Teses em Artes (Doutorado) - PPGARTES/ICA
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Navegando Teses em Artes (Doutorado) - PPGARTES/ICA por CNPq "CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::ARTES::TEATRO"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Cartografia do Teatro : Contexto, políticas e poéticas do teatro de grupo em Macapá(Universidade Federal do Pará, 2023-09-24) MATOS, Bruno Sérvulo da Silva; MARTINS, Benedita Afonso; http://lattes.cnpq.br/6379814397024971Esta pesquisa derivou a construção de uma tese dividida em quatro partes ou quatro atos. A princípio, a feitura da composição do arquivo sobre grupos teatrais, induziu-me para o método cartográfico e, possivelmente, ao etnográfico. Para início dos estudos, foi necessário conhecer e escrever sobre o panorama do teatro amapaense, com a finalidade de lançar um olhar crítico e sócio-político-cultural sobre os cenários do teatro no Amapá. Observei que havia uma quantidade enorme de material sobre teatro em geral, mas sobre grupos teatrais do Amapá nenhuma ou poucas referências. Comecei por referências bibliográficas: Elderson, MELO. Teatro de Grupo: Trajetória e prática do teatro acriano 1970 a 2010. 2006. Samantha Agustin, COHEN. Teatro de grupo: Trajetória e relações. Impressões de uma visitante., 2010. Um autor específico é, constantemente, utilizado por quaisquer pesquisas, no que diz respeito às atividades teatrais amapaenses, o professor pesquisador, Romualdo Palhano, da Universidade Federal do Amapá. Esse autor serviu como suporte bibliográfico principal, para uma pesquisa que até então, estava no luscofusco, pois, apesar de saber que havia trabalhos teatrais no Estado do Amapá, eu os desconhecia. Assim, decidi mudar o foco principal do trabalho e me dedicar a um objeto: os grupos de teatro do Amapá. Ou seja, a pesquisa deixou de ser exclusivamente bibliográfica e passou a ser in loco. A cartografia é uma ciência que, tradicionalmente, refere-se à habilidade de elaborar mapas, cartas e outras formas de representar e descrever, detalhadamente, ou expressar objetos, fenômenos físicos e socioeconômicos. É, também, uma demarcação, ou territorialização; uma determinação de espaços com a finalidade de orientação e de conhecimento a respeito dessas mesmas porções espaciais. Amparado por essas características, deixei que a pesquisa seguisse seu processo, explorando cada parte que se sobressaía, seus desdobramentos, porém, com o cuidado de não perder de vista o objetivo principal: registrar, quantificar, qualificar, quando for preciso, sem esquecer seu caráter ibertário. Percebi que minha pesquisa também possuía um caráter etnográfico. Afinal, a etnografia é um método das ciências sociais, mas não apenas, principalmente da antropologia, em que o principal foco é um estudo das culturas e o comportamento de determinados grupos sociais. No primeiro ato, faço um breve panorama histórico das atividades de cunho teatral desenvolvidas no Estado do Amapá. Passeio pela cronologia mais ou menos fiel de imagens selecionadas que contam como o teatro, seja com o primeiro prédio ou nas primeiras atividades teatrais, vem sendo apreciada, vivenciada, constituída no Estado. No segundo ato, piso o terreno movediço, por assim dizer, das políticas públicas de incentivo às artes cênicas. De todos os atos, este é aquele ao qual dediquei cuidado especial, por tocar em questões conflituosas, por dialogar com temas caros às instituições públicas governamentais e não governamentais, e por descortinar situações visíveis, porém mudas, caladas por uma opressão conveniente. O terceiro ato é dedicado aos espaços teatrais ou aos lugares de teatro. A cidade de Macapá possui poucos espaços institucionais, constituídos como lugar de teatro, o que leva muitos grupos teatrais a buscarem alternativas para o desenvolvimento de suas atividades. Destaco, com essa evidência, que não apenas os lugares de teatro são necessariamente espaços teatrais. Surgem outros territórios, ditos aqui como alternativos. O quarto ato, eu considero a alma do projeto de pesquisa. É nele que dedico e concentro esforços para construir uma espécie de narrativa, que expresse todos os anseios, alegrias, lutas dos grupos teatrais para fazerem arte, para se fazerem existir, em um lugar em que a valorização artística é tão incipiente. A cada conversa, a cada descrição dos grupos e suas atividades, era o descortinar de um perfil apaixonante. Independentemente, das farsas e dos disfarces, dos dissonantes discursos, das máscaras e maquiagens, busquei descrever e reverberar vozes que gritam, choram, lamentam, suplicam para se fazerem ouvir, mas também riem e trazem e sentem felicidade.Tese Acesso aberto (Open Access) O Cineteatro territorial de Macapá e a criação de uma política cultural janarista(Universidade Federal do Pará, 2023-06-26) FERREIRA, Frederico de Carvalho; MARTINS, Benedita Afonso; http://lattes.cnpq.br/6379814397024971A presente pesquisa de doutorado, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Artes da Universidade Federal do Pará, sob a orientação da Profa. Dra. Bene Martins, realizou estudo sobre contextos sócio-político-culturais engendrados a partir da instauração do Território Federal do Amapá (TFA), com foco no Cineteatro Territorial de Macapá, entre os anos de 1944 e 1949. A pesquisa, intitulada: O Cineteatro Territorial de Macapá e a Criação de uma Política Cultural Janarista. Os objetivos são os de evidenciar e de refletir sobre a criação de uma política cultural, disseminada pelo Governador Capitão Janary Gentil Nunes e suas possíveis influências no processo de formação identitária amapaense. Esta pesquisa justifica-se pela insuficiência de trabalhos que contemplem o tema e pela necessidade de abordagens mais aprofundadas sobre as memórias artística, cultural e teatral amapaense e seus contextos sociais e políticos, que podem ter influenciado na sua formação identitária e cultural, além de contribuir, como aporte teórico e crítico para pesquisas futuras, possibilitando, com isso, condições para o crescimento do Teatro no/do Norte e no/do Brasil. O ponto central do estudo é o movimento artístico e cultural oportunizado (ou não) pelo Cineteatro Territorial de Macapá, espaço oficial de difusão política e cultural do TFA. No processo de construção desta pesquisa, conforme objetivos propostos, é investigada a formação do TFA, desde sua fragmentação do estado do Pará (1943); a escolha da capital territorial e o Jornal Amapá, como fonte documental; a inauguração do Cineteatro Territorial de Macapá (1944) e suas atividades político-culturais; a criação de uma política cultural janarista e o possível diálogo com o movimento cultural amapaense. O estudo alia-se à linha de pesquisa: Memórias, histórias e educação em artes, do Programa de pós-graduação em artes (PPGARTES-UFPA). As metodologias de apoio são as do campo artístico-cultural, estudos culturais, em diálogo com outras referências, a partir de uma análise qualitativa das fontes. Inicialmente com leitura sistemática das bibliografias sobre política cultural, contextos teatral e audiovisual estabelecidos entre 1944 e 1949. Os materiais consultados são de filmes, espetáculos, artistas e companhias teatrais registrados em MacapáAP. Caracteriza-se como pesquisa documental, por priorizar o levantamento e análise das fontes que possibilitem a interpretação dos órgãos e documentos oficiais, como o Jornal Amapá e Relatório de Atividades do Governo do Território Federal do Amapá.Tese Acesso aberto (Open Access) COM QUANTOS NARIZES SE FAZ UMA PALHAÇA BEIJA FLOR? O desvelar dos modos de ser e de existir de Aurora Augusta.(Universidade Federal do Pará, 2024-09-17) CORRÊA, Suani Trindade; ALMEIDA, Ivone Maria Xavier de Amorim; http://lattes.cnpq.br/5012937201849414Esta pesquisa de doutoramento em Artes se insere no campo epistemológico da Comicidade, especialmente da Palhaçaria, esgarçando os modos de ser e de existir de minha persona palhacesca – Aurora Augusta, no intuito de desvelar sua ânima palhacesca, isto é, seus estados, temperaturas, características. Ao esgarçar o olhar sobre Aurora Augusta, lanço-me em um escarafunchamento da dualidade existente entre mim, a atriz, e ela, palhaça. Ao mergulhar nessa pesquisa, sou lançada em um campo de investigação que me faz pensar na seguinte questão: que persona é essa que eu trago comigo, que é o próprio espelho de mim, mas que reflete diferente? Hipoteticamente inquieta, vislumbro que nas fricções existentes neste emaranhado atriz-palhaça, Aurora Augusta mantém seus próprios traços, uma ânima própria, seja em cena ou fora dela. Mas Aurora é um ente, uma persona que já nasceu comigo, herança familiar ou foi/vem sendo construída ao longo dos meus processos artísticos? No desfiar da pesquisa que se apresenta movente e afetiva, clownverso com vários estudos teóricos, artísticos e literários, numa bricolagem de saberes epistêmicos, mas principalmente da Palhaçaria: Marton Maués (20212; 2004), Romana Melo (2016), Alessandra Nogueira (2009), Alana Lima (2019), Marcelo Colavitto (2016), Alice Viveiros de Castro (2005), Andréa Flores (2020; 2019), Ana Elvira Wuo (2016), Rodrigo Robleño (2015), Ricardo Puccetti (2009), Renato Ferracini (2003) Wládia Correia (2020); da atuação cênica do Ator: Eugenio Barba (1994); da Ontologia do ser: David Lapoujade (2017), Jung (2002; 1984), Greganich (2010), Pedro Cesarino (2008); e da criação poética: Manoel de Barros (2018, 2022, 2023). Em termos metodológicos, lanço-me a trabalhar na dimensão da Bricolagem, procedimento cujo produto gerado mostra, de alguma forma, um pouco do que é o artista, a maneira como se comunica com o mundo, expondo seu universo, seu imaginário e sua capacidade de articular discursos distintos (Denzin e Lincoln, 2006). E ainda no desfiar da pesquisa, ancoro-me nas discussões de Sylvie Fortin (2009) ao tratar das contribuições da Autoetnografia para a pesquisa na prática artística. Aciono essa metodologia por enveredar pelo processo de composição e criação de Aurora Augusta, que vai incidir na minha prática artística. Logo, irei bricolar e autoetnografar meus procedimentos artísticos (junto com os Palhaços Trovadores), os escritos de poetas e literatos que fazem parte de minhas leituras e prazeres, as conversas com os parceiros de cena e de palhaçaria da cidade, além de escarafunchar os diários (impressos e virtuais) com as discussões de e sobre a minha palhaça, os álbuns de fotografias e relatos de família, amigos. Ao desvelar os modos de existência dessa palhaça chamada Aurora Augusta, que atua na Amazônia Paraense, deixo e comungo a contribuição que minha pesquisa de doutoramento trará para o campo das Artes, principalmente da Palhaçaria, principalmente no movimento da Palhaçaria e Comicidade feitas por mulheres palhaças que estão cada vez mais intenso. Portanto, esgarçar e desfiar as pesquisas sobre nossas palhaças é de extrema importância, política e historicamente falando.Tese Acesso aberto (Open Access) Cosmogonias amorosas: aberturas do caderno de encenadora n’A casa da atriz(Universidade Federal do Pará, 2021-05-31) PORTO, Luciana de Andrade Moreira; ALMEIDA, Ivone Maria Xavier de Amorim; http://lattes.cnpq.br/5012937201849414Cosmogonias Amorosas: aberturas do caderno de encenadora n’A Casa da Atriz é uma cartografia afetiva e luminosa sobre o processo de descoberta de uma encenadora na casa-teatro. Pensada como um desmanche, como nominou Rosane Preciosa em Rumores discretos da Subjetividade, são composições que arriscam a se desarticular completamente. Tentativas de construções do processo criativo através de imagens e exercícios induzidos com Eugênio Barba em Queimar a Casa: Origens de um diretor são vozes múltiplas que se compõem e se esgotam. Há mudanças de tempos verbais, confusões, histórias e sonhos. Assumindo a fala de Barba quando diz que no meio do processo criativo há uma ferida e somando à voz de Jorge Dubatti em O teatro dos mortos quando diz que precisamos reconhecer nossas falhas para falhar melhor, nos coloca (no sentido de ciência e construção de sentido) em posição mais humana e verdadeira com o objeto da matéria do que escrevo: a humanidade da carne, do pensamento, do errôneo afastamento das falhas que por vezes me tornaram apenas um autômato da cena. A tese é um acordo de humanidade que faltava, de doutorar-se em época pandêmica, dos riscos que corremos e do privilégio de continuar pensando. Mesmo que de outras formas. Eliana Bertolucci em Psicologia do Sagrado e Zulma Reyo em Alquimia interior são faíscas na escuridão, para tomar consciência do processo criativo, há que dar luz, iluminar lugares ainda não conhecidos, se aproximar daquilo que não se sabe falar ao certo. Um risco concebido em três fases: Mistérios Gozosos que cria através do prazer o método de captura da escrita; Cosmos devém dos outros que habitam comigo, trocas de presença, ensaios sobre o universo da encenadora no momento de criação e Conjunções Lunares são as formas de constelar na essência como diz Hilda Hilst em Sete cantos do poeta para o anjo, implica a presença e afetação do outro na sua poética, no pensamento. Assombros.Tese Acesso aberto (Open Access) Da rosa salta gafanhoto: trânsitos entre kata pessoal e poesia corpórea(Universidade Federal do Pará, 2023-01-20) PINHEIRO, Silvia do Socorro Luz; ALMEIDA, Ivone Maria Xavier de Amorim; http://lattes.cnpq.br/5012937201849414; https://orcid.org/0000-0001-8277-5210; MENDES, Ana Flávia de Mello; SOUZA, Iara Regina da Costa; SANTOS, Adriana Maria Cruz dos; SANTOS, Mayrla Andrade Ferreira dos; http://lattes.cnpq.br/6144243746546776; https://orcid.org/0000-0002-4807-0775Esta é uma tese memorial que foi dividida em cinco livros, que tem como espaço de pesquisa o processo de criação da obra cênica Da Rosa salta Gafanhoto, assumindo-a como poética e metodologia da pesquisa, que transita pela dimensão feminina da Samurai, Gueixa e Criança Luz inerente à pesquisadora e suas relações com as poéticas corpóreas de cada uma delas. A pesquisa declara ser o gafanhoto que salta da rosa e assume como corpo da pesquisa esse salto que ele dá e se metamorfoseia nas três figuras femininas que aparecem na tese, as quais são fantasmas que orbitam à pesquisadora, ou fendas por onde o processo de criação se espalha. A poética e método investigativo usado na pesquisa, perpassa no processo de perceber a metamorfose da palha que ao secar e começar a morrer, se torna flexível, se enrola em flor para depois saltar em forma de gafanhoto. Alguma coisa que se desenrola, mas, primeiro ela seca e vai em direção à morte, seria uma metodologia da morte? Do perecimento? Uma poética do perecimento, um método poético de trabalho, mas, o que é isso? Um método de flexibilidade poética, onde contém o treinamento Kata pessoal, os três mascaramentos. Apresento como suporte teórico o conceito de pesquisa performativa que abraça essas proposições para os estudos práticos realizados e para a construção da escrita que emana das práticas da sala de trabalho. A pesquisa performativa aqui é entendida conforme os preceitos de Brad Haseman (2015). O condutor da pesquisa é essa metodologia poética flexível – Da Rosa salta gafanhoto -, onde a artista-marcial apresenta o conceito de autocriação, por assegurar que enquanto gera a obra vivencia muitos devaneios, indagações lugares vazios da artista marcial e afinamentos de coerência diante do mundo que a cerca e a si mesma, passando a autocriarse, sendo assim um processo de criação da obra e autocriação de si diante das diferenças de si.Tese Acesso aberto (Open Access) FENOMENOLOGIA TEATRAL: Da Crise ao Despertar de um Artista-Pesquisador(Universidade Federal do Pará, 2025-07-04) PARAGUASSU, Renan Delmontt Souza; MENDES, Ana Flavia de Melo; http://lattes.cnpq.br/6144243746546776A presente tese investiga a articulação entre experiência fenomenológica e metodologia poética na pesquisa em artes, a partir da perspectiva do pesquisador-artista. Inspirando-se na estrutura narrativa da Divina Comédia, o trabalho propõe uma travessia simbólica por territórios afetivos e conceituais que representam os principais desafios metodológicos enfrentados durante a criação artística. A problemática central reside na busca por uma metodologia em artes que reconheça e valorize a subjetividade, a poética e a complexidade da experiência vivida. Para isso, adota-se uma abordagem metodológica fenomenológica encarnada, que entrelaça escrita poética, análise crítica e experiências performativas. Cada capítulo simboliza a superação de um “pecado” — metáforas dos entraves enfrentados no percurso criativo — e propõe deslocamentos conceituais progressivos, culminando na formulação de sete conceitos originais: Nutrição Cênica, Economia Generosa da Cena, Desarme Cênico, Dramaturgia Flutuante, Desejo Criador, Atuação como estado de ser e Atuação Coletiva. Os resultados evidenciam que a integração entre fenomenologia teatral e escrita poética não apenas gera uma metodologia singular, como também permite a emergência de uma consciência criadora expandida. Conclui-se que a pesquisa em artes pode constituir-se como prática estética e epistemológica, e que o método, ao invés de ser uma fórmula fixa, pode assumir forma viva, relacional e aberta.Tese Acesso aberto (Open Access) Memórias das Artes Circenses de Rua em Belém-Pará(Universidade Federal do Pará, 2024-02-29) MARTINS, Yure Lee Almeida; MARTINS, Benedita Afonso; http://lattes.cnpq.br/6379814397024971Essa tese se propôs a pensar os artistas circenses de rua atuais da região metropolitana de Belém como sujeitos históricos, sujeitos da memória. Pessoas e artistas com uma origem e trajetórias catapultadas por artistas formados pelas primeiras turmas de escolas de circo do Brasil e da América Latina (“viajeiros”). Artistas circenses de rua que são a todo instante invisibilizados por optarem pela rua como palco principal. A escrita se segue como um estudo sobre memória, adotando a descrição da estrutura de um espetáculo de circo de rua. Em um primeiro capítulo pretende-se realizar uma discussão sobre memória e os lugares de memória circense na cidade de Belém como a Escola Circo Mano Silva. Destacar a peculiaridades das artes circenses recentes na cidade. Fazer uma contextualização de como o circo itinerante ganha uma nova roupagem através de artistas circenses de rua no Brasil e especificamente em Belém. Em um segundo capítulo tentarei apresentar em linhas gerais a permeabilidade de artistas, grupos e trupes na cidade de Belém. Destacar aspectos ímpares de se trabalhar com linguagens do circo na região como existência de trupes e circos não itinerantes. Destaco principalmente a análise de memórias e trajetórias de vida dos sujeitos envolvidos com o movimento cultural circense na cidade. Como o “Encontro Semanal de Malabares e Circo”, um impulsionador para os muitos artistas circenses locais. Bem como o “Palco aberto”, uma forma de formação de plateia para o circo de rua em Belém autogerida e comunitária muito importante para o desenvolvimento de movimentos, grupos e coletivos de arte de rua envolvidos com circo (como Circopaíba e Circo Nós Tantos). E por fim apresentar de forma mais pormenorizada a minha relação com o circo, minhas memórias complementadas por outras memórias, nossas poéticas e dramaturgias.Tese Acesso aberto (Open Access) Poéticas Nômades: pesquisa-criação do espetáculo tentativa.doc 2.0 a partir de elementos da cena expandida e intermedial(Universidade Federal do Pará, 2020-07-27) FONSECA, José Flávio Gonçalves da; ALENCAR, Cesário Augusto Pimentel de; http://lattes.cnpq.br/0024366223698692Esta tese traz como questão central a feitura de um processo de criação cênica, onde o procedimento de investigação inclui considerações acerca do uso de elementos presentes na cena expandida e na cena intermedial como possibilitadores de um acontecimento teatral tecnopoético. A pesquisa entende a noção de tecnopoética consoante a sua delimitação conceitual, segundo o que se define como faculdade criadora obtida por meio da materialização de uma sensibilidade maquínica. Tal ideia tem por fundamentação as proposições de tecnoestética desenvolvidas por Gilbert Simondon e discutidas por seus comentadores, e por pressupostos os aspectos ontológicos da obra de arte técnica/tecnológica a partir da virada maquínica da sensibilidade ocorrida após a primeira revolução industrial. Em sequenciamento, o trabalho se contextualiza no campo de estudo das poéticas cênicas contemporâneas, especificamente dos modos de pesquisa fundamentados na prática, a exemplo da pesquisa performativa ou guiada-pela-prática – performative research - postulada por Brad Haseman, a prática como pesquisa - practice as research, defendida por Robin Nelson, tese-criação, por Sylvie Fortin e Pierre Gosselin e pesquisa-criação - recherche creation por Losco-Lena. Assim, a pesquisa busca desenvolver procedimentos e protocolos em torno da prática realizada, por meio da criação de uma materialidade tecnopoética, acompanhada de posterior análise. A esse propósito, voltou-se o olhar para a poética presente no objeto técnico, entendido não somente como o aparato maquínico, mas também como a própria obra de arte. Deste modo a obra intitulada tentativa.doc 2.0, resultante desse processo de pesquisa-criação apresentado, se circunscreve nos territórios híbridos da cena expandida e intermedial. Sua tecnopoética tem, como disparadora composicional, a noção de nomadismo em seus múltiplos sentidos: geográficos, estéticos e poéticos, onde os performers instauram um jogo entre eles próprios, entres eles e os objetos técnicos e entre eles, objetos técnicos e espectadores, construindo, com isso, uma experiência em cada indivíduo modula um ao outro, deflagrando com isso, nas palavras de Josette Fèral, uma performatividade da tecnologia. A empreitada se conclui na capacidade de o artista lidar com dispositivos digitais além dos seus estatutos usuais enquanto acessórios, indo ao alcance da ativação, desenvolvimento e trocas de percepções dentro de um composto eminentemente presencial, ainda, ou até porque, virtual.Tese Acesso aberto (Open Access) Teatro Dadivoso: ritos e atos poéticos como práticas de cuidado de si e de outres(Universidade Federal do Pará, 2023-02-06) BAYMA, Roberta Bentes Flores; ALMEIDA, Ivone Maria Xavier de Amorim; http://lattes.cnpq.br/5012937201849414Esta trama-tese é obra de criação artística composta por pesquisa performativa trançada por entre fios, linhas e fibras de fragmentos de ensaios dramatúrgicos que encenam atos e ritos poéticos, ofertados em favor de cura ancestral e existencial por entre testemunhos de vida e de residência artística. Tessitura escrita advinda de afetações e de memórias, vividas ou inventadas especialmente para esta composição, decorrentes de experimentações e de processos de criação da artista-terapeuta com o Teatro Dadivoso. Urdidura que partiu da metáfora transformadora do ciclo de vida de mariposas, transmutada em devaneios poéticos e devires corpos, que produziram sentidos sobre o ato de pesquisar e criar artisticamente, tramada em espaços casulares e cruzada por outras vozes, dos que vieram antes e produziram outros enredos, bem como de narrativas testemunhais de artistas e espectadores que atuaram em poéticas dadivosas. Pesquisa em arte que se propôs a tecer uma cartografia performativa por entre dobras, esquinas e encruzilhadas fêmeas, por onde transitou o objeto de pesquisa em confluência de caminhos com os movimentos metodológicos experimentados por meio de dispositivos poéticos. Revela escritura testemunhal com o propósito de afirmar na diferença atos de cuidar singulares, diversos dos produzidos em determinados campos-poder de conhecimento, ritualizados nas produções cênicas Ô, de casa! Posso entrar para cuidar? e Divinas Cabeças. Para tanto, estabeleceu linhas de diálogo com outras áreas do conhecimento, científicas e não científicas, e poéticas cênicas, trilha para compreender aproximações e distanciamentos dos sentidos produzidos nos ritos e atos poéticos do Teatro Dadivoso, como práticas de cuidado de si e de outres que acionam dimensões políticas, éticas-poéticas e espirituais.Tese Acesso aberto (Open Access) O teatro precisa de teatro? territorialização, (des)territorialização e (re)territorialização do movimento teatral em Belém do Pará nas conexões e trânsitos periferia-centro-periferia (1980 a 2000)(Universidade Federal do Pará, 2023-06-29) FURTADO, Paulo Roberto Santana; ALMEIDA, Ivone Maria Xavier de Amorim; http://lattes.cnpq.br/5012937201849414; https://orcid.org/0000-0001-8277-5210Esta tese investiga processos de (des)territorialização e (re)territorialização do movimento teatral contemporâneo de Belém do Pará, a partir da conexão e trânsitos periferia-centroperiferia de artistas e grupos. A reflexão crítica sobre o espaço-tempo e o movimento teatral na cidade de Belém – o teatro precisa do teatro? – pelo viés da geografia, utilizando como referências os teóricos que norteiam o entendimento do fazer teatral, Milton Santos, Marcos Aurélio Saquet, Valdir Roque Dallabrida, Rogério Haesbaert, Yi-Fu Tuan. O tema foi investigado a partir da problemática de que a natureza do lugar teatral é importante para se refletir o fazer teatral. Por ser artista e fundador do Grupo de Teatro PALHA, me metamorfoseei em cobra anfíbia, entre a água e a terra, trocando de pele e submergindo para tratar da trajetória dos artistas e grupos, suas experimentações cênicas e sua relação com o lugar da ação, periferiacentro-periferia e subjetividade do fazer, tempo e lugar. Todavia, precisei retornar à superfície e permanecer bastante tempo iriado para compreender o preço da profundidade e tentar especificar certos princípios de coesão que unificaram as imagens superficiais dessa trajetória. Vivida pelo tempo de fazer teatro e de seu reordenamento, a partir do amadurecimento de um fenômeno ainda definido de forma “tateante”, como globalização. Cujo objetivo maior, ao fazer a comparação, é o de procurar compreender um fenômeno contemporâneo que capturou a todos: o da aceleração do tempo histórico, pois falar das questões do tempo e da modernidade seria então refletir sobre como este processo influenciou e influencia o fazer artístico desses artistas e grupos, resistentes e sobreviventes. Dialogando com a filosofia teatral, a história do teatro e dos estudos teatrais, na linha das teorias e interfaces epistêmicas, em conexões Inter e transdisciplinares com outras áreas de conhecimento.
