Dissertações em Neurociências e Comportamento (Mestrado) - PPGNC/NTPC
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Navegando Dissertações em Neurociências e Comportamento (Mestrado) - PPGNC/NTPC por Área de Concentração "NEUROCIÊNCIAS E COMPORTAMENTO"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Dinâmica entre aspectos da vida sexual e satisfação relacional em mulheres com Síndrome de Mayer-Rokitansky-Küster-Hauser(Universidade Federal do Pará, 2025-03-28) SANTOS, Lídia Silveira dos; BURTI, Juliana Schulze; CORRÊA, Hellen Vivianni Veloso; NATIVIDADE, Jean Carlos; VARELLA, Marco Antônio Corrêa; VALENTOVA, Jaroslava Varella; http://lattes.cnpq.br/9542120311882103; http://lattes.cnpq.br/8829511200588111; http://lattes.cnpq.br/7200084634468815Seres humanos geralmente investem muito tempo, esforço e recursos em seus relacionamentos amorosos na tentativa de mantê-los ou protegê-los contra ameaças. A ampla gama de atividades envolvidas nesses processos é denominada comportamentos ou estratégias de manutenção do relacionamento. O sexo, principal característica distintiva entre relacionamentos amorosos e outros tipos de vínculos íntimos, é uma dessas estratégias. Por meio da intimidade física, o sexo favorece o vínculo emocional entre os parceiros, influencia positivamente a satisfação relacional e, assim, contribui para a manutenção dos laços amorosos. Contudo, entre indivíduos que enfrentam dificuldades relacionadas à vida sexual, o sexo passa a demandar adaptações ou até o apoio de outras estratégias capazes de promover a intimidade. Nesta pesquisa, investigamos se aspectos da vida sexual (frequência de diferentes práticas sexuais, níveis de satisfação sexual e função sexual) parecem influenciar os relacionamentos (níveis de vínculo emocional e satisfação relacional) de um grupo de mulheres com a síndrome de MayerRokitansky-Küster-Hauser (n = 34), uma condição congênita caracterizada pela ausência parcial ou completa do útero e da vagina, em comparação com um grupo controle (n = 80). Foram incluídas mulheres entre 18 e 64 anos de idade, em relacionamentos amorosos de no mínimo seis meses, e que responderam adequadamente aos questionários. Os principais resultados indicaram que, apesar de níveis semelhantes de satisfação sexual e relacional entre os grupos, nas mulheres com a síndrome, a satisfação com o relacionamento não esteve associada à satisfação sexual, mas sim ao vínculo emocional com a parceria. Esses achados corroboram estudos anteriores que sugerem que pessoas que enfrentam desafios na vida sexual tendem a recorrer a comportamentos que reforcem o vínculo emocional (como demonstrações de afeto e proximidade física) como alternativa para preservar a intimidade física e manter a satisfação relacional.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Influência da luminância de fundo em estímulos pseudoisocromáticos sobre a discriminação de cores(Universidade Federal do Pará, 2017) MOREIRA, Rodrigo Canto; GOULART, Paulo Roney Kilpp; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; SOUZA, Givago da Silva; http://lattes.cnpq.br/5705421011644718; https://orcid.org/0000-0002-4525-3971A percepção de cores é uma complexa atribuição do sistema sensorial humano e contribui para a sobrevivência na expressão de comportamentos alimentares, reprodutivos, sexuais, de vigilância e outros. Estímulos pseudoisocromáticos são largamente utilizados para a avaliação da visão de cores de humanos e outros primatas. Apesar do grande uso, não há normatizações para sua aplicação. Cada desenvolvedor destes testes tem usado configurações de estímulos variadas. O presente estudo objetiva avaliar os efeitos da luminância de fundo sobre a discriminação de cores em humanos utilizando estímulos pseudoisocromáticos. Foram testados 10 sujeitos tricromatas de ambos os sexos com idades entre 26 e 54 anos (32,3 ±8,3 anos de idade), acuidade visual normal ou corrigida e sem histórico de doenças pregressas que potencialmente tenham afetado o aparato visual e/ou sistema nervoso. Para avaliar a influência da luminância de fundo na discriminação de cor, foi utilizado um estímulo pseudoisocromático com ruído espacial de tamanho e de luminância (ruído de luminância entre 5 a 35 cd/m2), com um fundo de iluminação de 0 cd/m2, 7,5 cd/m2, 15 cd/m2, 22,5 cd/m2 e 30 cd/m2. O alvo foi composto por um conjunto de círculos centrais que formavam uma letra C, os quais apresentavam diferentes cromaticidades em relação ao campo do mosaico em oito diferentes eixos cromáticos (0º, 45°, 90°, 135°, 180º, 225°, 270°, 315°) em torno de uma coordenada do diagrama da CIE 1976 (u’ = 0,219; v’ = 0,48). Os limiares de discriminação de cor em cada eixo foram estimados usando um método de escolha forçada de 4 alternativas e uma escada (staircase) de 21 reversões, com regra de 2 acertos para 1 erro e o limiar era calculado como a média das 15 últimas reversões. Os resultados mostraram que a variação dos limiares de discriminação de cor em função da luminância do fundo foi dependente do ângulo que estava sendo estudado. Nos ângulos 0°, 45°, 180° e 225°, o tamanho dos vetores na percepção limiar foram maiores em 0 cd/m2 e diminuíram acentuadamente em 7,5 cd/m2, onde alcançaram seus menores valores e se mantiveram com valores baixos nas condições com maiores luminâncias de fundo. No ângulo 90°, o tamanho do vetor foi mínimo na condição de luminância de fundo de 7,5 cd/m2 e aumentou para valores maiores e menores de luminância de fundo. Nos vetores de ângulo 135°, 270° e 315° a discriminação de cor não variou significativamente em função da mudança da luminância de fundo. A área da elipse de discriminação de cores variou em função da luminância do fundo do estímulo com valor mínimo em 7,5 cd/m2. Os resultados mostram que a discriminação de cor é influenciada pela modificação do fundo de luminância do estímulo pseudoisocromático. Ativação de um mecanismo de oponência verde-vermelho e dois mecanismos de oponência azul-amarelo podem explicar as diferentes influências da variação do fundo do estímulo sobre a discriminação de cromaticidades nos diferentes eixos. Os resultados são importantes na compreensão da fisiologia da percepção de estímulos pseudoisocromáticos e na busca por uma padronização no uso desses estímulos na prática clínica com o intuito de facilitar a comparação de resultados entre diferentes estudos.
