Dissertações em Letras (Mestrado) - PPGL/ILC
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2311
O Mestrado Acadêmico iniciou-se em 1987 e pertence ao Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGL) do Instituto de Letras e Comunicação (ILC) da Universidade Federal do Pará (UFPA).
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Navegando Dissertações em Letras (Mestrado) - PPGL/ILC por Orientadores "FURTADO, Marli Tereza"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Atonia e degradação em personagens de Dalcídio Jurandir(Universidade Federal do Pará, 2018-08-30) FERNANDES, Jonathan Pires; FURTADO, Marli Tereza; http://lattes.cnpq.br/2382303554607592O presente trabalho propõe um estudo sobre os seguintes personagens da obra de Dalcídio Jurandir: Eutanázio, de Chove nos campos de Cachoeira (1941), Edmundo Meneses, de Três casas e um rio (1958) e Virgílio Alcântara, de Belém do Grão Pará (1960). Discorre sobre os três personagens com base em duas temáticas que, segundo a proposição desta pesquisa, se fazem presentes na composição de cada um: atonia e degradação. Argumenta-se que esses dois elementos estão relacionados a uma das principais linhas interpretativas da obra de Dalcídio Jurandir que é a de que o seu universo romanesco é constituído, em sua maior parte, por heróis negativos e desiludidos que trafegam por um cenário desalentador e decadente. Nesse contexto, eles manifestam traços negativos como atonia e degradação, elementos que podem ser entendidos como paixões que dominam a vida mental dos personagens. Busca-se analisar de que forma essas paixões se manifestam em cada personagem, as consequências que elas trazem para cada um e por qual razão os personagens foram levados a elas. Entre os principais trabalhos que fundamentam esta pesquisa estão os de Berman (1982), Candido (1964), Candido (1968), Descartes (1649), Furtado (2002), Lebrun (2009), Lukács (1920) e Marx & Engels (1848).Dissertação Acesso aberto (Open Access) O cangaço em “Fogo morto” e em “Os Desvalidos”(Universidade Federal do Pará, 2012-10-29) MENESES, Antonio Alan Dantas de; FURTADO, Marli Tereza; http://lattes.cnpq.br/2382303554607592O presente estudo visa a estabelecer uma análise comparativa entre dois romances da literatura brasileira do século XX, no que tange à abordagem realizada pelas obras do fenômeno histórico-social do cangaço. As obras escolhidas, Fogo Morto, de José Lins do Rego, e Os Desvalidos, de Francisco Dantas, representam dois momentos distintos da produção ficcional nordestina. A primeira está inserida na corrente ficcional das décadas de 30 e 40. Décimo romance do escritor paraibano, Fogo Morto representa o cangaço na perspectiva do personagem José Amaro, seleiro que se transforma em ajudante do cangaceiro Antônio Silvino. A segunda obra, publicada em 1993, representa uma retomada da ficção regionalista. O romance focaliza o cangaço sob o ponto de vista de Coriolano, personagem que, ao contrário de José Amaro, demonstra ódio implacável pelo cangaço, no romance representado por Lampião. A análise comparativa das obras foi precedida pelo estudo das raízes históricas do cangaço, bem como a caracterização do cangaceiro como ser carregado de dubiedade no imaginário popular nordestino. Com efeito, o cangaceiro ora é representado como herói, ora é encarado como bandido pelo sertanejo, sendo que essa visão contraditória é transportada para a ficção, aparecendo nos dois romances que são analisados neste trabalho. A abordagem histórica do cangaço é realizada a partir de estudos de autores como Rui Facó (1983), Maria Isaura Pereira de Queiroz (1977) e Luiz Bernardo Pericás (2010). Também foi imprescindível um breve estudo de Câmara Cascudo (2005), que auxilia a compreender a figura do cangaceiro enquanto herói popular regional. Finalmente, como suporte para o estudo comparativo entre Fogo Morto e Os Desvalidos foram utilizados trabalhos de autores como José Paulo Paes (1995) e Sônia Lúcia Ramalho de Farias (2006), que fornecem elementos importantes para o estabelecimento de relações entre obras de cunho regionalista, produzidas por escritores nordestinos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A cidade personagem de Belém do Grão-Pará(Universidade Federal do Pará, 2018-11-29) BRASIL, Clara Alice da Silva Guimarães; FURTADO, Marli Tereza; http://lattes.cnpq.br/2382303554607592A cidade estabelece importantes significações para a Literatura. Dessa maneira, muitos estudos apontam para essa relevância, buscando entender a relação que ela estabelece com a obra literária. Em “Belém do Grão-Pará” (1960), de Dalcídio Jurandir, isso não é diferente, pois a cidade se torna figura crucial para o enredo do romance; tanto que muitos estudiosos, como Nunes (2006), Linhares (1987), Furtado (2010), Ornela (2003), Castilo (2007), enfatizaram o papel que a cidade designa na narrativa, mais precisamente, apontaram a personificação vigente nas linhas romanesca. Considerando essa perspectiva, a iniciativa desse estudo funda-se na necessidade de ampliar essa indicação. Para isso, objetiva-se interpretar a cidade de Belém como personagem na obra “Belém do Grão-Pará”. Sendo que, para alcançar esta proposta, pretende-se observar os limites entre personagem e espaço na narrativa; compreender como a configuração da cidade pode estabelecê-la como personagem; e, paralelamente, examinar como a cidade dialoga com as demais personagens. Para tanto, procede-se à pesquisa bibliográfica sobre as diversas definições de espaço, personagens e cidades na literatura. Textos de Osman Lins (1976), Candido (2011), Santos e Oliveira (2001), Dimas (1985), Dias (1986), Briesemeister (1998), Freitag (1998) Mesquita (1986), Borges Filho (2007; 2009), Barbieri (2009), entre outros, foram imprescindíveis para a reflexão dessa proposta. Desse modo, observa-se que as fronteiras entre espaço e personagem são tênues e, principalmente, contribuem para construir o perfil da cidade, o que permite concluir que ela é personagem em “Belém do Grão-Pará”.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A crítica literária aos romances “Chove nos Campos de cachoeira”, “Marajó” e “Três casas e um rio” na imprensa do Rio de Janeiro(Universidade Federal do Pará, 2015-03-11) MOREIRA, Alex Santos; FURTADO, Marli Tereza; http://lattes.cnpq.br/2382303554607592Desprestigiada como modelo crítico, a crítica impressionista até a primeira metade do século XX dominou no Brasil o debate literário e sua atuação era hegemônica nos jornais, em revistas, semanários e suplementos literários. Sabe-se ainda que, durante muito tempo, ela foi a principal fonte de orientação dos leitores, revelando chaves de leitura, clareando enredos, interpretando personagens e além de tudo isso era também o ligamento vivo responsável pelo vínculo da obra com o leitor e da literatura com a vida cotidiana. Diante disso, este trabalho estuda as críticas literárias publicadas na imprensa da cidade do Rio de Janeiro acerca dos três primeiros romances do escritor paraense Dalcídio Jurandir (1909-1979). Mostraremos como as obras Chove nos Campos de Cachoeira (1941), Marajó (1947) e Três Casas e um Rio (1958), no seu contexto imediato de publicação, foram lidas pela crítica considerada impressionista. Com isso, pretendemos reconhecer como foram consolidados os sentidos acerca desses livros, elucidar os procedimentos críticos dos primeiros avaliadores de Dalcídio Jurandir e levantar hipóteses novas que auxiliem as novas leituras desses romances a irem além do que está posto pelo atual sistema crítico.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Dalcídio Jurandir: um cronista de O Estado do Pará e de Diretrizes(Universidade Federal do Pará, 2014-06-02) BARBOSA, Tayana Andreza de Sousa; FURTADO, Marli Tereza; http://lattes.cnpq.br/2382303554607592O escritor Dalcídio Jurandir (1909-1979) teve uma longa e profícua produção literária, da qual resultou em dez romances de ambientação amazônica e um – Linha do Parque –de orientação comunista. Entretanto, seu contato com o universo letrado não se restringiu a sua criação ficcional, o escritor exerceu intensa atividade na imprensa de modo geral e na imprensa comunista de modo particular. Essa última, em razão de seu envolvimento com o Partido Comunista Brasileiro (PCB), o qual foi substancial para a fundamentação do pensamento dalcidiano, tanto no que se refere ao modo enxergar a realidade e o seu funcionamento, quanto ao direcionamento da sua criação artística. Dois importantes periódicos para os quais Dalcídio colaborou nas cidades em que residiu foram O Estado do Pará e Diretrizes, ambos de orientações políticas esquerdistas, embora não organicamente ligados ao PCB. Nesses dois periódicos, é possível termos contanto com outra face do romancista, que além de compor seus romances, aventurou-se pelo caminho das crônicas. Dessa forma, objetivamos, com este trabalho, fazer um estudo dessas crônicas, nos dois jornais, entre os anos de 1937 a 1944, a fim de divulgar esses textos cronísticos do escritor marajoara e de compreender como ele se comportou na criação de outro gênero literário.Dissertação Acesso aberto (Open Access) De Cachoeira a Belém: a inflexão das ilusões de Alfredo(Universidade Federal do Pará, 2008-03-28) FERREIRA, Paulo Jorge de Morais; FURTADO, Marli Tereza; http://lattes.cnpq.br/2382303554607592Este trabalho procura demonstrar, através do percurso percorrido pela personagem Alfredo, ao longo do itinerário que vai de Cachoeira até à cidade de Belém, em uma criação dalcidiana, o processo de gradual desalienação de um menino que aos poucos vai se tornando um rapaz. A formação da personalidade passa por um sofrido processo, que na vida do herói conduz ao choque necessário provocado por algumas desilusões. Confrontando-se com sentimentos ambivalentes, com estados de indefinição e indecisão, Alfredo vai abrindo caminho através do labirinto de seu ser palmilhado pelo que representa a cidade enquanto também um labirinto não menos desafiador. Nesse processo de integração, o objetivo final é o resgate da dignidade humana que não se limita ao ser do herói, Alfredo, mas abarca um amplo projeto político que é buscado como alternativa popular.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Os (des)enredos do amor: a narrativa do fracasso amoroso em contos de Lygia Fagundes Telles(Universidade Federal do Pará, 2010-11-29) VIANA, Maria José Amaral; FURTADO, Marli Tereza; http://lattes.cnpq.br/2382303554607592O presente estudo parte do pressuposto de que os contos de temática amorosa de Lygia Fagundes Telles podem ser lidos como narrativas do fracasso amoroso. De forma poética e vibrante, as narrativas curtas da escritora apresentam a busca amorosa e o seu malogro e delineam um painel das angústias, tensões e frustrações do homem, que provém da experiência de viver e relacionar-se afetivamente com o outro. Para desenvolver essa hipótese foram analisados oito contos, que foram divididos em quatro percursos: amor-incomunicabilidade-solidão, amor-estranhamento-fragmentação, amor-egoísmo-culpa, amor-degradação-morte. Em nossa leitura, estes percursos traçam e trançam os (des)caminhos ou (des)enredos dos relacionamentos amorosos nos contos lygianos e possibilitaram analisar os valores sociais, ideológicos, filosóficos e psíquicos investidos e/ou virtualizados na tessitura narrativa, a fim de examinar e interrogar as representações de amor (des)construídas no universo ficcional da escritora.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Dona Cecé: um feminino singular, em passagem dos inocentes, Dalcídio Jurandir(Universidade Federal do Pará, 2005-05-23) SANTOS, Neilci do Socorro Coelho dos; FURTADO, Marli Tereza; http://lattes.cnpq.br/2382303554607592Este trabalho apresenta o processo de construção da memória da personagem Dona Cecé, do romance Passagem dos Inocentes, de Dalcídio Jurandir. À luz da narratologia, em consonância com aspectos históricos e sociológicos, intenciona-se desvendar as transformações físicas e psicológicas pelas quais ela passa ao longo de sua existência. Busca-se compreender como os elementos da estrutura narrativa - foco narrativo, tempo, espaço, linguagem - não são meros indicadores do processo da história contada, e sim, a representação do feminino, sua memória e identidade. Paralelo a isso, focaliza-se também a vivência de Alfredo, personagem que divide com Dona Cecé o protagonismo dessa obra, quando então volta para Belém, a fim de continuar os estudos colegiais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A ética e a estética em Marajó, de Dalcídio Jurandir(Universidade Federal do Pará, 2012-04-26) MENDONÇA, Gerson de Sousa; FURTADO, Marli Tereza; http://lattes.cnpq.br/2382303554607592Dalcídio Jurandir, natural de Ponta de Pedras (Pará), empreendeu uma jornada literária em que apresenta muitos aspectos da vida sócio-cultual do arquipélago marajoara, de Belém, capital paraense, e do Baixo-Amazonas, ao longo do aprofundado Ciclo do Extremo Norte. Deste Ciclo, tem-se como objeto de estudo, a obra Marajó (vista, aparentemente, fora da trajetória de vida de Alfredo, personagem presente nos outros nove romances, exceto nesta obra), cujas ações se passam nas primeiras décadas do século XX e onde estão presentes variados aspectos da cultura amazônica. O objetivo deste trabalho é mostrar primeiramente Dalcídio Jurandir, enquanto jornalista crítico e ético, comprometido com a realidade espaço-temporal da Ilha do Marajó, seu arquipélago natal, em reportagens para jornais e revistas, a correlação de alguns artigos com trechos do romance; o espaço ocupado por ele no panorama atual da literatura brasileira, e, em seguida, fazer a análise da obra Marajó, sob o prisma da ética e, principalmente, da estética, envolvendo a linguagem, o social e a inclusão de várias histórias paralelas como elementos de composição do romance, utilizando-se, para tanto, como referencial teórico os estudos de autores como Alfredo Bosi, Afrânio Coutinho, Marli Furtado, Junito Brandão, Massaud Moisés, entre outros.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Figurações do pobre em Dalcídio Jurandir: do chalé à rua das palhas em “Chove nos Campos de Cachoeira"(Universidade Federal do Pará, 2015-05-29) HAGE, José Elias Pereira; FURTADO, Marli Tereza; http://lattes.cnpq.br/2382303554607592Este trabalho tem por finalidade fazer um estudo sobre a representação do pobre na literatura de Dalcídio Jurandir (1909-1979), no livro Chove nos campos de Cachoeira (1941). O intuito do estudo é trazer um novo olhar sobre a produção ficcional do escritor, com base na relação social de personagens e conhecer, por meio da ficção, a realidade dos menos favorecidos que habitam a região amazônica. Em dez romances, publicados entre 1941 e 1978, o escritor paraense contruiu o ciclo Extremo Norte, no qual se propôs revelar uma história da Amazônia pelo olhar de um povo forte e cheio de humanidade. Em Chove nos campos de Cachoeira, primeira obra do ciclo, nos deparamos com dois personagens protagonistas: Alfredo e Eutanázio, que no decorrer do romance se envolvem com diversos tipos característicos da pobreza amazônica, e é por conta disso, inclusive, que o presente trabalho optou por acompanhar a realidade do pobre a partir do olhar diferenciado desses dois personagens. Ambos entram em conflito internamente em várias situações pela falta de dinheiro. Enquanto Eutanázio, com quase 40 anos, acometido de uma doença fatal, inicia e termina sua trajetória nessa primeira obra, Alfredo com 10 anos está iniciando seu caminho e se tornará o protagonista de mais oito obras do ciclo. Dalcídio Jurandir refrata a realidade da carência das coisas em seus romances. Existe a carência de bens e serviços essenciais; a carência de recursos econômicos; bem como a carência social, que trata da exclusão social, que é a impossibilidade de participar da sociedade, evidenciada pela postura preconceituosa em relação ao caboclo do interior do estado. Eutanázio reclama e se ressente pela falta de dinheiro. Essa reclamação repercurte dentro do personagem e reverbera nas obras de Dalcídio Jurandir explicitando também em outros personagens a decorrência da pobreza de diversas situações. Em Chove nos campos de Cachoeira em diversos trechos, tudo se passa como se a pobreza desse o tom de tudo, visualizada ao redor e nas elocubrações internas dos personagens. O estudo teve como metodologia a pesquisa e análise bibliográfica e teve como referencial teórico obras de estudiosos na linha de análise de literatura e sociedade como Antonio Candido e Roberto Schwarz, entre outros, bem como de estudiosos da realidade social como Fábio Castro e Eugenio Giovenardi, entre outros. A noção de pobreza que norteará todo o trabalho terá como base dois princípios fundamentais: a noção de subsistência e a noção social.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O grotesco em Dalcídio Jurandir: Chove nos Campos de Cachoeira e Três casas e um rio(Universidade Federal do Pará, 2011-05-16) MORAES, Viviane Dantas; FURTADO, Marli Tereza; http://lattes.cnpq.br/2382303554607592A obra literária do escritor Dalcídio Jurandir revela o universo desolador e assolador em que vivem os moradores da Vila de Cachoeira do Arari, na Ilha do Marajó. O romance dalcidiano, distanciando-se da abordagem da Amazônia de paisagens deslumbrantes, retrata, de modo bastante realista, o drama humano, social e existencial de almas castigadas pelo sofrimento e pela falta de perspectiva de vida. A técnica narrativa usada pelo autor nos faz mergulhar no íntimo dos personagens, proporcionando-nos uma abordagem psicológica aguçada. Além disso, as imagens fortes relacionadas à condição emocional dos personagens nos possibilitam enxergar um universo derruído que se traduz na fisionomia destes. É o que podemos ver em relação a Eutanázio, Felícia, Irene e Lucíola, personagens que procuram a sua maneira de encarar seu conflito existencial. Este trabalho tem como objetivo fazer um estudo do grotesco no romance Chove nos Campos de Cachoeira e Três Casas e um Rio, de Dalcídio Jurandir, a partir das descrições disformes de estados de alma que se exteriorizam na aparência. De modo geral, entende-se como grotesco a categoria estética que demonstra por meio da deformidade, do baixo corporal ou espiritual o que há de mais angustiante e/ou malévolo na alma humana. Além dos capítulos dedicados à análise dos personagens, aproveitamos para levantar também uma discussão de cunho teórico, a partir dos principais estudos existentes sobre o grotesco nos quais este trabalho se inspirou, a saber, Mikhail Bakhtin e Wolfgang Kayser – autores que abordam pontos de vista diferentes e até se contrapõem. No entanto, na análise literária, ao avaliar as várias possibilidades de interpretação do grotesco, chamamos à reflexão para que, em princípio, não enxerguemos os estudos de Bakhtin e Kayser como propostas teóricas sobre o assunto, mas como possibilidades de interpretações do conceito.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Identidade e hibidrismo em Dalcídio Jurandir: a formação identitária de Alfredo, em Três casas e um rio(Universidade Federal do Pará, 2008-10-08) LEAL, Marcilene Pinheiro; FURTADO, Marli Tereza; http://lattes.cnpq.br/2382303554607592Este trabalho realiza uma leitura da obra Três Casas e um rio de Dalcídio Jurandir, seguindo alguns percursos para a formação da identidade de Alfredo. Preocupa-nos, primeiramente, verificar como a identidade de Alfredo se articula diante das diferenças culturais e dicotomias como popular/erudito; oral/escrito. Popular e oral, ligados a valores da mãe negra, D.Amélia, e erudito e escrito, relacionado ao pai, Major Alberto. Em seguida, apresenta os traços fronteiriços auxiliadores da elaboração da identidade de Alfredo, Finalmente, verifica-se como as narrativas presentes na obra estão incorporadas no texto dalcidiano, e sua importância para a resolução de alguns conflitos vivenciados pelo protagonista.E para que se possa visualizar a abordagens teóricas aqui trabalhadas, contribuem com este estudo autores como Stuart Hall, D. Shüller, Zilá Bernd e, ainda, serão citados Walter Benjamin, Anthony Giddens, entre outros.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Identidade e história: Belém do Grão-Pará como narrativa da nacionalidade(Universidade Federal do Pará, 2005-10-05) FIGUEIREDO, Elielson de Souza; FURTADO, Marli Tereza; http://lattes.cnpq.br/2382303554607592A motivação inicial desta pesquisa é a fértil discussão acerca da Identidade e das diferenças culturais entabulada especialmente pelos Estudos Culturais e Literários, especificamente a partir da categoria conceitual da nacionalidade. Norteada pelo conceito de Alegoria proposto por Fredric Jameson, para quem tal conceito se aplica principalmente à análise dos textos literários do capitalismo tardio, tentou-se desnudar as estratégias usadas na composição de Belém do Grão-Pará1 para narrar a complexidade da identidade nacional inscrita no Inconsciente Político. Admitindo que a Alegoria, para Jameson, é o próprio objeto cultural e estético cuja constituição e disposição dos elementos estruturais narra, às vezes em foro íntimo ou privado das personagens, a História das sociedades, segundo a experiência político-ideológica de suas classes. Tomados estes pressupostos, fez-se a análise do romance dalcidiano considerando-se a migração do protagonista como alegoria do cruzamento entre diferentes culturas, fato social gerador de uma hipotética diluição da identidade. Contudo, apoiado num paralelo traçado entre o contato do ribeirinho com o modus vivendi da cidade e a reação antropofágica do modernismo brasileiro frente ao modus vivendi civilizado da Europa, este trabalho nega a idéia de que o cruzamento de fronteiras culturais implique no fim da nacionalidade. Em linhas gerais tratamos de um conceito de Identidade fundado na experiência coletiva de indivíduos que, apesar de grandes diferenças de classe social, gênero ou etnia, construíram-se sob ideologias comuns. Nesta análise de Belém do Grão-Pará, cenas urbanas como ir ao cinema ou ver passar o trem são resignificadas pelo protagonista com base nas referências que trouxe de Cachoeira do Arari, seu lugar de origem, enquanto este também passa por uma revisão segundo o novo paradigma urbano que o protagonista vive em Belém.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Imagens de leituras em Chove nos Campos de Cachoeira, de Dalcídio Jurandir(Universidade Federal do Pará, 2014-08-13) COSTA, Regina Barbosa da; FURTADO, Marli Tereza; http://lattes.cnpq.br/2382303554607592Este estudo tem por finalidade apresentar as imagens de leituras praticadas por personagens-leitores, no livro Chove nos campos de Cachoeira (1941), de Dalcídio Jurandir (1909-1979). O intuito da pesquisa é trazer um novo olhar sobre a produção ficcional do escritor, a partir das leituras de personagens e conhecer, por meio da ficção, o complexo cultural existente na região marajoara. A obra que abre o ciclo do Extremo Norte apresenta vários personagens que representam diferentes tipos de leitores: desde o leitor de obras eruditas ao leitor intensivo de folhetins. Dessa forma, o escritor paraense, ao lado da denúncia social, própria desse romance e de todo o ciclo, figura no complexo processo de aquisição da cultura letrada na região. Assim, a pesquisa foi dividida em cinco capítulos: o primeiro capítulo compreende a parte introdutória da pesquisa; o segundo, aborda A ficção dalcidiana no espaço amazônico, composto pelos tópicos Dalcídio: o leitor da Amazônia e O espaço amazônico redimensionado, que tratam da leitura do escritor e da projeção do cenário marajoara de maneira real e imaginária, apontando os problemas sociais, comuns ao Brasil e ao resto do mundo. No terceiro, será focalizada a teoria sobre leitura, leitor e personagem, apontando os principais teóricos utilizados na pesquisa. O quarto capítulo tratará dos leitores da família do Major Alberto, com os tópicos O gabinete de leitura do Major Alberto, Eutanázio: a falência do ser e a eternização da palavra e Alfredo: um menino leitor. O quinto e último capítulo abordará as diferenças paradoxais entre leituras e leitores, mostrando um leitor comum ao lado de um erudito, nos tópicos Os contrassensos do Dr. Campos e Salu, leitor e contador de histórias.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Literatura e jornalismo: aspectos religiosos em Chove nos Campos de Cachoeira e Marajó, de Dalcídio Jurandir(Universidade Federal do Pará, 2017-08-04) SANTOS, Juliana Gomes dos; FURTADO, Marli Tereza; http://lattes.cnpq.br/2382303554607592Este trabalho tem por objetivo analisar os aspectos religiosos nos romances Chove nos Campos de Cachoeira e Marajó, do jornalista e romancista paraense Dalcídio Jurandir (1909/1979). Os textos jornalísticos do escritor darão suporte comparativo à discussão literária a respeito dos aspectos religiosos presentes nos romances citados. Nesses destacam-se as questões sociais e culturais que agem nas narrativas, ora em confronto com a religiosidade, ora em sintonia com ela. Na segunda seção deste trabalho, intitulada considerações acerca da temática religiosa apresentamos conceitos importantes que darão maior embasamento e entendimento às questões presentes nas obras e consequentemente na análise deste trabalho. Na terceira seção que tem como título Religiosidade em Chove nos Campos de Cachoeira e Marajó: Uma análise examinamos os principais aspectos religiosos presentes nas obras, ressaltando as questões que essa temática gera, principalmente, as questões sociais em que se observa a riqueza da Igreja em oposição à pobreza da população marajoara, procuramos examinar também os conflitos e as interligações entre as religiões, bem como analisamos a soberania das “forças superiores” como causa de medo, devoção e esperança para a população carente do Marajó. Diante da discussão proporcionada pela Literatura, pelo jornalismo e também por textos teóricos, averiguamos que as obras dalcidianas procuram denunciar as mazelas de sujeitos envoltos em um universo religioso, mas também procuram informar a respeito da cultura amazônica que tem como base as diversas religiões apresentadas nos romances.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A personagem feminina em “Linha do Parque”, de Dalcídio Jurunadir(Universidade Federal do Pará, 2013-04-24) SANTOS, Alinnie Oliveira Andrade; FURTADO, Marli Tereza; http://lattes.cnpq.br/2382303554607592O escritor paraense Dalcídio Jurandir (1909 – 1979) além de publicar os dez romances que compõem o chamado Ciclo do Extremo Norte, contribuiu para diversos periódicos de Belém e do Rio de Janeiro e escreveu o livro Linha do Parque (1959) sob encomenda do Partido Comunista Brasileiro (PCB) do qual era membro. Esse romance, escrito aos moldes do Realismo Socialista – estética oficial da União Soviética (URSS) naquele período, que se estendeu também a vários outros países, por meio de seus partidos comunistas – narra as lutas dos operários na cidade de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, no decorrer da primeira metade do século XX. Nessa obra, é perceptível o destaque dado ao trabalho das mulheres nas fábricas e nas reuniões da União Operária, as quais participam ativamente, em igualdade com os homens, do movimento operário retratado no livro. Este trabalho, portanto, objetiva analisar a importância das personagens femininas para o desenvolvimento de tal narrativa, dando destaque àquelas que tiveram grande participação nas lutas dos operários descritas no romance, refletindo também sobre as manifestações ideológicas que estão presentes na obra.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Safra, retratos da vida e do homem amazônico na produção da castanha(Universidade Federal do Pará, 2010-11-03) FARIAS, Gilson da Conceição Vitor; FURTADO, Marli Tereza; http://lattes.cnpq.br/2382303554607592Esta dissertação analisa os aspectos sociais do romance Safra (1937) de Abguar Bastos, que aborda a economia da castanha na Amazônia no início do século XX, período em que a semente foi uma das poucas alternativas para os produtores após a falência da atividade de extração da borracha. A situação dos personagens, principalmente os mais pobres, da vila de Coari revela não só uma obra com tom de denúncia, como uma reflexão sobre o ser humano, o poder e as suas consequências. Nesta exposição observam-se três pontos inseparáveis. O primeiro é o contexto histórico à época em que os dois produtos, a borracha e a castanha, foram as principais fontes de lucro para a população e como se deu a passagem de uma para a outra. O segundo indica o romance como regionalista da 2º geração modernista do Brasil, por isso a carreira do escritor é apresentada com intuito de observar o percurso feito por ele, quais as idéias do movimento e qual posição política é assumida em seu trabalho. Por fim, a terceira parte aborda a maneira como a população foi retratada no livro, as características do protagonista e quais os discursos estão escondidos na narrativa.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Tereza Batista cansada de guerra: a resistência à violência e à opressão feminina(Universidade Federal do Pará, 2009-12-17) REGO, Francisca Magnólia de Oliveira; FURTADO, Marli Tereza; http://lattes.cnpq.br/2382303554607592Sabe-se que, funcionando como um espelho refletor das relações em sociedade, a literatura tem perpetuado, ao longo dos anos, perfis de mulheres estereotipadas segundo os preceitos da sociedade patriarcal que as emolduram no modelo de submissão, emparedamento e silêncio. Considerando que no século XX, sobretudo nas décadas de 60 e 70, movimentos feministas propiciaram a emancipação feminina, esta dissertação teve como objetivo principal investigar como as questões de gênero são retratadas na ficção de Jorge Amado, cujo elemento central é a mulher, nesse caso específico, na obra Tereza Batista Cansada de Guerra. Para tanto, foi fundamental o apoio nas teorias que abordam o estudo do gênero feminino e suas representações, bem como nos textos que se dedicam à crítica da obra amadiana. Nesse percurso, iniciado com uma pesquisa bibliográfica sobre o autor e suas criações literárias, bem como das representações da mulher na literatura brasileira, os dados obtidos foram alinhavados de forma a buscar as nuances de que se reveste a construção do perfil de Tereza Batista, na intenção de revelar em que medida o texto literário flagra e descortina situações sociais como uma forma de denunciar a violência e a opressão contra a mulher.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Tra[D]ição e o jogo da diferença em Marajó, de Dalcídio Jurandir(Universidade Federal do Pará, 2006-10-24) SANTOS JÚNIOR, Luiz Guilherme dos; FURTADO, Marli Tereza; http://lattes.cnpq.br/2382303554607592Este trabalho, que escolheu como tema a presença da tradição no romance Marajó de Dalcídio Jurandir, procura investigar como a escritura do romance citado dialoga intertextualmente com a tradição literária, mitológica e oral, sem anular o caráter social da ficção dalcidiana. Defendo a hipótese de que o jogo intertextual presente na obra não está a favor de uma exaltação das fontes ou como mera transposição de influências, mas se projeta como diferença. A base teórica do trabalho se fundamentou, sobretudo, a partir das discussões sobre “fonte” e “influência” estabelecidas pela literatura comparada nas figuras de autores como Tania Franco Carvalhal e Silviano Santiago e de algumas considerações de escritores importantes da literatura moderna como T. S. Eliot e Jorge Luis Borges, reconhecidos como os iniciadores das discussões acerca do legado da tradição, retomada pela literatura modernista. A escolha da literatura comparada possibilitou a presente leitura, uma abertura teórica em que entram em cena, na abordagem, a Psicanálise freudiana, a escritura-jogo de Roland Barthes, Júlia Kristeva e Jacques Derrida, além de outros pressupostos analíticos de pesquisadores da ficção de Dalcídio Jurandir como os professores Vicente Salles, Marli Tereza Furtado, Paulo Nunes, Audemaro Taranto Goulart e Pedro Maligo e estudiosos da tradição como Anthony Giddens, Homi Bhabha, Stuart Hall e Walter Benjamin.
