Teses em Sociologia e Antropologia (Doutorado) - PPGSA/IFCH
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/8829
O Doutorado Acadêmico pertence ao Programa de Pós-graduação em Sociologia e Antropologia (PPGSA) é vinculado ao Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Universidade Federal do Pará (UFPA).
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Navegando Teses em Sociologia e Antropologia (Doutorado) - PPGSA/IFCH por Afiliação "SEDUC/PA - Secretaria de Estado de Educação"
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Tese Acesso aberto (Open Access) “Filho que é filho não abandona a mãe, e a mãe não abandona o filho”: Testemunhos de milagres na devoção à Nossa senhora de Nazaré em Belém do Pará(Universidade Federal do Pará, 2020-12-28) RAMOS, José Maria Guimarães; MORAES JÚNIOR, Manoel Ribeiro de; http://lattes.cnpq.br/2429279552706202; https://orcid.org/0000-0001-6986-7671O presente trabalho é um estudo sobre o catolicismo popular presente em Belém do Pará em um exercício de analisar elementos do imaginário social dos devotos da Virgem de Nazaré a partir dos elementos observados nas narrativas de milagres que assumem a forma de testemunhos, dos quais se faz uma abordagem hermenêutica. O campo de pesquisa foi a Casa de Plácido, e foi construído em torno de ações que caracterizam a dinâmica dos testemunhos, ou seja, narrativas de romarias, curas, graças e milagres. O pressuposto é que testemunhos de milagres fazem parte de um processo social, de uma visão religiosa do mundo que ajuda a configurar e compreender a cultura local. Por isso, o instrumental teórico escolhido para esta análise é a hermenêutica do testemunho de Paul Ricoeur, que é uma teoria para interpretar como o testemunho de cunho religioso e seus significados sociais são expressos nas narrativas testemunhais dos devotos.Tese Acesso aberto (Open Access) O lugar do corpo no corpo do lugar: uma etnografia da panha do açaí entre jovens da Ilha das Onças - Pa(Universidade Federal do Pará, 2020-07-27) BASSALO, Terezinha de Fátima Ribeiro; SILVEIRA, Flávio Leonel Abreu da; http://lattes.cnpq.br/1972975269922101A relação entre corpos e lugares nas atividades cotidianas é o tema deste estudo que objetiva apresentar e ao mesmo tempo compreender, as formas e significados atribuídos a tais relações na prática da coleta do açaí. A pesquisa desenvolvida na Ilha das Onças – região insular próxima à Belém, capital do estado do Pará, região norte do Brasil – se deu a partir da entrada nos açaizais pertencentes a sete jovens interlocutores e interlocutoras – dois do sexo feminino e cinco do sexo masculino – e permitiu acompanhar o universo da “panha” do açaí, através de vivências e narrativas. A “panha” – nome dado pelos moradores/moradoras da Ilha das Onças à atividade de coletar o açaí – é aqui entendida como ação relacional entre humanos e plantas, que se expressa enquanto técnica e ao mesmo tempo enquanto habilidade individual porque conforma um jeito próprio de realização, cujo intuito é colher os frutos sem magoá-los, envolvendo riscos, alturas e muitos cuidados. Revela o quão imbricados estão os corpos das pessoas com os seus lugares de moradia, que também são lugares de trabalho. A coleta do açaí, dentre o conjunto de técnicas corporais praticadas nas ilhas próximas de Belém, é uma atividade secular, ancestral e, por isso, tradicional, sendo que o produto coletado é fonte de alimento e base econômica de quem vive na Ilha das Onças. A vivência nos açaizais acompanhando pessoas que coletam o açaí, resultou numa etnografia da “panha”, baseada em três movimentos corporais com ritmos distintos: a subida, a chegada na copa, a descida e outras percepções. Depois da “panha” vem a “dibulha” e o acondicionamento dos frutos em rasas de um jeito artesanal, porque belo e útil, preparando o momento em que o produto será exposto, tocado, degustado e comercializado. A “panha” também deixa marcas nos corpos das pessoas coletoras, revelando vestígios da agência da planta, estigmas e atribuição de masculinidade. Ela é “serviço de homem”, mas é de mulher também. Mulheres “panham” o “bébi” e “panham” o açaí. Em suma, as corporalidades de coletores e coletoras são constituídas por um imbricamento interagencial permanente e atualizado entre ambiente, sociedade e indivíduo que fica impresso nelas, como em um palimpsesto. A relação homem/mulher e planta/açaizeira configura um trançado nas paisagens da ilha.Tese Acesso aberto (Open Access) O outro como um eu na educação escolar: uma crítica à racionalidade desumana aplicada à avaliação escolar(Universidade Federal do Pará, 2023-04-12) SODRÉ, Marcelo Santos; CARDOSO, Denise Machado; http://lattes.cnpq.br/2685857306168366Como Problema central de pesquisa, esta Tese de Doutorado objetivou investigar do ponto de vista do Personalismo em Mounier e em Buber se a escola pública poderia ser concebida historicamente como um "eu-isso buberiano" e quais os efeitos ontológicos deste fenômeno na formação dos(as) estudantes. Soma-se a estes, o objetivo de pensar numa concepção de educação escolar que poderia romper com o caráter instrumental que permeia o ensino formal ao ponto de efetivamente conceber o outro como um eu na educação escolar. Assim, para se chegar aos resultados, propus pelo caminho analítico linear uma determinada história da educação escolar brasileira, considerando, por um lado, o período que se estende do século XVI a contemporaneidade, e, por outro, os referenciais teóricos centrais da pesquisa e uma literatura especializada no tema da historicidade proposta. Logo, foi possível apresentar criticamente as características da racionalidade instrumental que cerca o fenômeno educacional, classificado por esta pesquisa como desumanizadora. Em seguida, num estudo mais específico da educação escolar paraense, focada nas duas primeiras décadas dos anos 2000, identifiquei que o modelo (a concepção) educacional que estava preponderando diante de outras possíveis nas escolas públicas investigadas é a propedêutica. Tal diagnóstico me possibilitou constatar que este modelo de ensino transformou o Ensino Médio em uma espécie de ―cursinho preparatório‖ para as provas do ENEM e/ou para outros processos seletivos de entrada para o curso superior, gerando, como efeito ontológico, a desumanização dos(as) estudantes. È neste contexto que encerro a Tese propondo uma aresta pedagógica para romper com o modelo propedêutico: a ―aula como encontro‖. Portanto, os locais de investigações foram escolas públicas selecionadas entre os anos de 2016 e 2020, e a Metodologia desenvolvida seguiu as matrizes explicativa e compreensiva, com abordagem dedutiva a partir de pesquisas teóricas e de campo. Como resultado, confirmou-se a tese investigada.Tese Acesso aberto (Open Access) URBI ET ORBI Localização e globalização da canção popular paraense(Universidade Federal do Pará, 2021-11-26) MOREIRA, Nélio Ribeiro; COSTA, Antonio Maurício Dias da; http://lattes.cnpq.br/2563255308649361; https://orcid.org/0000-0002-0223-9264A tese procura abordar, por meio de uma perspectiva teórica da cultura como invenção, do processo social como convenção (WAGNER, 2012) e da agência dos objetos artísticos (GELL, 1996), como se caracteriza uma cultura musical em seu processo, um mundo artístico (BECKER, 2010), por meio de sociações de diversas colorações (SIMMEL, 2006) consolidando um grupo sonoro (BLACKING, 2010) que atua em um contexto de interação mundial por meio dos processos globalizadores (HANNERZ, 1996; CANCLINI, 2008; APPADURAI, 1994). Procuro mostrar que o mundo da canção popular paraense contemporâneo é uma formação social caracterizada como um conjunto social marcado por certa estabilidade nas suas ações e perspectivas socioculturais e por formas de interação diversas que são praticadas entre uma diversidade de membros, intra e intergrupal, que formam redes de sociação e atuam em diversas dimensões, como em cenas locais e translocais, sendo esta última tomada a partir das 1) conexões entre artistas locais com outros artistas já estabelecidos no cenário nacional brasileiro, e 2) das experiências de atores em contextos transnacionais. A forma de obtenção de dados se valeu da proposta de etnografia multissituada (MARCUS, 1995), elemento fundamental para compor o quadro de elementos a ser analisado, haja vista o contexto marcado por certa dispersão de tais dados. Isso feito por meio do “seguir” os eventos, atores e os dados, em lugares físicos ou virtuais. O trabalho está dividido em duas partes. A primeira, intitulada Cultura Musical como Invenção, está dividida em quatro capítulos “Trajetória e campo”, “Invenção da cultura no mundo da canção popular paraense – I” “Invenção da cultura no mundo da canção popular paraense – II” e “Recriações na cultura musical paraense contemporânea: o caso do carimbó”. A segunda parte, chamada de Processo Musical como Convenção, é composta por cinco capítulos: “A cena local: os lugares da canção como espaço praticado para projetos”, “A cena translocal: projetos e práticas, redes e conexões”, “A cultura musical paraense em processos globais: fluxos, fronteiras e hibridações”, “Festival de Música Popular: a(tua)ção ritual no processo musical” e “A cena local em ambientações digitais: o Jambu Live como festivalização virtual”.
