Teses em Sociologia e Antropologia (Doutorado) - PPGSA/IFCH

URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/8829

O Doutorado Acadêmico pertence ao Programa de Pós-graduação em Sociologia e Antropologia (PPGSA) é vinculado ao Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Universidade Federal do Pará (UFPA).

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  • TeseAcesso aberto (Open Access)
    A Rede de Mulheres das Marés e das Águas do litoral do Pará e a construção de um feminismo ecoterritorial nos maretórios
    (Universidade Federal do Pará, 2026-01-20) MOREIRA, Carla Cilene Siqueira; RIBEIRO, Tânia Guimarães; http://lattes.cnpq.br/1193175057010343; https://orcid.org/0000-0003-1683-3659; RIBEIRO, Tânia Guimarães; BARBOZA, Roberta Sá Leitão; SARMENTO, Rayza; AMARAL, Telma; SANTOS, Patrícia da Silva; MANESCHY, Maria Cristina Alves; TEISSERENC, Maria José Aquino; OLIVEIRA, Ney Cristina Monteiro de; http://lattes.cnpq.br/1193175057010343; http://lattes.cnpq.br/9331256487699477; http://lattes.cnpq.br/2829775863179545; http://lattes.cnpq.br/7335593537033167; http://lattes.cnpq.br/3554364096207512; http://lattes.cnpq.br/5129734199358770; http://lattes.cnpq.br/1799861202638255; http://lattes.cnpq.br/4355112931326342; https://orcid.org/0000-0003-1683-3659; https://orcid.org/0000-0003-2367-553X; https://orcid.org/0000-0002-9817-7941; https://orcid.org/; https://orcid.org/0000-0002-1266-1311; https://orcid.org/; https://orcid.org/0000-0002-1908-7463; https://orcid.org/0000-0002-8091-5213
    A tese tem por objetivo central compreender as ações sociopolíticas, as práticas sociais e os conhecimentos e vivências das mulheres extrativistas costeiras e marinhas, no processo de mobilizações para criação da Rede de Mulheres das Marés e das Águas do Litoral do Pará e a atuação em defesa de seus maretórios nos manguezais da Amazônia paraense, e se nesse processo podem constituir uma alternativa social em diálogo com os feminismos ecoterritoriais do Sul (Svampa, 2021; 2025). Assim, a tese contribui com o registro e a análise do histórico da luta pela proteção dos manguezais na Amazônia, pois são destacados, neste contexto, os processos ocorridos nas reservas extrativistas marinhas do Pará e a atuação das mulheres e os discursos envolvidos tanto nas reivindicações por justiça socioambiental quanto nas ações do Estado. A análise parte das perspectivas da sociologia política, ecologia política, epistemologia feminista, ecologia política feminista, bem como de outros autores da crítica ao desenvolvimento. Este trabalho, portanto, soma esforços para compreender criticamente os sentidos das lutas e resistências que foram e estão sendo construídas nos maretórios e o protagonismo das mulheres das marés e das águas nesse contexto. Dessa forma, a partir de um estudo de caso, a tese analisa como as mulheres das marés e das águas estão construindo um feminismo ecoterritorial das marés, simultaneamente, situado, pois emerge de suas experiências específicas. Conectado, tendo em vista que se articula com outros movimentos e lutas. E, sobretudo, transformador, pois propõe outras formas de vida, economia, educação e relação com a natureza, mudando a vida das mulheres que fazem parte dele e de suas comunidades. A partir da construção de uma rede que se articula e atua de maneira multiescalar desenvolvendo sua epistemologia das emoções e dos afetos.
  • TeseAcesso aberto (Open Access)
    Direito à Cidade para pessoas com deficiência em Belém- PA/Amazônia
    (Universidade Federal do Pará, 2026-01-16) COSTA, Kamilla Sastre da; PEIXOTO, Rodrigo; http://lattes.cnpq.br/9872938064820413; https://orcid.org/; PEIXOTO, Rodrigo Corrêa Diniz; PEREIRA, Éverton Luis; LOPES, Pedro; DANTAS, Luísa Maria Silva; BUENO, Michele Escoura; CAÑETE, Voyner Ravena; MURACA, Maria Teresa; http://lattes.cnpq.br/9872938064820413; http://lattes.cnpq.br/5197309393076747; http://lattes.cnpq.br/0971513708984354; http://lattes.cnpq.br/1573989294603242; http://lattes.cnpq.br/3126701924384242; http://lattes.cnpq.br/9961199993740323; http://lattes.cnpq.br/1573989294603242; https://orcid.org/; https://orcid.org/0000-0002-7771-1594; https://orcid.org/0000-0003-0772-4370; https://orcid.org/; https://orcid.org/; https://orcid.org/0000-0001-8528-3086; https://orcid.org/
    A deficiência, ao longo do tempo, foi marcada por diferentes concepções e visões de mundo que subjugam corpos que destoam dos padrões de normalidade, colocando-os em uma condição de inferioridade e exclusão. Posto isso, analisar o direito à cidade para pessoas com deficiência perpassa compreender a complexidade das dinâmicas de vivência que envolvem estar em lugares pouco adaptados à diversidade existente entre os corpos e refletir, de forma ampla, sobre como esses corpos transitam na cidade de Belém do Pará. Ao fazer isso, busca-se compreender como os marcadores sociais da diferença se conectam e demarcam trajetórias de vida em uma cidade cujo caráter urbano e ribeirinho também constrói experiências e narrativas próprias da deficiência. Eu, enquanto pesquisadora e mulher com deficiência, desenvolvo este trabalho por meio de uma abordagem autoetnográfica, apontando aspectos importantes da subjetividade da escrita que envolvem o fazer acadêmico, político e militante, ocorrido também em diálogo com outros interlocutores. Trago a discussão do cuidado a partir de uma abordagem feminista e anticapacitista, que envolve considerá-lo como aspecto central e como um direito cuja garantia cabe ao Estado por meio de políticas voltadas ao nosso segmento. Esta tese tem como finalidade ser um instrumento que sirva à formulação de políticas públicas voltadas para as pessoas com deficiência em Belém do Pará, na Amazônia, e que contribua para a ampliação do tema no campo das Ciências Sociais.
  • TeseAcesso aberto (Open Access)
    A pajelança quilombola em Benevides - Aurora do Pará: etnoidentidade e território
    (Universidade Federal do Pará, 2026-10-09) BORGES, Adão souza; MORAES JÚNIOR, Manoel Ribeiro de; http://lattes.cnpq.br/2429279552706202; https://orcid.org/0000-0001-6986-7671; MORAES JÚNIOR, Manoel Ribeiro de; LEMOS, Flávia Cristina Silveira; BELLOC, Márcio Mariath; SILVA JÚNIOR, Sebastião Rodrigues da; OLIVEIRA, Daniela Ribeiro de; RIBEIRO, Tânia Guimarães; http://lattes.cnpq.br/2429279552706202; http://lattes.cnpq.br/8132595498104759; http://lattes.cnpq.br/1570092596184654; http://lattes.cnpq.br/3931008488643780; http://lattes.cnpq.br/3340719766336945; http://lattes.cnpq.br/1193175057010343; https://orcid.org/0000-0001-6986-7671; https://orcid.org/0000-0003-4951-4435; https://orcid.org/0000-0003-0928-7557; https://orcid.org/0000-0001-7308-6990; https://orcid.org/0000-0003-2792-322X; https://orcid.org/0000-0003-1683-3659
    A presente tese aborda a expressão religiosa denominada Pajelança Quilombola, praticada na comunidade Benevides, localizada em Aurora do Pará. Os protagonistas dessa manifestação são povos quilombolas, descendentes de ancestrais que atuaram nos antigos engenhos de açúcar do século XIX, conhecidos como Engenho do Aproaga e Engenho do Calixto. Com o objetivo de legitimar o território herdado, os quilombolas, em parceria com instituições de pesquisa, órgãos de reconhecimento étnico e agrário, além de movimentos sociais, realizaram a cartografia de seu território e instrumentalizaram suas cosmologias como forma de defesa territorial e dos usos tradicionais dos recursos naturais. Esses recursos encontram-se atualmente ameaçados pela expansão do agronegócio, por fazendas e pela atuação de mineradoras de caulim. A Pajelança Quilombola é compreendida nesta pesquisa como uma expressão religiosa de resistência, voltada à preservação das memórias ancestrais e à afirmação da etnoidentidade da comunidade. Essa prática realiza uma bricolagem e hibridização de elementos das religiosidades católica, da umbanda, da pajelança tradicional e do acompanhamento de espíritos ancestrais, que atuam na proteção dos recursos naturais do território quilombola. O protagonismo religioso dessa expressão é exercido pelo Pajé e pelas benzedeiras da comunidade, que mobilizam saberes botânicos e sagrados para a cura de enfermidades, reafirmando o papel central de saberes ancestrais e dinâmicos no dia a dia, na vida e na resistência quilombola.
  • TeseAcesso aberto (Open Access)
    Uma Fotoetnografia de masculinidades Quilombolas
    (Universidade Federal do Pará, 2026-05-13) BANDEIRA NETTO, Felipe; ACHUTTI, Luiz Eduardo Robinson; http://lattes.cnpq.br/8210836935303968; https://orcid.org/0000-0002-2721-6659; CARDOSO, Denise Machado; http://lattes.cnpq.br/2685857306168366; GONÇALVES, Telma Amaral; DANTAS, Luisa Maria Silva; http://lattes.cnpq.br/7335593537033167; http://lattes.cnpq.br/1573989294603242
    Esta tese investiga as masculinidades quilombolas por meio de uma abordagem fotoetnográfica que articula antropologia visual, estudos de gênero e reflexões sobre território, ancestralidade, espiritualidade e corporeidade. Desenvolvida em comunidades quilombolas amazônicas e em diálogo com experiências afro-diaspóricas vivenciadas durante o doutorado sanduíche na África do Sul, a pesquisa compreende as masculinidades como construções relacionais produzidas nas experiências comunitárias, nos vínculos intergeracionais e nas formas de pertencimento ao território. A fotografia é assumida como linguagem antropológica e como dispositivo de produção de conhecimento, reconhecendo a fotoetnografia não apenas como técnica de registro, mas como prática relacional atravessada por negociações, afetos, confiança e disputas de visibilidade. Os resultados evidenciam que as masculinidades quilombolas se constituem em estreita relação com a memória ancestral, a vida coletiva e a circulação entre diferentes espaços sociais, ao mesmo tempo em que revelam processos de transformação nos quais modelos associados à virilidade, ao controle emocional e à autoridade cedem lugar a formas de masculinidade orientadas pelo respeito, pela responsabilidade, pelo cuidado e pela maturidade nas relações. Ao ampliar o campo da fotoetnografia mediante a incorporação da circulação digital das imagens, dos deslocamentos transnacionais e da centralidade do corpo como espaço de produção de sentidos, a tese contribui para o desenvolvimento metodológico da antropologia visual e para a compreensão das masculinidades negras como experiências plurais, situadas e continuamente produzidas nas relações sociais.
  • TeseAcesso aberto (Open Access)
    Cartografia social da Aldeia Açaizal: instrumento do Povo Munduruku a serviço da manutenção do seu território, do bem viver e da educação escolar indígena, Santarém, PA
    (Universidade Federal do Pará, 2026-05-28) ROCHA, Hellen Regina Martins; PEIXOTO, Rodrigo Corrêa Diniz; http://lattes.cnpq.br/9872938064820413; MORAES JUNIOR, Manoel Ribeiro de; CARDOSO, Denise Machado; CASTRO, Carlos Potiara Ramos de; ALENCAR, Joelma Cristina Parente Monteiro; SILVA, Claudio Emídio; SILVA, Marcia Vieira da; http://lattes.cnpq.br/2429279552706202; http://lattes.cnpq.br/2685857306168366; http://lattes.cnpq.br/3132802376511499; http://lattes.cnpq.br/9860770961080508; http://lattes.cnpq.br/8134246434895801; http://lattes.cnpq.br/4420193520670483; http://lattes.cnpq.br/2429279552706202; https://orcid.org; https://orcid.org/0000-0002-0493-6397; https://orcid.org; https://orcid.org; https://orcid.org
    A tese "Cartografia Social da Aldeia Açaizal: Instrumento do Povo Munduruku a Serviço da Manutenção do seu Território, do Bem Viver e da Educação Escolar Indígena" investiga como a produção coletiva de uma cartografia social pode constituir, simultaneamente, instrumento pedagógico para a Educação Escolar Indígena e instrumento político de resistência territorial, tendo como sujeito e coautor o povo Munduruku da Aldeia Açaizal, no Planalto Santareno de Santarém, Pará. Em um contexto de pressão crescente sobre o território — com destaque para a expansão do agronegócio, o uso de agrotóxicos, disputas fundiárias e a indefinição do status jurídico da TI Munduruku do Planalto —, a pesquisa demonstra como a cartografia social, articulada ao horizonte do Bem Viver e aos princípios da Educação Escolar Indígena diferenciada, opera como instrumento técnico-político de visibilização territorial e como suporte didático intercultural culturalmente situado. Os três conceitos centrais que organizam a investigação — território usado (Milton Santos), Bem Viver (Sumak Kawsay/Buen Vivir) e perspectivismo ameríndio (Viveiros de Castro; Tânia Stolze Lima) — são articulados não apenas como quadro teórico, mas como princípios organizadores do próprio método cartográfico. Metodologicamente, a pesquisa adota a pesquisa-ação participativa, combinando etnografia do processo cartográfico, oficinas de mapeamento com anciãos, lideranças, docentes e estudantes, entrevistas narrativas e validação comunitária dos produtos. Os resultados incluem o Atlas Social da Aldeia Açaizal — instrumento cartográfico coletivo com camadas temáticas sobre território usado, práticas de Bem Viver, conflitos fundiários e memórias cosmogônicas —, uma proposta de currículo territorializado para a Escola Wapurũm-Tip organizada em quatro eixos temáticos (Território e pertencimento; Bem Viver e práticas comunitárias; Direitos e lutas políticas; Diálogos interculturais) e contribuições ao Projeto Político-Pedagógico Intercultural (PPPI) da escola, aprovado em 2024. A tese propõe o conceito original de cartografia educacional, ou seja, a articulação entre mapeamento participativo do território e construção de proposta pedagógica culturalmente situada, como contribuição ao campo da EEI. A posição da pesquisadora, mulher indígena Arapiun atuando entre dois povos do Tapajós, é tratada como dado político do campo, inscrevendo a tese no movimento crescente de produções doutorais indígenas no Brasil. Ao dialogar com debates sobre cartografia social, decolonialidade, territorialidade e educação diferenciada, o estudo contribui para a produção acadêmica sobre povos indígenas amazônicos e para a reflexão sobre políticas públicas de educação e proteção territorial no Baixo Tapajós.
  • TeseAcesso aberto (Open Access)
    Bio-etnografias do cuidar: vozes, memórias e ambientes das artesãs do cuidado em universos multissituados da Amazônia paraense
    (Universidade Federal do Pará, 2026-05-22) SANTOS, Leonardo Silveira; LUCAS, Flávia Cristina Araújo; http://lattes.cnpq.br/4286675736752972; https://orcid.org/0000-0002-0752-7206; MORAES JÚNIOR, Manoel Ribeiro de; http://lattes.cnpq.br/2429279552706202; https://orcid.org/0000-0001-6986-7671; CHAVES, Andréa Bittencourt Pires; CAÑETE, Voyner Ravena; JEROME, Laurent; CABRAL, Jimmy Sudário; RIBEIRO, Tânia Guimarães; SANTOS, Seidel Ferreira dos; http://lattes.cnpq.br/2807941293114021; http://lattes.cnpq.br/9961199993740323; http://lattes.cnpq.br/0987540213617485; http://lattes.cnpq.br/5534543538363263; http://lattes.cnpq.br/1193175057010343; http://lattes.cnpq.br/6531723156764196; https://orcid.org/0000-0003-0247-9265; https://orcid.org/0000-0001-8528-3086; https://orcid.org/; https://orcid.org/; https://orcid.org/0000-0003-1683-3659; https://orcid.org/
    Esta tese analisa, a partir de abordagens bioetnográficas, as práticas de cuidado, cura e proteção tecidas por mulheres, as “artesãs do cuidado”, em múltiplos contextos da Amazônia paraense. O estudo aborda como esses saberes emergem de modos de vida ancestrais e tradicionais, profundamente conectados às dimensões ambientais, simbólicas e socioculturais. Metodologicamente, a pesquisa multissituada articula narrativas biográficas, técnicas etnográficas e o diálogo com coletivos da Terra Indígena Sororó, da ilha do Combu e da ilha de Itapuá, partindo do entendimento de que o fazer biográfico também se constrói de forma coletiva. Os resultados indicam que as práticas dessas artesãs configuram ecossistemas dinâmicos e vivos de conhecimento, marcados pela criatividade, pela bricolagem e pela incorporação de entes, em um processo aqui compreendido como “antropofagia do cuidado”. Tais práticas evidenciam sistemas locais de saúde nos quais o cuidado, entendido como um conjunto integrado de ações de cura e proteção, se realiza de forma relacional, articulando corpo, território, memória, crenças e religiosidades. A pesquisa demonstra, ainda, as tensões entre esses saberes e as políticas públicas de saúde, sobretudo em razão das dificuldades de diálogo com a biomedicina promovida pelo Estado diante das especificidades socioculturais locais, o que pode resultar em processos de deslegitimação e colonialidade. Desse modo, esta tese apresenta as artesãs do cuidado como protagonistas das práticas de saúde na Amazônia, evidenciando a necessidade de reconhecimento, valorização e construção de diálogos entre seus saberes e as políticas públicas, em direção a uma abordagem mais plural, sensível e intercultural da saúde coletiva.
  • TeseAcesso aberto (Open Access)
    Policiais que choram em silêncio: sofrimento psíquico, trabalho policial e políticas de cuidado na Polícia Civil em Belém do Pará e Região Metropolitana
    (Universidade Federal do Pará, 2026-04-27) FARIAS, Alessandro Sobral; SILVA, Carlos Freire da; http://lattes.cnpq.br/7489756177996098; https://orcid.org/0000-0002-0202-8678; CHAVES , Andrea Bittencourt Pires; http://lattes.cnpq.br/2807941293114021; https://orcid.org/0000-0003-0247-9265; OLIVEIRA, Daniela Ribeiro de; SILVA, Vergas Vitória Andrade da; RAMOS, Maely Ferreira Holanda; REIS, Daniela Castro dos; CARDOSO, Denise Machado; SOUZA, Jaime Luiz Cunha de; http://lattes.cnpq.br/3340719766336945; http://lattes.cnpq.br/8909456290073930; http://lattes.cnpq.br/8174411008021957; http://lattes.cnpq.br/8805305887566391; http://lattes.cnpq.br/2685857306168366; http://lattes.cnpq.br/4839851123365819; https://orcid.org/0000-0003-2792-322X; https://orcid.org/0000-0002-3730-5938; https://orcid.org/0000-0001-6150-6345; https://orcid.org/0000-0002-9505-4516; https://orcid.org/; https://orcid.org/
    O trabalho policial é marcado por exposição contínua à violência, pressão institucional e exigências operacionais intensas, configurando um contexto propício ao sofrimento psíquico. No âmbito da Polícia Civil em Belém (PA), essas condições são atravessadas por dinâmicas organizacionais e culturais que tendem a naturalizar o sofrimento e dificultar sua expressão. Nesse cenário, o adoecimento psíquico é compreendido como fenômeno socialmente produzido, inscrito nas formas de organização do trabalho e nos mecanismos institucionais de regulação da experiência profissional. Este estudo analisa a política de atendimento psicossocial da Polícia Civil do Pará, com foco na atuação da Diretoria de Atendimento ao Servidor (DAS/PCPA), examinando seus alcances, limites e efeitos na saúde mental dos trabalhadores. Adota-se abordagem quali-quantitativa, combinando análise documental, enquete com 234 policiais civis e entrevistas em profundidade com 13 participantes em processo de adoecimento. A análise baseia-se na triangulação metodológica, articulando estatísticas descritivas e análise de conteúdo. Os resultados indicam que a intensificação das demandas laborais, os regimes prolongados de plantão, a responsabilização jurídica individualizada e uma cultura organizacional orientada pela valorização da invulnerabilidade produzem condições estruturais de sofrimento. Observa-se que o medo da estigmatização e, especialmente, da suspensão do porte de arma — elemento central da identidade profissional — atua como barreira ao acesso aos serviços de saúde mental. A possibilidade de “entregar a arma” emerge como ameaça simbólica ao pertencimento institucional, contribuindo para o adiamento da busca por cuidado. Os afastamentos por transtornos mentais são recorrentes, embora atravessados por fragilidades nos mecanismos de acompanhamento e reintegração. A atuação da DAS/PCPA é reconhecida como relevante, porém limitada por centralização geográfica e baixa articulação institucional. Conclui-se que o sofrimento psíquico no trabalho policial é institucionalmente produzido e culturalmente silenciado. O estudo contribui para a Sociologia do Trabalho e da Saúde ao evidenciar que a gestão da força policial implica a gestão da vulnerabilidade, apontando para a necessidade de políticas públicas que enfrentem o estigma e incorporem a saúde mental como dimensão estratégica da segurança pública.
  • TeseAcesso aberto (Open Access)
    Mulheres Karipuna: gênero, intercâmbios e mutirões – Oiapoque – Amapá
    (Universidade Federal do Pará, 2026-03-20) SOARES, Ana Manoela Primo dos Santos; GARCÉS, Claudia Leonor López; http://lattes.cnpq.br/5655397771707702; https://orcid.org/0000-0001-9550-0152; TASSINARI, Antonella Maria Imperatriz; CAPIBERIBE, Artionka Manuela Góes; BUENO, Michele Escoura; SANTOS, Sonia Maria Simoes Barbosa Magalhaes; ALMEIDA, Carina Santos de; GONÇALVES, Telma Amaral; http://lattes.cnpq.br/4230135108394830; http://lattes.cnpq.br/5082852533809945; http://lattes.cnpq.br/3126701924384242; http://lattes.cnpq.br/2136454393021407; http://lattes.cnpq.br/4662671081661224; http://lattes.cnpq.br/7335593537033167; https://orcid.org/0000-0002-8649-7593; https://orcid.org/0000-0001-7031-2067; https://orcid.org/; https://orcid.org/; https://orcid.org/0000-0002-5472-9492; https://orcid.org/
    A pesquisa trata sobre a compreensão dos protagonismos e modos de vida das mulheres indígenas do povo Karipuna, principalmente, com aquelas que nasceram ou são moradoras da aldeia Santa Izabel, na Terra Indígena Uaçá, em Oiapoque, estado do Amapá. Estas mulheres tecem redes de intercâmbios de conhecimentos com as mulheres das vinte e sete outras aldeias Karipuna situadas nas Terras Indígenas Uaçá, Galibi e Juminã, no rio Curipi, no rio Oiapoque e a BR-156, estabelecem trocas de conhecimento e articulações com as mulheres dos povos Galibi Kali’na, Palikur Arukwayene e Galibi Marworno, que vivem nestas mesmas Terras Indígenas. O ato de pesquisar significa, neste caso, revisitar memórias de família e do território, realizar conversas com jovens e mulheres antigas (idosas), além de consultar acervos, objetos, fotografias, gravações e desenhos relacionados com as histórias das mulheres de meu povo. Retomo trajetórias que envolvem desde a infância, a juventude e o trabalho nas roças, até rituais, artesanato, movimentos entre aldeias e cidades, amizades e a atuação no movimento indígena. Abordo desde a presença feminina nas histórias de nossa cosmologia e suas interlocuções com os vários mundos possíveis, até a ampliação de seus papéis a partir de suas próprias mobilizações políticas. A pesquisa é uma etnografia que se desdobra nas tramas das relações de parentesco e na experiência compartilhada, contando histórias de avós, mães, tias e da própria autora. Nas entrevistas e conversas informais, as mulheres acionam categorias próprias para descrever seus protagonismos e vivências: as referências femininas são descritas como "espelhos" (“minha mãe é meu espelho, minha irmã é meu espelho”); as trocas coletivas são chamadas de "intercâmbios de conhecimento" e a organização política é relacionada a palavras como “dar a mão”, “uma mulher puxa a outra” e "mutirão". O termo "empoderamento" surge para justificar a crescente presença feminina na liderança regional. Compreendo esta pesquisa como uma obra coletiva, feita a muitas mãos, memórias e mundos, pois fundamenta-se no conhecimento de mulheres Karipuna de diferentes gerações: uma grande rede de intercâmbios, um mutirão ou maiuhi em antropologia.
  • TeseAcesso aberto (Open Access)
    Produção habitacional no contexto da financeirização urbana: impactos no déficit habitacional e nas dinâmicas socioespaciais no território de Macapá/AP
    (Universidade Federal do Pará, 2025-08-20) SANTOS, NAIARA VIDEIRA DOS; MOURA, EDILA ARNAUD FERREIRA; http://lattes.cnpq.br/2154370107837866; https://orcid.org/0000-0003-0093-8464; CASTRO, CARLOS POTIARA RAMOS DE; PEIXOTO, RODRIGO CORREA DINIZ; LIMA, JOSÉ JÚLIO FERREIRA; RODRIGUES, JOVENILDO CARDOSO; http://lattes.cnpq.br/3132802376511499; http://lattes.cnpq.br/9872938064820413; http://lattes.cnpq.br/5176390429456548; http://lattes.cnpq.br/9028575905648156; https://orcid.org/0000-0002-0493-6397; https://orcid.org/; https://orcid.org/0000-0001-5431-3529; https://orcid.org/0000-0002-5650-1168
    Esta tese tem objetivo analisar o processo de inserção da cidade de Macapá, capital do estado do Amapá (AP), em contextos de financeirização urbana, com ênfase nas implicações desse fenômeno na formulação e na implementação da política habitacional entre os anos de 2009 e 2020, avaliando seus impactos socioambientais e sua efetividade na redução do déficit habitacional, com foco no PMCMV do Governo Federal. Desse modo, apresentou-se os seguintes questionamentos: De que forma a financeirização da habitação, através do PMCMV, desenvolveu-se na cidade de Macapá/AP entre os anos de 2009 a 2020? Quais são os impactos socioambientais desse processo? A política habitacional implementada tem impactado na redução do déficit habitacional na cidade de Macapá? De que maneira o agente estatal tem atuado na formulação e na execução da política habitacional em Macapá/AP e em que medida sua atuação revela limites e contradições no enfrentamento da desigualdade habitacional em um contexto urbano periférico marcado pela financeirização e pela exclusão socioespacial? A metodologia adotada foi a qualitativa, envolvendo levantamento bibliográfico, análise documental de planos e relatórios oficiais e pesquisa de campo realizada entre julho de 2024 e fevereiro de 2025, com aplicação das técnicas de observação direta e entrevistas semiestruturadas com gestores e técnicos municipais e estaduais. Os resultados indicaram que a financeirização se apresenta em Macapá a partir da presença de atores como construtoras e instituições financeiras na implementação do PMCMV, bem como evidencia-se expansão urbana sobre áreas vulneráveis e intensificação da segregação socioespacial sem reduzir significativamente o déficit habitacional na cidade de Macapá.
  • TeseAcesso aberto (Open Access)
    Dinâmicas divergentes em zonas de produção para a exportação: os caminhos de Brasil e China.
    (Universidade Federal do Pará, 2015-04-29) AMARAL, Francinézio Lima do; SILVA, Carlos Freire da; http://lattes.cnpq.br/7489756177996098; HTTPS://ORCID.ORG/0000-0002-0202-8678; CHAVES, Andréa Bittencourt Pires; http://lattes.cnpq.br/2807941293114021; https://orcid.org/0000-0003-0247-9265
    Esta tese analisa o processo de hegemonização do conceito de desenvolvimento econômico no capitalismo imperialista ocidental, a partir de suas imposições de subalternização econômica e política que impactaram as posturas e decisões dos fazedores de política dos governos de Brasil e China, refletindo na construção de seus instrumentos de planejamento e ação junto às dinâmicas de suas zonas de produção para a exportação enquanto políticas de desenvolvimento regionais, em um cenário de crise da hegemonia de poder no atual cenário geopolítico. Em seguida, analisa os legados de desenvolvimento socioeconômico da Zona Franca de Manaus – ZFM e das Zonas Econômicas Estratégicas – ZEEs, visando refletir sobre os caminhos percorridos por cada uma, até a atualidade. Busca chamar a atenção para a emergência de retornar à centralidade dos debates nas Ciências Sociais sobre o papel dos conceitos de Estado, desenvolvimento, subalternização e hegemonia no atual contexto geopolítico ante à crise estrutural do capitalismo. Ao comparar objetos desiguais, chama a atenção para os fatores históricos, econômicos, políticos e sociais que os aproximam para daí, evidenciar causas, efeitos e possibilidades de aprendizados que possam contribuir na busca de alternativas aos desafios e demandas postos aos projetos de nação no Sul Global.