Teses em Comunicação, Cultura e Amazônia (Doutorado) - PPGCOM/ILC
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Navegando Teses em Comunicação, Cultura e Amazônia (Doutorado) - PPGCOM/ILC por Linha de Pesquisa "COMUNICAÇÃO, CULTURA E SOCIALIDADES NA AMAZÔNIA"
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Tese Acesso aberto (Open Access) O movimento da Zwanga African fashion: comunicação e moda ativista como prática decolonial na Amazônia-amapaense(Universidade Federal do Pará, 2024-12-20) NEVES, Lúcio Dias das; AMARAL FILHO, Otacílio; http://lattes.cnpq.br/2605877670235703; https://orcid.org/0000-0001-5467-8528A tese faz uma análise sobre a compreensão da experiência comunicativa das mulheres que participaram dos desfiles de moda propostos pela Zwanga nas edições de 2020, 2022 e 2023, bem como de uma pequena amostra dos homens que participaram da edição de 2023. A importância de estudar a Zwanga como lócus de pesquisa doutoral transcende a moda, visto que ela articula a economia criativa, o empreendedorismo, o resgate da autoestima dos afrobrasileiros. A fundamentação teórica teve como base as obras de pesquisadores da Amazônia como Amaral Filho (2016), tendo suas ideias reforçadas em autores como Tarcízio Silva (2020), Joaze Bernardino-Costa, Nelson Maldonado-Torres e Ramón Grosfoguel (2018) e Molefi Kete Asante (2009) que robustecem as ideias sobre decolonialidade com base na cultura local, o racismo, o marabaixo, quilombismo e outras manifestações da cultura afroamapaense e uma importante aproximação sobre a Zwanga e outras manifestações culturais do Amapá. A pesquisa de comunicação é de natureza básica, tendo como estudo de caso o meio para a investigação sobre as tradições e heranças afroamapaenses que atravessam o movimento da Zwanga. Sob esse enfoque, optamos por uma pesquisa do tipo explicativa e participante – uma vez que o autor faz parte e se conhece neste processo, para estudar fenômenos pontuais, de modo analítico e crítico, referentes ao universo da moda afroempreendedora no Amapá – a experiência da Zwanga. Para coleta e análise de dados foram utilizadas diversas entrevistas abertas com a afroempreendedora e entrevistas semiestruturadas com mulheres e homens que participaram dos eventos de moda e sociais da Zwanga entre o período de 2020–2023.Tese Acesso aberto (Open Access) As mulheres da resistência e megaprojetos na Amazônia: comunicação, território e luta em Barcarena (PA)(Universidade Federal do Pará, 2024-04-24) SILVA, Leonardo de Souza; COSTA, Vânia Maria Torres; http://lattes.cnpq.br/7517564393392394; https://orcid.org/0000-0002-0493-8763A ideologia da modernidade presente na América Latina trata-se de uma ontologia criada pelos governos europeus, cujos pilares foram construídos com base no racismo e no patriarcalismo. Essa herança adentrou as nossas veias e encontra-se presente na Amazônia brasileira a partir dos megaprojetos de mineração, os principais exemplos contemporâneos da modernidade planejada pelos ocidentais, especialistas na comercialização da natureza. Baseada na ausência do diálogo e dando jus ao histórico, a atividade promove a desigualdade entre minorias como as mulheres. Os megaempreendimentos apresentam implicações nas vidas das mulheres e, pensando nisso, nos propomos a investigar e alcançar narrativas de mulheres que fazem parte desta realidade. Com base em etnografias e análise de conteúdo temática, pesquisamos as histórias de vida, os impactos da mineração e as lutas de três lideranças femininas de Barcarena (PA) contra os megaprojetos. Analisamos as suas memórias e narrativas sobre a mineralização do território, os seus conhecimentos e os caminhos aderidos para resistir. E destacamos o uso do WhatsApp como principal dispositivo interacional de organização e mobilização da luta. Esta pesquisa pretende ressoar as narrativas dessas personagens historicamente invisibilizadas, julgadas e apresentadas como destituídas de agência política no território mineralizado, mas que utilizam as vozes, o corpo, a união e a esperança para resistir, negando o que está posto e lutando por direitos.Tese Acesso aberto (Open Access) Territorialidades de enunciações: as Amazônias na tetralogia Amazônica, de Benedicto Monteiro(Universidade Federal do Pará, 2024-09-24) OLIVEIRA, Airton Souza de; CASTRO, Fábio Fonseca de; : http://lattes.cnpq.br/5700042332015787; http://orcid.org/0000-0002-8083-1415Em grande parte as noções a respeito das Amazônias, sejam elas simbólicas ou reais estão marcadas, sobremaneira, por processos de disputas que envolvem diretamente os tecidos sociais, as Identidades/identificações, os fatores culturais, econômicos, religiosos e políticos. À custa disso, determinados discursos supostamente hegemônicos e seus signos homogêneos, binários, centrados na ideia de pureza, superioridade e centralidade, utilizando-se de uma argumentação estruturada na manutenção de poder. Considerando que essas relações estão, de maneira intrínseca, sempre marcadas por dinâmicas atravessadas por tipificações e a intersubjetividade, principalmente por meio de elementos que foram historicamente silenciados, objetiva-se com esta tese mostrar, a partir da Tetralogia Amazônica, de Benedicto Monteiro, como os tecidos sociais e as suas experiências endógenas contribuem para interrogar e tensionar determinadas representações simbólicas sobre as Amazônias, maiormente com base em noções como a de territorialidades de enunciações. Para isso, o marco teórico desta pesquisa tem como base autores como, Castro (2010; 2011; 2018), Sarmento-Pantoja (199; 2002; 2005; 2019), Pinto (198O; 1982; 1991; 2002; 2012), Loureiro (1992; 2009; 2015), Pachêco de Souza (2020), dentre outros/as. Para tanto, procede-se a interpretação de um projeto de Amazônias que está presente nos romances da Tetralogia Amazônica. Em vista disso, observa-se que essas narrativas problematizam diversas questões ligadas às territorialidades, às temporalidades e às identidades/identificações. O que nos faz concluir que as narrativas contribuem para dar visibilidade aos tecidos sociais, as suas tipificações, à intersubjetividade e às territorialidades amazônicas, com base na noção de territorialidades de enunciações, conforme veremos e que determinadas formações discursivas tentaram silenciar, em do que aqui estamos considerando como a noção de territorialidade enunciada.
