Dissertações em Filosofia (Mestrado) - PPGFIL/IFCH
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/5863
O Mestrado Acadêmico iniciou-se em 2011, foi reconhecido pela CAPES nos termos da Portaria nº 84, de 22/12/2014 pertence ao Programa de Pós-Graduação em Filosofia (PPGFIL) do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Universidade Federal do Pará (UFPA).
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Navegando Dissertações em Filosofia (Mestrado) - PPGFIL/IFCH por CNPq "CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA::HISTORIA DA FILOSOFIA"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Antagonismos e proximades entre a filosofia de Nietzsche e a filosofia de Platão(Universidade Federal do Pará, 2016-11-09) ARAÚJO, Allan Diego de; BARROS, Roberto de Almeida Pereira de; http://lattes.cnpq.br/4521253027948817Este trabalho procura apontar, dentre inúmeras, algumas proximidades existentes entre Nietzsche e Platão. Apesar dos antagonismos existentes, podemos encontrar na interlocução Nietzsche/Platão algumas semelhanças. Voltado contra a metafísica europeia, Nietzsche descobre cada vez mais a filosofia platônica para além das dicotomias socráticas, ou seja, Platão para além do platonismo. A fim de compreender a relação Nietzsche/Platão na sua face crítica — a ―transvaloração de todos os valores‖ como ―inversão do platonismo‖ — este trabalho mostra, através da crítica ao igualitarismo e da crítica à democracia, o quanto Platão é, para Nietzsche, uma fonte contínua de inspiração em seu combate ao platonismo vulgar da tradição ocidental.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Ciência, religião e ilusão no discurso freudiano: uma leitura filosófica de O futuro de uma ilusão(Universidade Federal do Pará, 2014) OLIVEIRA, Lívia Maria Araújo Noronha de; SOUZA, Maurício Rodrigues de; http://lattes.cnpq.br/4730551301673902Em sua obra de 1927, O futuro de uma Ilusão, Freud tenta de uma maneira geral fundamentar a função das crenças religiosas no psiquismo humano e desmistificá-las como capazes de apreender a realidade. Para ele, a origem psíquica das ideias religiosas é a ilusão, que está profundamente ligada com a repressão dos desejos humanos e a negação dos mesmos, que se dá na civilização. Freud não pretende examinar o valor de verdade das doutrinas religiosas, mas afirma que elas, em sua natureza psicológica, não passam de ilusões. Trata-se de ajustar-se à realidade com o objetivo da busca de felicidade. Para ele tal tarefa deve ser fruto da ciência, não da religião. Freud ressalva que a religião é apenas uma etapa do processo evolutivo humano. Nota-se que Freud foi amplamente influenciado pelo forte valor que o positivismo possuía em sua época. Assim, defendia que a única maneira de se chegar à verdade era através da racionalidade. Nosso trabalho pretende, portanto, analisar o discurso cientificista freudiano, na sua relação com a religião compreendida como ilusão, a partir de uma leitura filosófica de O Futuro de Uma Ilusão e levando sempre em consideração a influência dos ideais iluministas sobre o pensamento de Freud e sua obra.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A “Cultura de Si” em Foucault(Universidade Federal do Pará, 2018-03-26) FREITAS, Frank Alexandre Rosa; CHAVES, Ernani Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/5741253213910825Partindo dos últimos trabalhos de Michel Foucault, nos deparamos com uma virada significativa em sua filosofia, através do estudo da noção grega do cuidado de si. Noção essa que, segundo Pierre Hadot, teria sido atraída por alguns aspectos de sua abordagem em relação a filosofia antiga como exercícios espirituais. A partir dessa nova perspectiva Foucault pensa o sujeito que constrói a si mesmo a partir de exercícios, práticas e técnicas de si. Consecutivamente, esta dissertação tem como objetivo analisar a “Cultura de Si” que é amplamente trabalhada e pesquisada por Foucault, em seus últimos trabalhos, e principalmente a partir da Hermenêutica do Sujeito, curso de 1982; além da História da Sexualidade II e III e outros textos correlatos de aspectos da ética antiga. Portanto partimos da análise da cultura de si feita por Foucault até as convergências e divergências criticamente empreendidas por Hadot. Para finalmente chegarmos, no capitulo III de nossa dissertação, para compreendermos como Foucault analisa a cultura de si após o curso de 1982. O que muda nos cursos posteriores. O que muda nos dois últimos volumes da História da sexualidade em relação à Hermenêutica do Sujeito. Também, a questão da atualidade da cultura de si e sua relação com as práticas sociais atuais para a possibilidade de uma estética da existência será objeto de investigação. Voltamo-nos então a questão de se haveria ou não em Foucault esta proposta de reatualização de uma ética antiga, buscando refletir sobre as maneiras em que seja possível entender, através do olhar que ele dirigiu a antiguidade, uma arte de viver.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Os dois momentos da Aufklärung em Kant(Universidade Federal do Pará, 2016-08-29) NERY, Regina Lucia de Carvalho; CORÔA, Pedro Paulo da Costa; http://lattes.cnpq.br/3785172545288511; MEIRELLES, Agostinho de Freitas; http://lattes.cnpq.br/7826494085324141Esta dissertação de mestrado tem por objetivo apresentar o que é o Esclarecimento (Aufklärung) para Kant, como ele o concebe ao distingui-lo em teórico (intelectual) e prático (moral) e como produz a unidade desses dois momentos da Aufklärung. Para tanto, fundamenta-se no opúsculo Resposta à pergunta: Que é “Esclarecimento? Nas Críticas e em outras obras que tratam do tema, bem como em alguns de seus intérpretes: Ernest Cassirer, Michael Foucault e Rubens Rodrigues Torres Filho, apresentando a dissertação em três capítulos: no primeiro, o conceito moderno de esclarecimento em Kant, abordando, em linhas gerais, o contexto moderno e as influências que Kant recebeu desse contexto, do Iluminismo inglês, de Newton e Hume e do Iluminismo francês, de Rousseau, reconhecidas por Kant como decisivas na direção de seu pensamento e de sua compreensão do Esclarecimento (Aufklärung); no segundo, a concepção de Esclarecimento (Aufklärung) em teórico, nas obras Crítica da Razão Pura, Prolegômenos e Os Progressos da Metafísica, e, prático, na Crítica da Razão Prática e Fundamentação da Metafísica dos Costumes; e, no terceiro, a unidade desses dois momentos da Aufklärung em Kant.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Entre sátiros e silenos: ou a dimensão trágica da filosofia no Banquete de Platão(Universidade Federal do Pará, 2017-06-01) PAMPLONA, Matheus Jorge do Couto Abreu; SOUZA, Jovelina Maria Ramos de; http://lattes.cnpq.br/0475424515288539Procuraremos demonstrar como a atividade filosófica, ao ser definida negativamente no Banquete em função daquilo que ela não é e nem poderá ser, traz consigo um aspecto marcadamente trágico. Entretanto, se na tragédia ática o conflito trágico instituía-se principalmente a partir da diferença insuperável entre o humano e o divino, em Platão, ao contrário, tal conflito é de tal modo laicizado a ponto de concebermos, por meio de uma paideia filosófica, a possibilidade de vencer-se as vicissitudes do destino ou do que quer que transcenda as capacidades humanas. O fracasso desta tarefa sim, resulta fatalmente em tragédia.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Foucault leitor de Kant: da antropologia à aufklärung(Universidade Federal do Pará, 2015-11-30) AUGUSTO, Ricardo Pontieri; CHAVES, Ernani Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/5741253213910825Acompanhamos três momentos de leituras de Foucault da obra de Kant centrando-as na questão “Quem somos nós neste momento?”. De 1961 a 1969. Foucault analisa arqueologicamente a relação entre o Projeto Crítico e a Antropologia de Kant, destacando o surgimento da abertura de possibilidade de confusão entre os campos empírico e transcendental, como ocorreu posteriormente com outros pensadores. A abertura teria surgido com a pergunta «O que é o homem?» do projeto antropológico kantiano. Com a confusão, o homem que era uma instância lógica no projeto crítico, passou a ser apresentado como um duplo empírico-transcendental, e princípio explicativo. De 1970 a 1978 Foucault investiga genealogicamente o deslocamento e articulação entre a Crítica e a Aufklärung realizados por Kant em “O que é a Aufklärung ?” que analisava a atualidade e a atitude crítica do homem à procura de tornar-se racionalmente autônomo. Foucault destaca em Kant tal concepção de atitude crítica, que seria próxima à que ele mesmo formula a partir de investigações genealógicas de resistências às transformações das relações de poder desde o século XVI, resultantes de processos de governamentalização do estado, quando o antigo direito de vida e de morte fora substituído pelo governo das condutas dos indivíduos em vários campos. A partir do final da década de 70, ainda investigando a Aufklärung de Kant, Foucault propõe ter ocorrido no pensamento daquele filósofo a inauguração de duas novas tradições filosóficas: – a “Analítica da Verdade” na esteira do projeto Crítico e a “Ontologia Crítica de nós mesmos” na da Aufklärung, à qual ele se alinha. Na segunda tradição, em conflito com a perspectiva tradicional da ontologia do ser, Kant teria proposto uma ontologia crítica ao deslocar a questão epistemológica-transcendental «O que posso saber?» para “O que é este acontecimento?”, abrindo ao campo filosófico questões histórico-ontológicas sobre a atualidade, o indivíduo e a atitude crítica dos homens. A nova ontologia crítica, como a denominou Foucault, constitui para ele o fundamento da atitude ético-político de franquear limites, contrariamente a Kant que a partir da mesma procurou estabelecer limites formais que os homens não poderiam ultrapassar por decisão individual.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A genealogia filosófica em Nietzsche e em Foucault(Universidade Federal do Pará, 2014-06-10) NASCIMENTO, Ronaldo Luiz Silva do; BARROS, Roberto de Almeida Pereira de; http://lattes.cnpq.br/4521253027948817O presente trabalho tem como objetivo fazer uma abordagem aproximativa do processo de constituição da genealogia filosófica na obra de Nietzsche, procurando mostrar que, se a genealogia é nela apresentada como o procedimento de analise da teoria da vontade de potência, algumas de suas características já se encontram prefiguradas em obras que antecederam o aparecimento dessa teoria. Nesse caso, partindo-se de uma abordagem delimitadora da Segunda Intempestiva: das vantagens e desvantagens da história para a vida e de Humano Demasiado Humano I e II, pontuando a teoria da vontade de potência e analisando a Genealogia da Moral, quer-se apresentar um possível percurso da constituição da genealogia nietzscheana. Em um segundo momento, tratamos da interpretação apropriativa que Michel Foucault fez da genealogia de Nietzsche, destaca-se que a abordagem de Foucault dessa genealogia é não apenas versátil como esclarecedora desse aspecto da filosofia de Nietzsche, ainda que se distancie das intenções que hierarquizadoras da analise genealógica do autor de Zaratustra.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Hacia una reflexion ontologica del arte moderno hondureño: una vision desde la filosofia de Arthur C. Danto(Universidade Federal do Pará, 2018-03-13) ZUNIGA MEJÍA, Rafael Antonio; SOUZA, Jovelina Maria Ramos de; http://lattes.cnpq.br/0475424515288539Dissertação Acesso aberto (Open Access) Heidegger e a metafísica do Dasein: o acontecimento irruptivo da transcendência em meio ao ente na totalidade(Universidade Federal do Pará, 2014-12-04) SOUZA, Charleston Silva de; SOUZA JÚNIOR, Nelson José de; http://lattes.cnpq.br/7150345624593204O presente trabalho objetiva delinear os momentos nos quais o problema da transcendência ganha uma caracterização mais precisa no interior do pensamento de Martin Heidegger. A ideia de ultrapassamento do ente em direção ao Ser que acompanha continuamente o Dasein no relacionar-se com o ente, isto é, a transcendência, não serve para qualificar isto que ultrapassa o homem (Deus, por exemplo), mas bem um ultrapassamento próprio ao homem mesmo. Quando Heidegger, ao expor sua interpretação do conceito aristotélico sobre o tempo, afirma que “o tempo é aquilo que se acha mais além, analogamente se dá uma interpretação e acepção correspondente ao sentido do Ser, isto é, uma caracterização transcendental, na qual esta é compreendida como “além de”. O acompanhamento analítico do conceito de transcendência será realizado em dois momentos centrais. Primeiramente, mostrar-se-á como esta problemática aparece à luz da tematização da temporalidade. Heidegger esboça um nexo entre temporalidade e transcendência, na medida em que o ser-no-mundo é o fenômeno no qual se anuncia originariamente em que medida o Dasein é, segundo sua essência, para além de si. Além do mais, visto que objetivamos mostrar como surge o projeto de uma metafísica do Dasein no interior do projeto filosófico heideggeriano, torna-se necessária a compreensão de que a protagonização referente ao problema da transcendência mostra-se como uma das características fundamentais deste projeto. No final, mostrar-se-á como esta “fenomenologia da transcendência”, levada a termo, finalmente, pelo fio condutor dos problemas do fundamento e da liberdade, tenta evidenciar a metafísica como acontecimento fundamental no Dasein.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Kant e a refutação do idealismo nas edições A e B da CRP: aporia ou solução ao idealismo?(Universidade Federal do Pará, 2017-05-10) SANTOS, Claudio Tobias Akim; SOUZA, Luís Eduardo Ramos de; http://lattes.cnpq.br/7892900979434696Este trabalho se preocupa com a Refutação do idealismo proposta por Kant na Crítica da Razão Pura, aonde pretendemos, inicialmente, por meio de uma análise crítica e conceitual que o assunto exige, abordar as questões que Kant levanta contra o idealismo cético, e, também, nos posicionar quanto a suficiência da prova proposta por Kant como solução do problema da real existência dos objetos fora da consciência, tanto no Quarto paralogismo (edição A), quanto na Refutação do idealismo (edição B). Posteriormente vamos mostrar que os argumentos do Quarto paralogismo da edição A juntamente com a Refutação do idealismo da edição B, são suficientes para a refutação do cético e finalmente provam a real existência dos objetos externos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Os princípios e limites metafísicos do estado jurídico em Kant(Universidade Federal do Pará, 2014-11-11) CARDOSO, Victor Moraes; CORÔA, Pedro Paulo da Costa; http://lattes.cnpq.br/3785172545288511A presente dissertação configura-se em pesquisa bibliográfica de cunho analítico, crítico e reflexivo sobro o universo epistemológico que engloba os princípios e limites metafísicos do Estado Jurídico em Kant, o qual aborda os fundamentos racionais, enquanto arquétipos imutáveis e universais, do Estado Jurídico, a partir daquilo que Immanuel Kant leciona em sua Doutrina do Direito. Com essa diretriz e considerando as equivocadas interpretações dos princípios fundamentais do Direito, preliminarmente, esboçam-se algumas concepções destoantes da mencionada obra, as quais são ‘rechaçadas’ no transcurso desta dissertação. Em seguida, explana-se a função exercida pela razão nos usos teorético e prático, com o fito de fixar o locus ocupado por um Sistema Moral na Filosofia Prática. Sistema esse constituído por duas subdivisões, quais sejam a Ética e o Direito. Assim, estabelece-se o Direito como uma ciência prática, apresentando seu conceito. E ainda, discute-se o tema da liberdade, o qual permeia todo caminho trilhado no desenvolvimento, sua relação com a razão prática, bem como a distinção que há entre vontade e arbítrio. Essas considerações permitem, posteriormente, caracterizar o Direito, porém, sem olvidar de distingui-lo da Ética. Explica-se, também, o princípio e a lei universal do Direito enquanto critérios de legitimação e de justiça, princípio e lei esses que se referem à liberdade do arbítrio, dentro da qual a coação se apresenta como elemento integrante. A imputabilidade é outra questão abordada, a qual pressupõe a ideia de liberdade, cuja ausência destituiria o Direito de todo sentido. Deste modo, segue-se ao Direito Privado, discutindo-o até se chegar ao seu postulado, segundo o qual é possível ter direito sobre qualquer objeto exterior ao arbítrio. Examina-se, outrossim, os institutos do Direito Privado, a dizer, o Direito Real, o Direito Pessoal e o Direito Pessoal de caráter Real. Adentra-se, em seguida, no Direito Público, apresentando o Estado Jurídico como garantidor de direitos que lhe são pré-existentes. Nessa esteira, passa-se às condições formais desse Estado, qual seja a tripartição dos Poderes e suas relações. Outros pontos ligados ao Estado Jurídico são, também, enfrentados, como a cidadania e sua relação aos poderes estatais, o pretenso direito de revolução, o dever de reforma da Constituição Civil, o Direito de Punir. Vale ressaltar que tentamos superar uma dificuldade que não é solucionada em nenhum escrito consultado – a responsabilidade dos agentes públicos. Não obstante, a forma do Estado Jurídico é, igualmente, abordada. Ademais, tecem-se algumas linhas aos direitos individuais e sociais e sua relação aos fundamentos do Direito. Enfim, depois de todo percurso trilhado, infere-se que Estado Jurídico é um dever imposto pela razão prática - um fim em si mesmo que decorre de princípios metafísicos - únicos que podem nos oferecer um modelo imutável e insubstituível de Estado.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Sentimento e subjetividade em Rousseau e nos primeiros românticos alemães(Universidade Federal do Pará, 2013) ARAÚJO, Suzane da Silva; CORÔA, Pedro Paulo da Costa; http://lattes.cnpq.br/3785172545288511O objetivo desta dissertação é estabelecer as relações existentes entre Rousseau, Kant e os primeiros românticos alemães. A partir da perspectiva estabelecida pela Terceira Crítica, de Kant, nos voltaremos para as obras de Rousseau e do Romantismo (particularmente, as de Novalis e Schlegel) para extrair delas dois conceitos fundamentais, o de sentimento e o de subjetividade. Acreditamos, assim, poder esclarecer, por meio das próprias obras de Rousseau e dos primeiros românticos, o autêntico significado das noções de sentimento e de subjetividade, de modo a não só recuperar o verdadeiro valor filosófico de tais obras, mas, sobretudo, para mostrar o uso consciente delas na determinação de suas posturas frente ao pretenso “racionalismo” dominante no pensamento moderno.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A tensão entre proximidade e distância no segundo momento do pensamento de Nietzsche(Universidade Federal do Pará, 2018-03-22) SILVA, André Diogo Santos da; CHAVES, Ernani Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/5741253213910825As reflexões sobre a proximidade e a distância ocorrem, principalmente, no segundo momento do pensamento de Nietzsche (1876 a 1882), na medida em que ele desenvolve, por volta de 1879, a ideia de “doutrina das coisas mais próximas”, e, alguns anos depois, em 1882, a noção de “distância artística”. Entretanto, neste período ele também critica a ideia de oposição, dado que este conceito alude a uma filosofia metafísica. Outro conceito encontrado na filosofia nietzschiana que expressaria também uma relação entre antagonismos é a ideia de tensão, que reflete uma maior dinamicidade. Sendo assim, o problema da presente pesquisa consiste na seguinte questão: seria possível qualificar a relação entre os conceitos de proximidade e distância, identificados em obras pertencentes ao segundo momento dos escritos de Nietzsche, como uma tensão, e não apenas uma oposição (em face da crítica do filósofo a esta ideia)? A partir deste problema geral, foram estabelecidos os seguintes objetivos específicos: 1. Delimitar a especificidade da tensão, principalmente a partir da comparação com os conceitos de oposição e antagonismo; 2. Caracterizar a proximidade através da ideia da “doutrina das coisas mais próximas” e de outras ideias afins, principalmente nos dois volumes de Humano, demasiado humano e em Aurora; 3. Encontrar vestígios do conceito de distância nos escritos nietzschianos, destacando-se A Gaia Ciência, obra que contém reflexões sobre a “distância artística”; 4. Justificar uma tensão entre os conceitos anteriores, identificando textos onde Nietzsche sugere esta relação (e não uma oposição) entre proximidade e distância. Desenvolveu-se estes quatro objetivos através de uma metodologia bibliográfica e histórico-filológico, atentando-se, principalmente, à análise dos escritos de Nietzsche no segundo momento de sua produção intelectual. Como um dos resultados da presente investigação, destaca-se aquele que aponta que a tensão entre proximidade e distância em Nietzsche é observada de forma mais intensa, primeiramente, no âmbito do conhecimento – em que o pensador precisa ora se aproximar do objeto, ora se distanciar da sua busca apaixonada pelo conhecimento – e, a seguir, na esfera da amizade – que difere de um simples “amor ao próximo” pois, em uma elevada amizade, o indivíduo é capaz, também, de se distanciar do seu amigo.
