Dissertações em Oceanografia (Mestrado) - PPGOC/IG
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Navegando Dissertações em Oceanografia (Mestrado) - PPGOC/IG por Linha de Pesquisa "PROCESSOS EM SISTEMAS COSTEIROS E OCEÂNICOS"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise ecológica da ostracofauna (crustacea) e meiofauna bentônica associada como bioindicadores ambientais na ilha de Cotijuba, Belém (PA), Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2025-02-27) BRITO, Maurício de Souza; PEREIRA, Ana Paula Linhares; http://lattes.cnpq.br/8369046011837903A ocupação descontrolada de áreas de proteção ambiental (APA) em Belém-PA e candidatas à APA, como a ilha de Cotijuba, intensificou os impactos ambientais na região. Para mitigar esses efeitos, a Paleobiologia da Conservação integra dados históricos sobre a distribuição de fauna e flora, conectando passado, presente e futuro. Por sua vez, os ostracodes, pequenos crustáceos sensíveis a variações ambientais, que fazem parte da meiofauna bentônica, fornecem informações sobre mudanças nos ecossistemas por meio da análise de suas comunidades e carapaças, formadas a partir do carbonato de cálcio da água. Desta forma, o levantamento da ostracofauna e meiofauna associada na ilha de Cotijuba permitiu o uso desses grupos como bioindicadores. A pesquisa foi realizada nas estações chuvosa, transicional e menos chuvosa, em duas praias: Flexeira, menos impactada, e Farol, mais influenciada por atividades humanas. Durante as campanhas, foram feitas coletas de amostras superficiais nas zonas de inframaré, intermaré e supramaré, além de testemunhos sedimentares, medidas físico-químicas da água e perfis de praia. Os resultados mostraram a praia do Farol como reflexiva e a praia da Flexeira, dissipativa, além de parâmetros físico-químicos com baixa influência sobre os organismos. A meiofauna bentônica registrou 10 classes distintas: Oligochaeta, Polychaeta, Insecta (Diptera e Trichoptera), Malacostraca (Amphipoda), Arachnida, Ostracoda, Hydrozoa, Gastropoda, Bivalvia e Rhabditophora. Aproximadamente 84% dos espécimes são provenientes da praia da Flexeira, sendo essa proporção maior quando analisados somente os ostracodes (89%). Apesar da menor abundância na praia do Farol, foi observada uma grande quantidade de casulos de pupas de Trichoptera, conhecidos por sua sensibilidade à poluição e mudanças ambientais, indicando um ambiente relativamente saudável. Contudo, observou-se baixa abundância de ostracodes, que pode estar relacionada com fatores abióticos, como o tipo de praia e sedimentos grossos. Além disso, a abundância geral da meiofauna de Cotijuba também foi considerada baixa, mesmo sem indícios de intervenção antrópica significativa, o que indica relação do baixo número de espécimes com condições hidrodinâmicas que intensificam processos erosivos e deposicionais. Destaca-se o registro de uma nova espécie: Cyprideis cotijubensis sp. nov., como potencial bioindicador da ostracofauna recente em estuários fluviais na Amazônia. O projeto resultou também no livro digital “Cartilha Digital Preserva Amazônia”, voltado à conscientização sobre a conservação da Amazônia.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise multitemporal (1991-2021) da linha de costa (trecho Calçoene - Cabo Norte), costa atlântica do estado do Amapá.(Universidade Federal do Pará, 2023-08-21) SILVA, Rhuan Rodrigo Pereira e; EL-ROBRINI, Maâmar; http://lattes.cnpq.br/5707365981163429; https://orcid.org/0000-0001-7850-1217A Linha de Costa (LC) da Zona Costeira Oceânica do Amapá (ZCOEA) é, altamente dinâmica, em virtude da sua posição geográfica adjacente à foz do estuário do rio Amazonas. Nesta região se destacam forçantes meteorológicas, com clima equatorial semiúmido, índice pluviométrico (> 2.600 mm/ano), ventos (3 a 9 m/s), eventos extremos (El Nino, 1997/1998 e 2015/2016; e La Nina, 1999/2000 e 2010/2011), forçantes hidrológicas (descargas hídrica e sólida do rio Amazonas, 175,000 m³.s-1 e 1,200 Mt. Ano-1, respectivamente), e oceanográficas (hipermaré - até 12 m, correntes de maré - 2 m. s-1, ondas – até 3 m de altura e velocidade de até 3 m. s-1). O trabalho objetiva analisar a variação multitemporal (1991 a 2021) da LC, entre a foz dos estuários dos rios Calçoene e Sucuriju; e na Estação Ecológica Maracá-Jipioca. A metodologia contempla: (1) levantamento bibliográfico, (2) aquisição de imagens do satélite LANDSAT (anos de 1991, 2000, 2008, 2014 e 2021); e (3) vetorização da LC e aplicação do DSAS para quantificar as áreas de acreção (m) e de erosão (m) da LC e determinar as taxas de recuo e avanço (m/ano e m²/ano), entre a foz dos estuários dos rios Calçoene e Sucuriju; e a criação de polígonos de mudança na Estação Ecológica Maracá-Jipioca. A dinâmica erosiva foi predominante na área de estudo com recuo médio da LC de 12 m. ano-1 e 1,4 km² de erosão no trecho Calçoene-Sucuriju e 2 km² de erosão na Estação Ecológica Maracá-Jipioca com recuo médio anual de 18 m. Em virtude da dinâmica erosiva, a área de estudo precisa de especial atenção dos gestores públicos a fim de evitar qualquer tipo de interferência antrópica que possa intensificar esse processo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise multitemporal da linha de costa e indicadores de erosão na praia da Ponta D’Areia, ilha do Maranhão: diagnóstico dos impactos de obras costeiras(Universidade Federal do Pará, 2024-08-29) SANTOS, Alessandro Ferreira dos; LIMA, Leonardo Gonçalves de; http://lattes.cnpq.br/5984899472616752; RANIERI, Leilanhe Almeida; http://lattes.cnpq.br/3129401501809850; https://orcid.org/0000-0002-9870-4879A zona costeira é definida como o espaço geográfico de transição entre o oceano e o continente. No Estado do Maranhão ela possui 5 setores, dentre eles o Golfão Maranhense. A praia da Ponta D’Areia se localiza a noroeste da ilha do Maranhão, compondo este setor onde ocorrem marés de até 7,2 m de amplitude. A praia possui aproximadamente 2,5 km de extensão, sendo limitada pelo Rio Anil e pela praia de São Marcos. Em 2014 houve o término da construção de um espigão costeiro na praia da Ponta D’Areia, com o intuito de conter a erosão nela e impedir o assoreamento em direção ao Rio Anil. Neste contexto, para esta pesquisa foram feitos os seguintes questionamentos: (a) Como variou a linha de costa no decorrer de 27 anos? (b) Quais os setores erosivos, deposicionais e estáveis do ponto de vista morfodinâmico, considerando o período antes e depois da construção do espigão costeiro na praia? A construção da obra de engenharia rígida visou reduzir o assoreamento na embocadura do Rio Anil, o que não ocorreu, sendo necessário a complementação do término do espigão em "L" para tentar conter ainda mais o assoreamento. Contudo, implicou na ação erosiva no extremo nordeste da praia. Sendo assim, o objetivo desta pesquisa foi a análise multitemporal da linha de costa da Ponta D’Areia no período de 1996-2022 e a sua vulnerabilidade atual à erosão. A metodologia consistiu na: (1) análise observacional in loco para o preenchimento de tabelas pré-definidas, referentes aos geoindicadores de erosão costeira, e coleta de sedimentos superficiais de praia em novembro/2022 e abril/2023, estação climática seca e chuvosa, respectivamente; (2) levantamento da topografia praial e obtenção de ortofotos por meio de sobrevoo com drone em abril/2023; (3) análise multitemporal da linha de costa de 1996 a 2022, por imagens do satélite Landsat, software ArcGIS e extensão Digital Shoreline Analysis System (DSAS), bem como a previsão da linha de costa para 10 e 20 anos posteriores; (4) aplicação de índice de vulnerabilidade costeira à erosão (IVC) em três setores da costa, por meio da avaliação dos parâmetros naturais e de parâmetros antrópicos; e (5) avaliação dos impactos das obras de engenharia costeira na praia da Ponta D’Areia. Os resultados mostram variações na linha de costa de -64,63 m (-3,46 m/ano: erosão) a 32,15 m (2,39 m/ano: acreção) de 1996 a 2022, com previsão estimada para 2032 de 157,76 m (4,94 m/ano) de avanço e -123,26 m (-3,68 m/ano) de recuo e, a previsão para 2042 de 101,93 m (1,48 m/ano) de avanço e -141,35 m (-1,63m/ano) de recuo. Identificou-se o estado morfodinâmico de praia dissipativa através do mapeamento topográfico com drone e vulnerabilidade moderada à erosão costeira no setor I, o setor da marina, que apresentou o menor IVC: 4. No setor II, setor espigão, obteve-se IVC: 6,37 (vulnerabilidade moderada) e, no setor III, setor do Farol, IVC: 6,8 apontando vulnerabilidade alta à erosão. Foi possível observar como os processos meteo-oceanográficos (ondas, deriva litorânea, correntes de maré, ventos e descarga estuarina) estão resultando na variação da linha de costa, assim como as interferências humanas (ocupação na linha de costa e construção de estruturas rígidas). A acreção costeira se intensificou na praia após a intervenção antrópica com a construção do espigão. Conclui-se que a análise multitemporal da linha de costa da área de estudo entre 1996 e 2022, revelou variações significativas, influenciadas por fatores naturais e antrópicos. Mesmo com as interferências humanas para alterar a resultante sedimentação provocada pelos agentes meteo-oceanográficos, esses processos naturais continuam modelando com intensidade a dinâmica costeira da região e são os principais responsáveis pelas variações na linha de costa da praia.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Aplicabilidade de um sistema de baixo custo para o monitoramento de dados meteoceanográficos na zona costeira Amazônica(Universidade Federal do Pará, 2025-04-23) SOTÃO, Daniel da Silva; ROSÁRIO, Renan Peixoto; http://lattes.cnpq.br/8003860457518342; https://orcid.org/0000-0003-2913-0514Este trabalho teve como objetivo desenvolver, implementar e validar um Protótipo de Monitoramento Contínuo (PMC) de baixo custo, para coletar dados meteoceanográficos na Zona Costeira Amazônica (ZCA), região vulnerável às mudanças climáticas e com lacunas de dados ambientais. O sistema, desenvolvido com um microcontrolador ESP32, integra sensores de temperatura e umidade relativa do ar (HDC1080 e AM2302), pressão atmosférica (BMP280 e MS5611), temperatura da água (DS18B20), nível da maré (HC-SR04), precipitação, velocidade e direção do vento. Os sensores foram validados comparando seus dados com uma estação meteorológica CICLUS PRO (EMC) e um registrador Sonlist Levelogger 5 LTC (CTDlog), ambos utilizados como referência. O PMC realizou quatro campanhas de testes em conjunto com o EMC e CTDlog, totalizando 56.221 registros. Os dados foram submetidos à regressão linear para desenvolver equações de calibração para cada sensor. A qualidade dos modelos de calibração foi avaliada por meio do coeficiente de determinação (R²), raiz do erro quadrático médio (RMSE), correlação de Pearson e análise residual. Os sensores HDC1080 e AM2302 mostraram excelente desempenho na medição de temperatura, com R² > 0,9, RMSE < 0,2 °C e residual absoluto médio (RAM) < 0,12 °C, e correlação de Pearson muito forte (r ≥ 0,9). No entanto, demonstraram instabilidade na medição da umidade relativa do ar (R² ≈ 0,64; RMSE ≈ 3,46%; RAM ≈ 2,52%). O desempenho dos sensores de pressão BMP280 e MS5611 foi inicialmente comprometido pelo aquecimento interno do PMC, mas após compensação térmica, obtiveram R² entre 0,88 e 0,99, RMSE entre 0,17 e 0,45 hPa e RAM entre 0,11 e 0,34 hPa, com destaque para o BMP280. O sensor DS18B20 apresentou correlação muito forte, R² ≈ 0,94, RMSE ≈ 0,036 °C e RAM ≈ 0,021 °C, sendo altamente promissor. O HC-SR04 destacou-se como o melhor entre todos, com R² ≈ 0,99, RMSE ≈ 2,6 cm e RAM ≈ 1,9 cm. Sensores de precipitação e de vento apresentaram inconsistências, exigindo testes adicionais. O custo total de produção do PMC foi de R$ 952,75, refletindo economia de 86,19% em relação à EMC (R$ 6.897,00) e 96,14% frente ao CTDlog (R$24.677,29). Comparando o PMC a equipamentos equivalentes, obteve-se economia de no mínimo 66,33% em relação às estações básicas e 87,3% frente a registradores de temperatura e nível da água mais econômicos. O PMC demonstrou ser uma solução viável, econômica e replicável para o monitoramento ambiental contínuo na ZCA, com potencial de preencher lacunas existentes nas redes de observação, embora melhorias ainda sejam necessárias para aprimorar seu desempenho a longo prazo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Caracterização dos padrões morfodinâmicos em cristas de praias na costa amazônica(Universidade Federal do Pará, 2023-09-29) ROSÁRIO, Edineuza dos Santos; SANTOS, Valdenira Ferreira dos; http://lattes.cnpq.br/1395198888623953; HTTPS://ORCID.ORG/0000-0002-5038-4191; RANIERI, Leilanhe Almeida; http://lattes.cnpq.br/3129401501809850; https://orcid.org/0000-0002-9870-4879O conhecimento dos ambientes de praias requer uma abordagem morfodinâmica integrada com o uso de diferentes escalas espaço-temporal, a fim de compreender a atuação dos processos costeiros e marinhos na modificação da morfologia da praia. Existem algumas peculiaridades importantes sobre esses processos nas praias da região amazônica, como a grande descarga hidrossedimentar dos estuários, altos índices pluviométricos e a alta amplitude e intensidade das correntes de maré, que moldam os sistemas praiais, muitas vezes complexos, como as cristas de praias. O objetivo desta pesquisa foi analisar a dinâmica morfológica de um segmento das cristas de praia, localizado ao norte da foz do rio Amazonas, no Goiabal (município de Calçoene), no setor costeiro oceânico do Estado do Amapá. A hipótese é que as mudanças morfológicas no segmento das cristas de praia em estudo são influenciadas pela dinâmica hidrossedimentar do rio Amazonas. A metodologia de investigação baseou-se em três etapas: (1) determinação da morfologia das cristas de praias e das suas alterações (variação do perfil de praia, depósitos sedimentares e classificação das praias); (2) análise dos processos morfossedimentares (agentes físicos costeiros como marés, ondas e correntes, e fornecimento de sedimentos como plumas sedimentares; (3) integração dos dados (correlação entre os processos analisados na primeira e na segunda etapa). Os resultados indicam variações médias significativas na morfosedimentação do sistema das cristas de praia em Goiabal, com migração sazonal (~24 a ~42 metros) em direção ao continente. A erosão e a deposição nas cristas e nos canais subsequentes foram, em média, inferiores a 0,30 m ao longo dos perfis de praia durante o ciclo sazonal. Os parâmetros oceanográficos indicam altura média de ondas de 0,25 m e uma amplitude média da maré de 5 m. As correntes costeiras são orientadas para oeste-sudoeste e há uma predominância de correntes de maré vazante durante o período chuvoso. A pluma de sedimentos do rio Amazonas estava mais próxima da área de estudo durante a estação chuvosa (~15 a 25 km), com predominância das correntes de maré vazante. Assim, pode-se concluir que o segmento das cristas de praia estudada sofre maior influência da pluma de sedimentos do rio Amazonas durante o período chuvoso, intensificando a deposição de sedimentos finos. A deslocamento das cristas de praias e o fornecimento de sedimentos têm uma forte relação com a dinâmica das marés na região.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Desenvolvimento de modelo matemático para simulação de transporte de resíduo plástico em estuário amazônico.(Universidade Federal do Pará, 2024-05-28) SANTIAGO, Matheus Pamplona; BORBA, Thaís Angélica da Costa; http://lattes.cnpq.br/6210073723678433; https://orcid.org/0000-0001-8084-3128; ROLLNIC, Marcelo; http://lattes.cnpq.br/6585442266149471; https://orcid.org/0000-0002-8601-1514O crescente uso de plásticos tem gerado preocupações ambientais devido à persistência desses materiais nos ecossistemas marinhos. Estima-se que trilhões de detritos plásticos estejam atualmente nos oceanos, com milhões de toneladas adicionais ingressando anualmente por meio de rios e outras fontes terrestres. Há uma lacuna entre os modelos de entrada de plástico nos oceanos e as observações de campo, indicando a necessidade de abordagens e simulações mais precisas baseadas em dados in-situ. A Zona Costeira Amazônica (ZCA) surge como um ponto crítico para o acúmulo de resíduos plásticos, especialmente em áreas vegetadas próximas a grandes centros urbanos. Embora vários modelos numéricos tenham sido desenvolvidos para a ZCA, nenhum abordou o transporte de resíduos plásticos até o momento. Este estudo pioneiro implementou a primeira simulação matemática para o transporte de plástico em um estuário urbano da costa amazônica, especificamente na Baía do Guajará. O rio urbano da Tamandaré foi escolhido como local de lançamento devido à disponibilidade de dados in-situ para a parametrização dos plásticos que entram na Baía. O modelo hidrodinâmico (D-Flow), validado pelo grupo de modelagem ambiental do LAPMAR, e o módulo de qualidade de água (D-Waq), foram implementados com o software Delft-3D. Os resultados mostram que a Baía do Guajará é mais sensível à contaminação por plásticos durante o período seco, caracterizado por um lento transporte de massas d’água e uma reduzida capacidade de renovação do sistema. Em contraste, no período chuvoso, a tendência é para a exportação de plásticos, devido à maior capacidade de renovação do ambiente. O tempo de residência das águas do rio Tamandaré na baía varia de aproximadamente 8,28 dias no período de maior descarga a 31,76 dias no período de menor descarga, permitindo estimar que os resíduos lançados pelo Tamandaré podem alcançar o Oceano Atlântico Tropical em um intervalo de 36 a 63 dias, dependendo da estação sazonal. O estudo conclui que estuários amazônicos com marés assimétricas positivas favorecem a importação de resíduos no período de menor vazão e aumentam a exportação no período de maior vazão. Foram observadas zonas temporárias de retenção de plásticos em ambos os períodos sazonais para as regiões marginais de baixa energia e morfologia atípica, como a orla próxima ao porto de Belém (BG1) e a foz do rio Guamá (RG). Essas zonas de retenção são intensificadas no período seco e atenuadas no período chuvoso, conforme a variabilidade hidrodinâmica local. Embora o estudo tenha analisado a dinâmica resultante do aporte de plásticos em uma única maré vazante, não considerou o fluxo contínuo e o potencial acúmulo de plásticos ao longo do tempo. Este trabalho representa um passo inicial importante para melhorar a compreensão e a metodologia do transporte de plásticos na ZCA.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Detecção das mudanças costeiras na margem leste do estuário do Rio Pará: uma análise multitemporal (1987-2019) utilizando sensoriamento remoto.(Universidade Federal do Pará, 2022-05-24) GUIMARÃES, Diandra Karina Martins; EL-ROBRINI, Maâmar; http://lattes.cnpq.br/5707365981163429; https://orcid.org/0000-0001-7850-1217; ROSÁRIO, Renan Peixoto; http://lattes.cnpq.br/8003860457518342; https://orcid.org/0000-0003-2913-0514A Zona Costeira e Estuarina Paraense (ZCEP) apresenta uma complexa dinâmica influenciada por forçantes meteorológicas (pluviosidade, ventos, eventos extremos), fluviais (vazão) e marinhas (marés, correntes, ondas). Estas forçantes afetam a linha de costa (LC) das margens dos estuários ocasionando mudanças que dependem do grau de exposição da área e intensidade destas. Com isso, a identificação dos locais que sofrem com os processos de erosão e/ou acreção da LC se torna interessante para observar as mudanças no entorno das ilhas e municípios da margem leste do Estuário do Rio Pará. A área de trabalho situa-se à margem leste do Estuário do Rio Pará, no trecho: ilha de Mosqueiro, Santo Antônio do Tauá, ilha de Colares (às margens do estuário médio), Vigia e São Caetano de Odivelas (às margens do estuário inferior). Para alcançar os resultados foi realizada a aquisição de imagens de satélite LANDSAT (1987; 1993; 1999; 2004; 2008; 2013 e 2019) e foi utilizado o Digital Shoreline Analysis System (DSAS) para identificar e calcular com maior precisão as taxas de variação das mudanças das áreas de erosão e acreção na LC. Foram aplicados os parâmetros NSM, LRR e EPR na margem leste do estuário do rio Pará (117 km) no período de 32 anos de análise, com a geração de um total de 1130 transectos. No estuário médio a tendência à erosão foi maior, predominando na Ilha de Mosqueiro com taxa média de erosão de -38m e taxa média de acreção de 22,97m, relacionados às taxas médias de variação de -0,58m/ano (EPR) e -0,54m/ano (LRR) e em Santo Antônio do Tauá com parâmetros LRR e EPR identificandotaxas médias de variação de -1,67m/ano (LRR) e -1,55m/ano (EPR). Apenas na ilha de Colares houve tendência a acreção com taxa média de erosão de -96,29m (máxima de 396,87m) e taxa média de acreção de 116,49m (máxima de 405,61m). Enquanto, no estuário inferior houve maior tendência a acreção, onde em Vigia ocorreu taxa média de variação de 1,26m/ano e taxa máxima de acreção de 10,06m/ano no EPR, e taxa média de variação de 0,64m/ano e taxa máxima de acreção de 7,22 no LRR. Em São Caetano de Odivelas a taxa média de variação no parâmetro EPR foi de 0,40m/ano e no parâmetro LRR foi de 0,25m/ano e no NSM de 13,09m. Comparando as margens do Estuário, a margem leste está sob influência de uma baixa hidrodinâmica, enquanto a margem oeste está sobre uma alta hidrodinâmica onde predomina a erosão, demonstrando que no mesmo estuário os processos ocorrem de maneira distinta, onde as áreas de alta erosão estão relacionadas à morfologia do local e localização da área estando mais expostas as forçantes.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Especiação do fósforo em rios urbanos: um estudo de caso dos rios Tucunduba e Tamandaré, Belém/Pará(Universidade Federal do Pará, 2023-05-24) COIMBRA, Marcus Vinicius Rodrigues; MONTEIRO, Sury de Moura; http://lattes.cnpq.br/4309806566068586; https://orcid.org/0000-0001-9449-7043O fósforo (P) é um macronutriente bioliminante que desempenha papel essencial na regulação das funções ecossistêmicas e da produtividade primária em ambientes marinhos e costeiros. No entanto, quando em concentrações excessivas, o P assume papel de poluente, influenciando negativamente o ecossistema e causando a eutrofização. No Brasil a problemática é maximizada em centros urbanos recortados por rios ou canais, onde há intensificação do processo de alteração das condições naturais do ambiente. A especiação de P associada a processos hidrodinâmicos e o tipo de urbanização do ambiente permite identificar o estado de eutrofização destes ambientes. Portanto, o presente estudo busca promover o entendimento sobre a dinâmica da especiação de P em dois rios urbanos, os rios Tucunduba e Tamandaré, situados na região metropolitana de Belém (Norte do Brasil), com o objetivo de avaliar se há variação na especiação do fósforo em diferentes escalas temporais. Para tal, foram realizadas amostragens de material particulado em suspensão (MPS) utilizando duas metodologias distintas: a armadilha de fluxo horizontal (traps portáteis) e de fluxo vertical (traps fixa). Para a extração de P foi adotado o método de extração sequencial SEDEX, que permitiu a extração de cinco forma: P-Ex, P-Fe, P-Au, P-De e P-Org, além de P-Bio. No rio Tucunduba as concentrações de P-Total variaram entre 20,52 a 100,78 μmol.g-1, com predominância da fração P-Fe. Já no rio Tamandaré as concentrações foram de 42,36 a 173,88 μmol.g-1 com predominância P-Au. Assim, foi possível constatar que os rios urbanos Tucunduba e Tamandaré possuem concentrações elevadas de P e suas espécies. Com estes dados, fica claro a necessidade do aprofundamento deste tipo de estudo nestes rios e outros rios urbanos presentes em Belém, bem como a necessidade de políticas que visem a recuperação e preservação desses, afim de mitigar a problemática envolvendo o fósforo e restabelecer a capacidade ecossistêmicas desses ambientes.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Especiação do fósforo em rios urbanos: um estudo de caso dos rios Tucunduba e Tamandaré, Belém/Pará.(Universidade Federal do Pará, 2023-05-24) COIMBRA, Marcus Vinicius Rodrigues; MONTEIRO, Sury de Moura; http://lattes.cnpq.br/4309806566068586; https://orcid.org/0000-0001-9449-7043O fósforo (P) é um macronutriente bioliminante que desempenha papel essencial na regulação das funções ecossistêmicas e da produtividade primária em ambientes marinhos e costeiros. No entanto, quando em concentrações excessivas, o P assume papel de poluente, influenciando negativamente o ecossistema e causando a eutrofização. No Brasil a problemática é maximizada em centros urbanos recortados por rios ou canais, onde há intensificação do processo de alteração das condições naturais do ambiente. A especiação de P associada a processos hidrodinâmicos e o tipo de urbanização do ambiente permite identificar o estado de eutrofização destes ambientes. Portanto, o presente estudo busca promover o entendimento sobre a dinâmica da especiação de P em dois rios urbanos, os rios Tucunduba e Tamandaré, situados na região metropolitana de Belém (Norte do Brasil), com o objetivo de avaliar se há variação na especiação do fósforo em diferentes escalas temporais. Para tal, foram realizadas amostragens de material particulado em suspensão (MPS) utilizando duas metodologias distintas: a armadilha de fluxo horizontal (traps portáteis) e de fluxo vertical (traps fixa). Para a extração de P foi adotado o método de extração sequencial SEDEX, que permitiu a extração de cinco forma: P-Ex, P-Fe, P-Au, P-De e P-Org, além de P-Bio. No rio Tucunduba as concentrações de P-Total variaram entre 20,52 a 100,78 μmol.g-1, com predominância da fração P-Fe. Já no rio Tamandaré as concentrações foram de 42,36 a 173,88 μmol.g-1 com predominância P-Au. Assim, foi possível constatar que os rios urbanos Tucunduba e Tamandaré possuem concentrações elevadas de P e suas espécies. Com estes dados, fica claro a necessidade do aprofundamento deste tipo de estudo nestes rios e outros rios urbanos presentes em Belém, bem como a necessidade de políticas que visem a recuperação e preservação desses, afim de mitigar a problemática envolvendo o fósforo e restabelecer a capacidade ecossistêmicas desses ambientes.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Evolução multitemporal (2010-2024) do canal de acesso do estuário do rio Amazonas (canal Norte - baía de Macapá - margem ocidental)(Universidade Federal do Pará, 2025-02-27) SILVA, Eduardo Pantoja da; EL-ROBRINI, Maâmar; http://lattes.cnpq.br/5707365981163429; https://orcid.org/0000-0001-7850-1217O Rio Amazonas, o maior do mundo em volume de água, apresenta uma vazão média de ±209.000 m³/s e uma maré semidiurna que varia entre 4 m e 0,3 m durante a maré de sizígia. Sua bacia hidrográfica influencia profundamente a geomorfologia da Amazônia, moldando processos sedimentares e impactando diretamente a navegabilidade. A importância econômica da navegação em seu estuário contrasta com os desafios impostos pelas mudanças naturais e antrópicas, que afetam a estabilidade do canal ao longo do tempo. Neste contexto, esta dissertação analisa a evolução geomorfológica do canal norte do Rio Amazonas e da Baía de Macapá entre 2010 e 2024, avaliando os impactos da dinâmica sedimentar sobre a navegabilidade e a gestão portuária. A pesquisa foi conduzida por meio da análise de dados batimétricos, imagens de radar Sentinel-1 (38 cenas entre 2016 e 2024) processadas no Google Earth Engine e séries hidrológicas históricas. O processamento batimétrico (krigagem) foi realizado no SURFER, enquanto os dados espaciais foram tratados com ferramentas geoestatísticas em Python e QGIS (delimitação de bancos de areia e cálculo de áreas de modificação) para identificar padrões de erosão e deposição. A região de estudo, altamente dinâmica, sofre a influência combinada das marés, da descarga fluvial e da sedimentação, resultando na formação e migração de bancos arenosos e canais instáveis, que impactam diretamente a profundidade do leito e a segurança da navegação. Os resultados indicaram uma redução da profundidade média do canal norte de 26 m para 22 m, acompanhada por uma migração para leste-nordeste, evidenciada pela erosão na margem esquerda e deposição na margem direita. A análise tridimensional revelou que, enquanto em 2011 a morfologia do leito era relativamente homogênea, em 2024 observou-se uma compartimentação mais acentuada, refletindo uma taxa de mudança de 0,307 m/ano. O estudo também apontou variações significativas na extensão das áreas emersas na Baía de Macapá. Durante anos de El Niño (2016, 2018, 2023), a acreção média foi de 8.326,93 km², enquanto anos de La Niña (2017, 2020, 2021, 2022) registraram erosão média de -13.941,27 km². A regressão linear apresentou um R² ajustado de 0,163, sugerindo que tanto a variabilidade hidrológica quanto intervenções humanas influenciam a dinâmica sedimentar da região. As transformações geomorfológicas observadas impactam diretamente a gestão da hidrovia e do complexo portuário de Santana, exigindo estratégias eficazes para garantir a navegabilidade. O sensoriamento remoto revelou-se uma ferramenta essencial para monitorar essas mudanças, fornecendo subsídios estratégicos para otimizar a infraestrutura portuária e garantir a sustentabilidade da navegação na região. A pesquisa destaca a necessidade de monitoramento contínuo e de um planejamento hidrodinâmico eficiente para garantir a segurança da navegação e a eficiência logística na Amazônia. A integração de técnicas de geoprocessamento e batimetria contribui para um planejamento mais preciso, permitindo a adoção de medidas que mitiguem os impactos da sedimentação e garantam a viabilidade do transporte hidroviário na região. Assim, os resultados deste estudo oferecem subsídios fundamentais para a navegação da hidrovia, promovendo maior eficiência e segurança na navegação no canal norte do rio Amazonas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Evolução multitemporal da linha de costa (1972-2040) do município de Soure, Ilha do Marajó (Amazônia - Brasil)(Universidade Federal do Pará, 2021-11-11) MENEZES, Rafael Alexandre Alves; EL-ROBRINI, Maâmar; http://lattes.cnpq.br/5707365981163429; https://orcid.org/0000-0001-7850-1217Os agentes exógenos que atuam na Zona Costeira (ZC) atuam como modeladores morfológicos da Linha de Costa (LC) e essa atuação modifica o cenário erosivo e acrescido da LC ao longo do tempo. Para avaliar essas mudanças temporais ocorridas da ZC, o sensoriamento remoto (SR), a partir de sensores remotos orbitais, é uma abertura que possibilita identificar essas variações ocorridas, onde o principal objetivo em todo o mundo é o gerenciamento e proteção dessas zonas costeiras. Desta maneira, a presente composição tem como objetivo apresentar a evolução da linha de LC durante o período de 1972-2020 (48 anos) e estimar a evolução da LC para os anos de 2030 e 2040 na ZC do município de Soure, localizado na parte nordeste (NE) da ilha de Marajó (Pará-Amazônia Oriental), inserida na Zona Costeira Estuarina Paraense (ZCEP), condicionada pelas hidrodinâmicas do canal Sul do Rio Amazonas e do estuário do Rio Pará. Para atingir esse objetivo, faz-se usufruto da aquisição de 6 imagens de uma série temporal do satélite: Landsat 1 (MSS) de 1972 e 1994 (bandas 7,6,5 e 5,4,3, respectivamente), Landsat 5 (TM) de 1985, 2004, 2009 (bandas 5,4,3), com resolução espacial de 30m, e Landsat 8 (OLI) de 2020 (bandas 6,5,4,8), com resolução espacial de 15 m após a fusão da banda 8 (pancromática), sendo obtidas no sítio da USGS (United States Geological Survey), todas já georreferenciadas e de técnicas de geoprocessamento para: a) delimitação da LC: onde foi criada a partir de métodos semi-automáticos combinados com métodos manuais, utilizando a técnica do índice de diferença normalizada da água (NDWI); b) DSAS versão 5.0 (v5.0), sendo utilizados para compor a análise da LC através dessa ferramenta o: NSM, EPR e LRR, a versão v5 traz o Filtro de Kalman, na qual foi utilizado para calcular a estimativa futura na LC para os anos de 2030 e 2040. Como resultado, identificou-se que nos setores I e II (canal sul do rio Amazonas), predomina a acresção, no setor III (cabo Maguari) é onde obteve os maiores índices de acresção, e no setor IV predomina o processo acrescional com tendência erosiva, o setor V predomina a erosão. Esses dados são vinculados ao número total de 654 transectos compreenderam uma distância média de 214,4 m, onde a média de recuo é indicada com a taxa negativa de -179,5 m e uma taxa positiva de 451,9 m. Para os anos de 2030 e 2040, a tendência é que este processo continua, onde a maior retração costeira, cerca de 271.46 m, vai ser no Nordeste (NE) (setor II), e um avanço da LC de 625.26 m no setor III.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Gestão de resíduos por atividades turísticas na área de preservação ambiental (APA) em ilha metropolitana da Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2025-02-27) ELLERES, Igor Diniz; MONTEIRO, Sury de Moura; http://lattes.cnpq.br/4309806566068586; HTTPS://ORCID.ORG/0000-0001-9449-7043; SAMPAIO, Dionisio de Souza; http://lattes.cnpq.br/2193736281754259; https://orcid.org/0000-0002-2688-6001A gestão de resíduos sólidos na Ilha do Combu, em Belém (PA), reflete os desafios logísticos e estruturais enfrentados por comunidades ribeirinhas amazônicas em contextos de urbanização e turismo crescente. Este estudo focou na gestão de resíduos e seus demais atores, que desempenham um papel crucial na coleta e destinação dos materiais descartados. Foram realizadas entrevistas e observações para compreender as práticas adotadas por restaurantes em relação ao descarte de resíduos e a percepção dos catadores sobre o impacto dessa atividade no meio ambiente e na sua subsistência. Os resultados apontaram que, embora os restaurantes gerem volumes significativos de resíduos cerca 4,8 toneladas ao ano, a ausência de infraestrutura adequada, como coleta seletiva e transporte regular, leva ao descarte inadequado. Esse problema é mitigado em parte pela atuação dos catadores, que recolhem recicláveis como garrafas de vidro e plásticos, transformando-os em fonte de renda. Os catadores, no entanto, enfrentam condições precárias de trabalho, com baixa valorização e pouca integração em políticas públicas ou iniciativas de educação ambiental. A pesquisa também revelou que os gestores dos restaurantes reconhecem a importância de melhorar suas práticas e como desenvolvê-las com base nos Objetivos de Desenvolvimento sustentável (ODS14 e15), mas frequentemente esbarram em dificuldades logísticas e na falta de incentivos ou regulamentações específicas. Conclui-se que a promoção de ações integradas entre restaurantes, catadores e poder público, aliada a estratégias de educação ambiental, pode ampliar a eficiência na gestão de resíduos sólidos, reduzindo os impactos socioambientais e valorizando os atores envolvidos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Investigação da influência antrópica na concentração de nutrientes inorgânicos dissolvidos no entorno da cidade de Belém-PA(Universidade Federal do Pará, 2022-08-30) PORTO, Yuri Paixão Santa Rosa; ROLLNIC, Marcelo; http://lattes.cnpq.br/6585442266149471; https://orcid.org/0000-0002-8601-1514A água é um dos recursos naturais mais importantes, sobretudo no contexto amazônico. O aumento demográfico desordenado e consequente má gestão desse recurso provoca alterações ambientais preocupantes quanto à sua qualidade. De acordo com o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento - SNIS, a região norte do país trata cerca de 22,0% dos esgotos gerados e na Região Metropolitana de Belém esse índice fica abaixo da média nacional, com 11,3% de coleta de esgoto. A área de estudo engloba a baía do Guajará e as áreas adjacentes como os rios Guamá e Acará. As coletas de água foram realizadas durante o período chuvoso (maio), em 4 seções divididas em margem esquerda (ME), meio (M) e margem direita (MD) com coletas em superfície e fundo, a cada 4 horas durante 13 horas para analisar todo o ciclo de maré. Foram analisados parâmetros in situ (Temperatura, pH, Eh, condutividade elétrica, turbidez, OD, %OD e sólidos totais dissolvidos) e em laboratório (Silicato, fosfato, nitrato e nitrito), além da determinação da intensidade, velocidade e direção da corrente com o auxílio um ADCP para obter a vazão e calcular o fluxo de nutrientes. A área de estudo, possui alguns locais mais afastados com pouca ou nenhuma influência humana em toda sua extensão, e outros com pontos de descarga de efluentes domésticos e industriais sem tratamento. O objetivo deste trabalho é investigar uma possível contribuição antrópica no fluxo de nutrientes inorgânicos dissolvidos dos corpos d’água que banham a cidade de Belém-PA e adjacências. O rio Guamá próximo à alça viária apresentou os menores valores de nutrientes inorgânicos dissolvidos, diferente do rio Acará que, apesar de sua distância geográfica da RMB, demonstrou os valores mais altos de concentração de nutrientes. A foz do rio Guamá teve valores mais altos de nutrientes em sua margem direita e a baía do Guajará em sua porção central, por influência de despejos domésticos e industriais. O rio Guamá próximo à alça viária encontra-se relativamente preservado, com baixa concentração de nutrientes inorgânicos dissolvidos, aumentando somente próximo à sua foz, já o Acará apresentou valores mais altos principalmente devido à intensa atividade agropecuária no entorno de sua bacia. A baía do Guajará, apesar de receber despejos dos rios Acará e Guamá, possui valores menores de nutrientes que os dois locais, demonstrando sua capacidade de autodepuração e diluição.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Modelagem tridimensional da hidrodinâmica e transporte sedimentar de um lago amazônico urbano(Universidade Federal do Pará, 2025-04-17) CALLADO, Marco Antônio Vieira; ROLLNIC, Marcelo; http://lattes.cnpq.br/6585442266149471; https://orcid.org/0000-0002-8601-1514Lagos são ambientes fundamentais para a qualidade de vida humana, uma vez que regulam o clima local, fornecem água potável e sustentam uma série de serviços ecossistêmicos. O monitoramento desses ecossistemas é crucial para compreender seu metabolismo e embasar estratégias eficientes de manejo dos seus recursos naturais. Este estudo tem como objetivo desenvolver um diagnóstico e prognóstico ambiental de um lago amazônico raso inserido em área urbana — o Lago Água Preta — por intermédio da aplicação da modelagem tridimensional da hidrodinâmica e do transporte sedimentar. Para a realização das simulações numéricas foi utilizado o modelo Delft3D-FLOW, abrangendo os períodos sazonais típicos da região: chuvoso e seco. As simulações foram alimentadas com dados meteorológicos e informações físicas do lago, como temperatura do ar, humidade do ar, nebulosidade, radiação solar, batimetria, temperatura da água, velocidade das correntes e vazões de entrada e saída. Dessa forma, foi construído um ambiente computacional capaz de representar com fidelidade os processos hidrosedimentares do lago. A calibração do modelo foi realizada com uma série temporal de temperatura referente a um mês completo, enquanto a validação utilizou dados de corrente e perfis verticais de temperatura ao longo de quatro meses (dezembro, fevereiro, abril e junho). As simulações apresentaram bons indicadores estatísticos, evidenciando a confiabilidade do modelo. As maiores discrepâncias entre os dados simulados e observados ocorreram em pontos localizados nas margens mais próximas dos centros urbanos. Estas diferenças estão associadas à influência de atividades antrópicas, como o lançamento de efluentes domésticos, ou a própria morfologia afunilada do lago nesses locais, que pode gerar zonas de sombra térmica. A análise dos padrões de circulação e temperatura entre os períodos sazonais revelou diferenças relativamente pequenas. Destaca-se o aumento médio de até 2 °C na temperatura da água e de aproximadamente 0,02 m/s na velocidade das correntes no período mais quente. As maiores diferenças de entre as médias de temperatura ocorreram no ciclo diário do lago variando 3°C, com variação máxima de até 10°C. Devido o lago ser alimentado por um influxo de água artificial (inflow), este inflow é caracterizado por ser uma descarga intensa com elevada carga sedimentar. Por se tratar de um lago raso com profundidades máximas de até 4 metros, esta descarga é capaz de influenciar o metabolismo do lago como um todo, promovendo a ressuspensão de sedimentos de fundo, redistribuindo nutrientes para a coluna d’água. Ao adentrar no lago, as correntes de influxo são rapidamente desaceleradas, o que intensifica a sedimentação destes sedimentos em áreas próximas ao ponto inflow. Esse processo eleva a turbidez da água e modifica a dinâmica da biota local, resultando em um ambiente dominado por fitoplâncton e sujeito a processos de eutrofização e consequentemente diminui qualidade da água. Portanto, a partir do diagnóstico sugerido pela modelagem do Lago Água Preta, este estudo destaca a necessidade de ações contínuas de monitoramento e controle das influências antrópicas, a fim de prevenir a degradação progressiva do metabolismo do Lago Água Preta. Além de destacar a importância de lagos em geral, ainda mais quando inseridos em contexto urbanos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Monitoramento meteorológico e hidrodinâmico de um ambiente lêntico em uma região metropolitana amazônica(Universidade Federal do Pará, 2025-04-25) GOMES, João Vitor da Silva; ROSÁRIO, Renan Peixoto; http://lattes.cnpq.br/8003860457518342; https://orcid.org/0000-0003-2913-0514A crescente urbanização e a consequente pressão sobre os recursos hídricos têm intensificado a necessidade de monitorar e gerenciar ecossistemas aquáticos. O Parque Estadual do Utinga, localizado em Belém-PA, abriga um importante lago que desempenha um papel crucial no abastecimento da região. No entanto, a falta de planejamento urbano e o crescimento populacional desordenado têm colocado em risco a qualidade e a quantidade de água desse recurso hídrico. Diante desse cenário, este estudo teve como objetivo avaliar as condições hidrodinâmicas e meteorológicas do lago Água Preta, visando contribuir para a sua conservação e gestão sustentável. As variáveis meteorológicas foram medidas por meio de uma estação meteorológica ao longo de 12 meses. Os dados foram disponibilizados em intervalos de 60 minutos. A aquisição dos dados hidrodinâmicos foram realizados usando instrumentos como o ADCP, que mede a intensidade e direção de corrente em intervalos de 50 cm ao longo da coluna d’água; o correntômetro eletromagnético que foi utilizado para medições durante o período menos chuvoso (seco) e chuvoso ao longo de 48 horas, a fim de validar o padrão hidrodinâmico do lago; o CTD responsável por medir o perfil vertical da temperatura e também foram instalados sensores de pressão da levelogger fundeados em locais estratégicos. Após analises, é possível afirmar que a velocidade de corrente do lago é lenta. Os fatores meteorológicos se mantiveram dentro dos parâmetros encontrados por outros autores, confirmando a consistência dos dados coletados com estudos anteriores. A análise hidrodinâmica revelou padrões de circulação restritos, com pouca movimentação das águas, principalmente próxima ao fundo. Sua principal forçante é através do acionamento das bombas que alimentam esse sistema com água vinda do rio Guamá. Em superfície, o deslocamento também é pequeno, pois os ventos não atingem valores elevados, o que dificulta a circulação nesse ambiente. Esses resultados destacam a relevância do monitoramento contínuo para a gestão eficiente do lago, especialmente em um contexto de pressão ambiental crescente devido à urbanização desordenada. As informações obtidas fornecem uma base sólida para futuras ações de conservação, contribuindo para a manutenção da biodiversidade e a sustentabilidade do abastecimento de água na região.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Mudanças morfológicas em praias da costa Leste da ilha do Marajó e os níveis de vulnerabilidade à erosão(Universidade Federal do Pará, 2021-06-29) SOUSA, Maria Bárbara Pereira de; RANIERI, Leilanhe Almeida; http://lattes.cnpq.br/3129401501809850; https://orcid.org/0000-0002-9870-4879A zona costeira é uma área de transição entre o mar e o continente, sendo um dos espaços geográficos mais vulneráveis no planeta. À vista disso, a avaliação de mudanças morfológicas e vulnerabilidade costeira à erosão é essencial, pois contribui para o planejamento de ações protetivas e mitigatórias de impactos ocorrentes no ambiente, seja ele natural ou antropizado. Dessa forma, o trabalho tem como objetivo verificar as mudanças morfológicas em praias da costa leste da Ilha de Marajó/PA e seus níveis de vulnerabilidade à erosão em diferentes escalas de tempo. Para isso, foram realizadas duas campanhas de campo (estação seca e chuvosa) na praia da Barra Velha (município de Soure) e Praia Grande (município de Salvaterra). A metodologia consistiu numa análise semiquantitativa, determinada por parâmetros de ocupação humana e naturais avaliados nas praias. Técnicas de sensoriamento remoto (dados de médio período) e coleta de dados in situ (dados de curto período) foram utilizadas. De acordo com os resultados obtidos, a praia da Barra Velha foi classificada como dissipativa nos dois períodos estudados e a maioria dos perfis topográficos mostrou tendência erosiva da passagem do período seco para o chuvoso. A praia Grande apresentou comportamento de praias intermediárias a refletivas tanto na estação seca quanto na chuvosa. A fase de acreção sedimentar desta praia ocorreu durante o período chuvoso, refletindo um padrão atípico para a morfodinâmica praial. A praia da Barra Velha exibiu uma vulnerabilidade à erosão moderada no setor noroeste e vulnerabilidade alta no setor sudeste, principalmente devido à alta taxa de erosão ao longo de 16 anos estudados. Já a praia Grande apresentou grau de vulnerabilidade moderado à erosão, sendo considerada uma praia mais estável, aliada às obras de proteção costeira. Nas duas praias, o risco costeiro foi baixo devido ao reduzido nível de ocupação próximo à linha de costa. Acredita-se que os resultados desta pesquisa podem contribuir para futuros estudos sobre o tema de vulnerabilidade à erosão em áreas pouco ou muito antropizadas e, para possíveis ações de gerenciamento costeiro na região amazônica, considerando suas particularidades ambientais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Sedimentação recente e palinologia do Talude Continental Superior Amazônico-Maranhão(Universidade Federal do Pará, 2025-04-24) AZEVEDO, Gabriela Miranda de; EL-ROBRINI, Maâmar; http://lattes.cnpq.br/5707365981163429; https://orcid.org/0000-0001-7850-1217O talude continental do Amazonas, próximo ao estado do Pará, é uma região geologicamente complexa, influenciada por fenômenos tectônicos e processos sedimentares associados à proximidade da foz do Rio Amazonas. O Rio Amazonas despeja descarga hídrica de 5,7 x 10¹² m³. ano-1 e sólida de 1,2 X 103 m3.s-1. O talude continental apresenta uma distribuição de cobertura sedimentar diversa, que varia regionalmente, dependendo da origem da fonte de sedimentos. São poucos os trabalhos desenvolvidos (sedimentologia, palinologia e paleontologia) no talude continental da região norte. Este trabalho tem como objetivo principal analisar as características sedimentológicas (granulometria, teor de carbonato de cálcio/CaCo3, matéria orgânica/MO e carbonato orgânico/CO) e investigar a ocorrência de sedimentos férteis da cobertura sedimentar do talude continental superior do Amazonas com base em duas amostras de testemunho (T66 e T144). A metodologia foi baseada em: (1) Pesquisas bibliográficas em plataformas de busca, (2) os testemunhos (parte sub-superficial) foram adquiridos mediante uso de piston corer; (3) descrição macroscópica de testemunhos (cor, arranjo estratigráfica, análise sedimentar) e subamostragem dos testemunhos, (4) análise granulométrica dos estratos amostrados, com separação da fração silte/argila, (5) quantificação da MO e CaCo3, e (6) seleção de amostras férteis para as análises palinológicas. Os resultados mostram que os sedimentos são lamosos com predominância da fração silte grosso. Majoritariamente bem selecionados, com assimetria aproximadamente simétrica e curtose platicúrtica. Os teores de MO no testemunho foram altos variaram de 10,64% a 24,42% com média de 16,39% (T66) e 10,64% a 24,42% com média de 16,39% (T144). A investigação preliminar de palinologia confirma a evidência polínica nas amostras. Os sedimentos do talude continental do Amazonas consistem em uma mistura de material alóctone e autóctone, com ocorrência de palinomorfos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Variabilidade sazonal e espacial da qualidade de água em dois lagos amazônicos: Água Preta e Bolonha, Belém, Pará, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2025-04-04) ROMÃO, Cryssia da Costa; ROLLNIC, Marcelo; http://lattes.cnpq.br/6585442266149471; https://orcid.org/0000-0002-8601-1514Localizados no Parque Estadual do Utinga (PEUt), os lagos Bolonha e Água Preta são os principais corpos hídricos que abastecem a Região Metropolitana de Belém (RMB) com água potável pela Companhia de Saneamento do Pará (COSANPA), sendo responsável por 75% do abastecimento desta população. Estudar e conhecer a hidroquímica desses lagos é de fundamental importância, pois as condições ambientais e os serviços ecossistêmicos estão diretamente relacionados com a qualidade da água nos lagos. As fontes de entrada, como o aporte do rio Guamá por bombeamento, lançamento de efluentes in natura, escoamento continental oriundo da precipitação pluviométrica, demandam um esforço amostral aprimorado ao longo do sistema. Portanto, este trabalho teve como objetivo analisar a qualidade da água dos lagos Bolonha e Água Preta para identificar fontes de contaminação e seus efeitos sobre o ecossistema e a saúde pública. Para o entendimento e identificação dos processos físicoquímicos e suas interações com as atividades antrópicas, hidrodinâmica e o clima, foram realizadas medições mensais, durante 12 meses (setembro de 2023 a agosto de 2024) em 20 pontos no lago Água Preta e em 4 pontos no lago Bolonha. Foram coletadas amostras em 2 profundidades (superfície e fundo) para obtenção dos valores de temperatura da água, pH, condutividade elétrica, oxigênio dissolvido (OD), turbidez e sólidos totais dissolvidos (STD) com o auxílio de uma sonda multiparâmetros, da marca HORIBA. Alíquotas foram separadas para determinação em laboratório dos seguintes parâmetros: amônio, nitrito, nitrato, fosfato, nitrogênio e fósforo total, demanda bioquímica de oxigênio, coliformes termotolerantes, clorofila-a e alcalinidade total. Os dados mensurados foram analisados estatisticamente entre pontos e estações sazonais, e calculados os Índices de Estado Trófico (IET) e de Qualidade de Água (IQA).Dissertação Acesso aberto (Open Access) Variação interanual e sazonal das massas d’água sobre a Plataforma Continental Norte do Brasil(Universidade Federal do Pará, 2021-12-20) MEDEIROS, Paula Renata Lobato de; ROSÁRIO, Renan Peixoto; http://lattes.cnpq.br/8003860457518342; https://orcid.org/0000-0003-2913-0514O presente trabalho teve como objetivo analisar a variabilidade espaço-temporal das massas d’água sobre a Plataforma Continental Norte do Brasil (PCNB), relacionando-a a dinâmica local e aos aportes de água doce. A PCNB estende-se desde o Cabo Orange até a Baía de São Marcos e caracteriza-se como altamente energética, por conta da ação combinada da corrente norte do Brasil (CNB), ventos alísios, ondas, marés e a descarga hídrica dos rios Amazonas e Pará. Os dados de temperatura, salinidade e densidade para a análise interanual foram obtidos através do banco nacional de dados da Marinha do Brasil (BNDO), durante seis cruzeiros oceanográficos: Amasseds I, II e III, Oceano Norte I, MCT VII e CBO em anos distintos: 1989, 1990, 2001, 2016 e para a análise sazonal utilizou-se cinco meses do Projeto Costa Norte: março, julho, novembro, dezembro 2018 e janeiro de 2019. Os parâmetros de TS tiveram o intuito de caracterizar e identificar as massas d’água que ocorreram sobre a plataforma ao longo dos anos, bem como observar as variabilidades interanuais e sazonais existentes. A PCNB apresentou grandes variações de TS ao longo dos anos e períodos analisados, sendo possível observar interanualmente a ocorrência de quatro tipos de massas d’água: Pluma Estuarina (PE), Água Costeira (AC), Água Central do Atlântico Sul (ACAS) e Água Tropical (AT) e sazonalmente foram identificadas cinco massas d’água ocorrendo: AF (água de frente), AC, AT, ACAS e Pluma etuarina (PE). A partir da análise dos diagramas TS foi possível identificar um índice termoalino para a pluma estuarina e suas métricas ao longo do tempo, onde a mesma ocorreu nos meses de março - 2018 e janeiro - 2019, e seus respectivos índices termohalinos foram de 27,5 °C a 28 °C e 0 g/kg a 33 g/kg.
