticos Facundes (2000) e Freitas (2017), e antropológicos Schiel (2004) acerca do povo e da língua Apurinã; também utilizamos os instrumentos teórico-metodológicos da linguística descritiva, da antropologia linguística (Durantti 1977; Foley, 1997) e da antropologia (Lévi-Strauss, 1982; Ghasarian, 1999). O corpus foi coletado durante pesquisa de campo realizada pela própria autora.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Toponímia de origem Tupinambá do município de Bragança/Pa: alguns resultados(Universidade Federal do Pará, 2019-04-03) ARAÚJO, Marcos Jaime; FACUNDES, Sidney da Silva; http://lattes.cnpq.br/9502308340482231; https://orcid.org/0000-0002-7460-8620The main objective of this research was to produce knowledge about the toponymy of Tupinambá origin in Bragança/PA, located in the Bragantina Microregion and belonging to the Mesoregion of Northeastern Pará, based on 146 toponyms collected in the six districts of Bragança, Bragança, Caratateua, Tijoca, Nova Mocajuba, Almoço and Vila do Treme. It is justified not only by the lack of research on Tupinambá toponyms in the state of Pará, specifically in the Municipality of Bragança, but also as an importante contributtion to the Bragantine memory, as well as relevant knowledge to assist the linguist in understanding the constitution of space, and local culture, and as a way to highlight the role of local fauna and flora in naming places in the region. The data were collected (i) from the Political Map of the municipality, of the Ministry of Mines and Energy's Mineral Integration Program in Primates, (ii) from 120 sketches, donated by the National Health Foundation (Funasa) of the municipality, and later, (iii) validated by 12 consultants, two from each district. The theoretical basis is based on Lexicology, with Vilela (1994), Turazza (2005) and Abbade (2011); in Morphology, on Silva and Koch (2001), Kehdi (2006) and Câmara Jr (1977); in Lexical Semantics, on Ullmann (1961) and Marques (2001); in Toponymy, on Dick (1992), Almeida (2011) and Isquerdo (2008). The analysis, description and classification of the data collected are based on the LGP and LGA dictionaries and vocabularies, with Stradelli (2014), Cunha (1978), Sampaio (1978), Seixas (1853), Vocabulary in the Brazilian Language (1938), Anonymous Dictionary of the General Language of Brazil (1896) and Dick (1992). The results obtained in the study were that (1) the Portuguese Language (LP) was used as an instrument for naming the Bragantina toponymia of Tupinambá origin, with evident loans from the General Amazonian Language (LGA); (2) there was a considerable preference for names of anthropogenic (human) nature, showing 73 (50%) and 5 (3,42%) designative for the accident Community and Villa (inhabited physical space), respectively, followed by those of physical nature, such as Rio and Igarapé, with 30 (20.54%) and 13 (8.90%) occurrences, respectively; (3) The taxonomy of the Bragantina toponymy of Tupinambá origin evidenced a high classification for designatives related to the flora, with 56 occurrences related to the phyto-taxon taxa (38,33%), followed by designations related to the fauna, with 32 occurrences related to the zootopony class (22,58%); (4) all toponyms are today opaque, being referenced only by their current meaning, which makes them fossilized; (5) the phonetic changes of the native Bragantina toponymia of Tupinambá origin evidenced the anteriorization phenomena (y>i) in relation to the posteriorization (y>u), in addition to the consonantization (i> jeu> b), which aided in the identification of LP as the language of appointment; (6) the most evident morphological composition was that of the simple formation LGA, followed by the composite formation in LGA / LGA and simple with tyba suffixation.
