Dissertações em Neurociências e Comportamento (Mestrado) - PPGNC/NTPC
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Navegando Dissertações em Neurociências e Comportamento (Mestrado) - PPGNC/NTPC por Área de Concentração "NEUROCIÊNCIAS E COMPORTAMENTO"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) A dança como recurso terapêutico complementar em saúde mental na doença de Parkinson(Universidade Federal do Pará, 2023-03-24) MACHADO, Inara Priscylla Rodrigues; KREJCOVA, Lane Viana; http://lattes.cnpq.br/2604693973864638; GOULART, Paulo Roney Kilpp; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; ROCHA, Fernando Allan de Farias; LOBATO, Bruno Lopes dos Santos; http://lattes.cnpq.br/3882851981484245; http://lattes.cnpq.br/2374170261870295; https://orcid.org/0000-0002-6148-1050; https://orcid.org/0000-0001-9321-5710A doença de Parkinson (DP) é uma doença neurodegenerativa com sintomas motores e não motores de elevada relevância clínica, sendo a depressão e a apatia as alterações neuropsiquiátricas de maior prevalência. Ambas apresentam grande impacto sobre a qualidade de vida, afetam negativamente o prognóstico e são fatores de risco para o desenvolvimento de quadro demencial associado a DP. A dança é uma atividade atrativa que ativa funções motoras, sensoriais, cognitivas e emocionais, com elevado potencial de estímulo da neuroplasticidade, excelente aderência entre idosos e resultados animadores enquanto terapia adjuvante na DP. O presente estudo buscou investigar a influência da prática da dança sobre os sintomas depressivos e apáticos na DP e a percepção dos participantes sobre tal influência. 18 pessoas com DP foram submetidas a protocolos de avaliação para depressão e apatia antes e após intervenção complementar em dança pelo método Baila Parkinson (6 meses, 2 sessões/semana). Utilizamos a Escala de Depressão Geriátrica (GDS15), Escala de Avaliação de Depressão de Montgomery e Asberg (MADRS), Escala de Apatia (AS) e Questionário Complementar para verificação dos resultados. Observamos diferença significativa nos resultados da AS (p=0,022) após a intervenção, e uma redução percentual no número de casos acima do ponto de corte na GDS-15. Os questionários complementares revelaram uma percepção dos sujeitos consonante com os resultados observados nas escalas. A dança pode ser utilizada como intervenção complementar na DP, com efeitos sobre os sintomas neuropsiquiátricos e estado mental da pessoa acometida. Estudos complementares são necessários para investigar os efeitos a longo prazo bem como os mecanismos da dança como terapia para atenuação de sintomas não motores em pessoas com DP.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A relação entre os parâmetros do potencial evocado P300 e o comprometimento cognitivo na epilepsia: Uma revisão sistemática e meta-análise(Universidade Federal do Pará, 2026-03-26) LEITE, Iris do Carmo; ROCHA, Fernando Allan de Farias; http://lattes.cnpq.br/3882851981484245; https://orcid.org/0000-0002-6148-1050; LIMA, Silene Maria Araujo de; http://lattes.cnpq.br/8961057812067156; GALVÃO, Olavo de Faria; DUTRA, Natália Bezerra; CARVALHO, José Inácio Lemos Monteiro; http://lattes.cnpq.br/7483948147827075; http://lattes.cnpq.br/9477887434121232; http://lattes.cnpq.br/3961040729425497; https://orcid.org/0000-0001-9912-3833; https://orcid.org/0000-0002-0766-0795Resumo: A epilepsia é um distúrbio neurológico crônico frequentemente associado a alterações cognitivas que afetam domínios como atenção, memória e velocidade de processamento da informação, impactando significativamente a qualidade de vida dos indivíduos. Nesse contexto, o potencial evocado P300, obtido por meio do eletroencefalograma, tem sido amplamente utilizado como medida eletrofisiológica objetiva para investigar desempenho cognitivo em indivíduos com epilepsia. Objetivos: Analisar a relação entre os parâmetros do potencial evocado P300 e o comprometimento cognitivo em indivíduos com epilepsia, por meio de uma revisão sistemática da literatura. Metodologia: Realizou-se revisão sistemática conduzida conforme as diretrizes PRISMA, com busca nas bases PubMed e LILACS entre janeiro de 2020 e junho de 2025. A seleção dos estudos foi conduzida por dois revisores independentes. Foram incluídos estudos observacionais e ensaios clínicos que avaliaram parâmetros do P300 associados ao desempenho cognitivo em indivíduos com epilepsia. A qualidade metodológica foi avaliada pela escala Newcastle–Ottawa (NOS). Quando disponíveis dados quantitativos comparáveis, realizou-se meta-análise da latência do P300, utilizando diferenças médias padronizadas (SMD) sob modelo de efeitos aleatórios com estimador Restricted Maximum Likelihood (REML). Devido à heterogeneidade dos instrumentos cognitivos e da forma de reporte estatístico, as associações entre parâmetros do P300 e domínios cognitivos foram adicionalmente sintetizadas por meio de síntese integrativa estruturada dos achados. Resultados: Dez estudos foram incluídos na síntese qualitativa. Os escores da NOS variaram entre 5 e 9 estrelas, com limitação recorrente no domínio de comparabilidade. Quatro estudos forneceram dados suficientes para a meta-análise da latência do P300. A estimativa combinada sob modelo de efeitos aleatórios demonstrou prolongamento estatisticamente significativo da latência em indivíduos com epilepsia em comparação a controles (SMD = 1,29; IC 95%: 1,03–1,54; p < 0,001), sem evidência de heterogeneidade estatística (I² = 0%; τ² = 0,00; Q(3) = 2,01; p = 0,57). Testes de viés de publicação não indicaram assimetria significativa (Begg p = 0,333; Egger p = 0,303), embora o número reduzido de estudos limite o poder estatístico. Na síntese integrativa dos achados, o prolongamento da latência foi mais frequentemente associado a pior desempenho em cognição global, atenção, velocidade de processamento e funções executivas. A redução da amplitude esteve associada a prejuízos em atenção, funções executivas e memória de trabalho. Subgrupos com maior gravidade clínica, incluindo epilepsia farmacorresistente e politerapia, apresentaram alterações combinadas de latência prolongada e amplitude reduzida acompanhadas de pior desempenho cognitivo. Conclusão: As evidências indicam que o P300 é um marcador eletrofisiológico sensível do comprometimento cognitivo na epilepsia, refletindo características clínicas da doença e os efeitos do tratamento, com potencial aplicação complementar à avaliação neuropsicológica.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Adesão ao tratamento em pacientes portadores de Diabetes Tipo 2: uso de diferentes regras de contagem de carboidrato(Universidade Federal do Pará, 2019-09-23) QUEIROZ, Joelma Coutinho Pinheiro; TEIXEIRA, Rachel Coêlho Ripardo; http://lattes.cnpq.br/7663300976857946; https://orcid.org/0000-0003-0515-7560; GOMES, Daniela Lopes; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569; GALVÃO, Olavo de Faria; PARACAMPO, Carla Cristina Paiva; CORRÊA, Hellen Vivianni Veloso; http://lattes.cnpq.br/7483948147827075; http://lattes.cnpq.br/9018003546303132; http://lattes.cnpq.br/1492707116121325; https://orcid.org/0000-0001-9912-3833Pacientes portadores de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como a diabetes, apresentam dificuldades em relação ao tratamento por este ser contínuo, e não haver cura, apenas controle e prevenção. Para a adesão ao tratamento considera-se que o comportamento de seguir regras pode dar sustentabilidade ao paciente. As regras podem atuar como forma de aprender novos comportamentos durante a ontogênese (história de vida) do indivíduo, sendo que o tratamento nutricional, em forma de tabelas de contagem de nutrientes, são tipos de regras. Para isso, procurou-se investigar a adesão ao tratamento nutricional de diabéticos pelo uso de duas formas de tabelas de contagens de nutrientes. Foram utilizados duas tabelas de contagem de carboidratos adaptadas à região Norte, uma que contava apenas os carboidratos em gramas, e outra contava a quantidade de carboidratos, gordura e sódio. Participaram da pesquisa 8 indivíduos divididos entre o Grupo 1 ( iniciava a pesquisa contabdo apenas carboidrato), 2 homens e 2 mulheres, e o Grupo 2 que iniciava a pesquisa contando carboidratos, gordura e sódio), 1 homem e 3 mulheres. Eles tinham que planejar suas refeições ao longo do dia, registrar em diários alimentares e fazer as contagens dos nutrientes sob o controle de uma meta prescrita pela pesquisadora. Os resultados mostraram que todos os participantes emitiram apenas a respostas de registrar e somar as quantidades, porém não fizeram o planejamento de suas refeições, evidenciado por suas escolhas alimentares registradas. Esse comportamento possivelmente ficou sob controle da consequencia aversiva que era a substituição de seus alimentos mais apreciados por outros de melhor valor nutricional. Observou-se que 6 dos 8 participantes tiveram preferência de uso pela tabela que contava somente carboidratos, ou seja, a que possuía respostas de contagem mais simples, independente da ordem a que foram apresentados às tabelas, mostrando que o não seguimento de regras para a emissão da cadeia completa de respostas ficou sob controle da variável de custo de respsosta. Concluímos que o seguimento de regras depende do custo de resposta e de suas consequências imeditas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Agrupamento perceptual em macacos-prego (Sapajus spp.): Discriminação de formas em estímulos de mosaico e estímulos hierárquicos(Universidade Federal do Pará, 2020-07-30) RABELO, Fernanda Mendes; SOUZA, Givago da Silva; http://lattes.cnpq.br/5705421011644718; https://orcid.org/0000-0002-4525-3971; BRINO, Ana Leda de Faria; http://lattes.cnpq.br/9930065472602966; VENTURA, Dora Selma Fix; GALVÃO, Olavo de Faria; http://lattes.cnpq.br/2951961722680149; http://lattes.cnpq.br/7483948147827075; https://orcid.org/0000-0002-7616-4031; https://orcid.org/0000-0001-9912-3833Estudos que investigaram o agrupamento perceptual de estímulos visuais por diferentes espécies, indicam diferenças perceptuais no processo de agrupamento dos elementos que compõem uma imagem entre humanos, chimpanzés, babuínos, macacos rhesus, saguis cabeça-de-algodão e macacos-prego. O objetivo deste trabalho foi investigar a discriminação perceptual em estímulos de mosaico (Experimento 1) e em estímulos hierárquicos (Experimento 2), ambos em macacos-prego do gênero Sapajus. Participaram deste estudo dois macacos-prego alojados na Escola Experimental de Primatas (EEP) da Universidade Federal do Pará. No Experimento 1, dois grupos de estímulos mosaicos foram usados para avaliação da discriminação de forma dos alvos: os de contraste de cor, com ruído de luminância e os estímulos de contraste de luminância. Outros dois grupos de estímulos sólidos foram utilizados como linha de base para avaliação da discriminação de forma dos alvos (nos quais o alvo e o fundo não eram produto do agrupamento de elementos próximos entre si): estímulos sólidos de contraste de cor e estímulos sólidos de contraste de luminância. Dois procedimentos foram usados: 1) a escolha de acordo com o modelo (DMTS), em que a resposta de escolha do estímulo de comparação correspondente ao modelo (S+) produzia a liberação de uma pelota de banana e um intervalo entre tentativas (IET) de 6 s, e 2) o de discriminação simples (DS) simultânea, em que o sujeito deveria escolher o estímulo distinto dos demais para produzir a pelota de banana e o IET, também de 6 s. No experimento 2 foram usados estímulos hierárquicos em duas condições de aplicação do procedimento de DMTS: 1) a condição global, em que o modelo e o comparação positivo eram compatíveis nos elementos local e global, enquanto o comparação negativo diferia do modelo em nível global e 2) a condição local, em que modelo e o comparação positivo eram compatíveis em nível local e global, mas o comparação negativo diferia do modelo nos elementos locais. Além disso, avaliou-se a possível interferência produzida por estímulos consistentes e inconsistentes no processamento perceptual da forma global e local. Os resultados do Experimento 1 indicaram, para os dois sujeitos, que os macacos-prego parecem não ser capazes de discriminar as formas que poderiam emergir do agrupamento de pequenos círculos que compõem os estímulos de mosaico pseudoisocromáticos, tanto no procedimento de DMTS quanto de DS. Os resultados do Experimento 2 mostraram que os dois macacos-prego apresentaram maior facilidade em fazer a correspondência entre modelo e comparação quando o controle pelos elementos locais permitia escolhas corretas; quando as escolhas corretas dependiam da correspondência global entre modelo e comparação positivo, o desempenho apresentava-se ao nível do acaso. Embora pouca diferença tenha sido observada no desempenho entre as tentativas consistentes e inconsistentes nas duas condições, a precisão foi menor nas tentativas inconsistentes em ambas as condições. Os resultados deste estudo mostram que o agrupamento de elementos por contraste de cor ou de luminância em estímulos de mosaico pseudoisocromático não produzem a emergência de percepção de formas em macacos-prego suficiente para permitir o estabelecimento de discriminações entre estímulos deste tipo nas tarefas de DMTS e DS, corroborando estudos que sugerem que macacos do novo mundo apresentam vantagens no processamento perceptual local de estímulos hierárquicos, também observado no Experimento 2 deste trabalho.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Além da criança: saúde mental, estado nutricional e comportamento alimentar de cuidadores de crianças com Transtorno do Espectro Autista na Amazônia brasileira(Universidade Federal do Pará, 2026-03-23) MIRANDA, Livia Martins de; DUTRA, Natália Bezerra; GOULART, Paulo Roney Kilpp; http://lattes.cnpq.br/9477887434121232; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; https://orcid.org/0000-0002-0766-0795; GOMES, Daniela Lopes; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569; FARIAS, Letícia Miquilini de Arruda; CARVALHAL, Manuela Maria de Lima; TEIXEIRA, Rachel Coêlho Ripardo; http://lattes.cnpq.br/1667910071509974; http://lattes.cnpq.br/0708921042608519; http://lattes.cnpq.br/7663300976857946; https://orcid.org/0000-0002-3975-4091; https://orcid.org/0000-0003-1397-0471; https://orcid.org/0000-0003-0515-7560Introdução: Cuidadores de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) estão expostos a demandas intensificadas de cuidado, o que pode impactar negativamente sua saúde emocional, comportamentos de autocuidado e estado nutricional. Embora existam evidências sobre a sobrecarga psicológica nesses cuidadores, a interação entre sintomas emocionais, comportamento alimentar e estado nutricional ainda é pouco explorada, especialmente em contextos nos quais essas dimensões coexistem no cotidiano do indivíduo. Objetivo: Analisar sintomas emocionais, comportamento alimentar e estado nutricional de cuidadores de crianças com TEA na região amazônica brasileira, em comparação com cuidadores de crianças neurotípicas. Método: Estudo transversal realizado com 120 cuidadores, sendo 80 cuidadores de crianças com TEA e 40 cuidadores no grupo controle, recrutados em centros de referência e na comunidade. A coleta de dados incluiu questionário sociodemográfico, a escala Depression, Anxiety and Stress Scale (DASS-21), o Three-Factor Eating Questionnaire (TFEQ-21) e avaliação do Índice de Massa Corporal (IMC). Adicionalmente, foram realizadas análises de regressão logística binária para examinar associações entre sintomas emocionais, dimensões do comportamento alimentar e pertencimento aos grupos (cuidadores de crianças com TEA vs. grupo controle). Resultados: A maioria dos cuidadores era do sexo feminino (93,8%), com média de idade de 38 ± 7,1 anos, baixa renda familiar e IMC médio de 28,0 ± 5,2 kg/m², indicando excesso de peso; apenas 21,25% relataram realizar psicoterapia. Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos quanto aos sintomas emocionais ou ao comportamento alimentar. Entre os cuidadores de crianças com TEA, cuidar de uma criança classificada como nível de suporte 2 esteve associado a sintomas moderados a graves de estresse (p = 0,011), e a obesidade esteve associada a maior gravidade de sintomas depressivos (p = 0,022). Além disso, os escores de estresse (p = 0,032) e o IMC dos cuidadores (p = 0,035) foram preditores significativos de alimentação emocional. Na regressão logística, sintomas depressivos estiveram associados a maiores chances de pertencimento ao grupo de cuidadores de crianças com TEA. Conclusão: Cuidadores de crianças com TEA apresentaram importantes vulnerabilidades emocionais e nutricionais, evidenciadas pela associação entre estresse, IMC e alimentação emocional, além da relação entre obesidade e maior gravidade de sintomas depressivos. Esses achados reforçam a necessidade de intervenções integradas, com suporte psicológico e acompanhamento nutricional, voltadas ao bem-estar do cuidador e ao fortalecimento do cuidado integral no contexto do TEA.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Alterações eletrocorticográficas, eletrocardiográficas e de cálcio sérico causadas por dose suprafisiológica de vitamina A(Universidade Federal do Pará, 2023-08-11) HARTCOPFF, Priscille Fidelis Pacheco; HAMOY, Moisés ; http://lattes.cnpq.br/4523340329253911; https://orcid.org/0000-0002-2931-4324; LIMA, Silene Maria Araujo de; http://lattes.cnpq.br/8961057812067156; MELLO, Vanessa Joia de; CARDOSO, Keilla Gisele Mendonça; GOMES, Daniela Lopes; http://lattes.cnpq.br/9437589201689717; http://lattes.cnpq.br/8171651596212280; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569A vitamina A e seus derivados são amplamente utilizados terapeuticamente, principalmente para pele e cabelos, devido à sua atividade antioxidante que protege as células contra os danos causados pelo excesso de radicais livres. A vitamina A atua em receptores nucleares e, como resultado, aumenta a expressão gênica. Altas doses de vitamina A e seus derivados podem levar a alterações nas funções dos órgãos, como atividade osteoclástica e aumento dos níveis séricos de cálcio, que podem precipitar osteopenia e osteoporose. Pouco se sabe sobre sua atividade no sistema nervoso central; no entanto, há relatos de alterações comportamentais e possibilidade de exacerbação de sintomas depressivos com aumento do risco de suicídio. Foram utilizados 45 ratos Wistar machos para este estudo, aos quais foram implantados eletrodos de prata no córtex motor (coordenada estereotáxica de -0,96 do bregma). Para os exames de ECG foi utilizada a derivação D2 e, posteriormente, foram coletadas amostras de sangue dos animais para dosagem do cálcio sérico. Os ratos foram tratados com 50.000 UI/kg i.p. a cada 24 horas por 3, 7 e 14 dias. Cada grupo teve sua atividade eletrocorticográfica (ECoG), atividade eletrocardiográfica (ECG) e níveis séricos de cálcio avaliados. Demonstrou-se que houve aumento gradativo do cálcio sérico, mas manteve-se dentro da normalidade para a espécie. O ECoG revelou aumento da atividade nas bandas de oscilação cerebral de baixa frequência (delta, teta e alfa). A atividade cardíaca estava próxima do normal com ritmo sinusal e diminuição dos intervalos RR e QT.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise Comparativa da complexidade da Frequência Cardíaca em pacientes com Doença de Parkinson e indivíduos saudáveis, durante a deambulação com e sem obstáculos(Universidade Federal do Pará, 2026-03-19) FERREIRA, Vívian Aguiar Reis; PEREIRA JUNIOR, Antônio; http://lattes.cnpq.br/3239362677711162; https://orcid.org/0000-0001-6241-985X; ROCHA, Fernando Allan de Farias; http://lattes.cnpq.br/3882851981484245; https://orcid.org/0000-0002-6148-1050; MATOS, Felipe de Oliveira; KREJCOVA, Lane Viana; GOMES, Bruno Duarte; http://lattes.cnpq.br/2604693973864638; http://lattes.cnpq.br/4932238030330851; http://lattes.cnpq.br/4207066833785568; https://orcid.org/0000-0002-4926-4694Introdução: A variabilidade da frequência cardíaca (VFC) é um marcador neural cardíaco, frequentemente alterada na Doença de Parkinson (DP) durante a marcha. Objetivo: Avaliar a atividade autonômica cardíaca em pacientes com DP, idosos e adultos jovens saudáveis durante o repouso e a caminhada com e sem obstáculos. Método: Foi realizado um estudo transversal, observacional, quatitativo e qualitativo, com 60 indivíduos: 20 com DP, 20 idosos saudáveis e 20 adultos jovens residentes na região de Belém, Brasil. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética (parecer 6.133.181). A coleta de dados da VFC foi registrada em repouso (10 min) e durante a caminhada com e sem obstáculos (4 min cada) em percurso triangular de 15,7 m. Um Índice de Complexidade (IC) foi obtido a partir do primeiro componente principal da Entropia Aproximada (m=2) e da Entropia Multiescala (MSE1,2,10,15). Equações de Estimação Generalizadas avaliaram os efeitos de grupo e condição, ajustados pela frequência cardíaca média. Resultados: O IC diminuiu durante a negociação de obstáculos em comparação ao repouso e diferiu entre os grupos, sendo que o grupo com DP apresentou menor complexidade do que os idosos saudáveis. A frequência cardíaca média esteve inversamente associada ao IC, indicando que os achados não foram explicados apenas por alterações cronotrópicas. O IC apresentou associação não significativa com o RMSSD e associação positiva moderada com a razão LF/HF durante a negociação de obstáculos (r = 0,313; p = 0,025). As diferenças intra-sujeitos entre a negociação de obstáculos e o repouso revelaram uma supressão progressiva da complexidade, mais pronunciada no grupo com DP. A inclusão da dose diária equivalente de levodopa não alterou substancialmente os resultados. Conclusão: O desafio motor reduziu a complexidade da VFC, especialmente em indivíduos com DP, sugerindo menor adaptabilidade da integração autonômica central.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise comportamental e eletrofisiológica do uso de Glicocorticoides no Sistema Nervoso Central em modelos animais de depressão(Universidade Federal do Pará, 2017-01-31) CARDOSO, Keilla Gisele Mendonça; GOMES, Daniela Lopes; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569; LIMA, Silene Maria Araujo de; http://lattes.cnpq.br/8961057812067156; CARVALHO, Rosany Piccolotto; GOULART, Paulo Roney Kilpp; BRINO, Ana Leda de Faria; http://lattes.cnpq.br/8025840427970877; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; http://lattes.cnpq.br/9930065472602966A Dexametasona é um glicocorticoide largamente prescrito na medicina utilizado como imunossupressor e anti-inflamatório, bem como, a fluoxetina, que é um antidepressivo, inibidor da recaptação de serotonina, que podem ser utilizados em algum momento ao mesmo tempo com o objetivo das suas respectivas finalidades. O objetivo deste trabalho foi estudar as alterações eletroencefalográficas em animais administrados com essas drogas, como também, os efeitos comportamentais avaliados num modelo animal de depressão, o nado forçado. O estudo foi realizado em ratos wistar machos adultos, submetidos à administração de dexametasona em dose aguda de 4 mg/kg, 24 horas antes do registro eletrocorticográfico, e crônica, administrada durante sete dias a cada 24 horas na dose de 4 mg/kg i.p. A fluoxetina foi administrada na dose de 5 mg/kg, por sete dias, por via oral, com ferramenta semelhante à sonda orogástrica, procedimento de gavagem. Após a administração, os parâmetros eletroencefalográficos da atuação das drogas foram registrados e analisados. Ao comparar, a administração aguda de dexametasona com a crônica, não houve diferença estatística, porém, houve uma tendência para a diminuição das forças Theta e Gamma, para o uso crônico. O grupo que recebeu fluoxetina teve média de amplitude de 2,661 ± 0,5850 mV²/Hz x 10−3comprovando a eficácia da fluoxetina no controle da depressão provocada pelo nado forçado. Para o grupo que recebeu dexametasona de forma crônica e fluoxetina para reverter o quadro a média de potência foi de 0,4758 ± 0,2514 mV²/Hz x 10−3, como não existe diferença estatística entre os grupos dexametasona e dexametasona fluoxetina, a fluoxetina não conseguiu reverter o quadro depressivo ocasionado pela dexametasona. No nado forçado, o grupo fluoxetina teve diminuição do tempo de flutuação, com média de tempo de 45,33 ± 23,26 segundos, demonstrando que o grupo não ficou depressivo. No grupo em que se administrou dexametasona de forma crônica e se avaliou a possibilidade de reverter o quadro depressivo com a fluoxetina a média de tempo de imobilidade foi de 169,8 ± 24,5 segundos indicando que a fluoxetina não teve efeito sobre a depressão ocasionada pela aplicação crônica de dexametasona. Concluímos nesse estudo que o glicocorticoide causa alterações no eletrocorticograma e depressão no teste do nado forçado (TNF). A fluoxetina não obteve efeito nos ratos submetidos ao TNF após o uso de dexametasona.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise da expressão de citocinas e neurônios maduros em ratos que sofreram status epilepticus induzido por pilocarpina(Universidade Federal do Pará, 2023-02-24) SILVA, Bruno Ponciano da; GOULART, Paulo Roney Kilpp; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; LIMA, Silene Maria Araujo de; http://lattes.cnpq.br/8961057812067156; FRANCO, Edna Cristina Santos; PANSANI, Aline Priscila; http://lattes.cnpq.br/5939607544965550; http://lattes.cnpq.br/6385679829734771; https://orcid.org/0000-0003-2909-949X; https://orcid.org/0000-0001-6898-5940Este trabalho teve como objetivo examinar a ação de citocinas envolvidas no processo inflamatório e o padrão de perda neuronal em ratos adultos com epilepsia do lobo temporal mesial (ELTM) na região CA2 hipocampal, induzido através da utilização da droga pilocarpina. Foram utilizados 11 ratos adultos da raça Wistar, onde 6 deles receberam tratamento com Pilocarpina e foram sacrificados em 1 e 7 dia pós status epilepticusrespectivamente,5 deles receberam tratamento com solução salina. O modelo experimental de pilocarpina foi bem sucedido em reproduzir os efeitos prejudiciais da ELTM em ratos, causando status epilepticus, danos localizados nos subcampos hipocampais e morte neuronal, utilizando a escala de escala de Racine (1972) para avaliação do comportamento das crises. O anticorpo anti-PCP4 permitiu a localização precisa e análise das características oculares da região CA2 hipocampal. Não foi encontrada uma relação clara entre a citocina anti-inflamatória IL-10 e a proteção neurológica da região CA2, mas a presença da citocina inflamatória IL-1β em CA2 e CA3 no grupo de 1 dia, bem como a diminuição dessa citocina na região CA2 do grupo 7 dias, sugere uma possível migração da inflamação ao longo do tempo, impulsada por fatores neuroprotetores, tais como a rede Perineuronal, receptor EP2 e outras citocinas anti-inflamatórias.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise da expressão de citocinas inflamatórias em hipocampo de pacientes com epilepsia mesial do lobo temporal: sugestões para a aplicabilidade de testes de memória pós-cirurgia(Universidade Federal do Pará, 2019-08-02) SOUZA, Laize Souto Farage de; BRINO, Ana Leda de Faria; http://lattes.cnpq.br/9930065472602966; LIMA, Silene Maria Araujo de; http://lattes.cnpq.br/8961057812067156; FRANCO, Edna Cristina Santos; ROCHA, Fernando Allan de Farias; GOULART, Paulo Roney Kilpp; http://lattes.cnpq.br/5939607544965550; http://lattes.cnpq.br/3882851981484245; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; https://orcid.org/0000-0003-2909-949X; https://orcid.org/0000-0002-6148-1050A neuroinflamação é um evento secundário importante da fisiopatologia dos distúrbios neurais agudos e crônicos. Ele compreende componentes humorais e celulares dos sistemas imunes inato e adaptativo. A ativação microglial é um evento crucial nos distúrbios neuronais crônicos, com consequências deletérias e/ou benéficas. Na epilepsia, uma reação microglial intensa e de longa duração tem sido descrita usando modelos experimentais de status epilepticus, o que indica um importante papel da microgliose no dano neuronal. No entanto, os padrões de ativação microglial não foram sistematicamente investigados no cérebro de pacientes humanos com diferentes graus de esclerose hipocampal devido à epilepsia do lobo temporal (ELT). Neste estudo, explorou-se o padrão de reação microglial no hipocampo de pacientes com ELT com diferentes histórias clínicas e submetidos a hipocampectomia unilateral para tratamento de ELT refratária. Amostras de hipocampo foram obtidas através da ressecção desse hipocampo. Foram utilizados o tecido de um paciente que apresentou a primeira convulsão na infância, a qual se tornou contínua (P4) e de um paciente com latência de décadas após a primeira convulsão (P5). As amostras de tecido removidas durante a cirurgia foram coletadas em solução salina estéril e logo após foram colocadas em paraformaldeído a 4% por 24 horas. Após esse período, as amostras de tecido dos pacientes P4 e P5 foram crioprotegidas em diferentes gradientes de solução de glicerol e sacarose por duas semanas e cortadas usando um criostato a 40 µm de espessura. As secções foram submetidas à imunohistoquímica para imunomarcação de microglia (anti-Iba1) e citocina antiinflamatória (TGF-β). Ativação microglial generalizada com diferentes graus de microgliose estava presente no hipocampo dos pacientes P4 e P5. No entanto, a reação microglial foi mais intensa em P4, caracterizada por um número considerável de microglia degenerativa e distrófica e células bastonetes. As células positivas para TGF-β estavam conspicuamente presentes no hipocampo de ambos os pacientes em cavidades parecidas com clusters e distribuídas de forma esparsa sobre o parênquima do hipocampo. A história clínica de cada paciente, com mais ou menos convulsões ao longo do tempo, parece induzir padrões diferenciais de resposta microglial durante ELT. No presente estudo, o paciente com crises contínuas durante muitos anos, sem latência, apresentou intensa ativação microglial, distrofia e degeneração que se assemelham aos achados patológicos presentes na DA. Reações antiinflamatórias por células não microgliais também estavam presentes, como sugerido pela presença generalizada de células positivas para TGF-β sobre o parênquima do hipocampo.
