Dissertações em Letras (Mestrado) - PPGL/ILC
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2311
O Mestrado Acadêmico iniciou-se em 1987 e pertence ao Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGL) do Instituto de Letras e Comunicação (ILC) da Universidade Federal do Pará (UFPA).
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Navegando Dissertações em Letras (Mestrado) - PPGL/ILC por Linha de Pesquisa "ENSINO-APRENDIZAGEM DE LÍNGUAS E CULTURAS: MODELOS E AÇÕES"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) O aconselhamento linguageiro na autonomização de aprendentes surdos no processo apropriação da Língua Portuguesa sob a ótica da complexidade(Universidade Federal do Pará, 2017-08-15) CRUZ, Eder Barbosa; SILVA, Walkyria Alydia Grahl Passos Magno e; http://lattes.cnpq.br/6129530461830312O Aconselhamento Linguageiro (AL) é uma modalidade de acompanhamento de aprendentes de língua, que visa levá-los a uma reflexão sobre sua própria aprendizagem, em vista de tornálos mais autônomos. Mynard (2012) apresenta um modelo para o AL sustentado em três eixos interconectados: diálogo, instrumentos e contexto. Magno e Silva, Sá e Matos e Rabelo (2015) buscaram no aporte teórico do Paradigma da Complexidade os subsídios para mostrar que AL no modelo de Mynard (2012) beneficia-se de uma abordagem com a Teoria dos Sistemas Adaptativos Complexos (MORIN, 2010; LARSEN-FREEMAN; CAMERON 2008). Esta dissertação de mestrado situa-se no quadro da expansão desse modelo de AL para atender surdos aprendentes de língua portuguesa e que se comunicam por meio de uma língua modulada no plano visuo-espacial. Dessa forma, tivemos o objetivo de investigar o AL como fomentador da autonomia de alunos surdos no processo de apropriação do português. Para tanto, realizamos este estudo de caso com surdos do sétimo ano de uma escola pública da rede de ensino estadual do Pará, localizada na cidade de Belém. Para a geração dos dados, as sessões de aconselhamento com os aprendentes surdos de língua portuguesa foram filmadas. Os resultados mostraram que o Modelo do Diálogo, Instrumentos e Contexto para o AL (MYNARD, 2012), na sua compreensão como um sistema adaptativo complexo (MAGNO E SILVA; SÁ E MATOS; RABELO, 2015), se repensado considerando as especificidades dos aprendentes surdos e de sua língua de sinais, pode favorecer a prática do aconselhamento com esses aprendentes, fomentar sua autonomia e melhorar sua aprendizagem de português.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Aprendentes idosas e produção textual escrita: uma sequência didática em contexto de educação emancipatória(Universidade Federal do Pará, 2012-06-20) SOUSA, Betânia Rocha de; CUNHA, Myriam Crestian Chaves da; http://lattes.cnpq.br/0057919162522146O presente trabalho relata e analisa uma pesquisa-ação, realizada em uma turma de 2ª etapa do Grupo de Educação na Terceira Idade (GETI), programa de extensão da Universidade Federal do Pará (UFPA). O GETI desenvolve ações socioeducativas direcionadas ao público idoso, no Campus Universitário de Castanhal, tendo como fundamentação teórica a concepção da educação emancipatória de Paulo Freire. A pesquisa-ação focaliza-se no ensino/aprendizagem da produção de textos escritos em turmas de pessoas idosas, em sua maioria afastadas dos espaços formais de escolarização por décadas. Com base nessa experiência, pretende-se ampliar a reflexão didática relacionada a este público, tendo por objetivo geral contribuir para a construção de uma base didático-metodológica para o ensino e a aprendizagem do português como língua materna para o público de aprendentes idosos. Mais especificamente busca-se: a) testar a hipótese de que o dispositivo da Sequência Didática coaduna-se perfeitamente com os pressupostos pedagógicos freireanos, ao favorecer o desenvolvimento da capacidade reflexiva e, portanto, da autonomia dos aprendentes na aprendizagem do Português; b) construir uma proposta de produção escrita congruente com pressupostos de educação emancipatória; c) experimentar e analisar atividades elaboradas para verificar se as mesmas contribuem efetivamente para que os aprendentes idosos desenvolvam sua competência de produção escrita. A abordagem teórica deste estudo desdobra-se em quatro pilares: 1) educação emancipatória (FREIRE, 1983, 1987, 1996), que visa educar para a cidadania; 2) envelhecimento humano como um processo natural da vida, cuja compreensão não elimina a visão de um sujeito ativo e potencialmente capaz (NERI; FREIRE, 2000; BOSI, 1994); 3) abordagem interacional de ensino-aprendizagem de língua (GERALDI, 2004, 2006; ANTUNES, 2006, 2009); 4) avaliação formativa (AMARAL, 2008; CUNHA, 1992, 2008) como dispositivo de ensino-aprendizagem adequado às exigências da atividade redacional e ao desenvolvimento de um sujeito da aprendizagem autônomo. A metodologia da pesquisa-ação, escolhida para desenvolver o estudo, inscreve-se no paradigma qualitativo e visa ao envolvimento das participantes na construção da competência almejada – a escrita de textos pertencentes ao gênero receita culinária – e na realização de um projeto de comunicação – a venda de uma coletânea de receitas no seminário anual do Programa GETI –. Além das atividades e dos materiais utilizados em sala de aula, os procedimentos instrumentais que viabilizaram a geração de dados foram a observação participativa, com notas em diário de campo, e entrevistas semiestruturadas realizadas com as aprendentes. A análise dos dados mostra claramente a validade da hipótese, tanto no que diz respeito à atitude das aprendentes, que passaram a assumir-se como sujeitos de sua aprendizagem e de seu dizer, quanto no que diz respeito à elevação qualitativa de sua produção escrita.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Aprendizagem de Língua Inglesa mediada por sítios: uma atividade promovida em um centro de autoacesso(Universidade Federal do Pará, 2019-01-30) BORGES, Kleiton de Sousa; SILVA, Walkyria Alydia Grahl Passos Magno e; http://lattes.cnpq.br/6129530461830312Os estudos da Linguística Aplicada (LA) na área de ensino e aprendizagem de línguas têm sido conduzidos de forma interdisciplinar. Uma das vertentes desses estudos está na investigação sobre a autonomia na aprendizagem de línguas com o intuito de compreender como este processo é instigado em aprendentes a partir de situações de aprendizagem diversas. As novas tecnologias, como a Aprendizagem de Língua Mediada por Computador (CALL) e as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) são ferramentas que podem estimular o desenvolvimento desta autonomia. Essas ferramentas estão presentes em instituições de ensino e no cotidiano de professores e alunos, possibilitando, assim, uma aprendizagem de língua estrangeira (LE) de forma eficaz (LEFFA, 2006; OLIVEIRA, 2012; ANDRADE, 2014; ARAÚJO, 2017). As TIC são também utilizadas em centros de autoacesso (CAA) para o fomento da autonomia de aprendentes de línguas nestes espaços (GARDNER; MILLER, 1999; BARRS, 2010; MAGNO E SILVA, 2014; MYNARD, 2016). Este trabalho teve como objetivo geral compreender de que maneiras as atividades mediadas por computadores, por meio de sítios, poderiam influenciar a aprendizagem de língua inglesa de alunos que frequentam e participam das atividades da Base de Apoio à Aprendizagem Autônoma (BA3), um CAA situado na Faculdade de Letras Estrangeiras Modernas (FALEM) da Universidade Federal do Pará (UFPA). Foi realizado um estudo de caso de abordagem quanti-qualitativa com observação e aplicação de questionários on-line. Os resultados evidenciaram que sítios de aprendizagem de língua inglesa influenciaram positivamente no desenvolvimento de autonomia dos participantes, pois eles passaram a utilizar esses sítios por conta própria para a prática das habilidades linguísticas de escuta, de leitura e da fala do inglês. Verificou-se ainda que a boa apresentação do layout e os tipos de atividades desses sítios eram itens importantes para que os aprendentes os utilizassem.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Aspectos motivacionais de aprendentes de Língua inglesa: um estudo de caso sob a perspectiva sociodinâmica(Universidade Federal do Pará, 2020-07-13) CARVALHO, Luiza Moreno; MAGNO E SILVA, Walkyria Alydia Grahl Passos; http://lattes.cnpq.br/6129530461830312Os estudos no âmbito do ensino e aprendizagem de línguas apontam a motivação como um fator importante para o sucesso na aprendizagem, pois se constitui a força que impulsiona o aprendente durante o longo processo que é aprender uma língua. Cada vez mais tem-se caracterizado a motivação como um fenômeno dinâmico e complexo, o qual envolve, entre outros aspectos, a visão que o indivíduo constrói de si mesmo como aprendente e como falante da língua alvo. Diante disso, esta pesquisa visa investigar a relação entre a visão que o aprendente de língua adicional tem de si e da influência de agentes motivacionais na emergência dos eus possíveis em seu sistema motivacional autoidentitário. Para tal, lançamos mão dos pressupostos teóricos da fase sociodinâmica dos estudos motivacionais, como, a visão relacional da motivação (USHIODA, 2009), o Sistema Motivacional Autoidentitário (DÖRNYEI, 2009) e motivação como um sistema adaptativo complexo (HENRY, 2015). As teorias da fase sociodinâmica oferecem uma nova perspectiva de investigação e análise da motivação numa visão sistêmica, que enfatiza o seu caráter multifacetado. Foi realizada uma pesquisa de abordagem qualitativa, de cunho interpretativista e longitudinal na forma de um estudo de caso, o qual teve como participantes dez alunas do primeiro semestre do curso de Bacharelado em Turismo, do campus de Belém, da Universidade Federal do Pará (UFPA). A constituição dos dados foi feita por meio de narrativas de aprendizagem, questionários, abertos e fechados, e entrevistas. Cada instrumento de pesquisa constituiu uma fase deste estudo realizado ao longo de oito meses. Os resultados evidenciam as influências de quatro grupos de agentes motivacionais (professores, família, amigos e colegas de turma) nas dinâmicas dos eus possíveis das aprendentes. Entre os processos dinâmicos observados estão as mudanças na elaboração e enriquecimento da imagem vívida do eu ideal, bem como sua disponibilidade e acessibilidade; e as mudanças pela interação com outros autoconceitos. Entre os principais subprocessos observados estão a comparação social com as características dos agentes que o aprendente gostaria de ter, a autopercepção das participantes, a autoavaliação e a reinterpretação/ressignificação das experiências de aprendizagem. Os agentes atuaram ora provocando alterações no eu ideal das aprendentes ou ativando-o, ora trazendo à tona as responsabilidades e compromissos do eu que outras pessoas acham que eles devem ser.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Autorreflexão para uma consciência do clima relacional em sala de aula: estudo de caso com professores de Língua estrangeira(Universidade Federal do Pará, 2019-02-18) LÓPEZ, Catalina Henao; CARRERA, Carlos Cernanda; http://lattes.cnpq.br/2845269847553868; SILVA, Walkyria Alydia Grahl Passos Magno e; http://lattes.cnpq.br/6129530461830312; http://lattes.cnpq.br/2845269847553868Este trabalho visa investigar a autorreflexão docente como meio para conscientizar professores de língua estrangeira sobre a influência do clima socioemocional na aprendizagem. Para tal fim, foi desenvolvido um instrumento denominado Guia de autorreflexão para professores de língua estrangeira, entregue aos docentes participantes. A leitura do guia levou-os a refletir sobre sua própria prática. Os fundamentos teóricos da pesquisa baseiam-se em estudos sobre autorreflexão na docência, como os conduzidos por Dewey (1933), Carr e Kemmis (1986), Zwozdiak-Myers (2011; 2018), entre outros, assim como em estudos sobre o clima relacional como elemento facilitador da aprendizagem (ABREU; MASETTO, 1985; ROGERS, 1996; ARNOLD, 2005). O objetivo da pesquisa foi compreender a influência da autorreflexão na consciência do clima relacional docente, suscitado pelo guia. O método de pesquisa utilizado foi o estudo de caso, usado para analisar e interpretar o fenômeno estudado dentro de seu contexto real. O instrumento de coleta de dados foi um questionário com cujas respostas foi possível depreender o comportamento reflexivo dos docentes participantes e identificar o efeito do guia nas suas percepções e práticas. Enfim, observou-se que a utilização do guia levou os professores a repensarem seus comportamentos e ações em sala de aula com o intuito de potencializar as capacidades de seus alunos. Ao final, aponta-se a importância de continuar propiciando práticas reflexivas aos professores de língua estrangeira como estratégia para fomentar a educação continuada e melhorar a qualidade docente.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação em obras didáticas de língua portuguesa : regulação no ensino e na aprendizagem da escrita?(Universidade Federal do Pará, 2019-08-22) BAHIA, Emídio Júnior Santos; CUNHA, Myriam Crestian Chaves da; http://lattes.cnpq.br/0057919162522146Este trabalho investiga a função da avaliação nas atividades relativas ao ensino e à aprendizagem da escrita em obras didáticas de língua portuguesa, uma vez que os documentos de referência para a educação em línguas no Brasil indicam que os recursos de avaliação nas obras devem estar alinhados à perspectiva da avaliação formativa cognitivista, cuja função é a regulação da aprendizagem. Para investigarmos isso, discutimos algumas concepções relativas aos eixos deste trabalho: avaliação, escrita e obra didática. No eixo “avaliação”, discutimos os conceitos de regulação da aprendizagem (ALLAL, 1984/1988, HADJI, 2011, PERRENOUD, 1999) e de autorregulação da aprendizagem (HADJI, 2011, PANADERO; ALONSO-TAPIA, 2014a, ZIMMERMAN; MOYLAN, 2009), conceitos basilares da avaliação formativa cognitivista. No eixo “escrita”, debatemos as modelos teóricos dessa atividade em contexto escolar (CHABANNE; BUCHETON, 2002), as concepções de avaliação da escrita nos documentos de referência (BRASIL, 1998a, 2013, 2016), além de comentarmos o modelo de escrita sugerido pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL, 1998a), que apresenta semelhanças com o modelo de Hayes e Flower (1980). No eixo “obra didática”, tratamos dos conceitos de “obra didática” (BRASIL, 2015, 2015a), de “livro didático” (BATISTA, 2003), e situamos a obra didática como dispositivo didático para a regulação da escrita (WEISSER, 2010); além disso, discutimos as suas funções essenciais (CHOPPIN, 2004), dando especial atenção às funções referencial e instrumental, as quais são alinhadas, respectivamente, à perspectiva de transposição didática dos conteúdos (CHEVALLARD, 1991) e à perspectiva de mediação e de auxílio à intervenção (HALTÉ, 1992, CUNHA; CUNHA, 2011). Com base nessa reflexão examinamos três obras didáticas: “Português - linguagens”, “Projeto Teláres – Português” e “Para viver juntos – Português”; por meio de uma análise com categorias de conteúdo, com base nas variáveis de avaliação (HADJI, 1994), focalizando as propostas de avaliação dos manuais do professor e os projetos didático-avaliativos dos livros do estudante das obras que constituem o corpus. E para isso, utilizamos o método interpretativista dos dados, conforme as orientações de Moita Lopes (1994). Os resultados mostraram que duas das obras didáticas mais adquiridas do PNLD apresentam uma proposta de avaliação da aprendizagem alinhada à perspectiva da avaliação formativa neobehaviorista (BLOOM et al., [1971]1983), cuja função é a correção do ensino e não a regulação da aprendizagem em curso, e uma das obras sequer apresentou proposta de avaliação. Além disso, mostraram que os projetos didático-avaliativos dos livros do estudante seguem a mesma perspectiva, com exceção de uma obra, que apresentou um projeto didático-avaliativo no prisma da regulação da aprendizagem em curso. Contudo, essa obra foi a terceira mais adquirida, o que mostra ainda que obras didáticas de língua portuguesa mais adquiridas no PNLD não apresentam uma função da avaliação na perspectiva da regulação. Esses dados nos revelam que, apesar de passados mais de vinte anos desde a publicação do primeiro volume dos PCN, as obras didáticas de língua portuguesa que mais circulam no país ainda apresentam concepções de avaliação da aprendizagem e da aprendizagem da escrita numa perspectiva não condizente com as pesquisas mais atuais em avaliação.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação formativa e ensino-aprendizagem de Língua Francesa na Educação Básica(Universidade Federal do Pará, 2017-05-05) ALVES, Luciana de Oliveira; CUNHA, Myriam Crestian Chaves da; http://lattes.cnpq.br/0057919162522146Este trabalho tem como objeto de estudo a avaliação formativa no ensino-aprendizagem do francês como língua estrangeira no ensino básico. Essa reflexão, que se apoia, principalmente, nos estudos de Nunziati (1990), Perrenoud (1998, 1999), Hadji (1992b, 2011) e Allal (1986, 2007, 2010), focaliza os processos formativos, como o estabelecimento e a verificação dos objetivos de aprendizagem, a elaboração coletiva de critérios avaliativos, a avaliação mútua e a autoavaliação, objetivando, ao mesmo tempo, favorecer a aprendizagem da língua francesa – na perspectiva delineada no Quadro Comum Europeu de Referência para as Línguas (CONSELHO DA EUROPA, 2001) – e o consequente domínio de procedimentos avaliativos pelos alunos. Estudos recentes sobre a avaliação escolar e o ensino-aprendizagem de línguas apontam que a avaliação formativa permanece incompreendida e praticada de maneira aleatória pelos sujeitos envolvidos no processo, para muitos dos quais avaliar diariamente é observar o aluno não como aprendente de uma língua, mas como bom ou mau estudante, do ponto de vista comportamental, social, sendo a aprendizagem quotidiana da língua – tanto do ponto de vista do saber sobre a língua quanto de seu uso – objeto exclusivo dos instrumentos somativos. Nossa experiência no meio escolar também indica que as línguas estrangeiras enfrentam constantes limitações, como carga horária reduzida, baixa motivação dos atores e sistemas avaliativos de predominância somativa sob a responsabilidade unilateral do professor. Assim, neste trabalho, buscou-se contribuir teórica e metodologicamente com os estudos que consideram a avaliação formativa como dispositivo de ensino e de aprendizagem, verificando quais procedimentos formativos podem ser utilizados, no ensino básico, não apenas para ajudar o aluno a aprender, mas também para ajudá-lo a participar ativamente do processo avaliativo das aprendizagens em curso. Para isso, foi realizada uma pesquisa-ação, que se desmembrou em duas direções: uma análise exploratória em uma escola de ensino médio, que permitiu descrever, mediante a análise de textos oficiais e de questionários respondidos por coordenadoras e professoras de francês, o sistema de avaliação da instituição e as concepções dos envolvidos a respeito das práticas avaliativas; uma estratégia de ação junto aos alunos de francês do primeiro ano do Ensino Médio, da mesma escola. Nas sequências didáticas, foram implementadas estratégias formativas que possibilitassem a (auto)(r)regulação das aprendizagens ao longo do ano letivo. Os resultados indicam inegáveis impactos na autonomização dos alunos no que diz respeito à reflexão sobre os objetivos de aprendizagem, à construção de critérios avaliativos e à avaliação mútua, mas também limitações em suas capacidades de autorregulação e autoavaliação, que convém analisar em suas diversas dimensões (sociais, pedagógicas e cognitivas).Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação formativa em educação online(Universidade Federal do Pará, 2017-05-05) SANTOS, Tiago Sousa; CUNHA, Myriam Crestian Chaves da; http://lattes.cnpq.br/0057919162522146A grande procura pela educação online suscita a necessidade de se pesquisar como as práticas de avaliação-regulação ocorrem nesse ambiente. Esta dissertação investiga se a avaliação formativa alternativa pode, no âmbito da educação online, ajudar a desenvolver competências de produção acadêmica. Para tal, realizamos, quanto aos procedimentos, uma pesquisa-ação e, quanto à técnica de análise, uma pesquisa qualitativa em educação online, em que implementamos, junto a estudantes universitários de uma oficina online, uma Sequência Didática com o pôster acadêmico. Os dados construídos a partir dos diversos processos de regulação (compartilhada, co- e auto-) propiciados pelas ferramentas do Moodle 2.9 (Fóruns, Wikis, Tarefas, Laboratórios de Avaliação, Pesquisa, Lição, Checklist) permitiram analisar o percurso de um dos aprendentes. Do ponto de vista teórico, o trabalho fundamenta-se em três pilares: i) a noção de avaliação formativa alternativa, com foco nos processos de regulação do ensino/aprendizagem, ii) a educação online e as características da Web 2.0, como a colaboração e a interação, iii) o pôster acadêmico, com foco nos letramentos acadêmicos e com ênfase em suas características multissemióticas (dimensões visuais e verbais do objeto de ensino). Os resultados indicam que é possível uma prática de avaliação formativa em educação online e que ela pode ajudar a desenvolver competências de produção acadêmica. Também se verificou que a avaliação formativa não é construída somente pelos processos metacognitivos e autorregulatórios do aprendente individualmente, mas também por meio de diversas interações e colaborações, que ocorreram com as dimensões ensinadas e que puderam ser melhor visualizadas no ambiente virtual, pois a escrita permite o registro de cada interação.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Centros de autoacesso, identidade docente e profissionalidade(Universidade Federal do Pará, 2021-05-31) BARRETO, Mariana Maués; SILVA, Walkyria Alydia Grahl Passos Magno e; http://lattes.cnpq.br/6129530461830312Centros de autoacesso (CAA) são locais destinados ao apoio no processo de aprendizagem autônoma de línguas adicionais. A Universidade Federal do Pará (UFPA) possui um CAA denominado Base de Apoio à Aprendizagem Autônoma (BA3 ), aberto ao público, que conta com o auxílio de voluntários discentes dos cursos de licenciatura da Faculdade de Letras Estrangeiras Modernas para o seu funcionamento. Atualmente, o espaço é definido institucionalmente como local de apoio à aprendizagem de línguas. Configura-se ainda como um campo de pesquisas e os estudos ali desenvolvidos também abordam o CAA por esta perspectiva. No entanto, encontra-se uma lacuna no que tange a potencialidade das experiências vivenciadas no CAA para a formação dos professores de línguas. Portanto, nesta pesquisa buscamos analisar como o espaço afeta dinamicamente a construção da profissionalidade e da identidade docente dos voluntários e ex-voluntários da BA3 . De acordo com Murray (2018), uma das principais características dos CAAs é o constante processo de transformação e a relação dinâmica entre seres socialmente construídos e este contexto específico. Visto que os percursos de vida são, também, percursos formadores, os sujeitos que vivenciam estes espaços estabelecem e modificam suas diferentes identidades docentes por meio das trajetórias que ali constroem. Em meio aos questionamentos sobre o que constrói estas identidades e o que caracteriza o ser professor, nos deparamos com o conceito de profissionalidade. Este significa falar sobre “as qualidades da prática profissional dos professores em função do que requer o trabalho educativo” (CONTRERAS, 2002, p. 74). Tais atributos da profissionalidade referem se aos valores e pretensões que o docente deseja alcançar e desenvolver. Consequentemente, o significado destas qualidades não é fixo, pelo contrário, é adaptável ao contexto e às situações específicas que envolvem a realidade de cada professor. Esta pesquisa de abordagem narrativa qualitativa com movimentos analíticos holísticos foi dividida em duas etapas metodológicas. Primeiramente, durante o período de quatro meses, coletamos narrativas de três docentes em formação e quatro docentes já formados com o intuito de analisar os significados que estes atribuem às suas experiências identitárias profissionais. Em seguida, realizamos uma roda de conversa com aqueles que se encontram em sala de aula atualmente, tendo em vista o esclarecimento de algumas questões e a introdução de questionamentos complementares. Dentre os resultados obtidos por meio dos instrumentos, verificou-se o caráter multidimensional da construção identitária docente, visto que as identidades são constantemente construídas, reformuladas e influenciadas direta ou indiretamente pelos espaços dos quais os professores fazem parte. Identificou-se, também, a potencialidade formadora dos centros e os diferentes impactos causados pelo CAA na profissionalidade e identidade dos participantes desta pesquisa. Estes foram influenciados em termos de experiência com a gestão de espaços, do planejamento de atividades e do contato diário com o próprio centro e com outros aprendentes de línguas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A compreensão e a produção oral nas aulas de FLE: os jogos teatrais como meio de comunicação(Universidade Federal do Pará, 2005-12-05) FERREIRA, Josiane da Silva; CUNHA, José Carlos Chaves da; http://lattes.cnpq.br/3117544056791050Esta pesquisa buscou investigar a situação do ensino/aprendizagem da produção e da compreensão oral em línguas estrangeiras, mais precisamente o FLE (Francês Língua Estrangeira), no contexto escolar amapaense. A partir da visão de aspectos linguísticos e pragmáticos a respeito da interação e da percepção que englobam os sentido humanos, propõem-se nesse trabalho uma prática pedagógica que inclua os elementos lúdicos dentro das estratégias de ensinar/aprender a oralidade. Contribuindo especificamente para que a concepção pedagógica da prática teatral conduza ao desenvolvimento dos diversos valores necessários para a aquisição de uma língua estrangeira. A partir da reflexão e análise da situação do ensino/aprendizagem de língua estrangeira no Brasil e do FLE no Amapá, esta pesquisa destaca a compreensão da produção oral no contexto escolar tomando como base aspectos linguísticos e pragmáticos voltados para a compreensão que propõe o interlocutor para uma série de situações de comunicação a partir das atividades diversificadas de ensino.Toda a pesquisa referente ao nível teórico e prática teatral se baseia em autores como Spolin,Massaro, Hinglais que visam o chamado “engajamento” discursivo ou teatral dos aprendizes.E enfim, algumas atividades são sugeridas a partir de um formato metodológico dos jogos teatrais de Spolin e da contribuição do método de MASSARO para a união de duas linguagens: a Linguagem Teatral e a Linguagem da Língua Estrangeira.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Contribuições para o atlas do Projeto AMPER-Norte: variedade linguística do município de Santarém (PA)(Universidade Federal do Pará, 2016-06-18) LIMA, Leydiane Sousa; CRUZ, Regina Célia Fernandes; http://lattes.cnpq.br/3307472469778577A presente Dissertação tem como objetivo principal contribuir para o Atlas Prosódico do Norte do Brasil com caracterização da variação dialetal do português falado no município de Santarém (PA). Trata-se de um estudo vinculado ao Projeto Atlas Prosódico Multimédia do Português do Norte do Brasil (AMPER-POR) que está diretamente ligado ao projeto de pesquisa europeu Atlas Multimédia Prosodique de l'Espace Roman (AMPER). Para a constituição do corpus foi realizada pesquisa de campo no município de Santarém (PA) que faz parte da área de atuação do projeto principal, que investiga o dialeto da Amazônia interiorana paraense. Todos os procedimentos metodológicos adotados no presente estudo seguiram as orientações estabelecidas pela equipe do Projeto AMPER na condução da formação dos corpora para o Atlas Prosódico Multimídia das Línguas Românicas. Para este trabalho foi criado um corpus expandido composto de 416 frases do tipo SVC (sujeito + verbo + complemento) com suas expansões em Sintagma Adjetival e Sintagma Preposicional. As frases foram estruturadas obedecendo às mesmas restrições fonéticas e sintáticas do projeto AMPER-POR. As análises foram feitas a partir de dados relativos a informantes de nível fundamental e de nível médio. Para a presente Dissertação, foram selecionadas 24 frases, sendo 12 na modalidade afirmativa e 12 na modalidade interrogativa total. Os resultados mostraram que o parâmetro acústico de Frequência fundamental (F0) apresentou distinção relevante, pelo movimento de pinça, que ocorre na sílaba tônica das pautas acentuais oxítonas, paroxítonas e apenas alguns casos das proparoxítonas. No parâmetro da Duração (ms), observou-se que os valores eram maiores em todas as afirmativas de ambos os sexos na sílaba tônica do último elemento da frase. Na Intensidade (dB), constatou-se que as medidas da fala masculina são mais elevadas que as da feminina, em geral, as interrogativas são sempre mais longas que as afirmativas, apenas dois casos mostraram que essa inversão de valores neste parâmetro. Deste modo, a intensidade é não foi caracterizada como um parâmetro acústico complementar de F0 e ms. Portanto, fica comprovado que apenas os parâmetros acústicos de F0, ms são fatores determinantes de distinção nas modalidades frasais, afirmativa e interrogativa total referente à variedade falada em Santarém.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Diálogo no aconselhamento em aprendizagem de inglês: interação, reflexão e autonomia(Universidade Federal do Pará, 2018-07-12) RIBEIRO, Juliana Araújo; SILVA, Walkyria Alydia Grahl Passos Magno e; http://lattes.cnpq.br/6129530461830312Nas últimas décadas, o aconselhamento em aprendizagem de línguas (AAL) vem se destacando como uma abordagem que busca estimular o protagonismo dos aprendentes de línguas (KELLY, 1996; MOZZON-MCPHERSON; VISMANS, 2001; CARSON; MYNARD, 2012; MAGNO E SILVA, 2012, 2016; KATO; MYNARD, 2015). Na Faculdade de Letras Estrangeiras Modernas (FALEM) da Universidade Federal do Pará, alguns estudantes entram sem proficiência na língua alvo (LA) e por isso, ao longo do curso, precisarão tanto formar-se professores quanto tornar-se falantes da LA. Ansiedade, insegurança e desmotivação são alguns dos sentimentos comuns a eles. Com o intuito de ajudá-los a administrar essas várias demandas, o serviço de AAL foi implantado. Esta pesquisa buscou identificar como ocorre o diálogo no AAL e quão eficaz ele pode ser para a promoção da autonomia no contexto da FALEM com três pares de conselheiros e aconselhados. Os aconselhados participantes deste estudo entraram na universidade sem proficiência na língua inglesa. Sessões virtuais e presenciais foram analisadas bem como questionários foram aplicados. Buscou-se verificar os padrões interacionais durante as sessões e averiguar como a reflexão é estimulada pelos conselheiros. Além dos estudos sobre AAL, este trabalho baseou-se nas contribuições de Vygotsky (1991) acerca da interação na perspectiva sociocultural e sobre reflexão por Dewey (1910), Boyd e Fales (1983) e Schön (2000). Os resultados indicam que a relação no AAL é entendida como menos hierárquica do que em outros contextos de aprendizagem ao demonstrarem que ambos, conselheiro e aconselhado, atuam colaborativamente em prol de um objetivo maior, negociando atividades, temas, local e horário de encontros. Percebeu-se diversas estratégias que o conselheiro utiliza para estimular processos reflexivos, destacando uma postura não-diretiva e de não correção. O uso da língua materna prevalece ao longo das sessões com os aprendentes mais iniciantes e a LA passa a ser empregada como oportunidade de prática para os mais proficientes. Finalmente, ouvir as conversas do AAL pode significar uma maior compreensão sobre as possibilidades para práticas de ensino-aprendizagem em que o aprendente tenha sua voz ouvida e valorizada.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Didatização de gêneros textuais e avaliação formativa: uma análise da apropriação do procedimento “sequência didática” por professores de português em formação inicial(Universidade Federal do Pará, 2018-07-16) BARBOSA, Marcos Ferreira; CUNHA, Myriam Crestian Chaves da; http://lattes.cnpq.br/0057919162522146; https://orcid.org/0000-0002-9635-5054Na presente investigação, empreendemos uma discussão acerca do ensino-aprendizagem da produção textual com base nos gêneros textuais. Nosso foco é a aquisição de procedimentos de didatização de gêneros na formação inicial de professores de Português. Nesse ensejo, propomos a análise da apropriação do dispositivo didático-metodológico “Sequência Didática” por parte de alunos do curso de licenciatura em Letras/Língua Portuguesa da Universidade Federal do Pará, campi de Abaetetuba e Belém, estabelecendo os seguintes objetivos: descrever propostas de intervenção pedagógica envolvendo o procedimento didático-metodológico chamado Sequência Didática, elaboradas por licenciandos; analisar as características das propostas de intervenção à luz dos pressupostos teóricos nas quais se fundamentam; analisar as possíveis evidências de processos de avaliação formativa – tais como regulação, autorregulação, coavaliação e autoavaliação – nas propostas estudadas; depreender orientações para favorecer procedimentos de “didatização de gêneros” por professores em formação inicial. Nossa fundamentação teórica apoia-se, principalmente, no pensamento acerca dos gêneros discursivos em Bakhtin, na perspectiva do Interacionismo Sociodiscursivo e da Didática das Línguas (BRONCKART, DOLZ, SCHNEUWLY et al.) e da avaliação formativa francófona (ALLAL, FERNANDES, FRISON et al.). Quanto aos procedimentos metodológicos, realizamos pesquisa documental, de abordagem qualitativa e com objetivo exploratório; tendo como corpus de análise propostas de Sequência Didática elaboradas por estudantes de graduação. Nossas análises nos levam a perceber expressivas dificuldades na apropriação de novas perspectivas teóricas e de propostas didático-metodológicas voltadas ao ensino-aprendizagem de língua materna, em especial, no que se refere à integração da avaliação formativa a atividades de produção textual; relacionamos tais dificuldades à formação escolar prévia dos licenciandos, muito marcada – no contexto brasileiro – pela produção textual dissociada de um contexto sociocomunicativo definido, pelo uso do texto como suporte para estudo de descrição gramatical e pela utilização exclusiva da avaliação somativa em detrimento da avaliação formativa.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Fraseologismo no discurso político brasileiro: uma proposta de glossário, volumes 1 e 2(Universidade Federal do Pará, 2018-08-28) SOUZA, Davi Pereira de; ALVAREZ, Maria Luisa Ortiz; http://lattes.cnpq.br/0562632464695581; RAZKY, Abdelhak; http://lattes.cnpq.br/8153913927369006Esta pesquisa, de abordagem quali-quantitativa, tem como objetivo geral produzir um glossário, em versão impressa e eletrônica, de fraseologismos utilizados no discurso político brasileiro. Por sua vez, os objetivos específicos consistem em: descrever os fraseologismos que caracterizam o discurso político brasileiro; identificar padrões de combinatórias sintagmáticas recorrentes no corpus e; verificar possíveis variantes fraseológicas. Os fraseologismos, ou unidades fraseológicas, são combinações sintagmáticas recorrentes (MEJRI, 1997, 2012), caracterizadas, dentre outros aspectos, pela sua polilexicalidade, fixidez, frequência, congruência e idiomaticidade. Para tanto, adotou-se uma metodologia orientada pelos pressupostos gerais da Linguística de Corpus (BERBER SARDINHA, 2004) e sua relação com a Fraseologia (TAGNIN, 2005, 2011). A pesquisa foi dividida em cinco etapas principais, a saber: i) revisão da bibliografia sobre a área em foco, particularmente as pesquisas fraseológicas desenvolvidas no Brasil e na França; ii) constituição e tratamento do corpus; (iii) seleção do corpus de referência; (iv) procedimentos de análise dos resultados e; v) elaboração do glossário fraseológico. Os 570 textos que compõem o corpus são provenientes de blogs ou websites de 4 (quatro) colunistas que assinam matérias sobre política nas revistas Istoé, Época, Carta Capital e no jornal Folha de São Paulo, tendo sido escolhido um colunista por periódico. Os textos foram publicados entre janeiro de 2014 e dezembro de 2016. Foram utilizados os softwares Words Smith Tools (SCOTT, 2008), que realiza busca semiautomática em grandes corpora textuais, e o Lexique pro – versão 3.6 (SIL, 2004-2012), para preenchimento da ficha fraseológica de cada verbete, resultando posteriormente na organização do glossário, adotando-se microestrutura formada por entrada, categoria gramatical, definição, contexto, variante fraseológica, remissiva e notas. Quanto ao referencial teórico, o trabalho ancorou-se na abordagem francesa da Fraseologia, sobretudo na perspectiva de Salah Mejri (1997, 1998, 1999, 2002, 2005, 2010, 2011, 2012, 2018). O glossário produzido contém 438 entradas, lematizadas e organizadas alfabeticamente pela primeira unidade lexical da sequência. Os resultados demonstram a predominância de fraseologismos da língua geral em detrimento de unidades fraseológicas específicas do discurso político, o que está relacionado ao fato de o corpus não ser especializado, uma vez que os colunistas não são tecnicamente cientistas políticos, mas jornalistas e comentaristas que lidam com assuntos da área e se direcionam para um público geral de leitores, em grande parte formado também por não especialistas. Além disso, a política, sendo de natureza interdisciplinar, produz um discurso que se constitui no cruzamento de outros domínios, como o direito, as ciências sociais, a linguística, entre outros (DORNA, 1995; CHARAUDEAU, 2006). De todo modo, os fraseologismos desempenham um papel peculiar nesse domínio, servindo para produzir diferentes efeitos de sentido, particularmente, os de caráter irônico e ambíguo, presentes nas relações estabelecidas pelos interlocutores inseridos nas tensões ideológicas e político-partidárias que se acirram em momentos de crise política e econômicaDissertação Acesso aberto (Open Access) A influência do aconselhamento em aprendizagem de línguas na prática de professores de inglês da educação básica(Universidade Federal do Pará, 2024-11-04) GANTUSS, Sarah Costa; MAGNO E SILVA, Walkyria Alydia Grahl Passos; http://lattes.cnpq.br/6129530461830312; https://orcid.org/0000-0001-8572-147XEste trabalho analisou a influência do aconselhamento em aprendizagem de línguas (AAL) na prática de professores de inglês que atuam na educação básica, especificamente em escolas públicas. Esta pesquisa caracterizou-se como um estudo de caso, tendo como participantes quatro professores de língua inglesa que, em algum momento de sua formação, já atuaram como conselheiros em aprendizagem de línguas. Os dados foram constituídos por meio de questionário, observação de aulas, entrevista semiestruturada e grupo focal. A discussão foi desenvolvida com base nas obras de Carson e Mynard (2012), Kato e Mynard (2016), Magno e Silva (2016), Mozzon-Mcpherson e Tassinari (2020), entre outros. Os resultados mostraram que, apesar das dificuldades, como o grande número de alunos e carência de recursos adequados, o aconselhamento em aprendizagem de línguas exerceu influências sobre a prática do professor em sala de aula, tais como negociação, fomento à autonomia e a atenção a fatores afetivos. Esses achados evidenciam, que apesar dos desafios, as práticas de AAL podem oferecer subsídios para enriquecer a experiência de aprendizagem na escola pública.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Leitura desencantada: a fantasia no contexto de novos tecnicismos(Universidade Federal do Pará, 2019-09-02) SANTOS, Felipe Hilan Guimarães; FAIRCHILD, Thomas Massao; http://lattes.cnpq.br/1771292039081039Na presente pesquisa, discutimos as propostas para o ensino da leitura encontradas em trabalhos acadêmicos contemporâneos. Perguntamo-nos, especificamente, como a abordagem da leitura de textos fantásticos é desenvolvida e de que maneira influencia as relações de ensino/aprendizagem no contexto escolar. Partimos da hipótese de que as atuais propostas de leitura enfatizam uma abordagem única para todo e qualquer tipo de texto, como resultado de uma ação pedagógica tecnicista que intenta tornar previsível a atitude dos alunos, assim como o trabalho docente. E no que tange à fantasia, haveria uma desconstrução de seu conceito, em detrimento de uma base de racionalização exacerbada no ensino, que permitiria manipular todas as significações produzidas a partir da leitura de um texto. Concebemos que a leitura é um processo de interação entre sujeitos que evoca um contexto de heterogeneidades, o qual é marcado pelas singularidades dos sujeitos e também pelas relações pedagógicas existentes em sala de aula, o que também nos ajuda a considerar que as abordagens do campo do ensino devem validar diferentes propostas para a leitura, de modo que não se limite essa diversidade a apenas uma abordagem padrão. Nossa pesquisa tomou como norte discussões desenvolvidas por autores que tratam sobre leitura, fantasia, constituição de sujeitos e formação de leitores. Nosso objetivo, então, consiste em analisar dissertações do Mestrado Profissional em Letras (PROFLETRAS), da Universidade Federal do Pará, que propõem um ensino da leitura por meio de textos fantásticos, a fim de perceber quais movimentos são construídos na escrita destes textos que corroboram um contexto de padronização do ensino da leitura. Para isso, selecionamos duas dissertações, situamos o percurso teórico-metodológico de cada proposta e discutimos acerca das relações de ensino/aprendizagem enfatizadas pelo que chamamos de abordagem tecnicista. Nossos resultados apontam para uma aceitação de padrão único de trabalho com relação à leitura, destacado pela produção escrita dos professores em formação na universidade, o que nos permite afirmar que a prática da leitura, no contexto atual, perpassa por novos tecnicismos, o que chamamos de pedagogia do previsível.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Literatura e educação profissionalizante: a resistente relação entre o trabalho e a subjetividade humana(Universidade Federal do Pará, 2023-07-07) OLIVEIRA, Gabhriele Rodrigues; OLIVEIRA, Célia Zeri de; http://lattes.cnpq.br/7392823829322057; https://orcid.org/0000-0001-9477-7336O presente trabalho discute o ensino de literatura no contexto da educação profissional e tecnológica – EPT. Compreende-se que esta modalidade de ensino tem a gênese no ideal de saber-fazer, sem a necessidade de refletir a respeito das implicações sociais ou do processo como um todo. Para fazer surgir ou aperfeiçoar a criticidade dos estudantes em relação ao acesso à literatura, propôs-se uma experiência de leitura inserida em um projeto multidisciplinar entre as áreas de linguagens e ciências humanas e a analisou-se a partir da receptividade dos alunos. Nesta pesquisa, estudos foram realizados acerca da relevância da literatura na escola (BERNARDES, 2021); do ensino de literatura (FRANCHETTI, 2021; WALTER, 2014); da leitura subjetiva (HOOKS, 2013; BAJOUR, 2012) e da educação profissional e do trabalho (MANACORDA, 2007). A pesquisa é de cunho qualitativo, organizada como uma pesquisaação em que a metodologia consiste em cinco etapas. Na etapa inicial, os alunos respondem um formulário sobre a experiência e o interesse que possuem pela literatura. Em seguida, na segunda etapa, são efetivadas as aulas sobre o contexto histórico e político do período do Pré- modernismo e dos pensamentos que culminam no Modernismo brasileiro (1922-1960). As três gerações são discutidas com o foco no estudo da Geração de 45, com o propósito de estabelecer relações entre a última geração e as obras brasileiras contemporâneas. A terceira etapa, a de leitura, é destinada ao contato direto com a obra, em que os alunos podem ler munidos de informações sobre o contexto de produção. Na quarta etapa, os alunos têm a oportunidade de produzir expressões artísticas em um projeto chamado “Diálogos contemporâneos”, organizado entre as disciplinas de língua portuguesa, história, geografia, filosofia e sociologia, em uma escola de ensino profissional e tecnológico de Belém-PA. Na última etapa, há uma entrevista semiestruturada com os estudantes da turma para obter informações acerca das novas experiências e da relação que possuem com a leitura literária. A análise da pesquisa é comparativa-interpretativa, a partir das etapas inicial e final. Com efeito, os alunos da 5ª fase – referente ao 3º ano do ensino médio regular – com mediação dos educadores, devem estar mais receptíveis às práticas de leitura subjetiva, partindo da literatura como arte e objeto de estudos. Nesta pesquisa identificou-se o valor atribuído à literatura em contextos de educação profissionalizante e avaliou-se as percepções dos alunos sobre a relevância das obras literárias.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O livro didático e o fomento da autonomia na aprendizagem da língua inglesa(Universidade Federal do Pará, 2011-05-11) FONSECA, Maria Amélia Carvalho; SILVA, Walkyria Alydia Grahl Passos Magno e; http://lattes.cnpq.br/6129530461830312Ao observar que muitas vezes alunos adultos são dependentes do professor e demonstram grande passividade em relação a sua aprendizagem, percebi a importância de realizar um trabalho que pudesse estimular comportamentos mais autônomos no processo de aprendizagem e que, para isso, pudesse utilizar o livro didático. Partindo desses pressupostos, identifiquei a necessidade de desenvolver uma pesquisa-ação, que permite a utilização da prática cotidiana de sala de aula para coletar e analisar os dados da pesquisa, tendo como sujeitos os meus alunos. O presente estudo tem como objetivo investigar como o livro didático pode ser utilizado de forma a fomentar a autonomia na aprendizagem do aluno. Para isso, busca identificar tipos de atividades fomentadoras de autonomia em um livro didático usado por alunos adultos de um curso livre de inglês, procura determinar condições de adaptação das atividades propostas no livro didático no sentido de fomentar a autonomia e analisar o efeito das atividades modificadas na autonomização dos alunos. Esta pesquisa é fundamentada em construtos teóricos sobre o material didático de ensino de inglês, sobre a dinâmica da sala de aula, abrangendo as atividades que nela estão incluídas, e sobre os conceitos de autonomia, compreendendo o papel do aluno autônomo e do professor na autonomização do aluno. Para isso, foi baseada em teóricos como Skierso (1991), Dickinson (1994), Richards (1994), Cunningsworth (1995), Scrivener (1998), Little (1999), Cotterall (2000), Graves (2000), Scharle e Szabó (2000), Benson (2001), Crookes e Chaudron (2001), Nunan (2001a, 2001b, 2005), Tomlinson e Masuhara (2005), Brown (2007), Harmer (2001, 2007), Magno e Silva (2003, 2008, 2009), entre outros. Dentre os autores consultados, destaco a utilização dos estudos realizados por Scharle e Szabó (2000) no sentido de me proporcionar meios para a identificação de atividades que podem contribuir para fomentar a autonomia do aluno. A análise dos dados permitiu concluir que é possível usar o livro didático como uma ferramenta a mais para fomentar a autonomia do aluno e que a forma como o professor utiliza esse livro é que irá determinar se e como isso irá acontecer. Mostrou ainda que as atividades substitutivas e implementadas em sala de aula e a avaliação dessas atividades pelos alunos contribuíram para que houvesse mudança no aluno quanto à sua própria aprendizagem, desenvolvimento de atitudes mais autônomas por parte dele, e manifestação do desejo de prosseguir com o processo de autonomização. Isso evidencia que é possível proporcionar ao aluno condições que favoreçam atitudes autônomas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Livro didático, oralidade e podcast na formação de professores de língua portuguesa: ancoragens e deslocamentos(Universidade Federal do Pará, 2022-05-13) CRUZ, Mayara Alexandra Oliveira da; RODRIGUES, Isabel Cristina França dos SantosA emergência e a popularização das Tecnologias Digitais da Informação e da Comunicação (TDIC), consolidadas pelo avanço da Comunicação Mediada por Computador (CMC), provocou a inserção dos gêneros digitais nos livros didáticos de língua portuguesa (LDLP). Nesse direcionamento, a pesquisa procura compreender a didatização do gênero discursivo digital podcast nos livros didáticos de língua portuguesa. Desse modo, o principal objetivo deste estudo é compreender como professores de língua portuguesa, atuantes nos anos finais do Ensino Fundamental, em escolas públicas, mobilizam o gênero digital podcast proposto nos livros didáticos de língua portuguesa em função do processo de ensino e aprendizagem. Este trabalho é situado no campo do Ensino e Aprendizagem de Línguas e Culturas (EALC). Os principais estudiosos mobilizados são Bakhtin (1997) e seu Círculo, Rojo (2012, 2015), Bunzen (2009) e Villarta-Neder e Ferreira (2020). A abordagem metodológica é baseada na análise documental de livro didático, utilizado pelos professores da rede pública, assim como na pesquisa colaborativa, considerando a necessidade de maior articulação entre a universidade e a escola. Em relação ao tratamento do podcast no LDLP, verificou-se uma abordagem insuficiente e superficial. Ressalta-se que, devido ao contexto pandêmico, fez-se necessária a realização de encontros formativos online, no modo remoto, com docentes dos anos finais do Ensino Fundamental, para a geração de dados. Os resultados revelam a presença de diversos gêneros orais nas práticas de ensino, bem como das ferramentas digitais e dos gêneros digitais. Contudo, tais dados revelam também que existem esforços a serem empreendidos no que concerne à compreensão e ao uso mais propositivo do livro didático, à utilização do gênero discursivo podcast em sala de aula e à formação docente voltada para as novas tecnologias em prol do processo de ensino e aprendizagem. Nesse sentido, apresenta-se uma proposta didática sobre o gênero podcast fundamentada na realização de um trabalho pedagógico que amplie e fortaleça a competência dos alunos para o uso cada vez mais efetivo das práticas digitais e orais a partir de uma sistematização reflexiva e contextualizada.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Os movimentos de participação e de resistência aos ciclos de formação na rede pública municipal de Belém: uma análise discursiva e ergológica(Universidade Federal do Pará, 2021-08-31) ALMEIDA, Valéria Patrícia de Farias Cuellar; PESSOA, Fátima Cristina da Costa; http://lattes.cnpq.br/4011084861970140A Rede Municipal de Ensino de Belém – RMEB, desde 1997, adotou como modelo de escolaridade os chamados Ciclos de Formação, com a principal justificativa de que a referida adoção sanaria o ainda presente fracasso escolar, conforme constam nas Diretrizes Curriculares do Ensino Fundamental (DCEF) – Ciclos III e IV, documento constituidor das prescrições basilares dos Ciclos. Assim, passamos a observar uma prática muito recorrente por parte da Secretaria Municipal de Educação de Belém – SEMEC, em culpar – direta ou indiretamente – os(as) trabalhadores(as) da educação pela ocorrência desse fracasso escolar, compondo – dessa forma – nosso primeiro estranhamento. A segunda inquietação surgiu durante uma roda de conversa com colegas de profissão em torno da palavra “prescrições”. Após uma rápida pesquisa, percebemos a grande distância entre o trabalho prescrito e o trabalho realizado. O outro estranhamento equivale à percepção de que, quando a autora desta pesquisa ocupava o cargo de docente, o nível de resistência aos Ciclos era grande. Todavia, quando passou a ocupar o cargo de auxiliar de coordenação, após processo de readaptação funcional, essa resistência se tornou mínima. Dessa forma, propomos uma pesquisa articulada entre os estudos da linguagem e os estudos do trabalho cujo principal objetivo foi saber em que medida o dizer do(a) trabalhador(a) educacional sugere um movimento de participação ou resistência endereçados aos Ciclos de Formação, na RMEB. Para esse fim, sustentamo-nos nas noções discursivas de Dominique Maingueneau (2006, 2008a, 2008b, 2015), especialmente em relação: ao Interdiscurso constituído pelo atravessamento de outros discursos; à Cena Enunciativa cujo caráter reflexivo é representado pela tomada de palavra, pela prática discursiva dos sujeitos que inscrevem seus ditos na história, revelando o lugar de onde fala, social e ideologicamente construídos; e à Interincompreensão generalizada, marcada pelo falta de entendimento discursivo no dizer do outro, ou seja, comunidades que se ouvem, mas que não se compreendem. Noções que mantém entre si uma forte sintonia, ao constituírem uma verdadeira rede de sentido. O estudo do trabalho ancora-se em uma base ergológica focada – principalmente – nos postulados de Yves Schwartz (2004, 2010, 2016) acerca de suas teorias sobre atividade, normas antecedentes, debate de normas, trabalho prescrito e trabalho vivo. Fundamentos diretamente relacionados, já que atividade são ocorrências permanentes de debates de normas (DI FANTI; BARBOSA, 2016), também conhecida como renormalizações. O trabalho prescrito é representado pelas normas antecedentes, engessadas, as quais são sempre retrabalhadas, movimento que vai ao encontro novamente das renormalizações. O trabalho vivo, portanto, refere-se ao desdobramento do saber prescrito, relacionado diretamente com o que é, efetivamente, executado. A pesquisa classificada em exploratória e explicativa, conforme Gil (2012), compreendeu um caminho metodológico envolvendo a pesquisa documental das DCEF e a escuta dos(as) profissionais da educação (docentes, coordenadores(as) pedagógicos(as) e diretores(as)), direcionados por roteiro de entrevista, elencando os assuntos mais evidenciados em momentos de tensão, observados na rotina profissional. Nosso espaço de resultados foi constituído por meio do jogo de relações identificadas pela enunciação dos(as) participantes da pesquisa, a qual emoldurou um cenário de muitos desencontros, confrontos, assim como também entre a SEMEC e o espaço escolar, configurando saberes e práticas, distanciados, acerca do Sistema de Ciclos, marcados – fortemente – por uma forma desalinhada de compreender e de realizar os Ciclos.
