Dissertações em Agriculturas Amazônicas (Mestrado) - PPGAA/INEAF
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2307
O Mestrado em Agriculturas Amazônicas teve início em 1996 anteriormente Curso de Mestrado em Agriculturas Familiares e Desenvolvimento Sustentável e reconhecido em 2000 pela CAPES e funciona no Programa de Pós-Graduação em Agriculturas Amazônicas (PPGAA) da Universidade Federal do Pará (UFPA). É um curso interinstitucional, sendo sua oferta responsabilidade do Instituto Amazônico de Agriculturas Familiares - INEAF da UFPA e da EMBRAPA/CPATU – Amazônia Oriental.
Navegar
Navegando Dissertações em Agriculturas Amazônicas (Mestrado) - PPGAA/INEAF por Agência de fomento "CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior"
Agora exibindo 1 - 20 de 60
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Dissertação Acesso aberto (Open Access) A vida dirige o rio: cem anos de ocupação cabocla e extrativismo madeireiro no Alto Capim(Universidade Federal do Pará, 2003-02-17) MEDINA, Gabriel; SHANLEY, PatríciaCom o avanço do desmatamento na Amazônia brasileira, a comunidade científica internacional tem feito grande esforço na busca por formas de aproveitamento da floresta que reconciliem desenvolvimento e conservação. Desde o final da década de 1980, os pesquisadores têm explorado o papel que o extrativismo dos Produtos Florestais Não Madeireiros (PFNM) pode possuir para a economia, o bem-estar e o meio ambiente dos moradores de área de floresta. Esta dissertação explora o papel dos PFNM na vida de comunidades rurais em áreas de fronteiras da atividade madeireira ao longo do Rio Capim, no Estado do Pará. Com o avanço da indústria madeireira sobre novas fronteiras da bacia amazônica, muitas comunidades estão tendo a oportunidade de vender os direitos de exploração de sua madeira. As comunidades consideram vários aspectos para avaliar o valor dos produtos florestais. Além do valor sócio-econômico e ecológico (valor real), há um valor relativo que influencia fortemente a forma como os recursos são explorados. Este valor relativo é baseado em representações que consideram a importância dos produtos florestais e no contexto em que essas representações são construídas. Para explorar essa temática, este trabalho parte do histórico de uma comunidade cabocla enfocando na forma como ela se apropriou e explorou seus recursos florestais. Para as famílias da comunidade, a madeira sempre representou uma herança com valor de troca e uso não conflituoso. A madeira foi o produto que pôde ser gasto ao longo do tempo, pois possuía valor de mercado e suas primeiras explorações não reduziram o acesso a outros produtos florestais. Representada dessa forma, a madeira apareceu como uma possibilidade estratégica para a melhoria das condições de vida das famílias. Foram identificados quatro fatores sócio-econômicos que influenciaram a comunidade a vender a madeira: 1) relações paternalistas entre os compradores da madeira e os caboclos; 2) dificuldades de gestão comum dos recursos; 3) especialização na extração de madeira e dependência de produtos externos e; 4) crescente interesse em ter acesso a produtos provenientes do mercado. Tais fatores influenciaram a comunidade a manter a venda da madeira, mesmo depois de se tornarem evidentes as perdas no consumo de PFNM. Compreender a influência do valor atribuído pelas comunidades aos produtos florestais é fundamental para identificar a verdadeira alternativa que os PFNM podem representar diante das demais opções de uso da terra.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A ação coletiva de agricultores integrados à agroindústria de dendê na Associação dos Moradores e Agricultores Familiares da Região do Igarapé-Açu de Baixo, em Irituia - Pará.(Universidade Federal do Pará, 2020-11-17) OLIVEIRA, Khety Elane Holanda de; SCHMITZ, Heribert; http://lattes.cnpq.br/2294519993210835Neste estudo analiso a atuação dos sócios comuns e da diretoria da Associação dos Moradores e Agricultores Familiares de Igarapé-Açu de Baixo (Amafib), no município de Irituia, Pará, em propostas relativas à ação coletiva junto a seus parceiros, a Central das Organizações Sociais Entre os Rios Guamá e Capim (Consergc) e a empresa multinacional Archer Daniels Midland Company (ADM) no contexto da integração da agricultura familiar à agroindústria de dendê. A metodologia constou de um estudo de caso com abordagens qualitativa e quantitativa. Foram realizados: observação direta de reuniões e de atividades de trabalho dos sócios; entrevistas não diretivas e semiestruturadas entre agosto de 2019 e fevereiro de 2020; e revisão da literatura pertinente, priorizando as categorias ação coletiva, associativismo e integração produtiva. Os resultados mostram que as ações da Amafib junto a seus parceiros têm sido favoráveis aos integrantes da associação. Na cooperação com a Consergc foram alcançadas várias reivindicações como a adequação da pesagem dos frutos para a balança digital, a venda de fertilizantes pela própria empresa, o aumento do preço pago pelo dendê e a comercialização de ferramentas por meio de compra coletiva. Num cenário de negociações entre as partes para o bem comum, a Consergc possui protagonismo na ação coletiva e contribuiu para o bom andamento dos projetos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Ação coletiva na criação e gestão do projeto de assentamento Paulo Fonteles em Mosqueiro, Belém – Pará(Universidade Federal do Pará, 2010-08-27) PANTOJA, Rosiane Cristina Pimentel; SCHMITZ, Heribert; http://lattes.cnpq.br/2294519993210835A pesquisa apresentada tem por finalidade estudar as formas de organização para a cooperação na criação e na gestão do Projeto de Assentamento Paulo Fonteles, em Mosqueiro, Belém – Pará. Para este estudo de caso, utilizou-se uma abordagem qualitativa, a partir da aplicação de entrevistas com questionário semiestruturado. A problemática da pesquisa é embasada tanto nas Teorias dos Movimentos Sociais, com as discussões das manifestações sociais, quanto na Escola Francesa da Sociologia das Organizações, com os debates das organizações e da centralidade do poder. A inquietação é compreender como os grupos sociais influenciam nas formas de cooperação para a criação e gestão do Projeto de Assentamento Paulo Fonteles. Percebe-se que os movimentos sociais têm sido os intermediários da ação coletiva nas lutas pela reforma agrária, tornando-se referências de continuidade das lutas e garantindo a mobilização das famílias para uma ação coletiva. O objetivo comum para a conquista da terra é o que garantiu o engajamento e a cooperação para a ocupação do assentamento. Mas, a conquista da terra traduz uma realidade multifacetada, pois as famílias têm perspectivas futuras diferenciadas como: moradia, produção, empregos, entre outras. A ampliação do número de assentamentos e o aumento da produção questionam a necessidade da reforma agrária como política para o desenvolvimento rural. O MST, reafirmando essa política pública, tem proposto novas formas de organização dos assentamentos, denominada de ―comuna da terra‖. Estes assentamentos estão localizados próximo às regiões metropolitanas, com a finalidade de atender à população dessas periferias que demanda por terra para moradia e emprego. Estes novos assentamentos visam a incorporação das infraestruturas urbanas para facilitar a produção e as relações com o mercado. Para que a proposta seja bem sucedida, a cooperação torna-se um tema central. Assim, no assentamento, observa-se que a cooperação se dá em níveis diferenciados, pois não existe assentamento sem cooperação, muito menos grupos que não tenham adesão. Portanto, o engajamento e maior adesão situam-se as regras de poder, com a maior ou menor centralidade. Assim, identificou-se que enquanto a associação tem no presidente a centralização do poder; o grupo do mutirão (organização local) apresenta uma gestão equilibrada, que leva a uma maior participação das famílias para a cooperação da gestão do assentamento Paulo Fonteles.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Ação coletiva sob influência da dendeicultura: um estudo de caso sobre a Central das Organizações Sociais entre os rios Guamá e Capim (CONSERGC)(Universidade Federal do Pará, 2019) BALIEIRO, Marciclei Lopes; SCHMITZ, HeribertAnaliso a experiência de organização formal dos agricultores familiares integrados a dendeicultura na Central das Organizações Sociais entre os Rios Guamá e Capim (CONSERGC). A categoria central da pesquisa é ação coletiva no espaço rural. Faço uso da teoria da economia de Mancur Olson e das contribuições da escola francesa da sociologia das organizações para entender como está se construindo a cooperação a partir das ações dos atores envolvidos. As categorias participação e gestão também se destacam no decorrer do projeto, por isso destaco o processo de construção da autogestão. Os dados foram coletados entre junho de 2017 a fevereiro de 2019, com o uso de um roteiro a metodologia apoiou-se, sobretudo, em entrevistas abertas com aplicação de questionário semiestruturado e na observação direta. Também realizei revisão de literatura sobre a temática abordada nesse trabalho e fiz uma pesquisa documental com dados relevantes sobre o objeto de estudo. Apresento o contexto em que foi proposta e criada a CONSERGC. Identifico e caracterizo como ocorreu a mobilização dos agricultores e lideranças a partir da atuação de organizações como os STTRs locais, da FETAGRI e, sobretudo da empresa ADM para a integração no projeto de dendeicultura e para a organização enquanto associação. Apesar das dificuldades que acompanham a trajetória da organização formal no Nordeste paraense (crédito, assistência técnica, renda, gestão, dentre outros) a iniciativa é vista para a maioria dos agricultores como uma oportunidade. A possibilidade de organizar a produção, acessar algum financiamento ou projeto e de melhorar a renda familiar foram apontados pelos entrevistados como fatores importantes para o engajamento no associativismo. A organização apresenta dificuldades que foram identificadas na pesquisa, entre elas: a falta de recursos para desenvolver suas atividades econômicas e sociais e de logística para reunir os associados. Entretanto, os dados mostraram que para o pouco tempo de existência que a CONSERGC tem, a proposta associativa da organização se apresenta em desenvolvimento promissor. Essa constatação faz referência: a atuação de sua diretoria e seus líderes, que tem encontrado soluções para as dificuldades recorrentes; a confiança dos associados em seus gestores e o bom nível de participação dos associados nos encontros e reuniões que, mesmo por representação, assumem papel importante nas estratégias de atuação da organização. A participação e a construção da ação pautada no jogo de interesses se mostraram negociado no interior da organização e tem sido importante para a continuidade da ação coletiva aqui analisada. Entre os resultados do recorte da pesquisa, conclui-se que o interesse das Associações Integradas em se filiarem a uma Central de Associações está relacionado, em princípio a mobilização e o incentivo dado pela empresa ADM para a criação das organizações. Posteriormente, a CONSERGC foi vista pelos associados como uma facilitadora do diálogo com a empresa e, entre as vantagens, um meio para obtenção de melhorias no contrato de integração. Os dados empíricos revelaram que poucos agricultores fizeram na integra a leitura do contrato e, por meio da atuação da CONSERGC, estão tendo a possibilidade de rever algumas cláusulas contratuais de suma importância para seus interesses dentro do projeto de palma como em relação ao preço e ao peso do produto, sendo estes os itens mais citados pelos integrados. Apesar de ser um estudo de caso específico, este trabalho pode contribuir para ampliar as discussões e para o entendimento do tema, espero que sim.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Agricultores familiares no Município de Igarapé-Açu: estudo da participação em processos de desenvolvimento local sustentável(Universidade Federal do Pará, 2005-07-17) ATAÍDE, Tonildes Lisboa de; CONCEIÇÃO, Maria de Fátima Carneiro da; http://lattes.cnpq.br/7985394500952978Pesquisou-se o desempenho dos projetos de desenvolvimento local sustentável implantados no Município de Igarapé-Açu, Estado Pará, no período de novembro do ano 2000 a fevereiro de 2005, objetivando avaliar as contribuições desses projetos ao fortalecimento da participação dos agricultores familiares envolvidos. Para isto foram examinadas as seguintes experiências: Projeto BNDES - Desenvolvimento Local Cooperação Técnica do PNUD; Projeto Desenvolvimento Local Integrado e Sustentável - DLIS- coordenado pelo SEBRAE; e o Projeto de Desenvolvimento Local, coordenado pela Universidade Federal Rural da Amazônia - UFRA. Neste trabalho compreendemos participação enquanto ato de conquista e de autopromoção dos sujeitos envolvidos que passam a figurar como protagonistas de suas histórias. Partimos da hipótese de que as experiências examinadas pouco fortaleceram o processo de participação compreendido segundo o conceito aqui adotado, frustrando, inclusive, as propostas originais dos projetos. Para verificação dessa hipótese utilizamos como procedimento metodológico a observação participante, no caso do projeto coordenado pela UFRA, que está em andamento. Para este e demais casos, realizamos entrevistas abertas junto a "informantes-chaves", tais como: coordenadores dos projetos, representantes de instituições parceiras e lideranças comunitárias. Utilizamos também entrevistas semi-estruturadas e análise documental de arquivos, bem como, analisamos a relação entre a teoria e a prática das experiências avaliadas. A pesquisa apontou um descompasso entre a proposta teórica dos projetos e o seu desenvolvimento prático. Há projetos em que a participação dos agricultores familiares ficou prejudicada pela pouca socialização e compreensão da proposta; a falta de transparência na aplicação dos recursos; a falta de sentimento de pertencimento por parte dos beneficiários; e a capacitação pouco eficiente. No caso onde a capacidade de decisão dos agricultores foi mais bem estimulada, houve maior apropriação do processo de desenvolvimento local e uma tendência a uma participação mais ativa e consciente dos agricultoresDissertação Acesso aberto (Open Access) Agrobiodiversidade, conhecimentos e práticas tradicionais sobre plantas alimentícias na comunidade quilombola do Jacarequara, Santa Luzia do Pará, Nordeste Paraense(Universidade Federal do Pará, 2022-08-09) ALVES, Ellem Suane Ferreira; FITA, Didac Santos; http://lattes.cnpq.br/4290251127696280O presente estudo analisa o papel da agrobiodiversidade e dos conhecimentos e práticas tradicionais relacionados às plantas alimentícias e de que forma influenciam na promoção da soberania e segurança alimentar e nutricional (SSAN) na comunidade quilombola do Jacarequara, em Santa Luzia do Pará, Pará. Para tanto, foram utilizados métodos quali-quantitativos, com as técnicas da observação participante, entrevistas semiestruturadas, questionários, turnê-guiada e lista livre. Os dados obtidos foram tabulados e sistematizados para proceder à triangulação dos dados, além de ser calculada a frequência de citação e o Índice de Saliência Cognitiva (ISC) das plantas alimentícias inventariadas. Os resultados demonstraram que práticas produtivas como o cultivo das roças, o extrativismo de açaí (Euterpe oleracea Mart.) e murumuru (Astrocaryum murumuru Mart.), a pesca e a caça são a base alimentar e um meio de geração de renda. A essas práticas está atrelado importante conhecimento tradicional, onde os saberes são construídos pela constante troca entre os quilombolas, através das gerações, e tem como cerne as dinâmicas do meio natural que os cerca. Foi observado que a sazonalidade influencia a dinâmica produtiva e o calendário agrícola da comunidade, sempre considerando a relação entre os quilombolas e a natureza. Pelo inventário botânico foram catalogadas 140 etnoespécies alimentícias, com destaque para as famílias Euphorbiaceae (27), Arecaceae (12), Musaceae (10) e Rutaceae (9). Entre as plantas alimentícias com maior ISC destacaram-se o açaí, a banana (Musa paradisiaca L.), a mandioca/macaxeira (Manihot esculenta Crantz), o coco (Cocos nucifera L.), o caju (Anacardium occidentale L.), a acerola (Malpighia glabra L.), a bacaba (Oenocarpus bacaba Mart.) e a laranja (Citrus sinensis (L.) Osbe). Foram catalogadas 27 etnovariedades de M. esculenta demonstrando sua fundamental importância para a alimentação dos quilombolas, sendo composta pela farinha de mandioca e de tapioca, beiju, manicueira, tucupi, entre outras comidas. Entretanto, o avanço das áreas de pastagens das fazendas ao redor da comunidade e a adesão por hábitos alimentares externos à comunidade impostos pelo capitalismo, marcado pelo aumento do consumo de alimentos industrializados principalmente pelas crianças e jovens quilombolas, reflete mudanças e riscos à alimentação. Esses fatores direcionam a uma nova realidade alimentar, podendo interferir também em sua permanência no quilombo, na geração de renda, o respeito ao modo de vida quilombola e a valorização dos saberes e práticas tradicionais ali existentes e mantidos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Agroextrativismo: sustentabilidade e estratégias produtivas na Reserva Extrativista do Rio Cajari, sul do Amapá(Universidade Federal do Pará, 2004) BENJAMIM, Aldrin Mário da Silva; SIMONIAN, Ligia Terezinha Lopes; http://lattes.cnpq.br/6620574987436911; https://orcid.org/0000-0001-6690-7244A criação das Reservas extrativistas, no início da década que se iniciou em 1990, surge como uma alternativa de gestão de recursos florestais em Unidades de Conservação (UC). Centrada no princípio da c-gestão entre o Estado e as populações tradicionais residentes, sua defesa, viabilidade econômica e social dependente em grande parte da organização local dos agroextrativistas. Entretanto, apesar do enorme potencial de exploração econômica de produtos florestais, como a castanha (Bertholletia excelsa) e o açaí (Euterpe oleraceae Mart.), da forte tradição agrícola e das muitas possibilidades de caça e pesca, dificuldades múltiplas persistem no interior da Reserva Extrativista Rio Cajari. A concepção do Desenvolvimento Sustentável e a pouca produção científica a respeito das populações tradicionais em áreas de tais Reservas constituíram como fatores decisivos para o início desta investigação. Desse modo, o estudo a cerca do Agroextrativismo: sustentabilidade e estratégias na RESEX Cajarí, sul do Amapá procura identificar a evolução e as estratégias da base produtiva das populações que vivem nesta UC, principalmente nas áreas do alto e baixo rio Cajarí, numa tentativa de revelar a racionalidade do agroextrativismo local. Busca-se, portanto, evidenciar a dimensão do processo de mudança implementada pelas políticas de reserva associadas ao movimento social, com implicações nos campos ecológico, socxial e econômico.Dissertação Acesso aberto (Open Access) “A água ficou presa pra lá”: transformações socioambientais a jusante da barragem de Tucuruí/PA.(Universidade Federal do Pará, 2019-10-18) HOLANDA, Bianca da Silva; MARTINS, Paulo Fernando da Silva; http://lattes.cnpq.br/3223618156268542; SANTOS, Sônia Maria Simões Barbosa Magalhães; http://lattes.cnpq.br/2136454393021407Esta dissertação trata sobre a memória das transformações socioambientais a partir do que os camponeses ribeirinhos, registram como mudanças, no q ue se ref ere ao t erritório de pesca e ao consumo do mapará. Utilizo como referenciais teóricos a memória social e a memória biocultural, associadas ao conceito de desastre ambiental levando em consideração o princípio homem natureza. O trabalho foi realiza do em trê s comuni dades ribeirinhas da ilha Saracá, município de Limoeiro Ajuru, estado do Pará. Localizada na região à jusante da barragem hidrelétrica de Tucuruí, próximo à foz do rio Tocantins. O trabalho analisa como as transformações socioambientais de rivadas d o desast re do barramento do rio Tocantins, repercutem no modo de vida e na reprodução social dos ribeirinhos. Também busca compreender e descrever a relação dos homens com os peixes e suas interações com o ambiente. A pesquisa foi realizada a part ir de uma abordag em qualitativa com base na observação participante, também foram realizadas entrevistas informais semiestruturadas . O trabalho considera que os danos são irreparáveis, o represamento do rio Tocantins desestruturou os ecossistemas aquáticos da regiã o, ocasi onando a diminuição da abundância e da diversidade dos peixes, afetando diretamente o modo de vida das populações ribeirinhas. Mesmo diante da escassez dos recursos pesqueiros a pesca coletiva do borqueio do mapará, se mantém com uma impor tância nã o apenas , do ponto de vista econômico, mas simbólico e cultural. Os conhecimentos envolvidos nesta atividade são fruto do cotidiano e da vivência do pescador, observador nato do rio e dos peixes.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise sistêmica da biodiversidade de sistemas agroflorestais (SAF) de agricultores familiares em Tomé Açu, PA(Universidade Federal do Pará, 2020-03-30) OLIVEIRA NETO, Mário Morais; GERARD, Blanc Lilian; http://lattes.cnpq.br/0310835136618539; ALVES, Lívia de Freitas Navegantes; http://lattes.cnpq.br/1337509239539346A presente pesquisa seguiu os princípios de duas ciências para a elaboração desta dissertação: a ecologia florestal e a abordagem sistêmica. Buscando integrar a complexidade dos agricultores familiares juntamente com a riqueza e a diversidade florística dos SAF. Objetivando, de forma geral, analisar, a partir de uma abordagem sistêmica, as possibilidades de equilíbrio entre fatores ecológicos e socioeconômicos de Sistemas Agroflorestais (SAF) de agricultores familiares de Tomé Açu, PA. Gerando assim, dois capítulos na forma de artigo científico com os seguintes objetivos: examinar os fatores socioeconômicos que influenciam a diversidade florística dos sistemas agroflorestais (SAF) de agricultores familiares do município de Tomé-Açu, PA; e analisar as práticas de agricultores familiares capazes de favorecer a diversidade e a riqueza florística de sistemas agroflorestais em Tomé Açu, PA. Constatou-se a existência de agricultores “outliers” na análise de correlação, os quais, demonstraram a possibilidade de ter um sistema com alta diversidade florística e que seja rentável para eles. O diferencial para que esses agricultores conseguissem tal característica foi a alta abundância de espécies espontâneas (regeneração natural), mas com a abundância de espécies frutíferas ainda maior para poder supri-los financeiramente. Foi encontrado um tipo de SAF diferente dos demais, denominado de SAF com corredores de regeneração natural. Ele demonstrou ser uma possibilidade de equilíbrio entre os fatores ecológicos e socioeconômicos. Pois, mesmo sendo um SAF altamente rico e diverso, em termos florísticos, ele também fornece os meios de resiliência econômica para os agricultores familiares. Dessa maneira, recomenda-se o SAF com corredores de regeneração natural para outros agricultores familiares que vivem em situações semelhantes às que aqui foram apresentadas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Artropodofauna associada a diferentes sistemas de cultivo de açaizeiro no nordeste paraense(Universidade Federal do Pará, 2012-08-31) RIBEIRO, Suelem Moreira; LEMOS, Walkymário de Paulo; http://lattes.cnpq.br/6841621785311887O açaizeiro (Euterpe oleraceae Mart.) é uma cultura de grande importância para o agronegócio paraense por ter alcançado novos mercados consumidores no Brasil e em diferentes países. No entanto, a expansão comercial crescente que o açaí vem apresentando nos últimos anos tem refletido, também, no aumento significativo de sua área plantada, o que poderá resultar na incidência de insetos-praga associados a esses agroecossistemas, exigindo, assim, ações de pesquisas voltadas para o manejo e controle alternativo dessas limitações bióticas. Simultaneamente, novos modelos de cultivos de fruteiras têm sido testados com sucesso no Estado do Pará, destacando, entre eles, os Sistemas Agroflorestais (SAFs), que visam o aumento no número de culturas (anuais, permanentes e/ou florestais) implantadas em uma mesma área. Entre os benefícios dos SAFs destaca-se seu potencial de manter e multiplicar a entomofauna benéfica diversificada quando comparado aos monocultivos. Portanto, esta pesquisa propôs-se a conhecer e comparar a biodiversidade de artrópodes associados ao açaizeiro em diferentes sistemas de cultivo da agricultura familiar do nordeste paraense. Foram analisadas três áreas, sendo duas áreas de SAFs que tinham o açaizeiro como uma das culturas principais, no município de Marapanim e uma área de monocultivo de açaí, no município de Igarapé-Açu. Em cada área foram implantadas 45 armadilhas tipo Pitfall, as quais foram igualmente distribuídas em 3 subáreas: (a) próximo às plantas de açaizeiro no interior do plantio; (b) na floresta secundária ao redor dos cultivos; e (c) em uma área de transição entre o cultivo e a floresta secundária. As coletas foram realizadas em quatro períodos distintos, sendo uma no período chuvoso (CH), uma no período de transição entre chuvoso e seco (CH/SE), uma no período seco (SE) e outra coleta correspondendo ao período de transição entre seco e chuvoso (SE/CH). As avaliações da biodiversidade de insetos foram realizadas no solo (armadilhas tipo Pitfall). Artrópodes (insetos-praga e inimigos naturais e aranhas) coletados em campo foram armazenados em recipientes plásticos (150 mL), contendo álcool a 70%, e transportados para o Laboratório de Entomologia da Embrapa Amazônia Oriental, onde foram triados, quantificados e identificados taxonomicamente. Concluiu-se que os períodos do ano que mais favorecem a presença de artrópodes de solo, independente das áreas de cultivo, são os períodos de transição CH/SE e SE/CH. Observou-se, ainda, redução na população de formigas nas três áreas de floresta secundária avaliadas, sendo os gêneros Solenopsis (Westwood), Wasmannia (Forel) e Azteca Forel os mais frequentes nessas áreas. A área com monocultivo de açaí apresenta maior abundância de formigas do que os dois SAFs avaliados. A família de aranha Lycosidae foi a mais encontrada nesse estudo, com o gênero Pacovosa sendo mais abundante. Sistemas agroflorestais, quando bem manejados, formam ambiente propício para a diversidade de espécies de artrópodes como aranhas e formigas, que são organismos reconhecidamente eficientes no controle natural de insetos-praga nos cultivos. Os períodos de transição agruparam mais indivíduos, seguido da área de SAF localizada no município de Marapanim, que representa a área mais alterada entre as áreas analisadas. Florestas secundárias são áreas com menor agrupamento de indivíduos e menor diversidade de gêneros de formigas e aranhas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A atuação da associação dos usuários da Reserva Extrativista Marinha de Tracuateua (PA) diante de conflitos sociais relacionados ao uso dos recursos naturais(Universidade Federal do Pará, 2017-03-30) RODRIGUES, Monique Rocha; SCHMITZ, Heribert; http://lattes.cnpq.br/2294519993210835As Reservas Extrativistas (Resex) são territórios de uso comum, destinadas a conservação dos recursos naturais, cultura e meio de vida dos povos tradicionais. A regulação do uso dessas áreas é feita por meio da gestão compartilhada entre a administração pública e administração dos povos tradicionais com princípios participativos. Para a implementação do novo modelo de gestão (cogestão), são criadas as Associações de Usuários, como representantes do povo tradicional. A presente pesquisa foi elaborada com a proposta de contribuir para a construção do conhecimento cientifico sociológico, referente à atuação da Associação de Usuários da Reserva Extrativista Marinha de Tracuateua (Auremat) diante de conflitos sociais relacionados a gestão dos recursos naturais. Como conflitos recorrentes e específicos em Reservas Extrativistas Marinhas (REM) optei por desenvolver o estudo do conflito causado pelas práticas: “pesca de marrecas”, criação de búfalos soltos e utilização de “malha fina” para pesca. Tais conflitos ocorrem entre grupos de usuários, os que as praticam e os que se sentem prejudicados por essas atividades, moradores e proprietários de fazendas. Os conflitos pesquisados ocorrem principalmente em áreas de campos alagados e no entorno dos rios, inseridos na área circundante da Resex. A coleta de dados foi realizada, utilizando-se a abordagem qualitativa, em três comunidades (Cocal, Santa Maria e Santa Tereza), escolhidas a partir do zoneamento feito pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e indicações de membros da diretoria da Auremat como conflituosas. A pesquisa foi dividida em duas etapas, sendo realizadas 5 incursões em campo. Foram feitos: levantamento de dados secundários, consulta a literaturas referentes à temática pesquisada, observações e 41 entrevistas (39 com os agroextrativistas usuários da Resex e 2 com Analistas ambientais do ICMBio). Mesmo sem a homologação do Plano de Manejo (PM), constatou-se que a Auremat atua diante dos conflitos sociais relacionados ao uso dos recursos naturais pesquisados por meio de reuniões e jornadas ambientais nas áreas circundantes a Resex, aonde residem os usuários, promovendo a conscientização sobre as atividades problemáticas, auxiliando no encaminhamento de denúncias aos órgãos competentes, além de desenvolver outros trabalhos direcionados a melhoria de vida dos usuários. Durante a pesquisa foram também observadas as dificuldades para atuação dos agroextrativistas membros da associação, essas são decorrentes da insuficiência de usuários associados que estão em dia com o pagamento da taxa fixada, ocasionando falta de recursos. Atualmente a associação de usuários busca captar projetos produtivos e realiza atividades, ambos destinados aos usuários da Reserva, com o apoio de recursos internacionais advindos do Projeto Tracuateua, que assume também uma grande importância para a capacitação dos agroextrativistas para encargos burocráticos da associação.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Bem viver vivido, conquistado e almejado: um estudo sobre comunidades tradicionais que lutam por reconhecimento territorial na Baixada Maranhense(Universidade Federal do Pará, 2018-03-29) BRITO, Ciro de Souza; SHIRAISHI NETO, Joaquim; http://lattes.cnpq.br/1945327707689415; PORRO, Noemi Sakiara Miyasaka; http://lattes.cnpq.br/3982338546545478A noção de bem viver emerge inspirada nos conhecimentos emanados de modos de vida de povos indígenas da América Latina, sendo apresentada por acadêmicos e militantes como uma alternativa aos modelos de consecução do Estado, baseados nas propostas hegemônicas de desenvolvimento. Desde sua incorporação no ordenamento constitucional da Bolívia e do Equador, com base nessa noção, elevou-se a natureza à posição de sujeita de direitos, antes ocupada historicamente apenas pelo homem. Nessa noção, aponta-se intrínseca relação entre coletivos de homens e mulheres e a natureza, e indica-se a forte vinculação de povos e comunidades tradicionais com os seus territórios. Neste sentido, esta dissertação buscou analisar a noção do bem viver à luz de um caso de regularização fundiária para povos e comunidades tradicionais no Brasil. Trata-se de reivindicação de regularização como quilombo por comunidades tradicionais do Território Sesmaria do Jardim, na Baixada Maranhense, área de campos naturais que são compostos por terras secas e terras inundáveis inseridas na Área de Proteção Ambiental da Baixada Maranhense e considerada um sítio sob Convenção de Ramsar. A investigação se realizou a partir de revisão crítica da literatura à luz de empiria observada e participada por meio de pesquisa-ação junto às comunidades envolvidas e ao órgão fundiário que dá andamento ao processo de regularização fundiária. O trabalho é de cunho jurídico-antropológico, guarda caráter qualitativo e se realizou de julho de 2016 a janeiro de 2018, com trabalho de campo nos povoados e no Instituto de Colonização e Terras do Maranhão. Identificou-se complexa vinculação entre o processo e a forma de regularização fundiária com a noção de bem viver, dada a diversidade de grupos tradicionais em situação de conflito em território comum. Constatou-se que sobre o mesmo território há grupos com concepções distintas de como nele viver, no qual grupos auto-identificados como Quilombolas concebem coletivamente uma noção de bem viver estreitamente fundamentada no uso comum, enquanto outros rejeitam essa noção e suas consequências. Observou-se que esses antagonistas, mesmo aqueles com ancestralidade comum, não compartem com o bem viver fundado no uso comum de determinados componentes da natureza, pois suas práticas e formas de apropriação privada da natureza desqualificam e se incompatibilizam com essa noção. Isso gera conflitos que vêm obrigando as comunidades tradicionais a se mobilizar ante as violações de direitos que vêm passando e a buscar soluções que reconquistem o chamado tempo bom de viver e a garantia do seu direito à terra – terras secas e inundadas – que possibilita sua reprodução física e social. O caso investigado mostrou que o bem viver é construído a partir da articulação de territorialidades específicas, em que concepções e formas de apropriação da natureza divergentes podem ser responsáveis por quebrar a coesão da comunidade e do território, embora as comunidades tradicionais comportem um certo grau de dissenso, que se embasa no direito à diferença. O trabalho de campo mostrou ainda que o bem viver está sendo construído diariamente, por meio de práticas sociais e jurídicas que abarcam a resistência como prática atual e a liberdade como estágio almejado, mas não deixa de ser, no discurso, reivindicado como um futuro melhor. A pesquisa visa problematizar e melhor qualificar quem e em que situação sujeitos têm direitos a ter quais direitos e a eficácia dessa questão. Essa dissertação trata, portanto, de uma leitura e reflexão sobre processos sociais coletivos localizados como alternativas emergentes para a consecução do bem viver vivido, participado e almejado.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Beneficiamento e comercialização dos produtos dos sistemas agroflorestais na Amazônia, Comunidade Santa Luzia, Tomé - Açu, Pará(Universidade Federal do Pará, 2013-05-31) COUTO, Maria Cristina de Moraes; KATO, Osvaldo Ryohei; http://lattes.cnpq.br/4241891652832872RESUMO (dc.description.resumo) OPCIONAL E NÃO REPETITIVO - Fonte: PDF/ Pergamum/ Catálogo Teses Capes Na comunidade Santa Luzia, município de Tomé-Açu, como na região Nordeste Paraense, existe nos dias atuais um processo de mudança entre os cultivos, envolvendo sistemas de derruba e queima na implantação de pastagens ou culturas de subsistência para a implantação de sistemas agroflorestais, como forma de diversificar a produção e obter melhores rendimentos e novas formas de comercializar seus produtos orgânicos. Como a comercialização e o beneficiamento da produção são considerados entraves na agricultura familiar, esta pesquisa identifica e analisa a importância da organização nesses processos nesta comunidade por meio da caracterização de sua associação, descrevendo e avaliando o beneficiamento e a comercialização da produção familiar, determinando as mudanças econômicas, sociais e ambientais ocorridas, por meio da agregação de valor aos produtos dos sistemas agroflorestais. Foram realizadas visitas com aplicação de questionários a todos os membros da associação, formando uma amostra de 21 unidades produtivas, permitindo um estudo socioeconômico nas unidades familiares, além da utilização de métodos estatísticos descritivos e de estatística multivariada por meio da análise fatorial e de Cluster, que permitiram avaliar a dimensão desses dados em relação às variáveis determinantes nos sistemas agroflorestais e ao processo de comercialização. Os resultados obtidos indicam que 95% das famílias entrevistadas possuem sistemas agroflorestais com uma grande diversificação de culturas e 95% realizam algum tipo de beneficiamento em seus produtos (71% da produção), o que proporcionou novas oportunidades de mercado e melhores preços, obtendo uma receita média anual de R$ 22.241,35, garantindo-lhes, melhores condições econômicas e sociais, o que nos permite concluir que a organização e a agroindustrialização da produção promoveram uma melhor comercialização e um maior rendimento da produção na comunidade Santa Luzia.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Bicho, cura e magia! Práticas culturais e conhecimentos tradicionais na reserva extrativista Mapuá (Ilha do Marajó, Pará): uma perspectiva etnozoológica(Universidade Federal do Pará, 2018-05-04) JACINTO, Felipe Oliveira; BARROS, Flávio Bezerra; http://lattes.cnpq.br/4706140805254262Esta dissertação apresenta um estudo de cunho etnográfico sobre o conjunto de saberes e práticas culturais dos agroextrativistas da Reserva Extrativista Mapuá, na Ilha do Marajó, estado do Pará, Brasil. O objetivo principal foi descrever e analisar os saberes acerca da medicina tradicional, com foco para os usos destinados aos recursos faunísticos locais. Observação participante e entrevistas semiestruturadas foram os principais métodos utilizados. A pesquisa documentou o uso medicinal de 59 espécies de animais, bem como de categorias distintas de atribuição da fauna medicinal, como os remédios para os males físicos, os remédios para os males espirituais e os remédios de caçador. Também discutiu-se as atribuições simbólicas da fauna, que demonstram uma cosmovisão tipicamente amazônica que figura indistintamente entre os domínios natural e cultural. Os resultados apresentam mais do que listas de ‘bichos’ e seus respectivos usos na cura local, mas um rico patrimônio biocultural que envolve a vida social, o mundo natural e a vida cosmológica regidos pelas mesmas categorias. Este empreendimento ressalta a importância de documentar os saberes dos povos da floresta a partir das estratégias de resolução de problemas de saúde com base no acesso aos animais úteis aos seres humanos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Camponeses, agrotóxicos e agroindústria de dendê no Estado do Pará: um estudo a partir de São Vicente(Universidade Federal do Pará, 2016) CHAVES, Genisson Paes; FURTADO, Lourdes Gonçalves; http://lattes.cnpq.br/1828475659148260; https://orcid.org/0000-0002-5243-4607; SANTOS, Sônia Maria Simões Barbosa Magalhães; http://lattes.cnpq.br/2136454393021407Por meio desta dissertação de mestrado busco compreender como e através de que constructos sociais uma sociedade camponesa da região amazônica – “integrada” a uma agroindústria de dendê – lê os agrotóxicos utilizados no dendezeiro, bem como em outras atividades. A pesquisa teve como base teórica as contribuições de “Risco e cultura”, de Douglas e Wildavsky (2012) e estudos sobre uso de agrotóxicos por camponeses em outros contextos. A pesquisa é um estudo de caso realizado na vila São Vicente, localizada no nordeste paraense, precisamente no município de Moju, cujo cultivo é integrado à Agropalma. Analisei o tipo de agrotóxico utilizado na referida vila, quem e como o aplica, como é compreendido e como o mesmo entra no sistema de classificação local. Os resultados indicaram que o agrotóxico: a) é identificado como veneno ou química; b) que antes não era um produto utilizado por essa sociedade camponesa; c) inicialmente aplicado no dendezeiro, posteriormente foi usado em outras atividades; d) entra no sistema de classificação local como algo perigoso e danoso à saúde, pois fica no ar, “anda” na terra e no igarapé; e) e, por fim, que embora haja um discurso de valorização de normas para um suposto uso seguro do agrotóxico, estas não são nem plena nem majoritariamente seguidas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Captação, tratamento e usos da água em comunidades rurais do município de Igarapé-Açu/Pa(Universidade Federal do Pará, 2016) SOUSA, Rafaela Sales de; GUERRA, Gutemberg Armando Diniz; http://lattes.cnpq.br/4262726973211880A região Amazônica do Brasil é reconhecida mundialmente por sua biodiversidade e a vasta bacia hidrográfica. Apesar da abundância de recursos hídricos, a região apresenta limitações no acesso a ferramentas, inerentes à gestão apropriada de uso da água instituída por políticas públicas, principalmente em áreas rurais. Nessa perspectiva, é que se propôs o estudo de captação, tratamento e usos da água em comunidades rurais do município de Igarapé-Açu-PA. O objetivo deste trabalho é descrever como a população rural, situada na microbacia do Igarapé Cumaru, capta, trata e usa a água, ancorando-se nas políticas públicas voltadas para essa temática. Este estudo está estruturado em três artigos, em que se descreve as práticas de captação, tratamento e usos da água e sua relação com as políticas públicas e normas em escalas federal, estadual e municipal. A pesquisa preocupou-se também em registrar como a população rural tem gerido esse recurso, descrevendo os usos e abusos da água pela própria comunidade. Ressalta-se que os três artigos estão embasados em dados coletados em campo e na literatura pertinente a temática de estudo. Para tanto, a pesquisa de campo foi feita com uso de ferramentas como: observação participante, roteiros, questionários fechados e entrevistas abertas. Dados revelaram que no município não há estação de tratamento de água, havendo apenas a distribuição, pela secretaria de saúde, de hipoclorito de sódio. Mas a maioria dos agricultores (100% São José; 72% Cumaru), apesar de receber o produto não faz uso, sob alegação de que interfere no gosto da água. Identificou-se ainda que os microssistemas de abastecimento carecem de dosadores. Destaca-se, por fim, que há, no município, uma limitação em se executar o que normatiza as políticas públicas, contudo, as populações rurais ─ dispersas espacialmente, com necessidades diferenciadas do recurso hídrico ─ devem ser consideradas no seu contexto.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Crédito e pecuária bovina leiteira em assentamentos da reforma agrária em Marabá-Pará(Universidade Federal do Pará, 2012-02-29) PEREIRA, Taynã Zandely da Silva; MARTINS, Paulo Fernando da Silva; http://lattes.cnpq.br/3223618156268542As mudanças agrárias ocorridas na Amazônia e a criação dos assentamentos e de programas de apoio à agricultura familiar merecem destaque, especialmente pelas implicações que têm com a expansão das pastagens e o aumento do desmatamento por um lado, e pela expectativa de que essas mudanças possam influir na fixação dos agricultores em um mesmo local, mantendo seus sistemas produtivos. Este trabalho apresenta resultado do estudo de dois assentamentos da Reforma Agrária com contextos históricos diferentes, localizados no município de Marabá-Pará. Analisa-se a relação entre o crédito rural, a implantação de pastagem e a atividade pecuária bovina. Também analisa a situação atual e as perspectivas de permanência dos agricultores que desenvolvem essa atividade em seus lotes. Utiliza observação in loco, aplicação de questionários e entrevistas acompanhada de roteiro para coleta de dados nas localidades estudadas. Realiza comparações estatísticas entre grupos de estabelecimentos com e sem crédito, com e sem venda de leite e avalia as diferenças entre indicadores de implantação de pastagem e criação de gado, identifica quais os que melhor justificam as variáveis indicadoras do avanço da implantação de pastos bem como da produção, da produtividade e da venda de leite. O aumento da implantação de pastagens está mais intimamente ligado a fatores como o tamanho do estabelecimento e do tempo decorrido desde o início da criação de gado, do que ao crédito, mas a produção de leite é maior quando o crédito está presente. A expansão da atividade pecuária bovina nos estabelecimentos da Reforma Agrária é dificultada pela forma extensiva de desenvolvimento dessa atividade, que também fragiliza a permanência dos agricultores o que pode ter implicação no avanço em novas áreas de mata e com o êxodo rural.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Cultivando autonomia: análise da socioeconomia e agrobiodiversidade no quilombo de Providência, Salvaterra, Ilha do Marajó/PA(Universidade Federal do Pará, 2020-06-15) LEÃO, Victor Miranda; STEWARD, Angela May; http://lattes.cnpq.br/6123114287861055As comunidades tradicionais quilombolas têm nas práticas produtivas tradicionais uma estratégia de manutenção do seu modo de vida e reforço de sua identidade cultural. Desse modo, o presente trabalho visa investigar o papel da agrobiodiversidade nas estratégias econômicas e alimentares, registrando os saberes e práticas tradicionais associadas a ela, assim como sua relação com a soberania alimentar na comunidade quilombola de Providência, Salvaterra, Marajó, PA. Metodologicamente, a pesquisa ocorreu com onze representantes de nove unidades familiares, durante sessenta dias nos meses de fevereiro, maio, julho e novembro de 2019, sendo devidamente solicitada e autorizada pela liderança local e pelos demais moradores por meio da assinatura do Termo de Consentimento Livre Esclarecido. Em seguida, as entrevistas ocorreram com representantes das unidades familiares e a seleção se deu por amostragem não probabilística. Foram realizadas entrevistas não-diretivas e aplicados questionários semiestruturados com perguntas que versavam sobre os aspectos socioeconômicos, produtivos e alimentares, bem como observação participante. Tais dados foram compilados em Microsoft Excel para otimização gráfica e, posteriormente, foram calculados os índices de diversidade e de saliência cultural, bem como a caracterizado o perfil alimentar da comunidade. Como resultado da investigação, pode-se constatar que as práticas produtivas locais estão fortemente atreladas aos costumes religiosos e alimentar local e que as atividades tradicionais, tais como roça, extrativismo, pesca e criação animal, colaboram para a construção da renda familiar, que é composta majoritariamente pelos benefícios sociais do governo. Desse modo, pode-se concluir que as práticas produtivas tradicionais estão diretamente relacionadas a cultura quilombola local que são desenvolvidas em função da agrobiodiversidade, expressas também na fé, religiosidade herança histórica, bem como no cotidiano e nas preferências alimentares do grupo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Cultivando sonhos: a Escola Nacional de Formação da CONTAG no Estado do Pará, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2014-12-15) PRAZERES, Maria de Jesus Corrêa dos; ASSIS, William Santos de; http://lattes.cnpq.br/0188412611746531; GUERRA, Gutemberg Armando Diniz; http://lattes.cnpq.br/4262726973211880Esta pesquisa teve por objetivo analisar os processos de formação desenvolvidos pela ENFOC no Estado do Pará e suas interferências nas práticas sindicais. Nesta, priorizou-se o Estudo de Caso, privilegiando o enfoque qualitativo. Na mesma não houve preocupações fundamentais com tratamentos estatísticos e de quantificação dos dados em termos de representação numérica. O recorte temporal foi de 2006-2013, período em que a ENFOC no estado se expandiu, se tornando referência no cenário sindical brasileiro ao introduzir como metodologia de ensino as Jornadas Pedagógicas, além de ter sido pioneiro na realização de Cursos Regionais, Microrregionais e Municipais. Baseou-se em documentos históricos e entrevistas com diferentes atores que integram o MSTTR. Foram realizadas 15 entrevistas. Considerando as reflexões fomentadas por esta escola no que diz respeito às transformações de práticas sindicais incoerentes com a luta do movimento, fez-se o questionamento de quais seriam as interferências dos processos formativos desenvolvidos pela ENFOC nas práticas daqueles que integram o MSTTR paraense, enfocando a democratização dos espaços sindicais e a renovação de lideranças. A pesquisa apontou que esta escola, ao introduzir debates que estão diretamente ligados às suas práticas e ações, tem promovido alterações nas organizações sindicais no sentido de ampliar a participação dos trabalhadores rurais nas instâncias deliberativas e consultivas do movimento, motivou a renovação de dirigentes e lideranças nas organizações sindicais tanto no nível municipal como no estadual e, sobretudo, foi um indicador de mudanças e de fortalecimento da base sindical. Evidenciam-se elementos de positividades e de limites desta escola no estado. Por fim, apresentam-se novas questões a serem consideradas e refletidas pelas organizações sindicais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Da casa da família à casa da escola: dimensões de gênero na experiência educativa em alternância no Município de Cametá - Pará(Universidade Federal do Pará, 2008-03-28) SILVA, Márcia Cristina Lopes e; MOTA, Dalva Maria da; http://lattes.cnpq.br/4129724001987611Estudos sobre a Educação do Campo com o enfoque na Pedagogia da Alternância têm sido recorrente nas várias reflexões de autores no Brasil e no Pará. No entanto, torna-se necessário lançar um olhar sobre o cotidiano de alunos e alunas nas Casas Familiares Rurais, onde as peculiaridades da Casa Familiar Rural de Cametá- Pará (CFRC) mereceu atenção nessa dissertação, cujo objetivo principal é analisar as relações de gênero na CFRC e no estabelecimento familiar através da divisão do trabalho realizada nestes dois espaços. A hipótese é que a formação recebida por homens e mulheres na CFRC reforça a divisão do trabalho exercitada nas suas famílias em que atividade pesada é considerada de homens e leves de mulheres. Para essa analise utilizou-se a pesquisa teórica e de campo privilegiando-se o estudo de caso. Os principais procedimentos utilizados foram questionário, observação e conversas ocasionais. A amostra foi constituída por alunas regularmente matriculadas, desistentes ou que já concluíram, assim como, as suas famílias. As conclusões mostram que no âmbito das relações familiares, a casa é o espaço da mulher e o roçado do homem. Essas relações são reproduzidas nas atividades de campo da escola. Apesar da existência dessa relação diferenciada, nas atividades de limpeza das instalações escolares ocorre um processo de ajuda mútua, mostrando que da Casa da família à casa da escola as dimensões de gênero assumem outras perspectivas nos espaços múltiplos que são freqüentados por alunos e alunas no lócus da pesquisa.
- «
- 1 (current)
- 2
- 3
- »
