Dissertações em Agriculturas Amazônicas (Mestrado) - PPGAA/INEAF
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ufpa.br/handle/2011/2307
O Mestrado em Agriculturas Amazônicas teve início em 1996 anteriormente Curso de Mestrado em Agriculturas Familiares e Desenvolvimento Sustentável e reconhecido em 2000 pela CAPES e funciona no Programa de Pós-Graduação em Agriculturas Amazônicas (PPGAA) da Universidade Federal do Pará (UFPA). É um curso interinstitucional, sendo sua oferta responsabilidade do Instituto Amazônico de Agriculturas Familiares - INEAF da UFPA e da EMBRAPA/CPATU – Amazônia Oriental.
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Navegando Dissertações em Agriculturas Amazônicas (Mestrado) - PPGAA/INEAF por Agência de fomento "FAPESPA - Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) A atuação da associação dos usuários da Reserva Extrativista Marinha de Tracuateua (PA) diante de conflitos sociais relacionados ao uso dos recursos naturais(Universidade Federal do Pará, 2017-03-30) RODRIGUES, Monique Rocha; SCHMITZ, Heribert; http://lattes.cnpq.br/2294519993210835As Reservas Extrativistas (Resex) são territórios de uso comum, destinadas a conservação dos recursos naturais, cultura e meio de vida dos povos tradicionais. A regulação do uso dessas áreas é feita por meio da gestão compartilhada entre a administração pública e administração dos povos tradicionais com princípios participativos. Para a implementação do novo modelo de gestão (cogestão), são criadas as Associações de Usuários, como representantes do povo tradicional. A presente pesquisa foi elaborada com a proposta de contribuir para a construção do conhecimento cientifico sociológico, referente à atuação da Associação de Usuários da Reserva Extrativista Marinha de Tracuateua (Auremat) diante de conflitos sociais relacionados a gestão dos recursos naturais. Como conflitos recorrentes e específicos em Reservas Extrativistas Marinhas (REM) optei por desenvolver o estudo do conflito causado pelas práticas: “pesca de marrecas”, criação de búfalos soltos e utilização de “malha fina” para pesca. Tais conflitos ocorrem entre grupos de usuários, os que as praticam e os que se sentem prejudicados por essas atividades, moradores e proprietários de fazendas. Os conflitos pesquisados ocorrem principalmente em áreas de campos alagados e no entorno dos rios, inseridos na área circundante da Resex. A coleta de dados foi realizada, utilizando-se a abordagem qualitativa, em três comunidades (Cocal, Santa Maria e Santa Tereza), escolhidas a partir do zoneamento feito pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e indicações de membros da diretoria da Auremat como conflituosas. A pesquisa foi dividida em duas etapas, sendo realizadas 5 incursões em campo. Foram feitos: levantamento de dados secundários, consulta a literaturas referentes à temática pesquisada, observações e 41 entrevistas (39 com os agroextrativistas usuários da Resex e 2 com Analistas ambientais do ICMBio). Mesmo sem a homologação do Plano de Manejo (PM), constatou-se que a Auremat atua diante dos conflitos sociais relacionados ao uso dos recursos naturais pesquisados por meio de reuniões e jornadas ambientais nas áreas circundantes a Resex, aonde residem os usuários, promovendo a conscientização sobre as atividades problemáticas, auxiliando no encaminhamento de denúncias aos órgãos competentes, além de desenvolver outros trabalhos direcionados a melhoria de vida dos usuários. Durante a pesquisa foram também observadas as dificuldades para atuação dos agroextrativistas membros da associação, essas são decorrentes da insuficiência de usuários associados que estão em dia com o pagamento da taxa fixada, ocasionando falta de recursos. Atualmente a associação de usuários busca captar projetos produtivos e realiza atividades, ambos destinados aos usuários da Reserva, com o apoio de recursos internacionais advindos do Projeto Tracuateua, que assume também uma grande importância para a capacitação dos agroextrativistas para encargos burocráticos da associação.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estratégias de famílias agricultoras com enfoque no manejo de bacurizeiros (Platonia insignis Mart.) no nordeste paraense e Marajó(Universidade Federal do Pará, 2018-03-20) RODRIGUES, Ercilene de Cássia Ferreira; HOMMA, Alfredo Kingo Oyama; http://lattes.cnpq.br/1026511676619526; KATO, Osvaldo Ryohei; http://lattes.cnpq.br/4241891652832872Esta pesquisa buscou analisar as dinâmicas e as inter-relações existentes entre o manejo de bacurizeiros e as estratégias de famílias agricultoras no Nordeste Paraense e Marajó. A escolha das Mesorregiões do Nordeste Paraense e Marajó como áreas de estudo decorreu da informação corrente de que são áreas produtoras que respondem pela maior oferta de frutos de bacuri no estado do Pará. Para realização do levantamento de campo, optou-se por uma amostragem intencional, considerando-se somente os agricultores familiares que possuíam bacurizeiros nos seus estabelecimentos e que realizavam algum tipo de comercialização dos produtos. Foram aplicados ao total 77 questionários entre os 7 municípios estudados, sendo 57 na Mesorregião Nordeste Paraense e 20 no Marajó. Foi realizado uma Tipologia de sistemas de produção, encontrando-se 4 tipos: bacuri e roça, bacuri e frutíferas, bacuri e pesca e bacuri e previdencia social. Verificou-se que os sistemas de produção com maior grau de diversificação de espécies possuem maior potencial de geração de renda e são os que têm maior renda agrícola e maior renda familiar, esses são os sistemas de produção pertencente ao grupo Bacuri e Frutíferas (T2), que alcançaram valor agregado de R$ 23.140,33/ano. As principais estratégias de reprodução social praticadas pelas famílias entrevistadas foram a diversificação da produção, a produção para o autoconsumo e o emprego em atividades não agrícolas. O sistema de comercialização de frutos in natura é bastante simples, baseado na coleta de frutos e em distribuídas no curto período de safra. Verificou-se que está ocorrendo uma mudança na comercialização do fruto in natura para a produção de polpa. As principais motivações em realizar o manejo de bacurizeiros apontadas pelas famílias foi a comercialização e beleza da composição do bosque. Este estudo demonstrou que algumas famílias realizam práticas etnotecnológicas para aumentar a produtividade dos frutos, as quais são importantes para resgatar e valorizar o conhecimento tradicional e o valor cultural destas comunidades. Conclui-se ainda que o manejo de bacurizeiros constitui-se uma estratégia familiar importante para a manutenção das famílias no campo e apresenta potencial de crescimento capaz de atender demanda de exportação, importante para geração de emprego e local.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Experiências de recuperação florestal praticadas por agricultores familiares do Nordeste do Pará(Universidade Federal do Pará, 2018-05-28) CARNEIRO, Renan do Vale; ALVES, Lívia de Freitas Navegantes; http://lattes.cnpq.br/1337509239539346Os agricultores familiares do Nordeste do Pará, tradicionalmente desenvolvem práticas de recuperação florestal em seus lotes, e mais recentemente vem adaptando-as. Nesta pesquisa buscou-se analisar as experiências que vêm sendo realizadas por estes sujeitos e compreender os principais desafios e processos em curso. Para isto, a pesquisa apoiou-se em princípios da transdisciplinaridade e da abordagem sistêmica, e assim realizou um levantamento de 60 ex-periências em quatro municípios da mesorregião Nordeste do Pará: Capitão Poço, Irituia, Bragança e Tomé-Açu. No primeiro artigo, a partir da realização de uma tipologia da recupe-ração florestal compreendeu-se as peculiaridades destas experiências, destacando as percep-ções e motivações dos agricultores. Assim foram encontrados os cinco principais tipos de recuperação florestal praticados pelos agricultores familiares da região: regeneração natural, quintal agroflorestal e os três tipos de sistemas agroflorestais (pouco diversificado, diversifi-cado e altamente diversificado). O segundo artigo, a partir de pesquisa de campo, analise es-pacial e de dados secundários, verificou a integração das práticas que vem sendo realizadas pelos agricultores e que possibilitaram a ampliação das escalas de recuperação florestal em algumas regiões específicas, e das políticas públicas que tem atuado na região, com maior ou menor eficiência. O terceiro artigo analisa, sob uma perspectiva espaço-temporal, a diversida-de de trajetórias que envolvem os processos de recuperação florestal praticados por agriculto-res familiares. Foi encontrado um padrão nas trajetórias estudadas, onde os sistemas de pro-dução dos agricultores inicialmente passam por um processo de intensificação do uso da terra, em seguida atingem um ápice de crise e, a partir daí, começam um processo de diversificação produtiva, em busca da valorização das terras já abertas. Os resultados ajudaram a concluir que a recuperação florestal praticada pela agricultura familiar no Nordeste do Pará possui tra-ços de práticas tradicionais, mas também inovadores, sinalizando assim um quadro ascendente de mudanças. Existe ainda uma confluência de motivações, que tem incentivados estes agri-cultores a desenvolverem este tipo de pratica, seja através de valores típicos destes sujeitos ou a partir da atuação pública frente aos problemas ambientais. E assim, o cenário local, portan-to, inspirado em paradigmas sociais, ambientais e econômicos, parece apontar novos rumos produtivos para a Amazônia Oriental.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Formação, transformação e expansão dos quintais agroflorestais de agricultores familiares da Cooperativa D’Irituia, Pará(Universidade Federal do Pará, 2019-12-27) SILVA, Sinara Dias; SABLAYROLLES, Maria das Graças Pires; http://lattes.cnpq.br/0250972497887101; KATO, Osvaldo Ryohei; http://lattes.cnpq.br/4241891652832872; https://orcid.org/0000-0002-2422-9227Os diversos problemas ocasionados pelo processo de corte e queima demonstram o quanto o solo é importante para o agricultor familiar, por isso, o uso de práticas de manejo que possibilitem a ciclagem de nutrientes, através da manutenção da matéria orgânica e micro vida do solo são essenciais. Diante disso, a presente pesquisa tem como objetivo analisar o processo de formação, transformação e expansão de quintais agroflorestais em sistemas de produção de agricultores familiares da Cooperativa D’Irituia, Pará. Para atender a essa proposta, optou-se por utilizar uma metodologia fundamentada nas bases teóricas da abordagem sistêmica, para isso foram selecionadas 23 famílias de agricultores familiares da cooperativa D’Irituia que possuem quintais agroflorestais e cinco informantes chave das principais instituições ligada a dinâmica rural do município. As ferramentas metodológicas adotadas consistiram em entrevistas históricas, dados secundários, questionários semiestruturado, tipologia e crônicas dos estabelecimentos. Os resultados mostraram os fatores externos que influenciaram na formação dos quintais agroflorestais foram, as políticas públicas creditícias como o FNO e o Proambiente; a Secretaria de agricultura de Irituia e a própria cooperativa D’Irituia. Os quintais agroflorestais encontrados em Irituia apresentam grande diversidade de espécies, entre elas frutíferas e anuais. Vale ressaltar que, em 74% das áreas onde estão implantados hoje os quintais agroflorestais eram áreas de capoeira e 13% em áreas de roças. Através da tipologia foi possível formar dois grandes grupos, além disso um dos principais fatores responsáveis pela transformação e expansão dos quintais agroflorestais é a necessidade de aumentar a produção. Com as crônicas dos estabelecimentos podemos observar que os acontecimentos identificados no decorrer do tempo nem sempre foi o fator motivador das mudanças identificadas dentro dos estabelecimentos agrícolas, no entanto, afetou os dois grupos aqui representados, porém de forma diferente. Portanto, pode-se concluir que os Sistemas agroflorestais hoje encontrados no município de Irituia são de grande importância na garantia da soberania alimentar como também no desenvolvimento socioeconômico dessas famílias, além de ter um importante papel na preservação ambiental.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Recuperação florestal em açaizais de várzea submetidos ao manejo intensivo no estuário amazônico(Universidade Federal do Pará, 2018-04-20) CARVALHO, Rosileia da Costa; ALVES, Lívia de Freitas Navegantes; http://lattes.cnpq.br/1337509239539346A recuperação florestal tem sido uma estratégia utilizada pelos ribeirinhos do estuário amazônico para recuperação de florestas fortemente antropizada pela exploração intensiva dos açaizais. Neste trabalho buscamos identificar e analisar o surgimento dessas experiencias de recuperação florestal no município de Abaetetuba. Para estudar a recuperação florestal em áreas de açaizais de várzea foi necessário realizar o zoneamento dessas experiencias, o que resultou em 38 experiencias identificadas e distribuídas na região de várzea. Identificando suas características e natureza, realizando assim uma tipologia, que compõe o primeiro artigo deste trabalho. No segundo artigo nos focamos em analisar as trajetórias dessas experiencias, partindo de um estudo detalhado de um estabelecimento por cada tipo encontrado, entendendo os fatores históricos decisivos para a diferenciação das trajetórias, analisamos também as lógicas de mudanças das práticas no manejo dos açaizais, percebendo que por vezes ocorre a confluência de diversas lógicas, acionadas pelos ribeirinhos para tomada de decisões. Para isso foi necessário realizar entrevistas retrospectivas com as famílias escolhidas para o estudo detalhado, totalizando 4 famílias. Também buscamos identificar os fatores que influenciaram a conformação do cenário das experiencias de recuperação florestal, dentre eles principalmente a destinação de créditos para incentivo à recuperação da diversidade florestal. No terceiro e último artigo buscamos compreender como as experiencias de recuperação florestal nas áreas de açaizais tem refletido nos saberes e práticas dos ribeirinhos. Encontramos uma variedade de estratégias utilizadas no manejo dos açaizais que incorporam vários níveis de saberes, variáveis externas como o mercado e assistência técnica influenciam nas mudanças dessas práticas e saberes. Constatamos que nem sempre mudança de saberes representa mudanças práticas, tendo em vista que o ribeirinho pode não dispor de recursos para realiza-las. E que as estratégias produtivas podem ser constituídas de conhecimentos tradicionais, bem como de novos saberes.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Reforma agrária popular e agroecológica do MST: experiências de assentados do PA abril vermelho, Santa Bárbara-Pa(Universidade Federal do Pará, 2018-07-31) VILHENA, Luiz Felipe Nazaré; DARNET, Laura Angélica Ferreira; http://lattes.cnpq.br/3450720474559096Desde sua formação o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST se destaca na luta pela reforma agrária, sendo no cenário nacional, a principal organização camponesa no combate ao latifúndio, exploração da mão de obra, pobreza e concentração de renda no campo. Seu método de ocupação de terras para reforma agrária tornou-se a materialização de sua existência, consolidando o sentido de sua organização e formação na espacialização e territorialização de seus assentamentos, realizando processos de campesinação e recampesinação. Este trabalho objetiva analisar e refletir sobre as estratégias de produção em áreas com histórico de monocultivo, a partir da experiência de assentados do Abril Vermelho, em Santa Bárbara-PA, incentivados pela proposta agroecológica do MST. Para alcançar o objetivo proposto, foi necessário caracterizar como o MST pensa e organiza sua proposta agroecológica de produção, identificar junto aos assentados do Abril Vermelho, as suas estratégias produtivas, e analisar a influência da proposta agroecológica do MST no desenvolvimento dos seus sistemas produtivos. Para isso, usou-se uma abordagem metodológica interdisciplinar com elementos teóricos das ciências agrárias e sociais, partindo de um referencial teórico fundamentado nos conceitos de campesinato, movimentos sociais e agroecologia, utilizando-se das técnicas de pesquisa: documentação indireta (pesquisa documental); a observação participante (pesquisa de campo); passando pela análise histórica, caracterização das práticas produtivas, entrevistas semiestruturadas, caminhada transversal (nos lotes) e registros fotográficos. Como resultado do trabalho, constatamos que no abril vermelho a proposta agroecológica do MST tem contribuído para a consolidação dos sistemas produtivos na linha orgânica, sustentável. Concluímos a partir dos apontamentos do setor de produção do MST e das estratégias produtivas dos assentados do Abril Vermelho, que a Reforma Agrária Popular de base agroecológica do MST tem sido imprescindível para consolidar sistemas produtivos de base ecológica e sustentável, enriquecendo suas autonomias produtivas, valorizando seus conhecimentos tradicionais, sendo, nessa escala de análise, um eficiente modelo contra hegemônico de produção.
