Navegando por CNPq "CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::FARMACOLOGIA::TOXICOLOGIA"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Acidente vascular encefálico isquêmico na exposição crônica ao etanol: estudo pré-clínico da comorbidade e da resposta a minociclina(Universidade Federal do Pará, 2015-02-27) FONTES JÚNIOR, Enéas de Andrade; MAIA, Cristiane do Socorro Ferraz; http://lattes.cnpq.br/4835820645258101; CRESPO LÓPEZ, Maria Elena; http://lattes.cnpq.br/9900144256348265O acidente vascular encefálico (AVE) é a segunda maior causa de morte no mundo e a principal no Brasil, sendo que 87% dos AVE ocorrem por processos isquêmicos (AVEI). O consumo crônico de etanol, que se inicia geralmente na adolescência, é reconhecido como um fator de risco independente para a elevação da morbidade e mortalidade por AVEI. Apesar de que casos que combinem as duas patologias sejam relativamente frequentes, não há dados disponíveis em modelos animais ou clínicos que demonstrem a qualidade ou mecanismos de interação entre as duas morbidades, e tão pouco suas consequências sobre a intervenção terapêutica. Considerando então os recentes estudos que propõem a minociclina como nova ferramenta terapêutica para o tratamento do AVEI, este estudo teve por objetivo investigar a interação entre a Intoxicação Alcoólica Crônica (IAC) iniciada na adolescência e o AVEI em córtex motor na fase adulta em ratos, e os efeitos do tratamento com minociclina sobre esta interação, usando parâmetros comportamentais, celulares e moleculares. Ratas Wistar (de 35 dias de idade) foram expostas cronicamente a etanol (6,5 g/kg/dia, 22,5% m/v) ou água por 55 dias. Um dia após o fim da IAC, foi induzida isquemia focal no córtex motor com endotelina- 1 (ET-1), seguindo-se sete dias de tratamento com minociclina ou salina. Ao final deste período os animais foram testados em modelos de campo aberto e rota rod. A seguir, os animais foram sacrificados e o córtex dissecado para avaliação dos níveis de nitritos e de peroxidação lipídica. De cada grupo, alguns animais foram perfundidos e o córtex motor submetidos à analise histológica, para avaliação do dano, e histopatológica, para a morte neuronal (anti-NeuN), ativação microglial/macrófagica (Anti-ED1) e astrocitária (anti-GFAP). A intoxicação por etanol a partir da puberdade até a idade adulta potencializou os danos causados pela isquemia, causando grandes perdas na capacidade de iniciar e gerir os movimentos, bem como na coordenação e força motora em comparação aos animais isquêmicos pré-tratados com água. Estas manifestações foram acompanhadas de aumento da perda neuronal, redução do número de células ED1+ e GFAP+ e maiores níveis de nitritos e peroxidação lipídica. O tratamento com minociclina foi eficiente em prevenir/reverter as perdas motoras e danos teciduais induzidos pela isquemia focal, inibindo também a elevação dos marcadores de estresse oxidativo. A IAC tanto isoladamente como sucedida pela isquemia focal, modificaram o desfecho do tratamento com minociclina. Os nossos resultados indicam que a intoxicação com álcool durante a adolescência agrava o déficit motor e danos no tecido em animais sujeitos a isquemia focal no córtex motor. Este processo parece estar associado com a ativação microglial/ astrocitária, mas principalmente com o estresse oxidativo. Mostra ainda que o histórico prévio de IAC iniciado na adolescência interfere significativamente no tratamento da isquemia cerebral com minociclina.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Alterações de expressão gênica na linhagem de glioblastoma humano U87 após exposição ao MeHg e HgCl2(Universidade Federal do Pará, 2016-12-02) GOMES, Bruna Puty Silva; OLIVEIRA, Edivaldo Herculano Correa de; http://lattes.cnpq.br/0094007714707651; LIMA, Rafael Rodrigues; http://lattes.cnpq.br/3512648574555468As formas orgânicas e inorgânicas de mercúrio vem sendo apontadas como importantes contaminantes em várias regiões do mundo devido suas características toxicológicas. Diversos estudos já relataram que a intoxicação por metilmercúrio (MeHg) e cloreto de mercúrio (HgCl2) podem ocasionar danos ao SNC. Acredita-se que as células da glia são reconhecidamente importantes para os mecanismos de proteção celular frente aos danos ocasionados pelo mercúrio. No entanto, pouco se sabe a respeito da influência deste metal no genoma dessas células. Desta forma, neste trabalho nós realizamos um mapeamento completo da rede gênica de células da glia humana, da linhagem U87 após exposição mercurial, com o intuito de identificar as possíveis alterações genéticas ocasionadas pelas formas orgânicas e inorgânicas do mercúrio. Nossos resultados demonstraram que as células U87 são mais sensíveis a exposição ao MeHg quando comparado com a exposição ao HgCl2. Após análise de curvas de concentração, foi identificado uma LC50 de 28.8μM e 10,68μM após 4h e 24h de exposição a MeHg e uma LC50 de 92.25μM e 62.75μM após o mesmo tempo de exposição a HgCl2. Em relação ao conteúdo gênico, nossos resultados demonstraram que ambos os metais ocasionaram alteração na dosagem gênica, sendo a exposição ao MeHg altamente influenciada pela concentração e tempo de exposição, enquanto a exposição a HgCl2 parece ser fortemente influenciada pelo tempo de exposição. No total, foram identificados 205 genes com diminuição na dosagem gênica e 188 genes com expressão aumentada (Fold change > 5) após 4h de exposição a 5μM de MeHg e 204 genes down-regulados e 180 up-regulados após exposição na mesma concentração de HgCl2. As análises após 24h de exposição identificaram alteração em 90 genes down-regulados e 3 genes up-regulados após exposição a 1μM de MeHg, 116 genes down-regulados e 66 genes up-regulados após exposição a 10μM de MeHg. Já em relação ao HgCl2, foram identificados 98 genes down-regulados e 73 genes up-regulados nos grupos expostos a 5μM de HgCl2, 326 genes down-regulados e 66 genes up-regulados nos grupos expostos a 62,75μM de HgCl2. Nossos dados sugerem que ambas as formas mercuriais são capazes de alterar o perfil gênico das células da linhagem U87, interferindo assim em importantes vias de sinalização capazes de ocasionar alterações bioquímicas e fenotípicas nas células gliais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Alterações no comportamento motor e na bioquímica oxidativa de ratas intoxicadas agudamente com etanol no período inicial da adolescência(Universidade Federal do Pará, 2015-01-30) CERASI JUNIOR, Antonio José; MAIA, Cristiane do Socorro Ferraz; http://lattes.cnpq.br/4835820645258101O etanol é uma das substâncias psicoativas mais consumidas pelos jovens e geralmente este consumo ocorre em episódios de binge, uma forma eventual e intensa de beber seguida por um período de abstinência. No Brasil os índices de abuso de álcool por adolescentes do sexo feminino têm aumentado nos últimos anos. Esta população é mais sensível aos efeitos neurotóxicos desta substância uma vez que o completo desenvolvimento de estruturas como o cerebelo ocorre nesta etapa da vida. O consumo agudo e crônico do etanol e o seu catabolismo estão associados com alterações neurocomportamentais e na geração de espécies reativas ao oxigênio e outros metabólitos. O objetivo deste estudo foi investigar os efeitos em ratas no início da adolescência após exposição ao EtOH no padrão binge agudo. Ratas adolescentes (n= 20, n=10 animais por grupo) receberam, por gavagem, água destilada ou EtOH (3 g/kg/dia, 20 p/v) por 3 dias consecutivos. Sete horas e meia após o último dia de administração foram realizados os testes comportamentais da atividade locomotora espontânea e rotarod, posteriormente os animais foram sacrificados para retirada do cerebelo e realização dos testes da bioquímica oxidativa no tecido cerebelar. Os ensaios comportamentais demonstraram que o binge agudo em ratas no início da adolescência não produziu alterações na atividade locomotora espontânea, porém foi identificado alteração no aprendizado motor. Nos testes da bioquímica oxidativa os resultados demonstraram uma elevada atividade da catalase, o que demonstra que houve uma compensação do organismo para reverter a produção de ERO’s em cerebelos de ratas adolescentes expostas agudamente ao EtOH por um curto período de tempo seguido de abstinência (binge).Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise das manifestações emocionais e motoras de ribeirinhos expostos ao mercúrio na Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2016-02-19) COSTA JUNIOR, José Maria Farah; SOUZA, Givago da Silva; http://lattes.cnpq.br/5705421011644718; PINHEIRO, Maria da Conceição Nascimento; http://lattes.cnpq.br/6353829454533268Introdução: A investigação dos impactos clinico-neurológicos associada aos níveis de exposição ao mercúrio em populações expostas são necessários na Amazônia. Objetivo: Analisar as manifestações emocionais e motoras de ribeirinhos expostos pela dieta nos municípios de Itaituba/PA e Acará/PA. Método: Foram coletadas amostras de cabelo para a determinação de Hg total, obtenção de dados demográficos e sintomatológicos emocionais (depressão, ansiedade e insônia) e motores (parestesia, fraqueza muscular, desequilíbrio ao andar, tremor, dor nos membros e disartria). Resultados: Houve uma prevalência do sexo feminino em ambos os municípios, assim como uma frequência maior de mulheres em idade reprodutiva. A concentração mediana de mercúrio total (HgT) em Itaituba foi significativamente superior (p<0,0001) que em Acará. As manifestações emocionais foram identificadas em 26 (26,5%) participantes de Itaituba e em 24 (52,2%) em Acará. Com relação às queixas motoras especificas, em Itaituba ocorreram em 63 (64,3%) voluntários, com dor nos membros (36,7%), a parestesia (32,6%) e a fraqueza muscular (27,5%) as mais referidas. No Acará, 33 (71,7%) participantes apresentaram manifestações motoras com o maior número queixando de parestesia (54,3%), dor nos membros (52,2%) e tremor (34,8%). As concentrações médias de HgT naqueles com manifestações emocionais, com manifestações motoras e com manifestações emocionais e motoras estiveram acima do considerado tolerável (6μg/g) pela Organização Mundial de Saúde em Itaituba. Conclusão: Os resultados revelaram a influência dos níveis de exposição sobre as manifestações emocionais e motoras. A monitorização com a aplicação de testes convencionais qualitativos e/ou quantitativos específicos são necessários para melhor suporte e controle dos casos, assim como também a investigação de outros sinais clínicos.Tese Acesso aberto (Open Access) Análise de parâmetros de exposição mercurial, suscetibilidade genética e intoxicação em populações ribeirinhas do Tapajós e Tucuruí(Universidade Federal do Pará, 2016-08-30) ARRIFANO, Gabriela de Paula Fonseca; CRESPO LÓPEZ, Maria Elena; http://lattes.cnpq.br/9900144256348265O mercúrio é um metal pesado responsável por episódios de intoxicação em todo o mundo. Sua forma mais tóxica é o metilmercúrio que possui afinidade pelo Sistema Nervoso Central, apresentando reconhecida neurotoxicidade. Algumas regiões da Amazônia são bem caracterizadas por exposição mercurial em humanos, como a região do Tapajós, devido à atividade garimpeira local, por exemplo. Contudo, outras, como Tucuruí, permanecem praticamente não estudadas, com apenas um estudo em humanos até o momento. Na Amazônia, existe um grande número de estudos sobre exposição, porém, os estudos sobre a intoxicação e suscetibilidade são bem menos numerosos nas populações amazônicas, e até hoje não existe nenhum estudo que analise simultaneamente os três fatores. Assim, o objetivo deste trabalho foi determinar a exposição (conteúdo do agente tóxico no corpo através do nível de mercúrio em amostras de cabelo), a suscetibilidade individual (predisposição que cada indivíduo tem a sofrer um maior ou menor dano com a mesma quantidade de exposição, através da genotipagem da apolipoproteina E) e a intoxicação (quantificação da extensão do dano já provocado usando como biomarcadores a S100B e a NSE) em populações ribeirinhas amazônicas. Foram estudados 388 indivíduos, selecionados após critérios de inclusão e exclusão. Os genótipos da apolipoproteina E mais frequentes foi ɛ3/ɛ3, seguido pelo ɛ3/ɛ4. As frequências alélicas foram de 0,043:0,784:0,173 para ε2:ɛ3:ɛ4, respectivamente. A mediana do nível de mercúrio total no cabelo foi 4,2 μg/g (1,9- 10,2). Uma percentagem significativa de participantes (24,8%) apresentaram níveis de mercúrio total acima de 10 μg/g, limite preconizado pela OMS, e 12,8% dos participantes mostraram um conteúdo total em mercúrio maior ou igual a 20 μg/g. Os níveis de Tucuruí foram muito maiores do que os níveis no Tapajós (área reconhecida pela presença de garimpos). Foram identificados 29% de indivíduos portadores de ApoE4 (considerados de risco) e 8 indivíduos em risco máximo (portadores de ApoE4 e com mercúrio acima do limite de 10 μg/g). Ainda, houve diferença significativa nos níveis de RNAm da proteína S100B entre os grupos expostos a níveis altos e baixos de mercúrio. Pela primeira vez, foram estudados simultaneamente marcadores das três esferas de influência em toxicologia humana (exposição, suscetibilidade e intoxicação). Nossos dados apoiam já o uso em conjunto desses marcadores para um monitoramento adequado das populações amazônicas, que assistirá o desenvolvimento de estratégias de prevenção e tomada de decisões governamentais frente ao problema do impacto causado pelo mercúrio na Amazônia.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise do crescimento e perfil bioacumulativo da cianobactéria Geitlerinema unigranulatum UFV-E01 na presença de arsenato de sódio(Universidade Federal do Pará, 2012-07-31) GOMES, Laise de Azevedo; SCHNEIDER, Maria Paula Cruz; http://lattes.cnpq.br/3901112943859155O arsênio é um metalóide tóxico que se tornou um problema de saúde pública em todo o mundo. Como forma de reduzir a contaminação ambiental por este metalóide, a qual é proveniente de atividades antropogênicas e naturais, a utilização de microorganismos em processos de biorremediação se tem mostrado uma estratégia promissora. A cianobactéria filamentosa homocitada, Geitlerinema unigranulatum UFV-E01, pertencente à ordem Pseudanabaenales, foi isolada de um ambiente contaminado por arsênio, sugerindo uma habilidade em lidar com o efeito tóxico deste metalóide. Com vista nisso, o presente trabalho objetivou caracterizar a resistência ao arsenato de sódio e quantificar o arsênio total extracelular da cianobactéria G. unigranulatum UFV-E01. As análises de resistência ao arsenato de sódio revelaram que a cianobactéria foi capaz de crescer em até 50 mM por 20 dias. Além disso, a cianobactéria G. unigranulatum UFV-E01 acumulou arsenato de sódio por 10 dias, reduzindo em até 67% o arsênio extracelular. Pelos dados obtidos neste estudo, a cianobactéria G. unigranulatum UFV-E01 foi capaz de resistir a altas concentrações de arsenato de sódio, no entanto outras análises, como a caracterização das vias metabólicas envolvidas no processo de resistência, devem ser realizadas para considerar sua aplicação em ambientes impactados por arsênio.Tese Acesso aberto (Open Access) Análise do efeito tóxico e alterações transcriptomicas de células neuronais e gliais após exposição ao fluoreto(Universidade Federal do Pará, 2019-05-23) GOMES, Bruna Puty Silva; OLIVEIRA, Edivaldo Herculano Corrêa de; http://lattes.cnpq.br/0094007714707651; LIMA, Rafael Rodrigues; http://lattes.cnpq.br/3512648574555468Apesar de ser amplamente utilizado na Odontologia para o controle da cárie dentária, quando ingerido em grandes quantidades o fluoreto pode causar efeitos colaterais, dos quais o mais conhecido é a fluorose dentária. Além disso, estudos também sugerem que mesmo em baixas concentrações o flúor pode originar quadros de toxicidade, levando a prejuízos no SNC. A toxicogenômica funcional, que fornece análises de perfis gênicos após exposição a contaminantes tem sido utilizada como ferramenta para a identificação de biomarcadores da intoxicação, bem como para a identificação de vias de sinalização que possam ser utilizadas para o tratamento e/ou prevenção dos danos ocasionados pela toxicidade de determinados compostos. Sabendo-se que os mecanismos moleculares da toxcidade do flúor no SNC ainda permanecem desconhecidos, a análise da exposição prolongada a fluoretos sobre o perfil gênico de poupulações de células do SNC se faz necessário. Nessa tese nós buscamos avaliar os efeitos da exposição a concentrações comumente encontradas no plasma sanguineo da população que ingere agua fluoretada nas principais células do SNC. Para isso, nós utilizados células humanas da linhagem IMR-32 (neurônio) e U87 (glia) e avaliamos parametros de viabilidade e morfologia celular, metabolismo, produção de ATP, estresse oxidativo, fragmentação do DNA e perfil global de expressão gênica após 10 dias de exposição. Nossos resultados demonstraram que o fluoreto não induz alterações fisologicas nas células IMR-32. Por outro lado, induz morte celular por necrose, aumento do metabolismo, diminuição no ATP e GSH/GSSG e fragementação do DNA nas células U87. O perfil de expressão gênica das células U87 foi diferencialmente alterado após exposição ao fluoreto, com diminuição de 1735 genes e aumento na expressão de 1047 genes após exposição a 0.095μg/mL e a diminuição da expressão de 1863 genes e aumento da expressão de 1023 após exposição a 0.22μg/mL. Nossos dados tambem sugerem uma significativa alteração na via TNF-alfa via NFK-B e em processos mitocondriais. Também evidenciamos genes com significativa importância biologia (genes hub) como os genes PTGES3, EP300, CYP1B1, RPS27A. Dessa forma, nossos dados sugerem que as células da glia são afetadas pela exposição ao flúor, sugerindo que a mitocôndria desempenha um importante papel no mecanismo toxicológico do flúor.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise imunológica e genotóxica em Rattus Novergicus da linhagem wistar tratados com ciclofosfamida(Universidade Federal do Pará, 2016-08-11) CARVALHO, Heleniana Maria Miranda de; BURBANO, Rommel Mario Rodriguéz; http://lattes.cnpq.br/4362051219348099O desenvolvimento deste trabalho, deu-se devido a necessidade de se compreender melhor o sistema imune, levando-se em consideração a diversidade dos modelos experimentais de imunossupressão, bem como a variedade de respostas imunológicas e genotóxicas, diferenças estas, relacionadas às espécies, ao medicamento e doses utilizadas. Desta maneira, objetivo do presente estudo foi analisar os efeitos no sistema imunológico e os efeitos genotóxicos em Rattus norvegicus da linhagem Wistar, após a inoculação do agente alquilante Ciclofosfamida (CY). A administração de 50 mg/kg de CY nos roedores, possibilitou observar uma significativa diminuição dos parâmetros de celularidade e peso relativo dos órgãos linfóides. A imunidade humoral dos roedores sofreu supressão, visto que foi realizada a análise da titulação de anticorpos, o ensaio sobre as células formadoras de placa e o teste de hemólise. Foram realizadas quatro inoculações desse imunossupressor e a periodicidade entre as inoculações foi determinada pela recuperação dos níveis de normalidade dos parâmetros supracitados. Nas duas vezes que foi administrada a droga, houve redução no número de linfócitos e posteriormente diminuição de neutrófilos, porém somente no segundo contato com a CY foi observada a imunossupressão. A análise da genotoxicidade da ciclofosfamida (CY) foi analisada através do ensaio cometa e foi de suma importância, pois dectamos danos genômicos ocorridos no DNA , expostos às diferentes doses da ciclofosfamida (CY), que foram de 50 mg/kg nas duas primeiras fases e de 25 mg/kg nas duas últimas fases do experimento. Além disso, foi verificado que os efeitos genotóxicos são cumulativos a cada dose de CY aplicada, pois mesmo sendo administrado na terceira fase, a metade da concentração (25 mg/kg) das duas inoculações inicias CY, o índice de danos não correspondeu a metade dos índices de danos da primeira e da segunda administração. Entretanto, ao analisarmos imunologicamente e genotoxicamente os roedores, nosso trabalho possibilitará testar novos esquemas terapêuticos de imunossupressão.Tese Acesso aberto (Open Access) Avaliação bioquímica, hormonal e de parâmetros de crescimento na exposição pós-natal ao metilmercúrio em ratos wistar(Universidade Federal do Pará, 2016-08-19) XAVIER, Fábio Branches; PINHEIRO, Maria da Conceição Nascimento; http://lattes.cnpq.br/6353829454533268Os efeitos do metilmercúrio sobre o hormônio de crescimento e a relação com a função hepática, peso e crescimento foram avaliados em modelo experimental de exposição aguda e subcrônica ao mercúrio em 40 ratos wistar, machos, os quais foram distribuídos em quatro grupos: controle, agudo, subcrônico2 (SB2) e subcrônico3(SB3). Medidas de mercúrio total(HgT), hormônio do crescimento (GH), glicose, atividades das enzimas ALT e AST além do peso e comprimento dos animais foram aferidos em todos os grupos. Os resultados demonstraram que a dose de 25mg/Kg administrada foi letal para todos os animais desse grupo. As concentrações de mercúrio medidas no pelo dos animais dos grupos SB2 e SB3 foram significativamente maiores que os do grupo controle. Os níveis de GH foram elevados no grupo agudo e reduzidos nos grupos subcrônicos. A redução da glicemia dos animais dos grupos subcrônicos foi altamente significativa em relação ao grupo controle (p<0,01). As provas de função hepática mostraram-se alteradas, principalmente a AST. Esses resultados sugerem que, metilmercúrio no modelo do rato e nas doses administradas é hepatotóxico, é capaz de comprometer o controle da glicemia e de promover alterações significativas nos níveis de GH, os quais podem interferir principalmente no crescimento dos animais. Novos estudos são necessários para melhor compreensão das alterações encontradas.Tese Acesso aberto (Open Access) Avaliação da sensação posicional de articulações dos membros superiores em sujeitos expostos cronicamente ao metilmercúrio(Universidade Federal do Pará, 2014-11-29) OLIVEIRA, Alexandre Rodrigo Batista; SOUZA, Givago da Silva; http://lattes.cnpq.br/5705421011644718A exposição ao mercúrio em algumas bacias hidrográficas da Amazônia tem caráter crônico e de intensidade leve a moderada. Comunidades da bacia do Rio Tapajós têm sido monitoradas quanto aos níveis de mercúrio no cabelo ao longo dos últimos 20 anos e observou-se que a concentração de mercúrio no cabelo dessas pessoas apresenta níveis altos quando comparados com outras regiões ribeirinhas sem atividade garimpeira próxima. Nos acidentes acontecidos em Minamata no Japão, um dos sintomas mais comuns foi a perda da função somestésica. A propriocepção é uma função somestésica que pode ser usada para monitorar os efeitos da exposição prolongada ao mercúrio nas populações. Este trabalho objetiva estudar a sensação posicional de articulações do membro superior de sujeitos expostos cronicamente ao mercúrio e com níveis altos nos últimos 3 anos e comparar os resultados desta avaliação com aqueles obtidos em populações com menor exposição ao metilmercúrio. Cinquenta e sete voluntários aceitaram participar deste estudo, sendo que 23 sujeitos pertenceram ao grupo exposto cronicamente ao mercúrio da comunidade de Barreiras e 34 sujeitos pertenceram ao grupo com menor exposição ao mercúrio da comunidade de Alter do Chão. Cada sujeito teve as sensações posicionais das articulações do ombro, cotovelo e punho avaliadas por 3 vezes nas condições de olho aberto e fechado. A avaliação consistiu em ensinar o sujeito a movimentar um segmento do membro superior (antebraço, braço ou mão) a partir de uma posição neutra até uma posição articular alvo. Cada vez que o sujeito terminava o movimento era fotografada a posição final com câmera fotográfica digital de alta resolução espacial e temporal. Para calcular a amplitude articular ao fim do movimento foi usado o programa KINOVEA®, no qual permite abrir a foto e usar uma ferramenta digital para medir a angulação entre o segmento proximal e distal da articulação em questão. Os valores de amplitude articular médio para a condição de olho aberto foram estatisticamente maiores no grupo exposto que no grupo controle em todas as articulações, enquanto para a condição de olho fechado os valores do grupo exposto foi estatisticamente menor que no grupo controle apenas na articulação do punho. Não houve diferença estatística para a diferença relativa dos valores angulares de posicionamento articular entre os grupos estudados em todas as articulações estudadas. O grupo exposto apresentou menor coeficiente de variação para a condição de teste com o olho aberto nas articulações do punho e cotovelo. O grupo exposto apresentou maior coeficiente de variação para a condição de teste com o olho fechado apenas na articulação do punho. Os valores de diferença angular foram sequencialmente maiores das articulações proximais para a articulação distal no grupo exposto, no entanto no grupo controle a diferença angular foi semelhante em todas as articulações. Os sujeitos cronicamente expostos ao mercúrio apresentaram leves alterações de sensação da posição articular quando comparadas com um grupo controle. A avaliação proprioceptiva pode ser uma ferramenta barata para a avaliação dos efeitos do mercúrio sobre a saúde de populações ribeirinhas expostas ao metal.Tese Acesso aberto (Open Access) Avaliação dos efeitos decorrentes da exposição ao cloreto de alumínio sobre parâmetros motores, cognitivos e de estresse oxidativo em ratos(Universidade Federal do Pará, 2018-12-18) FERNANDES, Rafael Monteiro; LIMA, Rafael Rodrigues; http://lattes.cnpq.br/6791765554367432O alumínio (Al) é o terceiro metal mais abundante na crosta terrestre, estando presente em grandes quantidades no solo e na água, sua alta biodisponibilidade o torna um importante agente para o desequilíbrio ambiental. Al é considerado um agente neurotóxico e se acumula no sistema nervoso, sendo associado a várias doenças neurodegenerativas. Assim, este estudo investigou os efeitos da exposição crônica ao cloreto de alumínio (AlCl3) na cognição, comportamento motor e estresse oxidativo. Para isso, ratos Wistar adultos foram divididos em três grupos: Al1 (8,3 mg / kg / dia), Al2 (5,2 mg / kg / dia) e Controle (Água destilada) expostos por via oral por 60 dias. Após o período de exposição, parâmetros comportamentais, histológicos, de estresse oxidativo e quantificação dos níveis de alumínio no sangue foram realizados. Não houve alterações no comportamento motor, houve mudança em apenas um parâmetro exploratório e na cognição. Não foram encontradas diferenças na população de neurônios Purkinje entre os grupos experimentais. A exposição ao Al aumentou os níveis desse metal no sangue, alterando também os parâmetros da bioquímica oxidativa. Assim, podemos afirmar que a exposição ao Al em ratos em doses equivalentes à exposição urbana é capaz de promover a quebra da homeostase sanguínea, alterando o equilíbrio bioquímico do hipocampo, gerando um estado de estresse oxidativo e dano cognitivo, mas não sendo capaz de promover mudanças significativas. o cerebelo e os parâmetros motores.Tese Acesso aberto (Open Access) Avaliação in vitro dos possíveis efeitos citotóxicos, genotóxicos e mutagênicos das drogas antimaláricas artemisinina e artemeter em linfócitos humanos(Universidade Federal do Pará, 2012-05-25) CARDOSO, Plínio Cerqueira dos Santos; BAHIA, Marcelo de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/3219037174956649; BURBANO, Rommel Mario Rodriguéz; http://lattes.cnpq.br/4362051219348099A artemisinina é uma substância extraída da planta chinesa Artemisia annua L., sendo bastante utilizada na medicina natural como um terapêutico em várias patologias. Já o artemer é uma substância sintetizada a partir da artemisinina. Estas drogas se enquadram em um grupo especial de moléculas denominadas de lactonas sesquiterpênicas sendo amplamente administradas na terapêutica da malária. Embora sejam considerados eficientes anti-maláricos, muito pouco se sabe sobre os efeitos genotóxicos e citotóxicos destes fármacos. Portanto, no presente trabalho, avaliamos os efeitos citotóxicos, genotóxicos e mutagênicos da artemisinina e do artemeter em cultura de linfócitos humanos por meio do ensaio cometa, do teste do micronúcleo e do ensaio de citotoxicidade para detecção de necrose e apoptose por marcação fluorescente diferencial com laranja de acridina/brometo de etídio (LA/BE), respectivamente. Nossos resultados demonstraram um aumento significativo (p<0,05) no índice de dano do DNA avaliado pelo ensaio do cometa, bem como na frequência de micronúcleos em ambas as substâncias testadas. Foi observado também, que apenas a artemisinina induziu um aumento estatisticamente significativo (p<0.05) no número de células necróticas nos linfócitos em 48 h de tratamento. Desta forma, demonstrou-se em nosso trabalho, que estas duas drogas exercem efeitos citotóxicos, genotóxicos e mutagênicos em culturas de linfócitos humanos, nas condições avaliadas. Nossos dados apontam a necessidade de cautela no uso de tais medicamentos, uma vez que efeitos genotóxicos/mutagênicos podem aumentar o risco de carcinogênese.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação neurocomportamental da exposição crônica ao Mercúrio inorgânico na memória social e memória emocional de ratos wistar machos adultos(Universidade Federal do Pará, 2015-02-20) FERNANDES, Rafael Monteiro; SILVA, Márcia Cristina Freitas da; LIMA, Rafael Rodrigues; http://lattes.cnpq.br/3512648574555468O mercúrio inorgânico é facilmente absorvido por ingestão ou via cutânea. Entretanto, uma quantidade relativamente pequena de Hg2+ atravessa a barreira hematoencefálica ou as membranas biológicas, sendo em ratos adultos, o transporte axonal retrógrado a única via para a absorção de Hg2+ por neurônios, apresentando um forte potencial neurotóxico. Desta forma, o presente estudo objetivou investigar os efeitos da exposição crônica ao cloreto de mercúrio em memória social e emocional de ratos adultos. Para isso utilizou-se ratos Wistar, machos (n=40), com 5 meses de idade, distribuídos em dois grupos, um dos quais foi exposto ao Cloreto de Mercúrio (HgCl2) via oral, por gavagem intra-gástrica (0,375mg/Kg), durante 45 dias. O outro grupo, denominado grupo controle (n=20) recebeu água destilada por gavagem. Foram utilizados os seguintes testes comportamentais: teste do campo aberto, teste de reconhecimento social para avaliação de memória social; o Teste do Labirinto em T Elevado (LTE) foi usado para avaliar o aprendizado do estado de esquiva e as memórias de curta e longa-duração. Após a finalização dos testes, os animais foram sacrificados para a dosagem do mercúrio total no hipocampo e através de um Espectrofotômetro de Absorção Atômica. Os resultados revelaram que os animais submetidos à exposição ao cloreto de mercúrio não manifestaram déficits em atividade exploratória. Nos dados do Teste de Reconhecimento Social, observamos que não houve alteração em memória social. No teste do LTE, o grupo exposto ao HgCl2 necessitou de um número maior de exposições para aquisição do critério de esquiva (p<0,05) e apresentaram latência maior no braço aberto do aparato (p<0,05). Após 24 horas, verificou-se que os animais expostos passaram menos tempo no braço fechado em relação ao grupo controle, sugerindo déficits de memória de longa duração. Ao observar apenas o grupo HgCl2, percebeu-se uma melhora no reteste, indicando preservação na memória de curta duração. Os dados de espectrometria de absorção atômica mostraram uma maior deposição de mercúrio no hipocampo de animais intoxicados, em relação aos animais do grupo controle.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação seriada do perfil hematológico e bioquímico de primatas não humanos da espécie Sapajus apella tratados com lde-oleato de paclitaxel como instrumento para a terapêutica do câncer(Universidade Federal do Pará, 2017-02-23) OLIVEIRA, Nayara Cristina Lima de; BURBANO, Rommel Mario Rodriguéz; http://lattes.cnpq.br/4362051219348099Estudo de um sistema de veiculação de quimioterápicos, denominado LDE, com composição lipídica semelhantes com as lipoproteínas de baixa densidade naturais do corpo. As LDE apresentam vantagens sobre as formas químicas comerciais, pois são capazes de se concentrar nos tecidos neoplásicos após injeção na corrente circulatória, podendo assim direcionar-se aos tumores. As LDE podem ser utilizadas como “portadoras” do quimioterápico paclitaxel (PTX) para possível redução da toxicidade e aumento da sua ação terapêutica. A utilização de primatas não humanos como modelos experimentais in vivo é de grande importância em trabalhos de aplicação à saúde humana, devido as suas semelhanças anatômicas, bioquímicas e filogenéticas com os primatas humanos, gerando resultados que podem ser interpretados de forma mais próxima e segura para os fenômenos em seres humanos. O projeto objetivou avaliar a toxicidade crônica das nanopartículas associadas com o quimioterápico Paclitaxel (LDE-PTX) em indivíduos da espécie Sapajus apella, a partir da determinação de parâmetros hematológicos e bioquímicos, e suas possíveis alterações. Durante a pesquisa foram utilizados 15 animais, divididos em grupos: Controle negativo (CN); Experimental (EXP1 e EXP2) onde os animais receberam a LDE-PTX por via intravenosa em duas doses diferentes de 175 mg⁄m2 e 250 mg⁄m2 respectivamente; e o Controle positivo (CP1 e CP2) onde os animais receberam por via intravenosa o fármaco na forma comercial nas mesmas doses utilizadas no grupo experimental, respectivamente. Os primatas foram acompanhados durante 6 ciclos de quimioterapia, com intervalo de 3 semanas. A análise hematológica e bioquímica foi realizada a cada ciclo através dos valores do eritrograma, leucograma, plaquetogrma, fosfatase alcalina, proteína total, albumina e globulina, bilirrubina total e frações, glicemia, amilase e lipase sérica. A análise dos eletrólitos sódio e potássio, foi realizada no soro dos animais nos dias das coletas de materiais. Os dados foram expressos em média ± desvio padrão e submetidos à análise de variância ANOVA, com pós-teste de Bonferroni com significância para p<0,05, através do BioEstat®5.3. Os resultados obtidos demonstraram vantagens da utilização de LDE-PTX, já que os teste hematológicos demonstram que houve uma menor toxicidade em todos os ciclos quimioterápicos e a não alteração da maioria dos parâmetros bioquímicos, demonstram que a toxicidade do fármaco testado associado a LDE apresentam menor efeito tóxico do que sua versão comercial. Conclui-se com as análises dos resultados que a toxicidade hematológica e bioquímica foi menor no tratamento com o PTX associado à LDE do que o tratamento do PTX na sua forma comercial.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação temporal da exposição humana ao mercúrio no Oeste paraense(Universidade Federal do Pará, 2015-11-27) ANDRADE, Paulo Douglas de Oliveira; SOUZA, Givago da Silva; http://lattes.cnpq.br/5705421011644718Na presente pesquisa foi realizada uma descrição da evolução temporal da exposição ao mercúrio (Hg) em duas comunidades ribeirinhas localizadas na bacia do rio Tapajós, Amazônia brasileira. Tais comunidades são expostas a este metal através do consumo do peixe contaminado pelo metilmercúrio presente no rio, processo que ocorre em virtude principalmente do intemperismo do solo da região (que é naturalmente rico em Hg) e da atividade garimpeira que utiliza o mercúrio para isolar o ouro. A análise utilizou um banco de dados que continha os valores dosimétricos de mercúrio a partir de amostras de cabelo de ribeirinhos do Tapajós. A coleta foi realizada por um período de 17 anos (1998 a 2014) e totalizou 1.502 (uma mil, quinhentas e duas) amostras, que foram separadas em quatro grupos: masculino adulto, feminino adulto, masculino criança e feminino criança. Nossos resultados apontam para um grupo com maior risco de exposição: os adultos do sexo masculino. Ao longo de todos os anos do estudo, este foi o grupo que apresentou maior média dos níveis de Hg (14,41 μg/g ± 10 μg/g). Por outro lado, todos os grupos apresentam uma tendência a queda destes níveis, sendo que os homens demoraram mais tempo para iniciar esse processo de redução das taxas. Seus níveis baixaram de 16,61 μg/g em 2007 para 11,23 μg/g em 2013. Já o grupo das mulheres reduziu de 13,92 μg/g em 2004 para 7,04 μg/g em 2013. As crianças apresentaram redução mais significativa, sendo que as meninas foram de 15,42 μg/g em 2001 para 3,83 μg/g em 2014, e os meninos de 12,96 μg/g para 5,95 μg/g nos mesmos anos. A situação problemática envolvendo o grupo masculino adulto pode indicar uma rotina de vida mais tradicional (regrada em uma elevada ingestão desse pescado), um menor contato com os profissionais e pesquisadores que instruem a população quanto aos riscos de intoxicação, e um menor acesso aos alimentos diversos, tais como carne vermelha, frutas, etc. Neste sentido, torna-se evidente a necessidade de uma maior conscientização desse grupo em específico, devendo-se potencializar as políticas públicas de ação em saúde voltadas pontualmente aos homens da região.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Caracterização das alterações no córtex motor de ratos adultos submetidos à exposição crônica com mercúrio inorgânico(Universidade Federal do Pará, 2016-12-12) TEIXEIRA, Francisco Bruno; LIMA, Rafael Rodrigues; http://lattes.cnpq.br/3512648574555468O mercúrio é um metal tóxico, que pode se apresentar no meio ambiente nas formas elementar, orgânica e inorgânica. O mercúrio inorgânico possui menor lipossolubildade, e logo menor absorção no organismo e passagem na barreira hematoencefálica. Por este motivo, modelos de exposição que utilizam o mercúrio inorgânico em ratos e que busquem avaliar seus efeitos no sistema nervoso central são escassos, principalmente em indivíduos adultos. Diante disso, investigamos se o cloreto de mercúrio (HgCl2), em um modelo de exposição crônica e em baixas concentrações é capaz de promover alterações motoras associadas a variáveis no balanço oxidativo, citotoxicidade celular e apoptose no córtex motor de ratos adultos. Para esta finalidade, ratos foram expostos por 45 dias em uma dose de 0.375 mg/kg/dia. Após este período, os animais foram submetidos à avaliação motora e em seguida coletado o córtex motor para mensuração de mercúrio depositado no parênquima neural, avaliação e quantificação de citotoxicidade celular e apoptose e avaliação do balanço oxidativo. Além disso, animais foram perfundidos para avaliação da densidade de neurônios maduros e astrócitos do córtex motor. Nossos resultados verificaram que a exposição crônica ao mercúrio inorgânico promoveu diminuição do equilíbrio e da coordenação motora fina. Além disso, verificamos que este modelo de exposição promoveu a morte celular por citotoxicidade e indução de apoptose no córtex motor; diminuição do número de neurônios e de astrócitos, formação de depósitos de mercúrio e estresse oxidativo evidenciado pelo aumento da lipoperoxidação e da concentração de nitritos e diminuição da capacidade antioxidante total. Assim, nossos resultados fornecem evidências que a exposição ao mercúrio inorgânico, mesmo diante de sua baixa capacidade de atravessar barreiras biológicas, ainda assim é capaz de induzir alterações motoras associadas a morte celular por citotoxicidade e apoptose e estresse oxidativo no córtex motor de ratos adultos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Dislipidemias e síndrome metabólica em populações expostas ao mercúrio: estudo observacional de coorte nas regiões do rio Tapajós e Tucuruí(Universidade Federal do Pará, 2016-09-30) CAMPOS, Núbia Fernanda Santos da Silva; CRESPO LÓPEZ, Maria Elena; http://lattes.cnpq.br/9900144256348265As doenças cardiovasculares destacam-se como a principal causa de morte no Brasil e no mundo, por representar um terço das mortes e o principal gasto com assistência médica. Entre 2000-2010, o número de óbitos por doenças cardiovasculares em cem mil habitantes aumentou até 28% na região Norte, estando as dislipidemias e a Síndrome Metabólica entre os principais fatores de risco. Esses valores tornam-se mais preocupantes, pois podem estar subestimados em virtude de subnotificações consequentes ao isolamento geográfico da região, que é característico do Norte do Brasil. As dislipidemias correspondem a alterações no perfil lipídico plasmático, e representam um critério para a diagnose de síndrome metabólica. A síndrome metabólica pode ser definida como um conjunto de alterações metabólicas, como a hiperglicemia, dislipidemia, hipertensão arterial e obesidade. Recentemente, estudos em modelos animais e clínicos têm demonstrado o risco aumentado da doença aterosclerótica e hipertensão com a exposição ao mercúrio. Na região do rio Tapajós, vários trabalhos vêm demonstrando a exposição humana nas populações ribeirinhas que consomem peixe contaminado com metilmercúrio. Também, dados recentes do nosso grupo mostram que as comunidades ribeirinhas do Tucuruí apresentam elevados níveis de mercúrio. Assim, o objetivo deste estudo observacional de coorte foi analisar as possíveis alterações lipídicas e a presença de síndrome metabólica, em comunidades ribeirinhas da região amazônica: Boa Vista do Tapajós, Barreiras, Pimental, Brasília Legal, Fordlândia e Pedra Branca (Tapajós), Vila Cametá e Comunidade de Ouro Verde (Tucuruí) com histórico de exposição mercurial. Para isso, foram realizados os cálculos do índice de massa corpórea (pelo peso e estatura), aferições da pressão arterial, análises do perfil glicêmico (glicemia de jejum) e lipídico, pelas dosagens plasmáticas de triglicerídeos, colesterol total, HDL e pelos cálculos de LDL, VLDL e colesterol não HDL. Após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, um total de 337 indivíduos adultos de ambos os sexos (220 do Tapajós e 117 de Tucuruí) foram analisados. Elevados níveis médios de obesidade e frequências elevadas de indivíduos que apresentaram dislipidemias foram detectados, especialmente em Tucuruí, onde as frequências foram ainda maiores que no Tapajós. Também, foram identificadas elevadas percentagens de indivíduos com síndrome metabólica (14% a 35% dependendo da definição adotada). Os critérios adotados pela NCEP se revelaram os mais sensíveis para a identificação da síndrome metabólica (SM) nessas populações. O fator que mais contribui para a detecção da presença da SM foi o nível de HDL baixo, presente em 32% dos indivíduos com SM. No Tapajós, o segundo e terceiro fatores mais frequentes foram os níveis elevados de triglicerídeos e glicose, no entanto em Tucuruí foi a pressão arterial alterada e os triglicerídeos elevados. Em conclusão, nosso estudo fornece, dados epidemiológicos sobre a prevalência de dislipidemia, sobrepeso e obesidade, hipertensão arterial e síndrome metabólica em adultos ribeirinhos da Amazônia. Somando-se a isso, a avaliação epidemiológica do perfil lipídico é uma ferramenta importante para a promoção de medidas de saúde que visa prevenir e reduzir fatores de risco cardiovascular.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeito do metilmercúrio em girinos e recém-metamorfoseados de Physalaemos ephippifer (Steindachner, 1864) (Anura, Leptodactylidae)(Universidade Federal do Pará, 2016-11-23) CASTELO BRANCO, Ailin; BAHIA, Verônica Regina Lobato de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/1218901740124657; BAHIA, Marcelo de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/3219037174956649A contaminação por metais em anfíbios tem sido levada em consideração como um dos fatores que contribui para o declínio populacional desses animais. O mercúrio (Hg) é um contaminante ambiental que apresenta altos níveis de toxicidade. A sua forma orgânica, o metilmercúrio (MeHg), pode ser bioacumulável alcançando níveis elevados na cadeia trófica. Para as populações de anfíbios, a bioacumulação de metais se torna importante, pois esses animais podem ser difusores de MeHg do ambiente aquático para o ambiente terrestre devido ao seu ciclo de vida duplo. Concentrações de MeHg em altas doses podem provocar óbvios efeitos letárgicos e a mortalidade da larva do anfíbio, porém as dúvidas se desvelam em buscar conhecimentos quanto aos efeitos das doses sub-crônicas do MeHg. Portanto, a presente pesquisa tem por objetivo explorar os efeitos da exposição subcrônica do MeHg em um modelo experimental, a espécie Physalaemus ephippifer, descrevendo, identificando e caracterizando as possíveis alterações no desempenho físico das larvas e dos recém-metamorfoseados, além de alterações teratogênicas e alterações morfológicas no sistema nervoso e sensorial. Após o ensaio toxicológico, nas concentrações de 0,007μg/ml, 0,004 μg/ml, 0,0007 μg/ml e 0,0004 μg/ml e controle negativo, os animais foram analisados pelo emprego das técnicas de análise comportamental simulando fuga predatória, análises morfométricas e análises de microscopia de luz e eletrônica de varredura. A pesquisa revelou que as concentrações utilizadas não provocam debilidades locomotoras nos girinos e nem danos morfológicos anatômicos aparentes, porém, levam ao aparecimento de uma massiva quantidade de células com núcleos picnóticos nas áreas do cerebelo e tectum óptico. Tal alteração, que se mantém no indivíduo mesmo depois da metamorfose, leva a uma debilidade locomotora na concentração de 0,007μg/ml, no qual é também a concentração em que se observa um aumento da incidência de danos teratogênicos (má formação da córnea). Dessa maneira, concluiu-se que o MeHg é um agente neurotóxico e teratogênico para P. ephippifer e que tais características levam a um decréscimo na performance locomotora. O presente trabalho pode fornecer subsídios para a compreensão da ação do MeHg nas populações de anfíbios que convivem em ambientes em que este contaminante está presente como integrante do ecossistema.Tese Acesso aberto (Open Access) Estado nutricional e desenvolvimento motor de crianças ribeirinhas expostas ao mercúrio no estado do Pará - Amazônia brasileira(Universidade Federal do Pará, 2014-11-26) LIMA, Antônio César Matias de; PINHEIRO, Maria da Conceição Nascimento; http://lattes.cnpq.br/6353829454533268Vários estudos têm mostrado que crianças ribeirinhas na Amazônia estão expostas ao mercúrio com níveis que podem trazer prejuízos ao desenvolvimento motor. Apesar de, a maioria dos estudos realizados nesta região avaliarem as consequências dessa exposição para o desenvolvimento cognitivo e neurocomportamental, os métodos aplicados não levaram em consideração os diferentes fatores interferentes no desenvolvimento infantil. Propõe-se avaliar o desenvolvimento motor infantil e sua relação com a exposição ao mercúrio, o estado nutricional e perfil socioeconômico dos familiares das crianças ribeirinhas de cinco a 10 anos de idade em duas diferentes regiões geográficas do Estado do Pará. As informações demográficas e socioeconômicas das famílias foram obtidas através do questionário socioeconômico da ABEP, (2012). Para a análise das medidas antropométricas foram utilizados os softwares WHO AnthroPlus v 1.0.2 (para crianças acima de 5 anos). Amostra capilar de cada criança foi utilizada para análise de HgT pela espectrofotometria de absorção atômica. Para analisar o desenvolvimento motor foi utilizado o Test of Gross Motor Development – Second Edition (TGMD-2) de Ulrich (2000). Os níveis de exposição ao mercúrio das crianças do Tapajós foram significativamente maiores que aos das crianças da área controle. Apesar da moderada redução observada na comunidade de Barreiras em relação à de anos anteriores, os níveis de exposição ao mercúrio ainda podem oferecer riscos ao desenvolvimento infantil. Em todos os grupos de escolares a condição social medida pela educação e a renda foram categorizadas como “muito pobres”. As crianças de São Luiz do Tapajós mostraram maior frequência de baixo peso e baixa estatura. Na avaliação geral, Barreiras apresentou melhor desempenho nas habilidades manipulativas, locomotoras e no coeficiente motor amplo. Não houve diferença entre as crianças de São Luiz do Tapajós e Furo do Maracujá que apresentaram os piores desempenhos. A correlação entre HgT e marcadores do desenvolvimento motor foi observada em Barreiras (IL), enquanto entre IMC e os marcadores do desenvolvimento(IL e CMA) foram observados nos escolares do Furo do Maracujá e de Barreiras. Estes resultados sugerem a influencia do mercúrio isoladamente e em associação com fatores nutricionais sobre o desenvolvimento motor dos escolares. O TGMD2 é uma técnica viável na avaliação do desenvolvimento motor de escolares ribeirinhos e pode ser recomendada para outros grupos de crianças com as condições socioeconômicas similares ao deste estudo.Tese Acesso aberto (Open Access) Estresse oxidativo na hepatotoxicidade aos medicamentos anti-tuberculose(Universidade Federal do Pará, 2016-06-30) COSTA, Maria Heliana Alencar da; MACCHI, Barbarella de Matos; http://lattes.cnpq.br/5330351659478942; NASCIMENTO, José Luiz Martins do; http://lattes.cnpq.br/7216249286784978O tratamento da tuberculose envolve uma associação de fármacos com ocorrência de interações entre si e outros fármacos. Seus efeitos adversos mais frequentes estão relacionados à hepatotoxicidade. A biotransformação de fármacos pode resultar na formação de metabólitos reativos capazes de produzir danos celulares, e tem sido considerada como um importante processo da patogênese de algumas formas de hepatotoxicidade. Objetivos: Avaliar a participação do estresse oxidativo em pacientes com hepatotoxicidade com medicamentos anti-tb. Metodologia: Este estudo é tipo Caso Controle e para a Revisão sobre hepatotoxicidade como reação adversa aos medicamentos anti-Tb, foi realizado uma ampla busca no Portal da Biblioteca Virtual da Saúde (BVS) visando a disponibilidade de literatura em língua portuguesa e inglesa para encontrar artigos publicados até dezembro de 2014. Para a análise das enzimas antioxidantes foram incluídos os pacientes atendidos no HUJBB no Ambulatório de Referência Secundária de Clínica de Pneumologia e internados na Clínica de Pneumologia, e os pacientes atendidos no Ambulatório da Unidade Básica de Saúde do Guamá em Belém do Pará. Resultados: Conforme a revisão da literatura sobre Reações adversas a medicamentos antituberculosos, realizada em 2015 foi constatado que o comprometimento hepático está entre as reações adversas de maior incidência associada aos medicamentos anti-tuberculose no cenário brasileiro, e que as reações adversas durante o tratamento da tuberculose são um dos principais fatores associa- dos ao abandono. Conforme as análises das enzimas antioxidantes, Glutationa nos grupos Controle, grupo com hepatotoxicidade (PCH) e o grupo sem hepatotoxicidade com medicamentos anti-TB (PCT) apresentaram medianas de níveis de glutationa com valores de 221 nmol/mL, 227 nmol/mL e 236 nmol/mL, respectivamente. As distri- buições da Catalase nos grupos controle, grupo com hepatotoxicidade (PCH) e o grupo sem hepatotoxicidade com medicamentos anti-TB (PCT), apresentaram medianas de atividade de catalase com valores de 213 nmol/mL, 319 nmol/mL e 2.035 nmol/mL, respectivamente. A mediana dos níveis de antioxidantes da glutationa para o grupo PCT foi a maior, e não se observou uma diferença estatisticamente significante ao aplicar o teste ANOVA. As distribuições da atividade da Catalase na população de pacientes com TB nos grupos que evoluíram com hepatotoxicidade (PCH) e os que evoluíram sem hepatotoxicidade (PCT) foram aumentadas quando comparados com os voluntários saudáveis. Particularmente, observou-se uma diferença estatisticamente significante da atividade da catalase no grupo (PCT) em relação aos demais grupos. Conclusão: Os resultados sugerem que a hepatotoxidade não está somente associada às enzimas antioxidantes e novas análises com mais variáveis explanatórias devem ser realizadas para entender este fenômeno.
