Dissertações em Ciências Ambientais (Mestrado) - PPGCA/IG
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2855
O Mestrado Acadêmico em Ciências Ambientais teve início em 2005 e funciona no Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (PPGCA) do Instituto de Geociências (IG) da Universidade Federal do Pará (UFPA) em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA/Amazônia Oriental).
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Navegando Dissertações em Ciências Ambientais (Mestrado) - PPGCA/IG por Linha de Pesquisa "INTERAÇÃO CLIMA, SOCIEDADE E AMBIENTE"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Acidentes com transportes hidroviários e os extremos meteorológicos no nordeste da Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2015-03-30) SANTOS, Suanne Honorina Martins dos; VITORINO, Maria Isabel; http://lattes.cnpq.br/4813399912998401Este estudo analisou os acidentes com transportes hidroviários de passageiros e cargas no período de 2008 a 2013, em consequência dos extremos meteorológicos ocorridos no nordeste da Amazônia, geralmente com consequências graves a estrutura das embarcações e principalmente a perda de vida humana. Baseado em dados da Capitânia dos Portos da Amazônia Oriental, referente aos inquéritos sobre acidentes e fatos da navegação, pode-se caracterizar em que período esses acidentes mais ocorrem assim como a distribuição desses acidentes no tempo e no espaço, através de subáreas denominadas 1, 2 e 3, onde são classificados os acidentes mais comuns na subárea 1 do tipo naufrágio onde a bacia do Marajó se localiza com características de rios mais larga, na subárea 2 e 3 do tipo abalroamento onde as características morfológicas dos rios são mais estreitas, assim, além desses resultados obteve-se em relação a precipitação no período chuvoso (dezembro a maio) como sendo a maior responsável pelos acidentes ocorridos neste período que sofre forte influência de sistemas precipitantes como a Zona de Convergência Intertropical, Sistemas Convectivos de Mesoescala, Linhas de Instabilidade e Vórtices Ciclônicos de Altos Níveis e, no período menos chuvoso (junho a dezembro) o vento é tido como principal variável que ocasiona acidentes no modal hidroviário, principalmente por ocasião da intensificação dos ventos alísios de nordeste, que encontram uma atmosfera livre de instabilidade, os acidentes tendem a ocorrer com maior frequência no horário das 12 às 24 horas. Deste modo, com a climatologia da precipitação com dados do Instituto Nacional de Meteorologia, pode- se mostrar através da climatologia da precipitação da área de estudos, diminuição do quantitativo das subáreas mais adentro do continente. O vento no período menos chuvoso age com maior intensidade na subárea 1, o maior número de vítimas se concentra em crianças e adultos, sendo em sua maioria com homens. Foi apresentado ainda uma abordagem dos aspectos socioeconômicos baseados nos riscos inerentes as embarcações, com cascos de aço naval e madeira. Este último representa a realidade da Amazôniapor possuir estrutura de mais fácil colapso e que acaba por vitimar o maior número de pessoas. Assim sendo, potencial ameaça a segurança da navegação de cargas e passageiros que leva em consideração particularidades socioeconômicas. Embora as embarcações com maior número de acidentes tenham sido os empurradores de balsas, construídos em aço naval. Neste sentido, o auxílio primordial da previsão do tempo na navegação pode reduzir o número de acidentes com embarcações hidroviárias, pois o desconhecimento das condições atmosféricas por parte daqueles que pilotam as embarcações é notoriamente precárias, em razão desse desconhecimento as chances de acidentes são elevadas, influenciando os aspectos socioeconômicos dos passageiros e proprietários das embarcações que navegam os rios pertencentes a baía do Marajó, rio Tocantins, rio Pará e rio Amazonas, que foram as hidrovias estudas neste trabalho de dissertação.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Alagamento e inundação urbana: modelo experimental de avaliação de risco(Universidade Federal do Pará, 2010-03-18) SANTOS, Flávio Augusto Altieri dos; ROCHA, Edson José Paulino da; http://lattes.cnpq.br/2313369423727020Teve como objetivo desenvolver um modelo experimental de avaliação de risco de alagamento e inundação para Belém, a partir do modelo digital de elevação do terreno, do hidrograma de escoamento superficial e da vazão máxima do canal de drenagem principal da bacia hidrográfica da Travessa Quintino Bocaiúva. Na execução do trabalho foram utilizadas ferramentas de geoprocessamento para sistematizar os dados vetoriais relativo às unidades edificadas, eixo de vias e das cotas altimétricas para gerar o modelo digital do terreno. O desenvolvimento do sistema foi customizado através da linguagem de programação, objetivando facilitar e simplificar a operacionalização das rotinas de processamento das equações definidas para a execução do modelo hidrológico. Para a aplicação do modelo hidrológico a bacia hidrográfica foi subdividida em células de 25 m², sendo que para cada uma foi determinado sua cota de elevação e calculado o seu escoamento superficial com base na percentagem de impermebialização de cada uma. A vazão de pico do canal foi obtida através de campanhas de campo considerando duas situações: em condições de ocorrência de chuva de intensidade alta e outra sem influência de chuva. Para essas duas condições, também foi avaliado a influência das condições da maré do Rio Guamá sobre o canal principal da bacia. A coerência do modelo foi constatada a partir do teste de sensibilidade realizado para cada variável utilizada e sua validação feita com base nos dados de alguns eventos pluviométricos já ocorridos e checados através de matérias jornalísticas e registros fotográficos obtidos em campo no dia do evento. Os resultados obtidos indicam que o modelo hidrológico aplicado teve uma resposta positiva, e o sistema desenvolvido se mostrou eficiente e eficaz para ser aplicado como ferramenta de avaliação de risco de alagamento e inundação.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise da qualidade da água do rio Guamá e suas interfaces climáticas e socioambientais em São Miguel do Guamá, nordeste paraense.(Universidade Federal do Pará, 2019-02-25) MARINHO, Eduardo Ribeiro; VITORINO, Maria Isabel; http://lattes.cnpq.br/2313369423727020Este trabalho objetiva compreender a relação da qualidade de água num trecho do rio Guamá, com as vertentes climáticas, antrópicas e sociais no município de São Miguel do Guamá, Nordeste Paraense. Diante disso, foram feitas seis coletas em três pontos distintos localizados na divisa entre os municípios de São Miguel do Guamá e Irituia; o Ponto A (Montante do rio), o Ponto B, (Centro do rio) e o Ponto C (Jusante do rio), durante dois meses em 2015 (Fev/Jul), em 2016 (Jan/Jun) e 2017 (Fev/Jul). Estes pontos representam à existência de atividades humanas as margens do rio; a indústria de cerâmica vermelha; os esgotos domésticos e a atividade madeireira. Para isso foram analisados os indicadores físico químicos de qualidade de água; pH, oxigênio dissolvido (mg/L), condutividade elétrica (μS/cm-1) sólidos totais dissolvidos (mg/L), temperatura da água (ºC) e turbidez (NTU). Além dos dados atmosféricos mensais e diários do Índice de Oscilação Sul e da precipitação do CMORPH, respectivamente. Para o cálculo de vazão do rio Guamá (m³/s) o método da regionalização de vazões mínimas em bacias através de interpolação em sistema de informação geográfica. Para a análise social foram usados os indicadores socioambientais de IDH-M, cobertura por sistema de abastecimento de água (%), cobertura por sistema de esgotamento sanitário (%), morbidade por diarréia e gastroenterite (nº de internações) e disponibilidade hídrica superficial (m³/s) no período de 1991 a 2010. Para análise dos dados foi aplicado à análise estatística multivariada - Análise de Componente Principal (ACP) e correlação linear de Pearson (r). Os principais resultados são: fortes correlações positivas e negativas entre a precipitação, a vazão e os indicadores de qualidade de água, durante o extremo climático El Niño 2015- 2016. No estudo da vertente social foram verificadas fortes correlações entre os dados de IDH-M com o sistema de abastecimento de água (%), rede de esgotamento sanitário (%), disponibilidade hídrica superficial (m³/s). De forma geral, a pesquisa buscou fazer uma análise da qualidade da água do rio Guamá com base na vertente interdisciplinar, mostrando-se o estudo pioneiro para a região.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise da variabilidade espaço-temporal da precipitação e focos de calor em vegetação na ilha Hispaniola.(Universidade Federal do Pará, 2020-08-07) PRÉVOIR, Ermano; LIMA, Aline Maria Meiguins de; http://lattes.cnpq.br/6572852379381594; https://orcid.org/0000-0002-0594-0187; SOUZA, Everaldo Barreiros de; http://lattes.cnpq.br/6257794694839685; https://orcid.org/0000-0001-6045-0984Os países insulares localizados na América central e Caribe são vulneráveis a variabilidade e mudança do clima. Neste trabalho apresenta-se uma contribuição aos estudos climatológicos particularmente da Antilha Hispaniola do mar do Caribe, formada pelos países da República do Haiti e pela República Dominicana, cobrindo uma área de 78 mil km². Baseado nas análises da precipitação da base CHIRPS com alta resolução espacial constatou-se um padrão climático bimodal em Haiti e República Dominicana com o primeiro pico pluviométrico ocorrendo em maio e o segundo em setembro/outubro. O regime seco acontece nos meses de janeiro a março. Os padrões espaciais dos mapas climatológicos e as análises de correlações indicaram que os regimes sazonais da Antilha são influenciados diretamente pela configuração da TSM e dos ventos alísios no mar do Caribe sobre o Oceano Atlântico, sendo que o máximo principal do segundo semestre é explicado pela presença de TSM mais quentes (acima de 29C) e da banda de nebulosidade associada a ZCIT durante sua posição mais boreal. A avaliação quantitativa das correlações (simultâneas e defasadas) entre os dados de precipitação e índices de vegetação e de focos de calor, bem como a análise integrada do mapeamento dessas variáveis sobre o território da ilha Hispaniola, permitiram estabelecer relações consistentes nas dinâmicas de clima, vegetação e focos de calor. Republica Dominicana apresenta números muito maiores de focos de calor quando comparados aos de Haiti, sendo que as maiores frequências dos eventos se processam janeiro até abril, quando predomina o regime seco sobre a Antilha. Inversamente, durante o pico pluviométrico do segundo semestre, os focos de calor são mínimos e se concentram nos meses de agosto a dezembro. Quanto aos índices de vegetação há certa relação direta com o regime climático, com valores de NDVI maiores nas regiões espaciais contendo máximos de precipitação e vice-versa.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise de alguns parâmetros de qualidade da água na baía do Guajará em Belém-PA e os efeitos do regime pluviométrico e de marés(Universidade Federal do Pará, 2018-04-27) ARAÚJO, Vívian Evelyne Silva; ROCHA, Edson José Paulino da; http://lattes.cnpq.br/2313369423727020A Grande Belém localiza-se na região estuarina, conformada pelo Estuário Guajarino, que integra o Golfão Marajoara, cujo ambiente fluvial é formado na confluência dos rios Pará, Tocantins, Acará e Guamá (IPEA, 2016). O nível de água do Estuário Guajarino apresenta oscilações associadas ao efeito sazonal (variações sazonais da chuva nas bacias hidrológicas) e a maré (variações do nível de maré). A elaboração deste estudo dá-se ao fato que as variações sazonais parecem estar associadas às mudanças ambientais que ocorrem no ecossistema, como efeito da sazonalidade hidrológica – marés e chuvas. O presente estudo analisou os componentes físico-químicos da água da Baía do Guajará relacionando-os as marés e a dinâmica hidrológica dos rios Guamá e Pará, também nesta pesquisa foi feita a análise do papel da precipitação na alteração dos componentes físico-químicos da água da Baía. Foi realizada a priori uma estatistica descritiva, verificando os valores das médias, dos máximos e mínimos, facilitando observar quais se encontram em concordância com a resolução vigente do CONAMA 357/2005. Também, foi aplicada a estatistica de correlação de Pearson, para avaliar o grau de relação entre variaveis, a correlação foi primeira estudada entre os próprios parâmetros físico-químicos, assim, observou-se que os parâmetros que tem forte correlação positiva foram a condutividade elétrica, TDS e salinidades. Os demais parâmetros não sofreram signifitivas correlação, demonstrando serem independentes entre si. Quando aplicada a correlação entre os parâmetros físico-químicos e a precipitação não se encontrou nenhum tipo de correlação, tanto positiva como negativa entre essas variaveis, significando que o papel da precipitação da cidade de Belém na variação dos componentes físico-químicos da Baía não é importante. Deste mesmo modo ocorreu para a relação dos parâmetros com as alturas das marés. Os gráficos do comportamento dos parâmetros físico-químicos em relação a chuvas, apresentou que dentre os nove parâmetros analisados, seis parâmetros foram alterados, como: pH, temperatura, condutividade elétrica, TDS, salinidade, OD e Turbidez. Esses parâmetros sofreram alterações por conta da precipitação. Os resultados dos gráficos da relação dos parâmetros e as marés foram observados que dentre os nove parâmetros estudados cinco deles foram alterados, diminuindo a temperatura, e aumentando os valores de condutividade elétrica, TDS, salinidade e turbidez.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise do impacto das mudanças climáticas nas unidades de conservação dos manguezais amazônicos na Costa Atlântica Brasileira(Universidade Federal do Pará, 2023-06-28) SOUSA, Marina Costa de; ANJOS, Luciano Jorge Serejo dos; http://lattes.cnpq.br/0244738999001686; https://orcid.org/0000-0002-3270-6679; SOUSA, Adriano Marlisom Leão de; http://lattes.cnpq.br/4371199443425884; https://orcid.org/0000-0002-2809-5318Os manguezais amazônicos estão sujeitos a diversos impactos climáticos, demandando ações de conservação e adaptação. Os objetivos deste trabalho é avaliar a vulnerabilidade das Unidades de Conservação (UCs) dos manguezais amazônicos as mudanças climáticas, fornecer dados de previsão climática para a região e analisar se as UCs estão desempenhando efetivamente seu papel de proteção desses ecossistemas. Para alcançálos, foi utilizado dados do MapBiomas para delimitar a área de mangue, dados do World Database on Protected Areas (WDPA) para identificar as UCs dentro dos manguezais, dados do WorldClim para obter informações sobre a temperatura média anual (BIO1) e a precipitação acumulada (BIO12), e dados de Biomassa Acima do Solo (ESA). O processamento foi realizado no software ArcGIS, Qgis e Rstudio. Os resultados revelaram uma tendência de aumento da temperatura ao longo do tempo, enquanto a precipitação acumulada apresentou uma tendência de redução entre diferentes cenários e períodos. Esses padrões indicam que os manguezais sob proteção podem enfrentar até o final do século um contínuo aumento da temperatura e uma redução na precipitação. A temperatura mais elevada contribui para o aumento da disponibilidade de energia, desempenhando um papel fundamental na regulação da evapotranspiração nas florestas de mangue. Por outro lado, a redução na precipitação tem um impacto na salinidade, produtividade, crescimento e diversidade das espécies de mangue. O estudo também avaliou as UCs que protegem as florestas de mangue na região amazônica, juntamente com a biomassa acima do solo (AGB) que representa a quantidade de carbono armazenada nas árvores. Os resultados mostraram que 80,2% dos manguezais estão inclusos em UCs, com maior proteção no estado do Maranhão, seguido pelo Amapá e Pará. No entanto, observou-se uma variação na AGB entre os estados avaliados, com aumento para o Amapá e Pará e diminuição para o Maranhão. É fundamental implementar medidas de gestão e conservação mais eficazes para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas nesses ecossistemas costeiros.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise do regime hidrológico e da disponibilidade hídrica da Bacia do Rio Amazonas(Universidade Federal do Pará, 2017-05-25) AGUIAR, Rogério de Souza; ROCHA, Edson José Paulino da; http://lattes.cnpq.br/2313369423727020A Amazônia vive ano após ano a dinâmica de cheias e vazantes nos seus rios. No entanto, expressiva variabilidade das descargas fluviais diante de séries históricas dos dados climáticos passou a ser mais persistentes ao longo dos anos. Este estudo busca analisar a influência da variabilidade temporal em escala de bacia hidrográfica sobre o regime do rio Amazonas, a partir das vazões observadas na estação hidrológica da Agência Nacional de Águas – ANA, localizada em Óbidos, no Estado do Pará em uma série histórica de janeiro/1970 a dezembro/2013. Além do tempo, o estudo analisou a intensidade de mecanismos oceânicos sobre a bacia Amazônica Brasileira em cada ano da série. Como esperado, o tempo influenciou na vazão média interanual encontrada de 98.723 m3/s para os 44 anos da série analisada. Porém apresentando a vazão média do rio Amazonas com uma expressiva variabilidade de amplitude entre picos de máximo e mínimo do rio, entorno de 134.000 m3/s, com a vazão variando de ordem de 105.000 m3/s (como ocorrido em novembro) no regime hidrológico de vazante até uma ordem de 239.000 m3/s (como em junho) no regime de cheia. Também foi identificado que fenômenos de El Niño e La Niña modularam eventos climáticos extremos causando anomalias de TSM negativas e positivas diferenciadas sobre a bacia Amazônica, no período de 1970 a 2013 com significante relação no comportamento das vazões de vazante e de cheia. A análise interanual mostrou que os anos de baixas vazões registradas, possuíam a característica de persistência de ocorrência em relação as altas vazões registradas. No final do período analisado, a partir de 1989, houve um aumento sazonal em relação à amplitude média da vazão de 87.727 m3/s devido a fortes níveis mínimos registrados. Ao analisar a vazão normalizada percebeu-se a persistência de vazão baixa no ano em curso do fenômeno El Niño e também do ano seguinte. Após constatar esta persistência de vazão abaixo da média na série estudada, a pesquisa buscou investigar quanto aos fatores de armazenamento e disponibilidade do rio Amazonas. Na determinação da disponibilidade hídrica do rio Amazonas foi utilizado o método dos Percentis (especificamente a ordem quantílica Q95%). As análises das vazões disponíveis obtidas pelo quantil 95% mostram que os anos do fenômeno El Niño não refletiram na diminuição da vazão do rio Amazonas em todos os anos da série, pois houve anos de ocorrência que não apresentaram índices críticos de disponibilidade hídrica. Concluiu-se que o comportamento das vazões na bacia Amazônica sofreu a influência de anomalias de TSM negativas e positivas moduladas pela intensidade do El Niño e La Niña, não havendo disponibilidade hídrica suficiente para a manutenção dos ecossistemas da bacia Amazônica. Assim o estudo mostrou que naturalmente as vazões anuais do rio Amazonas não atingem, em sua totalidade, o valor mínimo determinado para as séries históricas pela lei. Além de que as variabilidades hidrológicas na Amazônia não são causadas somente pelos fenômenos de El Niño ou La Niña.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise socioambiental do município de Belém, Pará: elementos para uma sustentabilidade urbana(Universidade Federal do Pará, 2018-01-17) MOREIRA, Fernanda da Silva de Andrade; VITORINO, Maria Isabel; http://lattes.cnpq.br/4813399912998401Nos últimos séculos, o mundo presenciou um “progresso econômico” às custas da exploração dos recursos naturais e um expressivo crescimento urbano, quase sempre desordenado, formando cidades despreparadas, que não conseguem fazer uma gestão adequada e assim acolher o imenso contingente humano e absorver as demandas sociais, tornando suas populações vulneráveis. Na cidade de Belém, que é uma das grandes cidades da Amazônia, com mais de um milhão de habitantes, a população está sujeita a uma série de mazelas. O território é permeado por uma série de problemas, seja de ordem social, econômica e/ou ambiental, o que impede que a cidade concilie a relação homem-natureza e alcance a tão almejada sustentabilidade. Dessa forma, o presente trabalho objetivou mapear as condições sociais e ambientais do município de Belém, em uma escala macro, e uma análise comparativa de dois bairros da mancha urbana, Guamá e Nazaré, e a partir desse diagnóstico indicar metodologia de Planejamento Urbano, que compatibilize aquela relação. Os resultados apontaram condições ambientais e sociais precárias na cidade de Belém, principalmente na mancha urbana, que apresenta um espaço urbano marcado pela degradação. Essas condições inadequadas podem e devem ser tratadas a partir de Políticas Públicas que incorporem nas suas agendas a temática ambiental, incluindo a participação da sociedade para tomadas de decisões. Indo além, é preciso garantir aparatos para uma fiscalização efetiva de órgãos públicos, bem como, de todos os cidadãos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação da ação da precipitação nas erosões na área urbana do município de Rondon do Pará-PA, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2017-02-24) ROSA, Amanda Gama; SOUSA, Adriano Marlisom Leão de; http://lattes.cnpq.br/4371199443425884Os eventos de desastres naturais têm recebido muito destaque nos últimos anos em função da sua magnitude e intensidade, além do efeito que têm causado sobre a população. A população urbana é uma das mais afetadas, especialmente aquela que ocupa áreas impróprias dentro das cidades, como encostas, áreas baixas que sofrem inundação, áreas sem drenagem adequada, entre outras. Um dos eventos mais recorrentes em áreas urbanas e que estão em evidência no Estado do Pará são os processos erosivos. E é no contexto paraense, mais especificamente no território urbano do Município de Rondon do Pará (Mesorregião do Sudeste Paraense), que este trabalho foi desenvolvido, a fim de gerar informação acerca destes eventos para o poder público e para a população residente, que vem sofrendo com a consequência destes desastres. Para isto, foi avaliado, inicialmente, o comportamento da chuva e seus efeitos sobre as erosões na região, através da análise da Normal Provisória gerada para o local, a partir de dados dos satélites CMORPH, do Balanço Hidrológico e da análise de um estudo de caso dos eventos registrados no município. Posteriormente, através do cálculo e análise da erosividade da chuva (R) de 1999 a 2015 e com projeções para 2035, seu período de retorno e probabilidade de ocorrência, buscou-se identificar qual período do ano e em quais anos é mais provável a perda de solo por erosões. Com base na análise da distribuição e comportamento da chuva na região, foi observado, através da normal provisória, que o ano hidrológico inicia em outubro com a estação chuvosa e finaliza em setembro com o fim a estiagem, sendo o mês de março o mais chuvoso e agosto o menos chuvoso. O balanço hidrológico exibiu excedente hídrico nos meses de janeiro a abril e deficiência hídrica de junho a novembro, havendo reposição a partir de dezembro com a retomada das chuvas. Os casos de erosão apresentaram distribuição anual semelhante à distribuição da precipitação, indicando sua grande influência sobre os mesmos. A análise individual dos casos mostrou que a erosão pode ser decorrente tanto de precipitação ocorrida no dia do evento como acumulada nos cinco dias antecedentes ao evento, sendo este último caso o mais comum. Quanto à análise da erosividade, observou-se que, com base nas análises de 1999 a 2015, o valor do fator R foi 16.390 MJ mm ha-1h-1ano-1, com probabilidade de 47% de ser igualado ou superado pelo menos uma vez a cada 2,1 anos. No período de 2016 a 2035, o valor de R foi 13.038 MJ mm ha-1h-1ano-1. Entre fevereiro a abril e janeiro a abril, são prováveis as maiores perdas de solo para 1999-2015 e 2016-2035, respectivamente. A partir das análises realizadas neste trabalho, foi possível indicar quais os períodos do ano em que são esperadas maior quantidade e intensidade de eventos erosivos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação da influência da precipitação pluviométrica no mapeamento das características da paisagem do sítio arqueológico AP-MA-05/Amapá e sua importância social e histórica(Universidade Federal do Pará, 2016-03-22) ALBUQUERQUE, Jéssica Lisboa de; QUEIROZ, Joaquim Carlos Barbosa; http://lattes.cnpq.br/4383935463464893Este trabalho avaliou a influência da precipitação pluviométrica no mapeamento das características da paisagem do sítio arqueológico AP-MA-05 e a contribuição sobre sua importância social e histórica. Para a obtenção dos dados foi utilizado o método geofísico da eletrorresistividade em uma área da UNIFAP (Fundação Universidade Federal do Amapá) de 10 x 20 metros. Os dados de precipitação foram coletados na estação do INMET de Macapá. A análise dos dados foi feita com uso de métodos estatísticos e geoestatísticos. Em épocas chuvosa a resistividade do solo apresentou um valor mínimo de 198,7 ohm.m e valor máximo de até 3946 ohm.m, com média de 1188,87 ohm.m. Na estação menos chuvosa os valores observados foram de 394 ohm.m (valor mínimo) e 5863 ohm.m (valor máximo), com média de 2078,31 ohm.m. Isso demonstra a influência da precipitação pluviométrica na resistividade elétrica aparente, visto que quanto mais intensas foram as chuvas que ocorreram na época da obtenção dos dados, menores foram os valores da resistividade elétrica. Foi realizado um levantamento sobre a percepção social dos alunos da UNIFAP e entrevistas com professores responsáveis sobre o sítio em questão, em que se verificou que o nível de conscientização dos alunos varia em virtude do grau de afinidade do curso com a arqueologia.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação monetária dos prejuízos causados por chuvas intensas nas cidades de Belém do Pará, Brasil e Carrillo de Guanacaste, Costa Rica(Universidade Federal do Pará, 2017-12-22) ROSALES MENDOZA, Ronaldo; MOTA, Maria Aurora Santos da; http://lattes.cnpq.br/5817549281617240Avaliaram-se as perdas materiais diretas dos moradores das cidades de Belém do Pará, Brasil e Carrillo de Guanacaste, Costa Rica no período de 2000-2016 devido a precipitações extremas. Mediante o método de abdução e utilizando os dados do Instituto Nacional de Meteorologia, Brasil (INMET), Instituto Meteorológico Nacional de Costa Rica (INM), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e Instituto Nacional de Estatística e Censo de Costa Rica (INEC), se identificou a condição natural, social e econômica dos moradores das áreas atingidas, que serviram de base para o calculo. Se construir o índice da pegada da água (Ipa) e a equação Avaliação Monetário Material Médio Ambiental (AMA) para estimara perda depois de conhecer o dado da precipitação do dia do evento. Realizou-se a avaliação monetária do evento extremo acontecido na cidade de Belém o dia 4 de janeiro de 2017, a precipitação informada pelo INMET foi de 94,6 mm, a pegada d’água estimada alcançou 0,90 metros de altura, a perda estimada para a cidade foi de 122.106.834 Unidades Monetária de Referência (UMR). Na cidade de Carrillo foi avaliado o evento do dia 5 de outubro de 2017, a precipitação informada pelo INM foi de 148,6 mm, a pegada d’água foi de 2,1 metros de altura, a perda estimada para os moradores de bairro Bambú é de 3.094.579 UMR. Então, o índice como a equação aplicada mostram efetivas para o cálculo dos prejuízos monetários materiais diretos na área atingida após um evento de precipitação extrema. Limitando o cálculo a perda sofrida pela população em condição vulnerável e sem avaliar outros fatores relacionados como a permanência, força e velocidade d’água; o valor dos intangíveis (interrupção de serviços, doenças) tanto na área atingida como nas áreas de impacto. A pesar de não avaliar fatores indiretos e intangíveis, o resultado serve para a tomada de decisões de ações de prevenção, correção, e operacionalidade em uma cidade.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Benefícios ambientais e econômicos de sistemas agroflorestais de Tomé-Açu, Pará(Universidade Federal do Pará, 2023-04-22) SUZUKI, Patrícia Mie; VASCONCELOS, Steel Silva; http://lattes.cnpq.br/0719395243841543; https://orcid.org/0000-0003-2364-8822A demanda global de alimentos e o avanço das mudanças climáticas aumentam a pressão por sistemas produtivos sustentáveis e que gerem múltiplos benefícios. Os sistemas agroflorestais (SAFs) são modelos produtivos com potencial para atender tais demandas da sociedade e do meio ambiente. Nesse sentido, o objetivo da pesquisa foi avaliar a contribuição dos sistemas agroflorestais para a mitigação das mudanças climáticas, conservação da biodiversidade e geração de renda no município de Tomé-Açu, Pará. Foram selecionadas doze áreas de SAF multiestratificados e instalada uma parcela de 30 x 30 metros, em cada sistema. Foram realizados inventário agroflorestal e entrevistas com o produtor rural, sobre o perfil socioeconômico e a percepção ambiental relacionada aos SAFs. Os dados foram utilizados para avaliar a influência da riqueza de plantas e de outras variáveis nos benefícios de “Mitigação das mudanças climáticas”, “Conservação da biodiversidade” e “Geração de renda”, por meio dos indicadores estoque de carbono da biomassa aérea, índice de Shannon (H’) e renda bruta, respectivamente. Para isso, utilizou-se a Análise de Componentes Principais (PCA) para selecionar as variáveis e a regressão linear para criar os modelos. Todos os dados do inventário agroflorestal e as análises estatísticas foram realizadas no ambiente computacional R 4.2.2. Também foi realizada a avaliação do desempenho dos SAFs quanto aos benefícios gerados, por meio da ponderação de pontos. De forma geral, 83% dos agricultores relataram estar satisfeitos ou muito satisfeitos com o retorno econômico nos SAFs, além de citar diversos serviços ambientais. A riqueza (S) de plantas por sistema variou entre 3 a 11 espécies e o índice de diversidade de Shannon (H’) entre 0,55 e 1,77. A média de estoque carbono da biomassa aérea nos SAFs estudados foi de 45,2 Mg ha-1, com variação entre 27,4 e 63,0 Mg ha-1. Os valores de carbono estocado nos componentes cacau, cupuaçu, açaí, dendê e outros foram similares estatisticamente, porém diferiram significativamente do estoque de carbono encontrado no componente florestal (gl=2; χ2=71,7; p=1,834e-13). O valor médio da renda bruta anual advindo da venda desses produtores foi de R$13.758,53 ha-1 e variou entre R$1.687,50 e R$26.250,00 ha-1. Nos sistemas com dendê (SAFs A1, A2 e A3), a palmeira elevou consideravelmente a renda bruta dos SAFs, ao contribuir com 58, 48 e 78% da renda total, respectivamente, apesar da baixa densidade de indivíduos, com média de 69 indivíduos ha-1, nas áreas, em comparação com as outras espécies principais. Nesse estudo não foi possível confirmar a influência da riqueza de plantas na geração de benefícios climático, de conservação da biodiversidade e de geração renda. Entretanto, outras variáveis influenciaram nos benefícios dos SAFs analisados. Para o estoque de carbono, o “tipo de SAF”, a “densidade de dendê” e a “densidade de espécies de sombra” tiveram melhores desempenhos sobre o estoque de carbono, índice de diversidade de Shannon e a renda bruta, respectivamente. Em geral, a maioria dos SAFs apresentou pontuações distribuídas de forma desuniforme entre os benefícios. Portanto, conclui-se que a riqueza de plantas não foi a variável que influenciou os benefícios avaliados, mas, sim, um conjunto de variáveis analisados, ratificando a complexidade dos SAFs. Os SAFs de Tomé-Açu, no geral, atendem as expectativas dos produtores quanto ao retorno econômico, além de gerarem benefícios relacionados à mitigação das mudanças climáticas e à conservação da biodiversidade. Sobretudo, os SAFs com o componente dendê apresentaram melhores desempenhos nas pontuações da geração dos benefícios.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Características da estabilidade estática e dinâmica da atmosfera em cultivo de palma de óleo no Leste da Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2020-09-30) CIRINO, Luciana dos Santos; ARAÚJO, Alessandro Carioca de; http://lattes.cnpq.br/6188087583954899; https://orcid.org/0000-0002-7361-5087Considerando as constantes mudanças no uso da terra na região amazônica, que determinam a variabilidade do microclima, o cultivo da palma de óleo exerce papeis importantes no contexto ambiental e suas interações com a atmosfera. Neste sentido, este trabalho tem como objetivo investigar o comportamento da camada atmosférica sobre um cultivo de palma de óleo com híbridos interespecíficos (HIE) (Elaeis guineensis Jacq. x Elaeis oleifera (Kunth) Cortés) no leste da Amazônia. O estudo foi conduzido na empresa Marborges Agroindústria S.A., localizada em Moju, Pará. A idade do plantio era de 8 anos (em 2014), e a altura média do topo do dossel de aproximadamente 8 m. Os dados utilizados neste trabalho foram obtidos por uma torre micrometeorológica, e compreendem o período de janeiro a dezembro de 2014. Durante o período diurno, as maiores temperaturas potenciais (θ) foram observadas nas alturas de 2,25 m e 6,75 m acima do solo, indicativo de instabilidade estática. Diferentemente do período noturno, onde os valores de θ foram maiores acima do topo do dossel, indicativo de estabilidade estática. O período menos chuvoso apresentou maiores velocidades do vento, com diferença de 1 m/s em relação ao período chuvoso da região. Através de dados de temperatura do ar e velocidade do vento foram investigadas as condições atmosféricas estática e dinâmica sobre o cultivo. No cultivo predominaram condições atmosféricas de neutralidade e estabilidade em ambos os períodos (-0,25 < Ri > 0,25).Dissertação Acesso aberto (Open Access) Diagnóstico geoambiental da sub-bacia hidrográfica do rio Apeú, Nordeste paraense.(Universidade Federal do Pará, 2020-04-27) SILVA, Emerson Renato Maciel da; ROCHA, Edson José Paulino da; http://lattes.cnpq.br/2313369423727020O presente trabalho teve como objetivo avaliar o estado ambiental e a qualidade da água do rio Apeú frente aos tipos de uso e ocupação do solo, variação sazonal da precipitação e o grau de vulnerabilidade ambiental na sub-bacia hidrográfica do rio Apeú. Assim, para alcançar o objetivo foram realizadas a análise do desempenho da estimativa de precipitação do produto CHIRPS para sub-bacia do rio Apeú, a determinação do diagnóstico ambiental da sub-bacia hidrográfica através de fatores geoambientais e climáticos, assim como, a caracterização espacial e temporal da qualidade da água do Rio Apeú e a comparação dos resultados das análises físico-químicas segundo os padrões de qualidade estabelecidos em legislações específicas. Diante disso, foi avaliado o desempenho dos dados de precipitação estimados pelo produto CHIRPS, para sub-bacia em relação aos dados observacionais das estações meteorológicas do INMET e ANA. Para a validação dos dados estimados pelo CHIRPS, foram calculados o Coeficiente de Correlação (r), Erro Percentual Médio (PBIAS), Erro Quadrático Médio da Raiz (RMSE) e o Índice de Concordância (d). Após a validação foram construídos mapas que mostrassem a espacialização da precipitação estimada pelo CHIRPS mediante a interpolação dos pontos de grades pertencentes a sub-bacia. Em geral, os dados do produto tenderam a superestimar a precipitação pluvial medida na região de interesse, principalmente no período chuvoso, embora haja um ajuste melhor ao observado no período menos chuvoso. Além disso, foi analisado o uso e ocupação do solo, a morfometria, a precipitação e a vulnerabilidade ambiental, por meio de geotecnologias. Por meio da morfometria observou-se que a SBHRA apresentar forma retangular e alongada, conferindo à sub-bacia baixa suscetibilidade a ocorrências de enchentes. Enquanto que o resultado de uso e ocupação mostraram que 55,25% da SBHRA é composta por vegetação densa e secundária, seguida por 27,04% representada por pastagem e culturas e 16,93% de solo exposto. A análise integrada das variáveis geoambientais analisadas, permitiram a elaboração do mapa de vulnerabilidade ambiental da SBHRA. Permitindo observar que, a SBHRA encontra-se com maiores graus de vulnerabilidades baixos e muito baixos (65,27%). Porém, é nítido por meio da representação cartográfica da vulnerabilidade, uma distribuição acentuada dos fragmentos de vulnerabilidade médio (22,47%), principalmente correlacionados as classes de vegetação rasteira, distribuídas quase sempre próximos às áreas de vegetação, seguida pela distribuição da vulnerabilidade alta (11,26%), correlacionada com às áreas antrópicas. Quanto a qualidade da água superficial do rio Apeú, foram quantificados os parâmetros físico-químicos pH, oxigênio dissolvido (OD), condutividade elétrica (CE), temperatura da água (Temp), turbidez (Turb), alcalinidade (ALC), cloreto (Cl-) e dureza total (DT), em um período sazonal de quatro campanhas (período chuvoso e menos chuvoso) e avaliado a qualidade especial e temporal das águas do rio, com auxílio da estatística descritiva e multivariada em 8 pontos amostrais. De acordo com os resultados obtidos por meio das análises físico-químicas, assim como a aplicação da estatística descritiva e multivariada, foi possível observar que em relação aos padrões estabelecidos pela Resolução do CONAMA 357/2005 os parâmetros apresentam-se dentro dos valores de referência. Através dos resultados, oriundos dos produtos cientifícos produzidos, constatou-se que a sub-bacia do rio Apeú apresenta mudanças de uso e ocupação do solo, refletidas principalmente na qualidade das águas superficiais, com alterações provocadas por pastagens nas áreas de nascentes, avanço da urbanização na área da bacia, demonstrando o não cumprimento de políticas ambientais como a proposta pela Lei Federal Nº 12.651/2012 (Código Florestal Brasileiro), assim como, a presença de áreas com vulnerabilidade médias e altas avançando em direção aos remanescentes florestais, principalmente na região norte da sub-bacia onde encontram-se os pontos de nascente, que se encontram as margens do rio Apeú, configurando uma situação de degradação ambiental dos recursos naturais nos limites da sub-bacia hidrográfica do rio Apeú.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Distribuição e variabilidade de nutrientes em bacias hidrográficas da Amazônia: uma análise bibliométrica(Universidade Federal do Pará, 2024-04-19) COELHO, Rosana; MARTINELLI FILHO, José Eduardo; http://lattes.cnpq.br/2080628833884538; https://orcid.org/0000-0001-8445-1332A presença excessiva de nutrientes na água, desencadeia um processo conhecido como eutrofização, que pode afetar sua qualidade e resultar em desequilíbrio ecológico, gerando impactos ambientais significativos. Atividades humanas, como agricultura, pecuária, mineração e urbanização, podem estar relacionadas ao aumento de nutrientes nos rios da Amazônia. Apesar da gravidade desse problema, estudos sobre o aumento de nutrientes na bacia hidrográfica da Amazônia ainda são escassos no meio científico e acadêmico. O objetivo deste trabalho foi explorar bases de dados como Scopus e Web of Science para sintetizar informações sobre as concentrações de nutrientes (N e P) na bacia hidrográfica amazônica. Após busca nos bancos de dados utilizando palavras-chave selecionadas e seguindo procedimentos de seleção dos artigos, foram escolhidos 40 artigos relevantes para a revisão bibliométrica sobre o tema. A literatura revisada apresentou resultados sobre nitrato, nitrito, amônio e fosfato, sendo o nitrato o nutriente mais frequentemente analisado, em 33 trabalhos publicados, seguido pelo fosfato em 28 estudos, amônio em 26 e nitrito em nove. O estudo revelou concentrações médias mais elevadas para nitrato, com 20,28 mg/l e para fosfato, com 8,03 mg/l, indicando potenciais áreas de interesse para futuras pesquisas em eutrofização. O tronco principal do rio Amazonas foi a área mais estudada, presente em 11 artigos publicados, seguido pelos rios Negro, Solimões e Orinoco ambos com sete estudos. Identificou-se escassez de dados nas áreas dos rios Tapajós, Ji-Paraná, Trombetas, Araguaia, Madre de Dios, Tocantins, Madeira e Xingu, indicando ausência de informações sobre a concentração de nutrientes na cobertura amostral dos dados coletados. Este estudo proporciona uma revisão importante das concentrações de nutrientes nos rios da Amazônia, ressaltando a necessidade de mais pesquisas para entender as concentrações de nitrogênio e fósforo, especialmente nas principais sub-bacias da Amazônia (rio Xingu, Madeira, Tapajós e Tocantins, Purus) localizadas em áreas do arco do desmatamento que sofrem maior pressão antrópica com poucos ou nenhum estudo apresentado. A compreensão desses padrões de nutrientes é fundamental para proteger os ecossistemas aquáticos e promover a saúde humana na Amazônia, visando orientar políticas de conservação e manejo sustentável dos recursos hídricos na região.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Os efeitos das mudanças climáticas e do uso da terra no cultivo de cacau no bioma amazônico brasileiro.(Universidade Federal do Pará, 2021-02-26) IGAWA, Tassio Koiti; ANJOS, Luciano Jorge Serejo dos; http://lattes.cnpq.br/0244738999001686; https://orcid.org/0000-0002-3270-6679; TOLEDO, Peter Mann de; http://lattes.cnpq.br/3990234183124986“Mudança climática” se tornou um tema cada vez mais recorrente em reuniões intergovernamentais, pois sugerem o estabelecimento de um novo normal, com potencial para desafiar as espécies de plantas e as suas habilidades de sobreviver sob condições não análogas as atuais. A agricultura é um dos setores da atividade humana mais vulnerável às mudanças climáticas, sendo que alguns estudos indicam que as alterações do clima poderiam causar a redução da produção agrícola mundial. Dessa forma, é necessário a elaboração de trabalhos interdisciplinares com a finalidade de mensurar os possíveis efeitos causados pelas mudanças climáticas a esse setor produtivo. Diante disso, este trabalho tem por objetivo analisar os impactos das mudanças climáticas e do uso da terra no cultivo de cacau no bioma amazônico brasileiro em 2050. De modo geral, os resultados indicaram que ocorrerá uma nítida perda de adequação a ocorrência de cacau nos cenários futuros e com isso, poderá haver o aumento das áreas não recomendadas ao cultivo de cacau. As áreas de alto e médio potencial à produção de cacau ficarão localizadas, principalmente, no estado de Rondônia e no nordeste do estado do Pará em ambos os cenários analisados (RCP4.5 e 8.5). Além disso, foi possível identificar prováveis perdas significativas na produção de 92,92 e 95,28% nos cenários RCP 4.5 e 8.5, respectivamente. Isso poderá afetar cerca de 20.550 estabelecimentos, ou seja, milhares de produtores rurais. Portanto, pôde-se concluir que as mudanças climáticas trarão impactos negativos a produção de cacau no bioma amazônico brasileiro.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Emissões de gases de efeito estufa de um aterro na Amazônia: simulação das emissões de metano no aterro do Aurá - Região Metropolitana de Belém, PA(Universidade Federal do Pará, 2017-08-31) SILVA, Renato de Sousa; IMBIRIBA, Breno Cesar de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/7979656297541988Resíduos sólidos urbanos em aterros e lixões representam uma importante fonte antropogênica de Gases de Efeito Estufa, principalmente o Metano (CH4), que possui alta capacidade de reter calor na Atmosfera. Essa emissão é influenciada por fatores como composição dos resíduos, teor de umidade e idade dos resíduos, além de fatores específicos do local como o clima regional e o modo de gerenciamento do aterro. Na literatura há poucos estudos que estimam as emissões de gases estufa de aterros com enfoque na Região Amazônica e suas características climáticas. Deste modo, este trabalho tem como objetivo descrever a dinâmica de emissão do gás Metano no Aterro do Aurá, local onde, por décadas, foram depositados os resíduos sólidos urbanos da Região Metropolitana de Belém, estado do Pará, e que se encontra desativado por exigências na legislação ambiental. Para tal foram realizadas simulações utilizando modelos de 1ª ordem de emissão de biogás propostos pelo IPCC e pela USEPA (LandGEM 3.02). Os modelos foram comparados e as variações nos seus principais parâmetros foi avaliada, assim como a influência das condições climáticas e características dos resíduos nas emissões de Metano. Devido à alta precipitação e umidade da Região Amazônica, foi observado que os resíduos degradam rapidamente, sendo necessário se tomar decisões imediatas no sentido de aplicar métodos de controle de emissões em aterros para se evitar que os gases escapem para a Atmosfera.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estimativa da evapotranspiração em uma área de plantio de mangueira no Nordeste do Pará: uma abordagem integrada com os Métodos de Bowen e modelo METRIC-EEFLUX(Universidade Federal do Pará, 2024-03-22) MOREIRA, Antônio Carlos Novaes; SOUSA, Adriano Marlisom Leão de; http://lattes.cnpq.br/4371199443425884; https://orcid.org/0000-0002-2809-5318A pesquisa apresenta uma avaliação comparativa do consumo hídrico da manga na região do Nordeste do Pará, destacando a importância da estimativa da evapotranspiração para o estudo do ciclo hidrológico e sustentabilidade agrícola. Explora-se a utilização de métodos tradicionais, como o Método de Razão de Bowen, e técnicas de sensoriamento remoto, especificamente o modelo METRIC-EEFLUX, para estimar a Evapotranspiração real (ETr) de uma cultura. Com isso, revelou-se uma influência do pomar de mangueira Tommy Atkins na dinâmica hídrica em Cuiarana, Pará.. A ETr variou notavelmente entre as safras, com um consumo médio diário de 4,59 mm e 4,84 mm, respectivamente, para as Safras 1 e 2. O estudo oferece uma compreensão aprofundada do ciclo hidrológico local, com o pomar contribuindo com cerca de 185.958 m³ para o ciclo. A análise da ETr através do METRIC-EEFLUX revelou uma variabilidade espacial e temporal notável, com algumas discrepâncias em relação ao método de Bowen. Apesar de uma forte correlação positiva, o METRIC-EEFLUX tendeu a superestimar a ETr. O desempenho do modelo METRIC-EEFLUX foi classificado como “ruim”, destacando a necessidade de aprimoramento contínuo e calibração específica para a região amazônica. O estudo enfatiza a necessidade de pesquisas contínuas para aprimorar a precisão das estimativas hídricas, fornecendo insights valiosos para a gestão eficaz dos recursos hídricos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estimativa da evapotranspiração em uma área de plantio de mangueira no nordeste do Pará: uma abordagem integrada com os métodos de Bowen e modelo METRIC-EEFLUX.(Universidade Federal do Pará, 2024-03-22) MOREIRA, Antonio Carlos Novaes; SOUSA, Adriano Marlison Leão de; http://lattes.cnpq.br/4371199443425884; https://orcid.org/0000-0002-2809-5318A pesquisa apresenta uma avaliação comparativa do consumo hídrico da manga na região do Nordeste do Pará, destacando a importância da estimativa da evapotranspiração para o estudo do ciclo hidrológico e sustentabilidade agrícola. Explora-se a utilização de métodos tradicionais, como o Método de Razão de Bowen, e técnicas de sensoriamento remoto, especificamente o modelo METRIC-EEFLUX, para estimar a Evapotranspiração real (ETr) de uma cultura. Com isso, revelou-se uma influência do pomar de mangueira Tommy Atkins na dinâmica hídrica em Cuiarana, Pará.. A ETr variou notavelmente entre as safras, com um consumo médio diário de 4,59 mm e 4,84 mm, respectivamente, para as Safras 1 e 2. O estudo oferece uma compreensão aprofundada do ciclo hidrológico local, com o pomar contribuindo com cerca de 185.958 m³ para o ciclo. A análise da ETr através do METRIC-EEFLUX revelou uma variabilidade espacial e temporal notável, com algumas discrepâncias em relação ao método de Bowen. Apesar de uma forte correlação positiva, o METRIC-EEFLUX tendeu a superestimar a ETr. O desempenho do modelo METRIC-EEFLUX foi classificado como “ruim”, destacando a necessidade de aprimoramento contínuo e calibração específica para a região amazônica. O estudo enfatiza a necessidade de pesquisas contínuas para aprimorar a precisão das estimativas hídricas, fornecendo insights valiosos para a gestão eficaz dos recursos hídricos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estimativas de biomassa e carbono em áreas de vegetação secundária no território paraense(Universidade Federal do Pará, 2018-06-29) OLIVEIRA JUNIOR, Luis Augusto Lima; KELLER, Michael Maier; http://lattes.cnpq.br/1869582564376606; ADAMI, Marcos; http://lattes.cnpq.br/7484071887086439; https://orcid.org/0000-0003-4247-4477A dinâmica do uso da terra é um processo bastante intenso na paisagem amazônica pois as áreas florestais constantemente são alvos de desmatamento, na maioria das vezes ilegal, o que compromete o equilíbrio ambiental desse ecossistema. Nesse contexto surge um elemento muito comum na paisagem da região: a vegetação secundária (VS). A VS surge após um distúrbio podendo evoluir e chegar às características próximas as de uma floresta primária. Este trabalho teve como objetivo gerar estimativas de biomassa e carbono acima do solo para as áreas de VS no Estado do Pará no ano de 2014. O método utiliza a variável GSDY (Growing-Season Degree-Years – Temporada de Crescimento Graus-Anos), calculada utilizando de dados da idade da vegetação secundária (TerraClass), temperatura e precipitação. A variável GSDY é inserida em um modelo proposto por Johnson et al. (2000) e Zarin et al. (2001) que gera estimativas de biomassa e carbono. A VS foi classificada em cinco classes de acordo com o a idade da vegetação. Foram mapeados mais de 6,9 milhões de hectares (ha) de VS no território paraense o que representou mais de 2 bilhões de toneladas (t) de biomassa (1 bilhão de t de carbono) contidas na VS. Desse total mais de 2,8 milhões de ha de VS encontravam-se vulneráveis em 2014 em razão da Instrução Normativa nº 8 de 28 de Outubro de 2015 da SEMAS – PA que possibilitava a limpeza das áreas com até 5 anos (exceto área de preservação permanente e reserva legal) sem a necessidade de autorização prévia do órgão ambiental competente. A perda dessa VS poderia representar uma grande quantidade de carbono emitida para a atmosfera e consequências danosas ao equilíbrio ambiental da região.
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