Teses em Zoologia (Doutorado) - PPGZOOL/ICB
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/3419
O Doutorado Acadêmico foi criado em 1999 e pertence ao Programa de Pós-Graduação em Zoologia (PPGZOOL) do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) foi consolidado como um convênio entre Universidade Federal do Pará (UFPA) e Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG).
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Tese Acesso aberto (Open Access) Filogenia do gênero Mischocyttarus de Saussurre, baseado em caracteres morfológicos e moleculares, e revisão taxonômica do subgênero Megacanthopus Ducke (Hymnoptera, Vespidae, Polistinae)(Universidade Federal do Pará, 2019-03) FELIZARDO, Sherlem Patrícia de Seixas; SILVEIRA, Orlando Tobias; http://lattes.cnpq.br/9654506257169791; https://orcid.org/0000-0002-5899-199XTese Acesso aberto (Open Access) Revisão taxonômica e análise filogenética do gênero Protopolybia Ducke, 1905 com uso de caracteres morfológicos e moleculares (Hymenoptera, Vespidae, Polistinae)(Universidade Federal do Pará, 2018-05-27) SANTOS JUNIOR, José Nazareno dos; SILVEIRA, Orlando Tobias; http://lattes.cnpq.br/9654506257169791; https://orcid.org/0000-0002-5899-199XPolistinae é uma das mais diversas subfamílias de Vespidae com cerca de 950 espécies, 25 gêneros e quatro tribos. Seus representantes são reconhecidos por apresentarem garras tarsais simples e ausência de paratégula. Ducke (1905) descreveu dois novos gêneros para Polistinae: Protopolybia e Pseudochartergus. Bequaert (1938) revisou Pseudochartergus reconhecendo somente duas espécies. Bequaert (1944a) realizou a primeira revisão de Protopolybia, na qual descreveu quatro espécies novas, considerou P. minutissima e P. sedula como formas de uma única espécie e definiu P. bella como espécie tipo do gênero. Richards (1978) fez a segunda revisão de Protopolybia e o gênero passou a compreender 23 espécies e duas subespécies. Por considerar inconsistentes os caracteres diagnósticos de Pseudochartergus e Protopolybia, Carpenter e Wenzel (1989) propuseram sua sinonímia, reconhecendo como caráter diagnóstico a presença de um processo posterior medial no metanoto. Carpenter (2011) propôs a sinonímia de quatro espécies do gênero. Santos-Junior et al. (2015) revisaram o grupo de Protopolybia exigua e usando caracteres morfológicos propuseram a primeira filogenia para Protopolybia sensu Carpenter & Wenzel (1989). Contudo, ainda existe um razoável número de espécies cuja identificação é imprecisa. Assim, esse projeto buscou ampliar o conhecimento sobre a taxonomia e o relacionamento filogenético das espécies de Protopolybia através de uma revisão e elaboração de uma filogenia usando caracteres morfológicos e moleculares. Para análise molecular foram isolados os fragmentos do genoma nuclear e mitocondrial - citocromo subunidade I (COI), 28s, 12s e 16s, contudo apenas o primeiro e ultimo foram utilizados. Como resultados têm-se notas adicionais para o grupo de Protopolybia exigua, assim como a descrição de uma nova espécie. Para o grupo de espécies P. sedula, todas as espécies são redescritas, uma nova chave de identificação é apresentada e as genitálias de P. weyrauchi e P. sedula são descritas. No grupo de espécies de P. picteti-emortualis, duas novas espécies são descritas. No grupo de espécies de P. chartergoides, propõe-se a sinonimização de uma subespécie, e redescreve-se as quatro espécies válidas, bem como a genitália masculina de P. chartergoides, P. fuscatus e P. pallidibalteatus. Quanto à filogenia de Protopolybia, a hipótese de monofilia do grupo de espécies de P. chartergoides é corroborada. A sua posição relativa dentro de Protopolybia é resolvida, com indicação de uma relação mais estreita com o grupo de P. sedula. Por outro lado, na presente análise o grupo de P. exigua resulta parafilético.Tese Acesso aberto (Open Access) Revisão taxonômica e filogenômica de Saimiri Voigt, 1831 (Primates, Cebidae)(Universidade Federal do Pará, 2019-07) MERCÊS, Michelle Pinto; LYNCH, Jessica Ward; http://lattes.cnpq.br/4735211013363847; SILVA JÚNIOR, José de Sousa e; http://lattes.cnpq.br/4998536658557008Os macacos-de-cheiro (gênero Saimiri Voigt, 1831) são primatas neotropicais de pequeno porte (650- 1200g), amplamente distribuídos na Bacia Amazônica, além de dois taxa que ocorrem na América Central. Existe grande divergência em relação ao número de espécies reconhecidas, podendo variar de 2 a 12 taxa. Recentemente diversos trabalhos foram publicados utilizando DNA mitocondrial visando entender a origem e diversificação de Saimiri, bem como o relacionamento entre as espécies. Entretanto, mesmo após estas publicações a diversidade e o relacionamento intra genérico ainda apresenta divergências, não havendo cogruência entre os dados morfológicos e genéticos. O presente estudo teve como objetivo propor uma hipótese filogenética para Saimiri através de parte do genoma (double digest restriction-site associated DNA sequencing - ddRADseq), assim como revisar taxonomia do genêro e sua distribuição. Esta tese está dividida em três capítulos. No primeiro, “Phylogenomics of Amazon squirrel monkeys (Saimiri; Primates; Cebidae)”, foram analisadas 44 amostras de tecido e seis de sangue para obtenção de uma filogenia molecular de parte do genoma (ddRADseq) através da análise de Máxima Verossimilhança e de uma árvore datada através do BEAST. Verificou-se a estrutura entre as populações estudadas através do STRUCTURE. Recuperou- se a monofilia recíproca entre o grupo Gótico e Romano. Além disso, as árvores recuperaram dez linhagens dentro de Saimiri da Bacia Amazônica, confirmando que a diversificação intra-genérica é recente, tendo ocorrido no Pleistoceno. No segundo capítulo, “How many squirrel monkey (Saimiri Voigt, 1831) species are there? A morphological diagnosis and refined mapping of geographical distribution”, foram analisados 887 espécimes de todas as espécies atualmente reconhecidas, incluindo 18 espécimes tipos. Foi verificada a congruência entre os resultados de análises morfológicas com a filogenia obtida no primeiro capítulo. Os resultados apoiam a existência de dois grupos morfológicos (Romano e Gótico) e o reconhecimento de 13 espécies, sendo uma espécie nova. Para cada uma delas são apresentados sinonímia, material tipo, localidade tipo, diagnose, variação, comparação com outras espécies, distribuição, comentários, status de conservação e material examinado. No terceiro capítulo, “New records of Saimiri collinsi Osgood, 1916 (Cebidae, Primates), with comments on habitat use and conservation”, a distribuição geográfica da espécie Saimiri collinsi, foi ampliada para uma área de transição entre Amazônia e Cerrado, indicando também a necessidade de monitoramento dessas populações devido à intensa ação antrópica na região que reduziu o habitat da espécie na maior parte do Maranhão e no norte do Tocantins.Tese Acesso aberto (Open Access) Sistemática molecular e diversificação dos gêneros Nonnula e Monasa (Aves: Bucconidae)(Universidade Federal do Pará, 2016-10) SOARES, Leonardo Moura dos Santos; SANTOS, Marcos Pérsio Dantas; http://lattes.cnpq.br/7941154223198901; https://orcid.org/0000-0001-8819-867XAs florestas Neotropicais compreendem uma das regiões biogeográficas mais ricas em termos de biodiversidade. E a origem da diversidade Neotropical e sua distribuição espacial tem sido abordada em uma perspectiva biogeográfica, assumindo que essa elevada diversidade foi resultado de fatores históricos associados à mudança da paisagem nessa região. Várias hipóteses biogeográficas baseadas, principalmente, em eventos vicariantes foram propostas na tentativa de explicar os padrões geográficos nos quais se organiza a diversidade biológica na região Neotropical. Dentre elas destacamos: o soerguimento dos Andes, refúgios florestais do Pleistoceno, rios como barreiras e incursões marinhas do Mioceno. Dentro desse contexto, utilizamos dois gêneros da Família Bucconidae: Monasa e Nonnula para tentar interpretar esses padrões de diversificação Neotropical. Esta tese teve como objetivos, reconstituir as relações filogeográficas entre os táxons que compõem os gêneros Nonnula e Monasa, a partir de marcadores moleculares nucleares e mitocondriais; datar os eventos cladogenéticos para inferir quais processos históricos foram responsáveis pela diversificação e tentar estimar o efeito de cada um destes processos entre os diferentes táxons que os vivenciaram. Foram sequnciadas 100 amostras distribuidas em 6 espécies do gênero Nonnulo e 166 amostras para as 4 especies reconhecidas para o gênero Monasa. Nossos dados indicam incongruência entre o tratamento taxonômico atual e a história evolutiva de Nonnula. Nossa análise recuperou 19 linhagens recíprocas monofiléticas dentro de Nonnula, revelando a existência de pelo menos 6 espécies biológicas no complexo N. rubecula. Além disso, nossa análise recuperou 10 linhagens recíprocas monofiléticas em N. ruficapilla que apresentaram parafilética com N. amaurocephala. As distribuições dessas linhagens geralmente coincidem com áreas neotropicais conhecidas de endemismo (AE). Já para o gênero Monasa foram delimitadas 12 linhagens bem suportadas estatisticamente, e que a taxonomia tradicional não representa a diversidade de linhagens desse grupo. Com exceção de Monasa atra, todas as espécies mostraram estruturação filogeografica. Foram recuperadas duas linhagens em M. flavirostris, duas linhagens em M. nigrifrons e 7 linhagens em M. morphoeus. Essas linhagens estão delimitadas pelos principais rios amazônicos. M. flavirostris foi a primeira linhagem a se diversificar, seguido por M. morphoeus que é o táxon irmão de M. atra e M. nigrifrons. A diversidade filogenética desses dois gêneros é subestimada pela taxonomia atual, fornecendo um exemplo de como endemismo enigmático amplamente distribuidos pode ser um bom exemplo para se estudar os padrões filogeográficos na região Neotropical, especialmente na Amazônia.
