Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano - PPGCMH/ICS
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Navegando Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano - PPGCMH/ICS por Linha de Pesquisa "ESPORTE, ATIVIDADE FÍSICA E SAÚDE"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Acelerometria triaxial em saltos laterais para identificação de padrões motores sutis em adultos com e sem síndrome de Down(Universidade Federal do Pará, 2025-08-29) OLIVEIRA, Aline da Silva; CRISP, Alex Harley; http://lattes.cnpq.br/1187580727139009; https://orcid.org/0000-0003-4683-9576; SILVA, Anselmo de Athayde Costa e; http://lattes.cnpq.br/4794918582092514; https://orcid.org/0000-0001-5265-619X; CALLEGARI, Bianca; SOUZA, Givago da Silva; http://lattes.cnpq.br/0881363487176703; http://lattes.cnpq.br/5705421011644718; https://orcid.org/0000-0001-9151-3896; https://orcid.org/0000-0002-4525-3971Introdução: A síndrome de Down (SD) está associada a alterações neuromotoras que afetam habilidades como o salto, que exige força, equilíbrio e coordenação. A tarefa de saltos laterais do Körperkoordinationstest für Kinder (KTK) considera esses componentes, mas ainda é pouco investigada em adultos com SD. Sensores inerciais, como acelerômetros, surgem como alternativa promissora para quantificar padrões motores sutis não detectados por avaliações observacionais. Objetivo: Comparar os padrões motores de saltos laterais entre adultos com e sem SD por meio da análise de sinais triaxiais de aceleração. Métodos: Participaram 42 adultos divididos em dois grupos (21 com SD; 21 sem-SD) pareados por idade e sexo. Cada participante realizou a tarefa de saltos laterais do KTK por 15 segundos enquanto a aceleração linear mediolateral, anteroposterior e vertical era registrada por um sensor inercial posicionado na região lombar. As 39 métricas extraídas foram analisadas por uma abordagem multivariada envolvendo Random Forest, Análise de Componentes Principais (PCA) e Análise de Agrupamento Hierárquico. Resultados: Adultos com SD apresentaram desempenho significativamente inferior (10,1 ± 3,1 vs. 34,0 ± 4,3 saltos; p < 0,001; Hedges’ g = 6,30). O Random Forest identificou métricas de variabilidade e estabilidade da aceleração como as de maior importância preditiva. A PCA explicou 85,03% da variância total nos dois primeiros componentes e mostrou separação clara entre os grupos, além de maior heterogeneidade intragrupo entre adultos com SD. Conclusão: Este estudo constata que adultos com SD exibem padrões motores específicos ao realizar saltos laterais, caracterizados por maiores oscilações nas acelerações mediolateral e anteroposterior e por menor estabilidade vertical. A abordagem multivariada baseada em acelerometria demonstra capacidade de classificar grupos e revelar sutilezas de desempenho motor não detectadas por avaliações observacionais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Associação entre recuperação, comportamento de sono e as dimensões da síndrome de Burnout em paratletas: um estudo transversal(Universidade Federal do Pará, 2024-04-30) FERREIRA, Verônica Moreira Souto; PIRES, Daniel Alvarez; http://lattes.cnpq.br/4487383675643868; https://orcid.org/0000-0003-2163-5606; SILVA, Marília Passos Magno e; SIMIM, Mário Antônio de Moura; http://lattes.cnpq.br/9123524811984821; http://lattes.cnpq.br/2506744061310311; https://orcid.org/0000-0002-7322-6364; https://orcid.org/0000-0002-4659-8357INTRODUÇÃO: As investigações sobre a síndrome de burnout em atletas suscitam debates acerca dos aspectos psicológicos no esporte. Essa síndrome, de origem multifatorial, se manifesta em dimensões: exaustão física e emocional (EFE), reduzido senso de realização esportiva (RSR) e desvalorização esportiva (DES). No esporte, as demandas pressupõem a necessidade de recuperação para restaurar os recursos esgotados, sendo a ausência ou insuficiência desse processo apontada como precursora da síndrome de burnout. No paradesporto existem desafios adicionais, como altas taxas de lesões, distúrbios do sono e questões de saúde mental. Nesse sentido, aprofundar os conhecimentos referentes à psicologia do esporte no contexto do paradesporto se faz necessário, como a identificação de indicadores de burnout em paratletas, concomitantemente às estratégias de recuperação e comportamento do sono desses indivíduos. OBJETIVOS: Investigar a associação entre as dimensões de recuperação e as dimensões da síndrome de burnout em paratletas; Investigar a associação entre o comportamento de sono e as dimensões da síndrome de burnout em paratletas. MATERIAIS E MÉTODO: Trata-se de um estudo observacional de recorte transversal e abordagem quantitativa. Participaram do estudo 55 paratletas do sexo masculino, com média de idade de 37 ± 9 anos, praticantes das modalidades voleibol sentado (65,45%) e rugby em cadeira de rodas (34,54%). Os participantes preencheram um questionário sociodemográfico e os seguintes instrumentos: Questionário de Burnout para Atletas (QBA), Questionário de Estresse e Recuperação para Atletas (RESTQ-Sport) e Questionário de Comportamento de Sono do Atleta. A análise de regressão linear foi empregada para avaliar a associação entre os componentes do RESTQ-Sport, o comportamento de sono e as dimensões de burnout. As análises foram realizadas no software SPSS Versão 27.0 e a significância adotada foi de p<0,05. RESULTADOS: Ao analisar a associação entre as dimensões do RESTQ-Sport e as dimensões do burnout, os resultados apresentaram associações significativas nos modelos de EFE (F[4, 50]= 3,648, p= 0,01; R2ajustado= 0,16), DES (F[4, 50]= 4,135, p< 0,00; R2= 0,18) e burnout total (F[4, 50]= 4,943, p< 0,00; R2= 0,22), porém não houve significância em relação ao RSR (F[4, 50]= 1,695, p= 0,16; R2= 0,04). Adicionalmente, os resultados da associação entre o comportamento de sono e o burnout indicaram que o comportamento de sono explicou 10% da variação na EFE (F[1, 53]= 7.547; p= 0.008; R2ajustado= 0.108), já as dimensões DES (F[1, 53]= 0,445; p= 0,508; R2ajustado= -0,01), RSR (F[1, 53]= 0,469; p= 0,497; R2ajustado= -0,01) e burnout total (F[1, 53]= 3,148; p= 0,082; R2ajustado= 0,038) não apresentaram significância. CONCLUSÃO: Esses achados ressaltam a importância do manejo adequado do estresse, dos processos de recuperação e do sono na prevenção do burnout em paratletas, sugerindo que estratégias de intervenção que visam melhorar o bem-estar geral e promover um sono adequado podem ser eficazes na redução do risco de burnout e na melhoria do desempenho esportivo desses atletas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Características do ambiente escolar associadas à prática de educação física e ao deslocamento ativo em adolescentes de Belém-PA: um estudo multinível(Universidade Federal do Pará, 2025-02-26) SOUZA, Naicha Stefanie Félix; CRISP, Alex Harley; http://lattes.cnpq.br/1187580727139009; https://orcid.org/0000-0003-4683-9576Compreender como as características do ambiente escolar influenciam os comportamentos de atividade física dos adolescentes é essencial para o desenvolvimento de intervenções direcionadas. O objetivo deste estudo foi investigar as associações entre as características do ambiente escolar e os níveis de prática nas aulas de Educação Física (EF) e deslocamento ativo para a escola. Trata-se de um estudo transversal com amostragem de múltiplos estágios, envolvendo 1.719 adolescentes de 46 escolas de ensino médio, públicas e privadas, no município de Belém-PA. O tempo gasto nas aulas de EF e o deslocamento ativo na última semana foi autorrelatado com base no questionário da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar. As características do ambiente escolar foram obtidas por meio de questionários respondidos pelos gestores escolares e visitas de observação dos pesquisadores. Modelos de regressão binomial negativa inflacionada de zeros foram utilizados para lidar com a superdispersão e o excesso de zeros nos dados. Os resultados indicaram que a maioria dos estudantes (55,0%) não participava de aulas práticas de EF, com apenas 37,6% relatando 30 minutos ou mais de atividade por semana. Quanto ao deslocamento ativo, aproximadamente um terço dos adolescentes (34,6%) não realizava esse tipo de deslocamento. Na parte logit dos modelos ajustados, os fatores associados à redução das chances de não participação nas aulas de EF incluíram um maior número de professores de EF (OR = 0,79; IC 95%: 0,71–0,87), a presença de vestiários (OR = 0,66; IC 95%: 0,54–0,83) e a acessibilidade da escola (OR = 0,68; IC 95%: 0,54–0,86). Para o deslocamento ativo, a presença de calçadas (OR = 1,34; IC 95%: 1,03–1,74) e bicicletários (OR = 1,61; IC 95%: 1,26–2,05) aumentou as chances de não engajamento, enquanto as lombadas (OR = 0,60; IC 95%: 0,43–0,82) reduziram as chances de não engajamento. Em conclusão, as características do ambiente escolar têm o potencial de diminuir a não adesão às aulas práticas de EF entre os adolescentes. No entanto, os comportamentos de deslocamento ativo podem depender de fatores além da infraestrutura, exigindo uma exploração mais aprofundada.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Comportamento da velocidade da fase excêntrica sobre o desempenho da ação concêntrica subsequente em mulheres jovens e idosas(Universidade Federal do Pará, 2023-04-28) AZEVEDO, Antenor Barbosa Calandrini de; PENNA, Eduardo Macedo; http://lattes.cnpq.br/3746450308327976; https://orcid.org/0000-0003-0058-7967; COSWIG, Victor Silveira; http://lattes.cnpq.br/0097939661129545; https://orcid.org/0000-0001-5461-7119A proposta da presente dissertação de mestrado foi investigar a influência da velocidade da ação excêntrica sobre o desempenho subsequente da fase concêntrica de idosas e jovens adultas treinadas. Para isso, 12 idosas (idade= 65,2 ± 4,2 anos; estatura= 1,6 ± 0,4 metros; massa corporal= 64,1 ± 6,9 kg) e 16 jovens adultas (idade= 23,1 ± 2,1 anos; estatura= 1,7 ± 0,3 metros; massa corporal= 61,2 ± 10,2 kg) foram randomizadas por meio do software (randomizer.org.br) para a realização de duas condições e intensidades: (1) alta velocidade (AV) e (2) moderada velocidade (MV) executadas no supino reto no smith machine utilizando 30% e 60% de 1RM para avaliar o desempenho da velocidade média propulsiva (VMP), pico de velocidade (PV) e potência média (PM). Para todas as análises, a ANOVA de duas vias com medidas repetidas foi utilizada. Os resultados demonstraram que o desempenho para a VMP foi superior para jovens adultas em comparação com idosas apenas para 30% de 1RM (F= 24,2; ω²= 0,30; p< 0,0001). Além disso, PV (F= 18,77; ω²= 0,24; p< 0,001) e PM (F= 9,57; ω²= 0,13; p= 0,005) foram superiores para jovens adultas em relação a idosas para 60% de 1RM. A AV demonstrou ser mais efetiva para o aumento da VMP (p< 0,001; d= 0,57) e PM (p< 0,001; d= 0,17) para jovens adultas e idosas (p< 0,001; d= 0,58), considerando 30% de 1RM em comparação a MV. Os principais achados sugerem que o controle da fase excêntrica parece influenciar no desempenho da fase concêntrica subsequente quando cargas leves são aplicadas (30% de 1RM), independentemente da faixa etária.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Correlação entre ângulo de fase e coordenação motora em adultos com síndrome de Down(Universidade Federal do Pará, 2025-01-30) GOMES, Elenir Campelo; CRISP, Alex Harley; SILVA, Anselmo de Athayde Costa e; http://lattes.cnpq.br/4794918582092514; https://orcid.org/0000-0001-5265-619X; GOMES, Daniela Lopes; COSWIG, Victor Silveira; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569; http://lattes.cnpq.br/0097939661129545; https://orcid.org/0000-0001-5461-7119A Síndrome de Down (SD) é uma condição genética resultante da trissomia do cromossomo 21, que afeta diversos aspectos do desenvolvimento físico e cognitivo das pessoas que a possuem. Pessoas com SD apresentam menor tônus e força muscular em comparação com seus pares com desenvolvimento típico. Isto pode afetar sua coordenação motora, tornando mais desafiadora a realização de determinados movimentos e atividades de vida diária. Objetivo: Analisar a correlação entre os parâmetros da bioimpedância (ângulo de fase, capacitância, resistência e reactância) e coordenação motora em adultos com SD. Materiais e métodos: Foram avaliados 42 adultos, divididos em GSD (atendidos pela APAE – Belém) e grupo de referência (GR), discentes da UFPA - Belém, de ambos os sexos, com idades entre 18 e 40 anos. A coordenação motora foi avaliada através da bateria de Teste de Coordenação Corporal, Körperkoordinations test Für Kinder (KTK), composta por 4 testes cujo objetivo é avaliar as capacidades que integram o construto denominado coordenação motora. A avaliação da composição corporal foi realizada a partir da coleta de peso, altura, seguida da análise de bioimpedância. Os dados foram tabulados em planilha de Excel. As variáveis foram analisadas utilizando linguagem R. A normalidade foi testada utilizando o teste de Shapiro-Wilk. Para as correlações foi utilizado o coeficiente de correlação de Pearson (r) e o nível de significância adotado foi p ≤ 0,05. Posteriormente foram produzidos modelos de regressão linear para avaliar a associação entre as variáveis. Resultados: Os valores encontrados de ângulo de fase foram de 6,21 ± 0,58o para GSD e 7,42 ± 0,91o (p < 0,001) para o GR. Não observamos correlação entre ângulo de fase e scores brutos das tarefas do KTK no GSD e GR. Houve correlação entre ângulo de fase e scores brutos do KTK quando analisados os dados coletados de todos os voluntários (n = 42). Nos modelos de regressão foi observada associação significativa entre ângulo de fase e a tarefa de saltos monopedais (R 2 ajustado = 0,88) e ângulo de fase e a tarefa de saltos laterais (R 2 ajustado = 0,87), ajustados para grupo. Conclusão: Os resultados deste estudo sugerem correlação entre ângulo de fase e coordenação motora, no entanto, esta relação foi observada apenas no grupo como um todo e não especificamente em adultos com SD.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Desigualdade e interseccionalidade em domínios da atividade física e tempo de tela entre adolescentes de Belém(Universidade Federal do Pará, 2024-12-27) SILVA, Lucas Fernando Alves E; CRISP, Alex Harley; http://lattes.cnpq.br/1187580727139009; https://orcid.org/0000-0003-4683-9576As iniquidades influenciam diversos aspectos da saúde, incluindo a prática de atividade física e os comportamentos sedentários entre adolescentes. Em Belém, essas disparidades podem ser agravadas pelas condições socioeconômicas e demográficas características da região Amazônica. Este estudo investigou desigualdades em diferentes domínios da atividade física e do tempo de tela entre adolescentes de Belém (PA), considerando o índice de bens, sexo e dependência administrativa da escola, além de explorar a interseccionalidade das vulnerabilidades em múltiplas dimensões. Foram analisados dados de 1.719 adolescentes (49% meninas, 58% de escolas públicas). Calculou-se a prevalência de atividades nos domínios de Educação Física escolar (≥ 1 dia/semana e ≥ 30 minutos), deslocamento ativo (≥ 5 dias/semana), tempo livre (≥ 60 minutos/dia) e tempo de tela (≥ 4 horas/dia). As desigualdades foram avaliadas utilizando o Slope Index of Inequality (SII) e diferenças absolutas, com intervalos de confiança de 95% (IC 95%) obtidos por bootstrap. Os determinantes incluíram o índice de bens (quintis), sexo, dependência administrativa da escola e o Jeopardy Index de risco múltiplo. Adolescentes do quarto quintil do índice de bens apresentaram maior prevalência de atividades de tempo livre (32,9%) e participação em aulas de Educação Física (39,9%), enquanto o deslocamento ativo foi mais frequente entre aqueles do primeiro quintil (58,7%). O excesso de tempo de tela foi mais prevalente entre meninas (57,0%) e estudantes de escolas privadas (72,3%), enquanto meninos (46,5%) e alunos de escolas públicas (54,4%) apresentaram maior prevalência de deslocamento ativo. A análise pelo Jeopardy Index revelou maior desigualdade no excesso de tempo de tela (66,2%) entre meninas de escolas privadas e maior nível socioeconômico, enquanto meninos do mesmo estrato apresentaram maior prevalência em atividades de lazer (44,4%). Por outro lado, estudantes com maior vulnerabilidade no Jeopardy Index apresentaram maior prevalência de transporte ativo (57,0%). A maior magnitude de desigualdade foi observada no transporte ativo (SII = 0,398; IC95%: 0,324 a 0,466) e no tempo de tela (SII = -0,328; IC95%: -0,405 a -0,258). Atividades de lazer (SII = -0,180; IC95%: - 0,244 a -0,110) e Educação Física (SII = -0,104; IC95%: -0,182 a -0,026) também apresentaram desigualdades significativas, mas com menor magnitude, desfavorecendo adolescentes mais vulneráveis. Conclui-se que as atividades físicas e o tempo de tela são afetados por diferentes camadas de desigualdade, sendo meninos de maior nível socioeconômico mais ativos em atividades de lazer e meninas mais expostas ao excesso de tela. Entre os mais vulneráveis, observa-se maior prevalência de deslocamento ativo, sugerindo uma possível necessidade em detrimento de escolha.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Diminuição nas manifestações físicas e psicológicas da síndrome pré-menstrual e de seu impacto funcional através do protocolo de dose mínima(Universidade Federal do Pará, 2024-04-08) SILVA, Eliane Aragão da; PIRES, Daniel Alvarez; http://lattes.cnpq.br/4487383675643868; https://orcid.org/0000-0003-2163-5606A Síndrome Pré-Menstrual (SPM) é um conjunto de mais de 200 sintomas que envolvem fatores comportamentais e sintomas somáticos, emocionais e cognitivos que estão diretamente relacionados às modificações hormonais que ocorrem no período pré-menstrual. Em meio às situações de estresse vividas ao longo da vida, são necessárias estratégias para enfrentar e se adaptar a tais eventos. A forma com a qual se escolhe lidar com as situações é caracterizada por estratégias de coping. Mulheres com a SPM usam diferentes estratégias de enfrentamento se comparadas a mulheres sem SPM, sendo necessário o entendimento de quais estratégias são úteis para lidar com o sofrimento pré-menstrual e quais podem ser modificadas ativamente com métodos como atividade física. Os efeitos benéficos do exercício sobre os sintomas de SPM são a diminuição dos sintomas psicológicos, porém ainda são necessários estudos com aplicação de protocolos controlados e de longo prazo. O treinamento de dose mínima é como “petiscos de treino”, com treinos resumidos, abaixo do recomendado por instituições mundiais, proporcionando ganhos físicos e psicológicos aos praticantes, se comparados a vida sedentária. Os objetivos do estudo consistem em: a) analisar os efeitos de um protocolo de dose mínima de 8 semanas sobre os sintomas psicológicos de SPM, e b) identificar quais estratégias de enfrentamento foram utilizadas pelas mulheres acometidas pela SPM durante um protocolo de dose mínima de oito semanas. Após a seleção pelos critérios de inclusão a partir das informações de um Questionário Sociodemográfico, do Questionário de Rastreamento dos Sintomas de SPM (Premenstrual Symptom Screening Tool - PSST) e do Questionário de Prontidão para Atividade Física (PAR-Q), 33 universitárias, acometidas pela SPM foram encaminhadas a dois grupos: Grupo Treinamento Resistido (GTR), que realizaram um programa de treinamento resistido, e o Grupo Controle (GC), que realizaram testes físicos e preencheram questionários. Ambos responderam ao questionário (Premenstrual Symptom Screening Tool - PSST) no dia 1 de seu ciclo durante dois ciclos menstruais, e o questionário de estratégias de coping (Brief Cope), repassado ao final de todas as semanas durante dois meses. Para a análise de dados foi utilizado o modelo linear misto utilizando a Máxima Verossimilhança Restrita (REML) com a aplicação da tabela ANOVA III e o post hoc de Tukey para a análise dos sintomas de SPM. Para análise das estratégias de coping foi utilizado o modelo linear misto para cada domínio, com análise descritiva e exploratória. O programa utilizado para a análise foi o R Studio. Os resultados das análises apontaram diferenças significativas nas manifestações físicas e psicológicas, no segundo momento, com diminuição dos sintomas no GTR em comparação ao GC. Diferenças também foram percebidas nos impactos funcionais dos sintomas, no segundo momento, com diminuição dos impactos no GTR em comparação ao GC. Na análise de coping foi observada uma constância nas escolhas das estratégias, sem influência do protocolo de dose mínima. Concluímos que a prática de treinamento resistido com o método de dose mínima auxilia no tratamento dos sintomas de SPM diminuindo manifestações físicas e psicológicas assim como o impacto funcional dos sintomas na vida das acometidas. As estratégias de coping escolhidas parecem se manter constantes, não sofrendo influências do protocolo de dose mínima.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeito agudo do aprimoramento do desempenho pós-ativação (PAPE) a partir do Squat Jump, Drop Jump e Alongamento Dinâmico no Special Wrestling Fitness Test (SWFT) para atletas de Luta Olímpica(Universidade Federal do Pará, 2024-04-26) COSTA, Marcus Vinicius da; COSWIG, Victor Silveira; http://lattes.cnpq.br/0097939661129545; https://orcid.org/0000-0001-5461-7119O aquecimento é uma parte importante da preparação do atleta, principalmente antes de uma competição. Esportes de combate, como a Luta Olímpica, exige de níveis elevados de potência muscular durante o combate. Induzir o Aprimoramento do Desempenho Pós Ativação (PAPE) antes da competição pode beneficiar o atleta, por potencializar seus níveis de potência muscular. Para induzir a PAPE é necessário definir a atividade condicionante a ser utilizada, neste sentido o objetivo da presente investigação foi comparar o efeito agudo do Aprimoramento do Desempenho Pós Ativação (PAPE) a partir do squat jump (SJ), drop jump (DJ) e alongamento dinâmico (AD) no Special Wrestling Fitness Test (SWFT) em atletas sênior de Luta Olímpica. Para isso, 20 participantes do sexo masculino, adultos, na faixa etária entre 23 e 35 anos de idade participaram voluntariamente desta pesquisa. Cada participante foi submetido a quatro visitas, no qual organizaram-se da seguinte forma: 1) familairização; entre 2 e 4) protocolo SWFT e protocolo de cada atividade condicionante. As atividades condicionantes foram randomizadas, sendo elas squat jump, drop jump e alongamento dinâmico. Cada visita teve um intervalo mínimo de 48 horas. O protocolo SWFT foi realizada antes e após cada atividade condicionante. Os dados foram análisados com ANOVA-MR. Verificou-se que o Índice SWFT para ambos os saltos verticais foram similares e menores do que no AD, demonstrando que o desempenho dos saltos verticais, enquanto atividade condicionante, na PAPE foram melhores (p<0,001). Ainda, o tempo de intervalo utilizado de 3 minutos foi suficiente para potencializar o desempenho dos lutadores nos saltos verticais, mas não no AD. Em cada atividade condicionante, a quantidade de arremessos realizadas no pré e pós-SWFT apresentaram redução na ao longo das três séries (p<0,001). Todavia, o SJ e o DJ no pós-SWFT apresentaram maior quantidade de arremessos realizados, enquanto no AD a quantidade de arremessos foi menor que no pré-SWFT (p<0,001). Com base nestes achados é possível inferir que ambos os saltos verticais promovem a PAPE com um intervalo mínimo de 3 minutos, enquanto o AD não. Portanto, utilizar saltos verticais enquanto estratégias de aquecimento para potencialização da potência muscular de atletas de luta olímpica é uma forma viável, fácil e eficaz.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeito agudo do HIIT e do alongamento no controle inibitório, desempenho matemático e na variabilidade da frequência cardíaca: Um ensaio randomizado e cruzado(Universidade Federal do Pará, 2021-07-01) MODA, Tomé Edson dos Reis; COSWIG, Victor Silveira; http://lattes.cnpq.br/0097939661129545; https://orcid.org/0000-0001-5461-7119O Treinamento Resistido (TR) é uma modalidade que tem alta aplicabilidade e eficiência em contextos físicos, clínicos e funcionais. Nesse sentido, com o avanço científico nessa modalidade, uma série de recomendações de manipulação de variáveis e dosagem do TR surgiram para diferentes finalidades e população. No entanto, não está claro como essas diretrizes de prescrição do TR afetam a responsividade que, por sua vez, caracteriza-se capacidade particular de um indivíduo em responder/beneficiar-se de uma intervenção, para uma determinada medida. Portanto, o objetivo do estudo foi realizar uma revisão sistemática para investigar o efeito do TR na responsividade de adultos saudáveis, em variáveis de força, potência, funcionalidade e hipertrofia muscular, a partir da taxa de prevalência. Foram considerados apenas ensaios clínicos randomizados, em língua inglesa, indexados nas bases de dados PubMed/MEDLINE, SCOPUS, EMBASE e SPORTDiscus, publicados até junho de 2021. O estudo foi registrado no International Prospective Register of Systematic Reviews (PROSPERO), identificado pelo código CRD42021265378. Após o processo de seleção dos estudos, foi analisado o risco de viés por meio da ferramenta ROB2 da Chrocrane. Após a estratégia de busca, 3033 estudos foram encontrados e, mediante o processo de triagem, 14 estudos foram selecionados para análise sistemática, totalizando 1056 sujeitos. Somente dois estudos apresentaram baixo risco de viés.Quanto a efetividade do TR, a margem de prevalência para indivíduos não- responsivos, em relação a força muscular foi de 0% a 44%, para hipertrofia 0% e 84% e funcionalidade 0 a 42%, enquanto, para potência muscular, apenas um estudo investigou taxa de responsividade e relatou 37%. Portanto, percebe-se que alterações para hipertrofia muscular podem ser menos sensíveis ao TR, comparada as outras variáveis. Maior volume de TR mostrou ser mais efetivo em todas as variáveis, contudo, a intensidade pode ser fator chave para responsividade de força e funcionalidade. No entanto, é importante ponderar aspectos metodológicos e estatísticos ao analisar desfechos em responsividade.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeito da suplementação aguda de guaraná (Paullinia Cupana) e de uma dose equivalente de cafeína sobre parâmetros de potência muscular na execução do exercício supino reto(Universidade Federal do Pará, 2024) COLAÇO, Fernando Sampaio; PENNA, Eduardo Macedo; http://lattes.cnpq.br/3746450308327976; https://orcid.org/0000-0003-0058-7967Introdução: O guaraná (Paullinia Cupana) é uma substância natural rica em cafeína e em outros componentes bioativos. Sabe-se que a sua ingestão aguda pode melhorar o desempenho cognitivo e parâmetros de percepção de esforço, mas ainda não está claro se essa ingestão pode ser eficiente como substância ergogênica na produção de potência muscular, e se esse possível efeito ergogênico se dá pela sua concentração de cafeína Objetivo: O objetivo da presente pesquisa foi comparar o efeito da ingestão aguda de Guaraná (Paullinia Cupana) com uma dose equivalente de cafeína sobre os parâmetros de potência muscular. Métodos: 34 indivíduos (18 a 35 anos) praticantes de treinamento resistido foram recrutados e randomizados em três situações experimentais: PLACEBO (PLA); 500mg de guaraná (GUA-500, contendo 130mg de cafeína) e 130mg de cafeína (CAF-130). Os indivíduos realizaram uma sessão de familiarização com o exercício Supino reto realizado no Smith machine em que foi mensurado o valor de 1RM dos indivíduos e a ótima carga para produção de potência. Após um intervalo mínimo de 48h do teste de 1RM e carga ótima, os indivíduos realizaram, em dias diferentes, as três sessões experimentais em ordem randomizada: ingestão aguda de cafeína, placebo ou Guaraná. Cada situação experimental teve um intervalo mínimo de dois dias para washout. Foi estimado um percentual de ótima carga para produção de potência através de um teste progressivo no supino reto utilizando apenas a barra, 30%, 40%, 50% e 60% de 1RM afim de se identificar a melhor carga, para a realização de 3 séries até 40% da perca da velocidade de movimento, com um intervalo de 5 minutos entre séries.antes de realizarem a tarefa física, os indivíduos realizaram duas séries de cinco repetições utilizando a carga identificada como ótima, com um intervalo de 3 minutos entre cada série de aquecimento. Os participantes realizaram a fase concêntrica de movimento na máxima velocidade intencional, e fase excêntrica com duração de 2 segundos, em que foi mensurado as seguintes variáveis: potência média (Watts), potência pico (Watts), velocidade pico (m/s), e velocidade média propulsiva (m/s) e número de repetições. Resultados: Com relação número repetições alcançado entre as situações experimentais, não foi identificado diferença estatisticamente significativa entre os fatores cápsula ingerida (F(2, 264) = 1,4689, P = 0,2320; η² parcial = 0,01); entre as três séries executadas (F(2, 264 = 0,5775, P = 0,5620) e em relação Cápsula: Série (F = 0,2937, P = 0,8819), em relação a Quanto a Potência pico, as análises não detectaram nenhum efeito significativo nos valores Cápsula (F (2,264) = 0,0908; P = 0,7479), Série (F (2, 264) = 1,5053; P = 0,2238) e para as interações Cápsula: Série (F (4, 264) = 0,7674; P = 0,5453), com relação a Potência média, a análise não detectou efeitos significativos para os fatores Cápsula (F (2, 264) = 0,028; P = 0,972; η² parcial < 0,01), Série (F (2, 264) = 1,187; P = 0,306; η² parcial < 0,01), e para a interação Cápsula: série (F (4,264) = 1,266; P = 0,283; η² parcial = 0,02), já a Velocidade pico, a análise indicou ausência de efeito para o fator Cápsula (F (2,263) = 1,162; P = 0,314; η² parcial < 0,01), um efeito significativo para o fator Série (F (2, 263) = 3, 479; P = 0,03; η² parcial = 0,03), na análise de interação Cápsula:série (F (4, 263) = 1, 337; P = 0,256; η² parcial = 0,02), não se identificou efeito significativo. Com respeito a Velocidade média propulsiva não identificou-se diferenças significativas para os fatores Cápsula (F (2, 264) = 0,401; P = 0, 669; η² parcial = 0,01), Série (F (2 ,264) = 1, 327; P = 0, 266; η² parcial < 0,01) e para a interação Cápsula: série (F (4, 264) = 1,199; P = 0,311; η² parcial < 0,01). Conclusão: A suplementação de 500mg de Guaraná contendo 130mg, e 130mg apenas de cafeína não desencadearam nenhum efeito ergogênico nos parâmetros de potência muscular, e velocidade no supino reto.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeitos agudos de dois protocolos de exercício intervalado de alta intensidade no afeto, desempenho em matemática e variabilidade da frequência cardíaca em crianças(Universidade Federal do Pará, 2024-04-29) MORAES, Luan Bezerra; TORRES NETO, João Bento; http://lattes.cnpq.br/7874863858825807; https://orcid.org/0000-0002-9155-9445; JARDIM, Naina Yuki Vieira; SILVA, Marcos Guilherme Moura; http://lattes.cnpq.br/6680933340483191; http://lattes.cnpq.br/3278058288104378; https://orcid.org/0000-0003-3589-1897As desigualdades educacionais entre o Brasil e outros países evidenciam a necessidade de dedicarmos maior atenção às diversas ferramentas capazes de elevar o desempenho escolar. O treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT) pode causar efeitos positivos no desempenho matemático de crianças e adolescentes e influenciar as respostas afetivas. A variabilidade da frequência cardíaca (VFC) é um biossinal que pode apresentar manifestações correlatas a possíveis modificações afetivas durante a realização de tarefas matemáticas. Isso se deve ao fato de que uma maior VFC está associada a uma maior resiliência do sistema nervoso e melhor desempenho cognitivo, enquanto uma baixa VFC pode indicar um nível mais elevado de estresse e menor capacidade de resiliência emocional. Objetivos: investigar o efeito agudo de dois protocolos de HIIT no desempenho matemático, sistema nervoso autônomo e no afeto em crianças saudáveis. Metodologia: Este é um ensaio randomizado cruzado com 23 crianças de 9 anos. O Positive and Negative Affective Schedule for Children (PANAS-C8), o teste matemático (TM) foi realizado antes e após 11 minutos de exercício. O protocolo HIIT Tabata durou 4 minutos com 8 séries de 20 segundos de esforço por 10 segundos de repouso, o protocolo HIIT progressivo durou 5 minutos, com 5 séries de 20 segundos de esforço máximo seguido de 30, 40, 50, 60 e 20 segundos respectivamente de repouso. Para comparações múltiplas foram usados ANOVA de duas vias com medidas repetidas seguida por análises por estatística de estimativa, para avaliar o efeito dos protocolos de exercício sobre o teste matemático, afeto e VFC, os resultados são apresentados para significância (p<0,05) e tamanho de efeito g (Hedge's). Resultados: As comparações revelam que, após intervenções de (HIIT), as crianças apresentaram um aumento significativo no desempenho matemático, especialmente no protocolo HIIT Tabata (g=0,39; IC 95% 0,12 a 0,76; p=0,00), em comparação com o HIIT progressivo. No que diz respeito à resposta regulatória da variabilidade da frequência cardíaca pós-exercício, o HIIT Tabata demonstrou efeitos significativo no parâmetro de Entropia da amostra (SampEn) (g=0,32; IC 95% 0,03 a 0,61; p=0,03). No entanto, não foram observadas variações significativas nos estados afetivos após o exercício. Conclusão: Uma sessão aguda de 4 minutos de HIIT Tabata é capaz de melhorar o desempenho matemático em crianças sem influenciar negativamente no afeto positivo e negativo em crianças escolares. Essa intervenção de baixo custo e de curta duração pode ser uma opção viável para aumentar o desempenho matemático das crianças.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Os efeitos agudos do treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT) na cognição e na variabilidade da frequência cardíaca de crianças com ansiedade e depressão(Universidade Federal do Pará, 2022-06-29) SILVA, Luisa Matos da; TORRES NETO, João Bento; http://lattes.cnpq.br/7874863858825807; https://orcid.org/0000-0002-9155-9445A ansiedade e a depressão (AD) são os problemas de saúde mental mais comuns e debilitantes na infância e adolescência. O treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT) vem sendo estudado como um componente de melhoria do controle inibitório, comumente afetado em crianças com AD. O objetivo principal deste estudo foi investigar os efeitos agudos do HIIT sobre a variabilidade da frequência cardíaca (VFC) e sobre o controle inibitório de crianças escolares com AD. Realizamos um ensaio cruzado e randomizado com 71 crianças de 9 a 13 anos, 36 meninas e 35 meninos, onde as crianças realizaram um protocolo de treinamento agudo de HIIT e de alongamento (controle) em dias distintos. Utilizamos a pontuação do questionário RCADS para classificar as crianças para a AD e analisamos essa classificação pela dispersão por quartis (superior e inferior). O controle inibitório foi avaliado pelo teste de Flanker pré e pós exercício e a VFC foi obtida através de cardiofrequencímetro e analisada pelo software Kubios. O efeito do exercício foi analisado usando a estatística de estimativa pareada e ANOVA de medidas repetidas. Nossos resultados demonstram que o HIIT, de forma aguda, produziu efeitos de melhora no controle inibitório em ambos os grupos, como na precisão das respostas de latência incongruente, assim como no custo do conflito; além de melhora na latência congruente para o grupo CAD. Os resultados da VFC demonstram que o HIIT de forma aguda não foi capaz de melhorar a VFC, mas houve um efeito positivo após o alongamento que necessita de maior investigação em trabalhos futuros.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Os efeitos do treinamento pliométrico sobre o desempenho do tempo de resposta em praticantes de esportes de combate de percussão(Universidade Federal do Pará, 2025-02-12) MACHADO, Hugo Enrico Souza; PENNA, Eduardo Macedo; http://lattes.cnpq.br/3746450308327976; https://orcid.org/0000-0003-0058-7967O tempo de resposta é uma importante variável nas modalidades esportivas de combate, que depende tanto de mecanismos centrais (percepção e transformação da informação), quanto periféricos (realização do movimento). Além disso, a capacidade de maximizar a produção de força no menor tempo possível pode aumentar a velocidade de contração muscular e tornar os golpes mais rápidos. No entanto, pouco se conhece a respeito dos efeitos das adaptações do treinamento de potência no desempenho total do tempo de resposta em praticantes de lutas. Assim, o objetivo do trabalho foi investigar os efeitos de seis semanas de treinamento de pliometria sobre o desempenho do tempo de resposta simples e de escolha (TRS e TRE, respectivamente) de praticantes de esportes de combate de percussão. Para isso, 16 voluntários foram divididos em dois grupos: grupo treinamento tradicional (GTT = 8) e GTT + pliometria (GTT+PLIO = 8). Os participantes foram avaliados em dois momentos (pré e pós-intervenção) quanto ao TRS e TRE específicos de chutes semicirculares e altura de salto do countermovement jump (CMJ), squat jump (SJ), salto horizontal (SH), além do índice de força reativa (IFR). O GTT+PLIO fora designado a um programa de treinamento pliométrico (TP) de seis semanas, com treinos duas vezes por semana adicional ao treino regular da modalidade. Por outro lado, o GTT seguiu apenas com os treinos regulares da modalidade. Para as análises, foi utilizado ANOVA two-way (grupo x tempo) e teste t para amostras independentes para avaliar o % de variação entre os grupos. Um valor de p < 0,05 fora adotado como estatisticamente significante. Como resultado, não houve interação grupo x tempo significante para o TRS (F = 0,73; p = 0,40; η2 = 0,003) e TRE (F = 0,04; p = 0,83; η2 = 0,001). Com relação aos saltos, apenas o SJ mostrou interação grupo x tempo significante (F = 6,16, p = 0,026, η2 = 0,01), e apenas o GTT+PLIO mostrou aumento na altura de salto (pré= 30,3 ± 5,7, pós= 33,4 ± 5,8, p = 0,01) bem como diferença no percentual de variação (GTT: 0,4 ± 4,8%; GTT+PLIO = 9,1 ± 8,1%; p = 0,02). Ainda, o IFR mostrou variação significante apenas para o GTT+PLIO (GTT = -2,3 ± 8,3%; GTT + PLIO = 24,4 ± 31,4; p = 0,03). Concluímos que 6 semanas de TP melhoraram o desempenho físico de produção de potência do GTT+PLIO, sem melhorias significantes de desempenho no tempo de resposta total específico em praticantes de lutas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A fadiga mental altera a percepção subjetiva de esforço, mas não prejudica o tempo de resposta de árbitros de futebol durante uma tarefa física simulada(Universidade Federal do Pará, 2023-04-27) LIMA, Cássio Zacarias Lopes de; PENNA, Eduardo Macedo; http://lattes.cnpq.br/3746450308327976; https://orcid.org/0000-0003-0058-7967A fadiga mental (FM) é um estado psicobiológico, ocasionado por atividade cognitiva exigente e prologada, caracterizada por sensações de cansaço e falta de energia induzidos por períodos de atividade cognitiva exigente. A FM afeta de modo prejudicial a tomada de decisão no esporte, pois estes efeitos têm sido associados a uma redução no desempenho das funções executivas, que são conceituadas como um conjunto de processos cognitivos utilizados para planejar e realizar ações para alcançar um objetivo. Nesse contexto, sabe-se ainda que o desempenho das funções executivas tem sido fortemente associado a tomada de decisão de árbitros de futebol, logo a relação entre a FM e o desempenho cognitivo de árbitros é importante no contexto da arbitragem. Dessa maneira, o objetivo deste estudo foi investigar os efeitos da fadiga mental sobre o tempo de resposta em teste que avalia funções executivas, e a percepção subjetiva de esforço em uma tarefa física de jogo simulado em árbitros de futebol. Doze árbitros profissionais, de nível regional participaram do estudo, e realizaram três visitas ao laboratório. A primeira visita para avaliações e familiarização aos protocolos experimentais, e assinatura do Termo Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Na 2° e 3° visitas os participantes foram expostos a duas condições experimentais, alta carga cognitiva ou baixa carga cognitiva, de modo cruzado e aleatorizado. Na condição alta carga cognitiva os árbitros realizaram Teste Stroop e na condição baixa carga cognitiva assistiram vídeo emocionalmente neutro, logo após estas condições eles deveriam realizar testes de função executiva simultaneamente com a tarefa física simulada para árbitros de futebol. Em relação à análise estatística um teste t de student pareado foi feito para comparar os dados médios, coletados em um único ponto entre os ensaios experimentais (EVA-MOT). As ANOVAs de duas vias, com medidas repetidas, foram utilizadas para comparar os dados entre as condições experimentais, em diferentes momentos. Os resultados revelaram que não houve efeito da fadiga mental sobre o desempenho das funções executivas (P = 0,395). Apesar disso, foram encontradas maiores percepções de esforço na condição de alta carga cognitiva (P = 0,018). Nesse sentido, o presente estudo mostra que apesar da fadiga mental alterar a percepção subjetiva de esforço, não houve qualquer prejuízo no desempenho das funções executivas de árbitros de futebol.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Funcionalidade e fatores ambientais que influenciam o nível de atividade física da pessoa com deficiência física em Belém e Manaus(Universidade Federal do Pará, 2023-04-26) CAMPOS, Jamylle Silva; AMORIM, Minerva Leopoldina de Castro; http://lattes.cnpq.br/5598486262343287; https://orcid.org/0000-0002-5350-3563; SILVA, Anselmo de Athayde Costa e; http://lattes.cnpq.br/4794918582092514; https://orcid.org/0000-0001-5265-619XA potencialização da capacidade funcional pode ocorrer pela inserção do indivíduo na atividade física, gerando impactos positivos na independência, autonomia, qualidade de vida, funcionalidade, autoestima, participação social e maior cuidado com a saúde. Porém existem fatores facilitadores e barreiras para a atividade física. Objetivo: Identificar os fatores funcionais e ambientais relacionados ao nível de atividade física de pessoas com deficiência física em centros de reabilitação e esportivo da Região de Belém e Manaus. Método: O estudo foi realizado em um Programa de Motoras para pessoas com deficiência na cidade de Manaus- Amazonas e em um Centro de Reabilitação de Belém-Pará. Foram incluídos indivíduos com deficiência física, de origem congênita ou adquirida, de ambos os sexos, com idade entre 18 a 60 anos, que realizavam atividade física e/ou esportiva por pelo menos 6 meses. Foram coletados dados sociodemográficos e aplicados três questionários, sendo eles: World Health Disability Assessment Schedule (WHODAS 2.0), Escala de Atividade Física para Pessoas com Deficiência Física (PASIPD) e Measure of the Quality of the Environment (MQE). Todos os dados foram processados no Software The Jamovi Project 2021 (Versão 2.2) e foi utilizado o teste de Correlação Linear de Pearson para análise da relação entre as variáveis. Resultados: A amostra foi composta por 41 participantes, sendo 61% do sexo masculino, com média de 43,1 (±13,1) anos, tempo médio de lesão 17,0 (±12,8) anos, solteiros (90,2%), com renda apenas benefícios sociais ou aposentadoria, possuíam ensino médio completo e 26,8% tinham diagnóstico de lesão medular. Em relação a funcionalidade observou-se dificuldade leve em relação aos domínios cognição, autocuidado, relações interpessoais, atividade de vida diária e participação. O domínio mobilidade foi o único com dificuldade moderada. Em relação ao nível de atividade física o equivalente metabólico abaixo de 30 MET/h/dia. Houve correlação entre os domínios relacionados e a funcionalidade com os fatores ambientais barreiras, mas não houve correlação significativa entre a funcionalidade, nível de atividade física e fatores ambientais facilitadores. Conclusão: As barreiras presentes no cotidiano de pessoas com deficiência física resultam em impacto na funcionalidade, no aspectos autocuidado, relações interpessoais, mobilidade, atividade de vida diária e participação.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Indicadores de desempenho e aptidão física em atletas de voleibol sentado: uma revisão sistemática(Universidade Federal do Pará, 2021-12-21) LOPES JÚNIOR, Doriedson Barbosa; COSWIG, Victor Silveira; http://lattes.cnpq.br/0097939661129545; https://orcid.org/0000-0001-5461-7119; SILVA, Marília Passos Magno e; http://lattes.cnpq.br/9123524811984821; https://orcid.org/0000-0002-7322-6364O voleibol sentado é um esporte paralímpico que tem apresentado significativo crescimento em termos competitivos nos últimos anos, aumentando a necessidade por métodos de avaliação de aspectos técnico-táticos e de aptidão física, que auxiliem no monitoramento do nível de desempenho e aumento de performance esportiva na modalidade. A presente revisão sistemática foi conduzida de acordo com as diretrizes dos Principais itens para relatar Revisões Sistemáticas e Meta-Análises (PRISMA) e teve como objetivo identificar e analisar indicadores de desempenho e aptidão física em atletas de voleibol sentado. As buscas foram realizadas em quatro bases de dados (Scopus, Pubmed, Web of Science e Scielo) e foram incluídos estudos que avaliaram quantitativamente indicadores de desempenho ou componentes de aptidão física em atletas de voleibol sentado de qualquer sexo, idade ou nível competitivo. A qualidade metodológica dos artigos incluídos foi avaliada pelo Formulário de revisão crítica para estudos quantitativos (LAW et al., 1998) e os resultados apresentados por meio de síntese narrativa. No total foram incluídos 37 estudos, com escore médio de qualidade de 72,25%. Os achados apontaram que ataque e bloqueio foram as principais ações terminais no voleibol sentado. Correlações significativas entre medidas de aptidão física (potência, velocidade, agilidade, resistência, flexibilidade, velocidade de reação e composição corporal) com habilidades técnicas específicas foram identificadas. Enquanto evidências limitadas indicam que: atletas do sexo masculino apresentam desempenho físico superior às atletas do sexo feminino; que atletas de elite são física e tecnicamente superiores aos de sub-elite. Além disso, os estudos não apontaram diferenças significativas na eficácia em ações de jogo entre atletas de diferentes classes funcionais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Influência de fatores socieconômicos na percepção de níveis de estresse, ansiedade e depressão em atlestas de futebol feminino(Universidade Federal do Pará, 2023-04-20) SOUZA, Edielen de Lima; PIRES, Daniel Alvarez; http://lattes.cnpq.br/4487383675643868; https://orcid.org/0000-0003-2163-5606O futebol é um dos esportes mais difundidos no mundo. O público feminino está conquistando maior relevância. A saúde mental é uma dimensão integral do bem-estar e desempenho do atleta e não pode ser separada da saúde física. Os acometimentos de estresse, ansiedade e depressão em atletas podem ser graves e incapacitantes. A avaliação e o gerenciamento da saúde mental em atletas devem ser acessíveis para a intervenção precoce e melhora da qualidade do ambiente esportivo. Assim, esta pesquisa teve como objetivo geral analisar a influência da idade, escolaridade e atividade remunerada na percepção de níveis de estresse, ansiedade e depressão em atletas de futebol feminino. A coleta de dados ocorreu durante o Campeonato Paraense de Futebol Feminino com 89 atletas. As atletas responderam um questionário sociodemográfico e as versões em língua portuguesa dos seguintes instrumentos: Perceived Stress Scale (PSS), Beck Anxiety Inventory (BAI) e Beck Depression Inventory (BDI). A análise dos dados foi realizada no software GraphPad Prism 9.5.1. Para correlacionar idade, escolaridade e atividade remunerada fora do futebol com níveis de estresse foi empregado o Fisher's exact test. Para correlacionar idade, escolaridade e atividade remunerada fora do futebol com níveis de sintomas de ansiedade e depressão foi realizado o Pearson's test chi-square. O índice de significância empregado foi de p<0,05. Idade e escolaridade não apresentaram correlação com as percepções das variáveis psicológicas analisadas neste estudo. A presença de atividade remunerada fora do futebol apresentou interferência apenas na percepção de sintomas de ansiedade moderada (p= 0,0471). Ao analisar percepções de estresse, ansiedade e depressão em atletas de futebol feminino não há diferença de variabilidade relacionada à idade e escolaridade. A presença de atividade remunerada é um fator que merece atenção por influenciar a percepção de ansiedade moderada em atletas de futebol feminino, apesar de não interferir nas percepções de estresse e depressão.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Mais ativos, menos seguros? Prevalência do deslocamento ativo em contextos marcados pela violência no entorno escolar: uma análise a partir da pense 2019(Universidade Federal do Pará, 2025-06-17) AMARAL, Eduarda Elisa Martins; CRISP, Alex Harley; http://lattes.cnpq.br/1187580727139009; https://orcid.org/0000-0003-4683-9576; COSWIG, Victor Silveira; MIELKE, Gregore Iven; http://lattes.cnpq.br/0097939661129545; http://lattes.cnpq.br/6429798795330732; https://orcid.org/0000-0001-5461-7119; https://orcid.org/0000-0002-3043-2715O deslocamento ativo é uma forma utilitária de atividade física que pode contribuir para a promoção da saúde entre adolescentes. No entanto, o contexto em que essa prática ocorre precisa ser considerado, uma vez que pode envolver ambientes percebidos como inseguros. Diante disso, este estudo teve como objetivo analisar a prevalência do deslocamento ativo entre estudantes adolescentes brasileiros em contextos com diferentes níveis percebidos de violência no entorno escolar. Foram utilizados dados de 158.309 estudantes matriculados em 4.242 escolas públicas e privadas do Brasil, participantes da edição de 2019 da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE 2019). O deslocamento ativo para ir e/ou voltar da escola foi categorizado em ativo (≥ 5 dias por semana) e não ativo. Oito questões sobre violência no entorno escolar, extraídas do questionário aplicado aos diretores, foram reduzidas a duas dimensões por meio da Análise de Correspondência Múltipla (MCA), seguida de análise de cluster, classificando os ambientes escolares em três categorias: baixo, moderado e alto nível de violência percebida. Modelos de regressão de Poisson, ajustados para potenciais confundidores e incorporando o desenho amostral por meio do pacote survey, foram utilizados para estimar razões de prevalência (RP) entre os clusters. Roubos/assaltos (81,9% pelo menos uma vez), venda de drogas (72,5%) e agressões físicas (55,9%) foram os tipos de violência mais frequentemente relatados pelos diretores. Em relação ao deslocamento ativo, cerca da metade dos estudantes (50,1% [IC 95%: 48,4–51,7]) referiu realizá-lo em cinco ou mais dias por semana. Estudantes de escolas classificadas no cluster com maior índice de violência no entorno apresentaram prevalência 29% maior de deslocamento ativo (RP = 1,29; IC 95%: 1,17–1,43), em comparação com aqueles de escolas no cluster mais seguro. A análise exploratória indicou prevalências mais elevadas nos estados do Espírito Santo (RP = 2,36; IC 95%: 1,79–3,13), Ceará (RP = 1,65; IC 95%: 1,24–2,18) e Roraima (RP = 1,65; IC 95%: 1,26–2,17). Em conclusão, o deslocamento ativo para ir ou voltar da escola é uma prática comum de atividade física entre estudantes brasileiros, e sua prevalência é maior entre aqueles que frequentam escolas inseridas em contextos marcados por elevados níveis percebidos de violência no entorno escolar. Esses achados destacam a importância de considerar as condições ambientais e de segurança pública ao formular estratégias de promoção da atividade física em populações jovens.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Monitoramento de carga interna e respostas físicas e fisiológicas ao treinamento de CROSSFIT®(Universidade Federal do Pará, 2021-12-20) CASTANHEIRA, Luísa Freire da Silveira; COSWIG, Victor Silveira; http://lattes.cnpq.br/0097939661129545; https://orcid.org/0000-0001-5461-7119CrossFit® é um programa de treinamento reconhecido pelo rápido crescimento de popularidade em formas competitivas e não competitivas, com o objetivo de desenvolver diferentes domínios de condicionamento físico de modo simultâneo. Identificar de forma precisa e eficaz o efeito desse treinamento torna-se indicado para analisar periodicamente as respostas de um sujeito à uma determinada sobrecarga, para prescrever e controlar seguramente o treinamento e para promover adaptações. Contudo, nesse modelo de treinamento isso ainda não está totalmente claro e se espera uma resposta diferente por ser um esporte autorregulado devido ao alto volume. Diante disto, os objetivos desta pesquisa foram descrever a carga interna de treino imposta a atletas de CrossFit® ao longo de três meses, e relacionar com indicadores de desempenho físico. Adicionalmente, investigar o efeito do treinamento em indicadores de aptidão aeróbia. Para tanto, foram avaliados atletas competidores de CrossFit® de forma diária, semanal e pré e pós treinamento. Os instrumentos utilizados foram um caderno de medidas perceptivas a respeito de sensações de dor, recuperação, qualidade de sono e provável desempenho, variabilidade da frequência cardíaca e testes de potência de membros inferiores e potência aeróbia. A análise dos dados se deu, inicialmente, pela normalidade dos dados através do teste de Shapiro-Wilk. Em caso de normalidade confirmada, os dados foram apresentados por média e desvio padrão e os dados diários, semanais e pós-competições foram comparados por ANOVA para medidas repetidas e as correlações entre indicadores de carga de treinamento e desempenho físico foram testadas pelo coeficiente de Pearson. Caso contrário, os dados foram apresentados por mediana e intervalo interquartil, e os dados diários, semanais e pós- competições foram comparados pelo teste de Friedman e as correlações foram testadas pelo coeficiente de Spearman. Todas as análises foram feitas no software SPSS 20.0 e o valor alfa foi estabelecido em 5%. Os principais achados sugerem que as cargas de treino impostas não foram suficientes para induzir overreaching ou recuperação/compensação detectáveis, ao menos pelas variáveis utilizadas; que o treinamento não promoveu alterações relevantes na potência aeróbica testada e; que correlações positivas não foram identificadas entre as variáveis analisadas. Em suma, a carga de treinamento imposta na preparação de atletas de elite de Crossfit® apresentou-se relativamente estável, apesar da variação constante de estímulos e configurações, e de nível moderado. Nossos achados talvez ajudem a explicar padrões da modalidade, que envolve alto volume e frequência de treinamento mantidos por longos períodos, o que não condiz (ao menos teoricamente) com esforços de alta intensidade.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O efeito do FIFA 11+ para prevenir lesões em membros inferiores em atletas de voleibol: um ensaio controlado randomizado por cluster(Universidade Federal do Pará, 2024-04-05) SANTOS JUNIOR, Mario Correa dos; HONORATO, Renêe de Caldas; http://lattes.cnpq.br/0313119307055284; https://orcid.org/0000-0002-5396-1302; SILVA, Marília Passos Magno e; http://lattes.cnpq.br/9123524811984821; https://orcid.org/0000-0002-7322-6364; MORAES, Suellen Alessandra Soares de; SILVA, Elirez Bezerra da; http://lattes.cnpq.br/6278397231382779; http://lattes.cnpq.br/7486340493431857; https://orcid.org/0000-0001-8616-6885; https://orcid.org/0000-0002-5989-6556Prevenir lesões é de extrema importância no contexto esportivo para diminuir as ausências em treinos/competições, reduzir custos médicos, queda no desempenho e alteração em aspectos psicossociais do atleta, nesse sentido protocolos de prevenção com abordagem integral de aquecimento ganharam relevância na literatura. O objetivo geral deste estudo foi verificar o efeito do FIFA 11+ na prevenção de lesões em jogadoras de voleibol sub 19. E teve como objetivos específicos: caracterizar as lesões quanto ao local anatômico, mecanismo, diagnóstico e gravidade; avaliar bem-estar, percepção subjetiva de recuperação, percepção subjetiva de esforço, dados de saltos e força isométrica dos músculos extensores e flexores do joelho entre os grupos. A pesquisa utilizou abordagem descritiva, analítica e caracterizou-se como um ensaio controlado randomizado por cluster. A amostra foi constituída por 34 atletas, do sexo feminino, da categoria sub19, de dois times da cidade de Belém/PA. 17 participantes foram expostas à aplicação do programa FIFA 11+ e 17 fizeram parte do grupo controle, seguindo a rotina normal de aquecimento. O protocolo foi aplicado durante três meses pelos pesquisadores e os diagnósticos das lesões foram feitos por profissional da saúde médico ou fisioterapeuta. Os dados foram analisados com o JASP e com base na intenção de tratar, o efeito da intervenção foi feito por meio de análise qualitativa com quadros de descrição das lesões e medidas epidemiológicas e para verificar o efeito da intervenção nos parâmetros psicossociais e de desempenho utilizou-se o modelo linear misto. O FIFA11+ teve efeito positivo na prevenção de lesões de jogadoras de voleibol sub19, o grupo intervenção teve 50% menos lesões em relação ao grupo controle, com menor gravidade mesmo com diferença significativa de maior tempo de exposição em minutos durante as sessões.
