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Navegando por Assunto "Bacia hidrográfica"

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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Análise comparativa hidroambiental das bacias do Una e da Estrada Nova, em Belém-PA, e suas implicações socioeconômicas
    (Universidade Federal do Pará, 2015-03-26) LEÃO, Eduardo Araujo de Souza; ABREU, Francisco de Assis Matos de; http://lattes.cnpq.br/9626349043103626
    Para se avaliar a efetividade das intervenções públicas no que se refere a alterar a dinâmica social e a melhorar a qualidade de vida de uma população é necessário a construção e aplicação de indicadores sociais no monitoramento da gestão pública, principalmente quando se tratam de grandes intervenções ambientais. Por mais que tais indicadores sejam mapeados, na grande maioria dos estudos ambientais onde ocorrem essas intervenções, observa-se que o poder público não tem se dedicado ou não consegue realizar e monitorar, de forma eficiente o comportamento destes indicadores ao longo do tempo. Em Belém, as inundações em áreas urbanas representam um sério problema para grande parte do município, principalmente quando atingem áreas densamente ocupadas, ocasião em que geram prejuízos consideráveis e muitas vezes irreparáveis, com perdas inclusive de vidas humanas. A inundação tem sido um problema frequente nos períodos de chuvas, tanto nas áreas mais antigas e consolidadas da cidade, como nas áreas de expansão urbana, fato esse agravado em função das características geológicas e geomorfológicas das áreas bem como do seu alto índice pluviométrico, pela impermeabilização do solo, ocupação das várzeas e retirada das matas ciliares, o que dificulta a infiltração das águas das chuvas. Em decorrência desses fatores ambientais e da desatenção do poder público em prover equipamentos sociais e intervenções físicas na área da metrópole, as populações que ocupam as partes mais vulneráveis da cidade de Belém, têm no geral, uma baixa qualidade de vida, no que se refere à questão do ambiente em que vivem. Com vistas a avaliar comparativamente duas realidades distintas e analisar se realmente a intervenção pública foi efetiva e eficiente e a partir da mesma incluir, como prática a aplicação de indicadores de qualidade hidro ambientais no monitoramento da gestão pública, utilizou-se como “case” para essa pesquisa a intervenção realizada pelo governo estadual na bacia do Una, onde foi executado a implantação da Macro Drenagem da Bacia Hidrográfica do Una que contemplou os serviços de abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, drenagem de águas pluviais e sistema viário, comparativamente com a intervenção do governo municipal para a bacia hidrográfica da Estrada Nova, em execução, com a implantação dos mesmos serviços. Para desenvolver a pesquisa, o estudo levantou dados e informações obtidas na bacia do Una e projetou cenários futuros para a bacia da Estrada Nova, utilizando os mesmos indicadores. Estes indicadores socioambientais, nesse estudo, ainda foram contemplados e fortalecidos com uma avaliação hidrogeologica das duas bacias, a análise de qualidade das águas superficiais e subterrâneas, a consideração sobre a incidência de doenças de veiculação hídrica, a vulnerabilidade dos aquíferos, com o objetivo de avaliar a espacialização de criticidade das bacias e identificar quais regiões precisam de mais atenção ou apresentam os melhores resultados. O estudo demonstrou que as características físicas e socioeconômicas das duas bacias de estudo são similares e que após a intervenção na bacia do Una, nenhum tipo de indicador foi monitorado, com vistas a comprovar a eficiência da intervenção. O estudo ainda apresentou que os indicadores de saúde, ligados a veiculação hídrica (motivo pelo qual também foi feito a intervenção) escolhidos para monitoramento antes e após a intervenção, têm, parcialmente, conexões diretas com a qualidade ambiental da bacia, porém muitos indicadores não puderam ser escolhidos pela inexistência de dados do poder público. A vulnerabilidade do aquífero superior também é preocupante em alguns bairros, na medida em que grande parte da população se abastece deste aquífero, o qual tem sua recarga provida, em boa parte, pelos canais drenantes de Belém, sabidamente detentores de índices de qualidade muito ruins de suas águas, podendo mesmo serem caracterizados como verdadeiros esgotos a céu aberto. Os canais drenantes e igarapés de Belém, são responsáveis assim pelo direcionamento deste excesso de esgoto, para a Baia do Guajará e para o rio Guamá por meio da interligação que têm com esses elementos fisiográficos. Em virtude do município ter grande parte da sua área situada em cotas de até 4 metros, que é também a amplitude média anual das marés regionais, essas áreas estão sujeitas à inundações. Por via de consequência todo o aquífero superior fica vulnerável a infiltração das águas contaminadas dos canais, as quais nos momentos de cheias ficam represadas, aumentando o tempo de residência nos mesmos. A pesquisa ora em apresentação avaliou cenários e indicadores, dessa realidade, deixando em aberto a necessidade de serem construídos e monitorados outros indicadores para que o ato de avaliar a efetividade da intervenção pública possa ser mais consistente. Por fim o estudo também constata que vários indicadores não puderam ser considerados no estudo devido à insuficiência e a qualidade de dados existentes disponibilizados pelo poder público.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Análise de tendências de variáveis hidroclimáticas na bacia hidrográfica Araguaia-Tocantins e suas implicações na agricultura irrigada
    (Universidade Federal do Pará, 2019-02-28) SALAME, Camil Wadih; BARBOSA, Joaquim Carlos; SOUZA, Everaldo Barreiros de; http://lattes.cnpq.br/6257794694839685; https://orcid.org/0000-0001-6045-0984
    A Bacia Hidrográfica Araguaia-Tocantins (BHAT) é a mais intensa em áreas de drenagem dentro do território brasileiro, com processos de uso e ocupação cada vez mais crescentes em termos das demandas do agronegócio e exploração mineral. Nesta pesquisa realizou-se um estudo estatístico sobre as tendências hidroclimáticas (precipitação e vazão) na BHAT e suas relações com a agricultura irrigada. O mapeamento hidroclimático baseado na análise de agrupamento identificou quatro regiões homogêneas dentro do BHAT, duas ao norte com predominância de altos valores de chuva/vazão e alta disponibilidade hídrica e duas regiões se estendendo ao longo da bacia, com valores mais baixos de chuva e vazão e menor disponibilidade hídrica. O regime chuvoso da BHTA ocorre entre dezembro e março e o regime seco entre maio e setembro. Os meses de outubro/novembro e abril são os de transição com variações pronunciadas no ciclo sazonal. O estudo geoestatístico de provisões chuva/vazão revelou que os resultados usando o modelo de Box-Jenkings é relativamente melhor quando comparado ao modelo de Redes Neurais Artificiais. A abordagem integrada das variações hidroclimáticas com os dados agropecuários dentro da BHTA revelaram um padrão significante de tendências negativas de precipitação e vazões coincidentes espacialmente nas regiões de intensa produtividade de milho e soja e de rebanho bovino. Um resultado relevante foi deteção de correlação espacial significativa entre o número de pivos centrais em regiões com baixa disponibilidade hídrica, os quais favorecem a produtividade das culturas temporárias.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Análise geoecológica como subsídio ao planejamento ambiental da sub-bacia hidrográfica do igarapé ambé, Altamira-PA
    (Universidade Federal do Pará, 2021-08-27) LOBATO, Alexandre Augusto Cardoso; PAULA, Éder Mileno Silva De; http://lattes.cnpq.br/8647718165947306; https://orcid.org/0000-0002-6895-2126; BORDALO, Carlos Alexandre Leão; http://lattes.cnpq.br/1253955182585852
    Apesar do Bioma Amazônico ter um valor incalculável para equilíbrio e manutenção da vida no planeta, nos últimos anos tem sofrido pela construção de controversas obras de infraestrutura, em especial a abertura de rodovias e construção de usina hidrelétricas, como a Rodovia BR-230 (Transamazônica) e a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, tal como aconteceu na bacia hidrográfica do Rio Xingu e que acarretou, e ainda pode acarretar, muitas modificações em diversas escalas espaciais, principalmente na local. Para tanto, é de suma importância entender o funcionamento dessas paisagens suas tendências de modificações oriundas das atividades humanas, fornecendo assim subsídios para se planejar usos ambientalmente sustentáveis. Adotando o conceito de bacias hidrográficas como unidades físico-territoriais para mensuração de impactos socioambientais, e a geoecologia das paisagens como metodologia de análise ambiental sistêmica, nesta pesquisa objetiva-se estudar o funcionamento e as modificações provocadas pela abertura da Rodovia Transamazônica e pela construção do Complexo Hidrelétrico de Belo Monte na Sub-Bacia Hidrográfica do Igarapé Ambé (SBHA), cuja extensão territorial é cortada pela referida rodovia e se localiza dentro da Área de Influência Direta (AID) e da Área Diretamente Afetada (ADA) do Complexo Hidrelétrico de Belo Monte, e que drenam a área urbana da cidade de Altamira no Estado do Pará. As análises evidenciaram que 45% das paisagens da SBHA estão com processos morfogenéticos atuantes e 29% estão com vulnerabilidade ambiental moderada e em um frágil estágio de equilíbrio ecodinâmico, o que evidencia a importância de se pensar alternativas de usos para essas paisagens.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Avaliação dos impactos da ocupação urbana sobre as águas da bacia hidrográfica do igarapé Mata Fome, Belém-PA
    (Universidade Federal do Pará, 2001-05-17) GASPAR, Marcia Tereza Pantoja; SOUZA, Eliene Lopes de; http://lattes.cnpq.br/2060516413833723
    A bacia hidrográfica do igarapé Mata Fome, com 6 km2, situa-se ao norte da Região Metropolitana de Belém. Constitui a área piloto para a implementação do Programa de Gestão Urbana (PGU), da ONU, que tem entre os seus objetivos a recuperação ambiental dessa área. O presente estudo, inserido no programa supra citado avaliar alterações relacionadas com a ocupação antrópica da bacia, através de dados hidrogeológicos e de qualidade das águas do igarapé e do aqüífero livre. Nas análises das águas realizadas nos períodos secos (novembro) e chuvoso (abril) de 2000, foram determinados os componentes nitrogenados (NH4+, NO2-, NO3-), oxigênio dissolvido (OD), sólidos totais dissolvidos (STD), coliformes fecais e totais, o pH e a condutividade elétrica (CE). O regime hidrológico do igarapé, foi avaliado através de medições de descarga e leituras de réguas limnimétricas, sendo estas instaladas em área intensamente ocupada, na foz do igarapé, sob influência de marés (estação 1), e na sua nascente, relativamente preservada e sem influência das marés (estação 2). O igarapé mostrou um regime caracterizado por 9 horas de maré vazante e 4 horas de maré enchente, atingindo alturas do nível d’água maiores no período chuvoso (janeiro-junho), na maré enchente, com uma altura máxima de cerca de 3 metros, e mínima de 0,4 metros, na maré vazante. No período seco (julho-dezembro) a altura máxima, de 1,99 m, também ocorreu na preamar, enquanto que a altura mínima, de 0,40 metros, se deu na baixa-mar. a descarga líquida do igarapé foi medida apenas no período seco e apresentou valores mínimo e máximo de 0,03 e 0,201 m3/s, respectivamente, com o valor mínimo ocorrendo na transição do regime de maré vazante para enchente. Testes de infiltração com duplo cilindro, realizados na área ocupada e na nascente, revelaram uma rápida estabilização da infiltração na primeira área, em relação à área mais preservada. A água do igarapé revelou valores de pH próximos ou superiores a 7, sendo os mais elevados obtidos no período seco. A condutividade elétrica também se mostrou mais elevada nesse período, com média de 260 µS/cm. Os teores de OD, bastante baixos, variaram entre 1,0 e 3,5 mg/L, com os valores mais elevados obtidos no período chuvoso, possivelmente decorrentes de uma maior oxigenação da água nesse período. A presença de resíduos domésticos e esgotos no igarapé é retratada principalmente pela elevada quantidade de coliformes fecais que, na estação 1, durante o período chuvoso, atingem um máximo de 92.000 CF/100 mL, na maré enchente. Na área da nascente, embora relativamente preservada, os valores de CF também foram elevados, atingindo um máximo de 65.000 CF/100 mL no período seco. Dentre os componentes nitrogenados analisados, destacam-se os teores e NH4+, atingindo valores superiores a 3 mg/L, chegando a 12 mg/L na estação 2, durante o período seco, refletindo uma pequena “invasão” que começava a se instalar naquela área. A carga transportada pelo igarapé avaliada na estação 1, apenas para o período seco, apresentou valores maiores na maré vazante, devido ás descargas mais elevadas nesse regime de maré. A descarga de nitrato foi a que se revelou mais elevada, atingindo um máximo de 0,44 µg/seg no regime de maré vazante. O balanço iônico (t+km-2+ano-1), apresentou valores positivos para todos os parâmetros analisados, indicando uma maior saída de substâncias para a baía do Guajará, em relação aos solutos trazidos dessa baía, durante a maré enchente. De acordo com a resolução CONAMA Nº 20/86, a água do igarapé apresenta-se IMPRÓPRIA quanto à balneabilidade (recreação de contato primário). O aqüífero livre estudado, principal fonte de abastecimento dos moradores da área, apresenta nível estático com profundidade média variando de 2,26 m a 1,21 m, entre os períodos seco e chuvoso, respectivamente. Mapas de potencial hidráulico, elaborados a partir de medidas de nível estático realizadas em 30 poços escavados, nesses dois períodos, indicam que o fluxo subterrâneo converge para o igarapé. A reserva reguladora, calculada a partir da vazão de escoamento natural (VEN), apresentou um valor de 1.050.000 m3, com uma restituição para o igarapé de 175.000 m3/Km2. Dentre os indicadores de qualidade da água avaliados, merecem destaque os teores de amônio, atingindo 3,54 mg/L, muito acima do limite de potabilidade (0,06 mg/L) estabelecido pela USEPA. O teor de nitrato chegou a 30 mg/L, ainda abaixo do limite de potabilidade (45 mg/L), porém já merecendo atenção, pelo seu caráter conservativo. A presença de coliformes fecais na água de alguns poços analisados, também indica que a água destes encontra-se imprópria para consumo humano.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Avaliação geoambiental e hidrológica da bacia do rio Itacaiunas, PA
    (Universidade Federal do Pará, 2010-08-24) CRUZ, Fábio Monteiro; LIMA, Aline Maria Meiguins de; http://lattes.cnpq.br/6572852379381594; ROCHA, Edson José Paulino da; http://lattes.cnpq.br/2313369423727020
    O comportamento hidrológico das bacias hidrográficas é determinado conjuntamente por suas características geoambientais, hidrológicas e da paisagem, logo, uma forma de elucidá-lo refere-se ao estudo desses atributos. A bacia do rio Itacaiunas, localizada no sudeste paraense, foi objeto de uma avaliação de seu comportamento hidrológico por meio do estudo de seus atributos geoambientais. Além disso, definiram-se variáveis hidrológicas regionais e investigou-se a dinâmica da paisagem da bacia. Foram utilizados aplicativos de hidrologia e sistemas de informações geográficas, além de dados de monitoramento da bacia. Os resultados da avaliação indicaram que as principais sub-bacias da bacia do rio Itacaiunas constituem unidades fisiográficas de quarta ordem, sendo as mesmas consideradas homogêneas tanto física quanto climaticamente. Os modelos de distribuição de probabilidades que apresentaram melhor ajuste aos dados de vazão máxima, mínima e média de sete dias consecutivos e dez anos de recorrência referentes ao período seco na bacia do rio Itacaiunas foram respectivamente Pearson 3, Log-Pearson 3 e Log-Normal 2. Enquanto, para o período chuvoso foram Pearson 3, Normal e Pearson 3. O balanço hídrico da bacia reportou uma disponibilidade hídrica remanescente para outorga elevada, porém possivelmente superestimada. A avaliação da dinâmica da paisagem da bacia, por sua vez, demonstrou haver uma forte tendência de alterações no uso da terra da bacia, no período de estudo. Bem como, evidenciou-se que o referido uso concentra-se nas áreas de ocorrência das sub-bacias mais importantes no contexto hidrológico da bacia do rio Itacaiunas, podendo alterar sua disponibilidade hídrica como efeito dos impactos destas mudanças.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Avaliação geoquímica de área selecionada da bacia hidrográfica do rio Maracanã (Nordeste do Pará).
    (Universidade Federal do Pará, 2004-06) COSTA, Fabíola Fernandes; LIMA, Waterloo Napoleão de; http://lattes.cnpq.br/1229104235556506
    A área fisiográfica selecionada para este estudo pertence à bacia do rio Maracanã, situada na mesorregião Nordeste do Pará e ocupa extensão aproximada de 3500 km2. Por suas características geoambientais, representa importante pólo de desenvolvimento regional. Por esse motivo, buscou-se, neste trabalho, o formalismo geoquímico para a interpretação de resultados analíticos relacionados com as águas subterrâneas e superficiais, na procura de aspectos relevantes sobre a sustentabilidade dos recursos hídricos. A área selecionada pode ser subdividida em áreas de nascentes, de topografia algo mais elevada (cotas pouco acima de 40m) com vegetação típica de hiléia e capoeira sustentadas principalmente por material do Pós-Barreiras; em áreas estuarinas, sob forte domínio da dinâmica de marés, resultantes da mistura de águas fluviais e oceânicas, aparecendo notadamente os sedimentos holocênicos (manguezais) nas margens do rio principal e na baía; áreas de transição, sob influência mínima ou já perceptível de marés, onde esta influência se manifesta de modo lento, gradual, misturando-se os três tipos de vegetação já mencionados. Os resultados de todos os parâmetros aqui selecionados, sobretudo no que diz respeito às análises físico-químicas e químicas para as águas subterrâneas, permitiram uma avaliação referente à sua composição química e a possível inter-relação com o material geológico. Nas águas superficiais foram selecionados os mesmos parâmetros ambientais e análise de clorofila-a, buscando caracterização do ambiente segundo tendências da localização geográfica, da sazonalidade e da dinâmica de marés. As interpretações geoquímicas dos resultados analíticos confirmam as características particulares de cada aqüífero estudado, como águas pobres em eletrólitos e valores baixos de pH, oriundos de terrenos lixiviados do aqüífero livre do Pós-Barreiras ou semi-confinado do Barreiras, predominando águas cloretadas sódicas. Em contraste, os aqüíferos de Pirabas apresentam valores elevados de condutividade e alcalinidade (434 μS.cm-1 e 200 mg.L-1 de CaCO3, respectivamente), ratificando a influência dos sedimentos de carbonato da Formação Pirabas, predominando águas bicarbonatadas cálcicas. Os resultados de diagrama de estabilidade mostram domínio de terrenos cauliníticos, fato coerente com as “regiões geoquímicas” da Amazônia. A caracterização geoquímica e observações de campo evidenciaram a disponibilidade hídrica apreciável, manifestada por abundantes áreas de recarga e qualidade química para essas águas. No entanto, detectaram-se problemas relacionados com intrusão salina (máximo observado em torno de 33 mg.L-1 de Cl-) e a vulnerabilidade de aqüíferos à ação antrópica (Vila Nova 13,42 mg.L-1 NO3 - e Maracanã - poço Jango, com 20; Bocal com 39; e hotel Atlanta, com 56,51 expressos em mg.L-1 NO3 -). Para as águas superficiais a caracterização hidrogeoquímica é discutida por subáreas da bacia do rio Maracanã tais como áreas de nascentes, onde a estiagem provoca um aumento de eletrólitos, enquanto que no período chuvoso há incremento de coloração (máximo de 165 UC) compatível com o aumento da acidez (pH diminui para 4,8), diminuição de oxigênio dissolvido (4 mg.L-1O2) e aportes de matéria orgânica (máximo em 5,8 mg.L-1), predominantemente húmica. Nas áreas de transição, percebe-se nitidamente a mudança entre os valores. Destaque-se a elevada acidez e baixa condutividade (com mínimos em pH 4,8 e 21,2 μS.cm-1, respectivamente) nos pontos sem influência de maré, no período chuvoso, enquanto que no rio Peixe-Boi a condutividade aumenta para 52,4 μS.cm-1, já sob influência de maré, no mesmo período sazonal. Nas áreas estuarinas, deve-se levar em conta a dinâmica das marés. Esse efeito é bem exemplificado no rio Maracanã, sob influência de águas oceânicas, onde a condutividade elétrica chega ao máximo de 3130 μS.cm-1, 7,4 mg.L-1 para matéria orgânica e 49,3 mg.m-3 de clorofila-a na localidade de Penha (nordeste da baía). Já à montante da baía (Santarém Novo), a condutividade, a matéria orgânica (tanto de origem fluvial como estuarina) e a clorofila-a decrescem para 34,4 μS.cm-1, 6,5 mg.L-1 e 3,0 mg.m-3 respectivamente. A importância do ciclo hidrológico, das variações sazonais, a presença do manguezal, a ciclagem de nutrientes, a energia do ambiente como um todo permitem dentro desse contexto práticas de sustentabilidade, aqui exemplificadas por atividades de captura de pescado, em diferentes períodos, com predominância diferenciada para a fauna aquática, notadamente peixe, camarão e caranguejo. Um planejamento estratégico para a sustentabilidade deve levar em conta as variáveis aqui discutidas.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    O clima tropical e a dengue: uma análise como subsídio para gestão ambiental municipal
    (Universidade Federal do Pará, 2017-02-28) PEREIRA, Marcela Gonçalves; MORAES, Sérgio Cardoso de; http://lattes.cnpq.br/4568311568729454
    Desde o início do século XIX, com base no seu posicionamento geográfico, a dengue era classificada como doença tropical devida a sua ocorrência em maior quantidade na linha do equador, em regiões que possuem as características do clima tropical (VALLE; PIMENTA; CUNHA, 2015). Porém, após ter sido controlada no passado, a dengue passou a ser classificada como reemergente – doença negligenciada. As modificações urbanas provocadas pelo homem, juntamente com as condições climáticas, interferem diretamente na relação entre o clima, saúde e ambiente (ARAUJO, 2010). Os fatores ambientais também desempenham um papel muito importante na ocorrência da dengue, o estudo das características climáticas das localidades onde as mesmas ocorrem é fonte valiosa para a pesquisa epidemiológica (STOCCO et al., 2010). De 2007 a 2015 foi possível observar as mudanças meteorológicas que vem ocorrendo na cidade de Belém do Pará, provenientes de impactos causados por fontes naturais ou antrópicas e principalmente, seus impactos na saúde da população. A partir disso, o objetivo principal deste trabalho foi a elaboração do mapeamento da correlação de distribuição temporal de dengue com os parâmetros meteorológicos em sete bairros que pertencem a bacia hidrográfica do Una na cidade de Belém/PA, a fim de orientar as políticas públicas mais econômicas, pontuais, setoriais, e assim, investimentos na erradicação da doença. Os dados meteorológicos foram obtidos através de pluviômetros convencionais do Instituto de Meteorologia (INMET), situada nas coordenadas: Latitude: -1,43º; Longitude: -48,43º; sob uma altitude de 10 metros. As informações sobre a ocorrência de dengue foram obtidas por meio da Secretária Municipal de Saúde Pública de Belém (SESMA). Verificou-se a existência de uma forte correlação nos dados de precipitação pluviométrica, umidade relativa do ar e temperatura compensada do ar da bacia hidrográfica com a doença estudada, porém a correlação variou conforme a temporalidade e sazonalidade. Demonstrando que alguns fatores de planejamento das ações municipais contribuem para as correlações dessas reincidências de epidemias nesta bacia hidrográfica de Belém. Pois, observou-se com base no arcabouço teórico que os surtos não deveriam acontecer nessas proporções nas regiões pertencentes a bacia já urbanizada, o que torna muito mais oneroso e dispendioso as ações qualitativas e sustentáveis para Belém.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Correlação entre índice de qualidade da água e usos múltiplos na bacia hidrográfica do igarapé da Prata, Capitão Poço/PA
    (Universidade Federal do Pará, 2018-02-06) RODRIGUES, Rodrigo Silvano Silva; FERNANDES, Lindemberg Lima; http://lattes.cnpq.br/4641468846318922
    Indicadores de qualidade das águas são ferramentas importantes para o resumo e geração de bases sólidas sobre a degradação dos recursos hídricos. O Índice de Qualidade das Águas da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (IQACETESB) é o principal índice de qualidade da água utilizado no Brasil. Na relação entre qualidade e degradação hídrica em bacias de drenagem é comum se associar os usos múltiplos do solo e da água. Este trabalho correlaciona o IQA-CETESB aos usos múltiplos da água e do solo, em três pontos de coletas na bacia hidrográfica do igarapé da Prata, localizada no município de Capitão Poço/PA, cerca de 154 km a leste de Belém/PA. Trata-se de uma área rural no nordeste paraense com intensas atividades agropecuárias. Realizou-se dezoito campanhas, com vinte e três coletas, sendo doze no período chuvoso e onze no período menos chuvoso. O índice foi calculado a partir da análise de seus nove parâmetros: turbidez, OD, DBO, nitrogênio total, fósforo total, resíduo total, pH, temperatura e coliformes termotolerantes. A estatística descritiva foi aplicada para sintetizar os dados obtidos. A morfometria das áreas de drenagem dos pontos de coletas foi analisada a fim de compreender a influência destas características físicas sobre a quantidade e a qualidade hídrica. O uso e cobertura do solo foi mapeado com auxílio de ferramentas de georreferenciamento. A associação entre os resultados de IQA-CETESB e os usos múltiplos se deu por meio da verificação das variáveis com maiores influências ao valor obtido para o índice. Com base no IQA-CETESB, a qualidade da água na bacia do igarapé da Prata oscila entre a classificação Regular e Boa. Os valores obtidos em sua maioria não apresentaram variações significativas para os diferentes períodos (chuvoso e menos chuvoso). A estatística descritiva mostrou-se eficiente para a análise dos resultados obtidos de IQA-CETESB. A análise morfométrica das áreas de drenagem mostrou que a forma e a topografia não são fatores impactantes sobre a quantidade e qualidade hídrica na bacia. O mapeamento do uso e cobertura do solo, e das atividades relacionadas aos usos múltiplos da água, mostrou-se eficiente como auxilio na visualização da dinâmica local. As variáveis que mais influenciaram para os resultados obtidos foram coliformes termotolerantes, pH, OD, DBO e fósforo total, com representatividade associada aos três pontos de coletas estudados. As principais fontes de poluição levantadas pelo mapeamento estão fortemente relacionadas aos resultados obtidos. Devem ser estabelecidas metas para melhoria da qualidade e medidas mitigadoras com o intuito de reduzir a degradação hídrica local.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Degradação da bacia hidrográfica do rio Peixe Boi, Pará, Brasil: participação do consórcio intermunicipal como instrumento de gestão econômico-ambiental
    (Servicios Académicos Intercontinentales S.L., 2018-09) SILVA JÚNIOR, Antônio Rodrigues da; CARVALHO, André Cutrim; SIQUEIRA, Emerson de Jesus Nascimento
    A contemporaneidade socioambiental nos exige a pensar os recursos hídricos como um recurso natural limitado, bem público, dotado de valor e utilizado para os múltiplos usos, e que precisam ser geridos enquanto mecanismos de justiça social, democrático, descentralizado e participativo, como prevê a Política Nacional dos Recursos Hídricos (PNRH), Lei Federal nº 9.433/1997. Torna-se cada vez mais necessário uma mudança no comportamento e hábitos sociais, no sentido de buscar o uso racional da água e na relação sustentável, equilibrada e sinérgica do homem em relação ao meio natural e de seus recursos, pois sua utilização, sobretudo dos recursos hídricos na perspectiva da individualidade e na maximização econômica, ocasiona um desequilíbrio natural preocupante que pode levar a sociedade a vivenciar momentos críticos de escassez de água ou até mesmo ao colapso hídrico. Nesse sentido, faz-se necessário que os usuários deste recurso, juntamente com o poder público constituam hábitos racionais que compatibilizem o desenvolvimento econômico com a sua sustentabilidade, permitindo as futuras gerações o seu uso. Nessa perspectiva o consórcio intermunicipal de bacia hidrográfica, previsto no artigo 47 inciso I da PNRH, como organizações civis de recursos hídricos, bem como no artigo 59, inciso I da Política do Estado do Pará de Recursos Hídricos (Lei 6.381/2001)constitui-se como um instrumento de gestão importante na preservação dos recursos hídricos, pois representa a cooperação mútua dos territórios municipais drenados por uma ou mais bacia hidrográfica em prol de sua sustentabilidade, bem como pela inserção participativa, onde a sociedade organizada tem voz e poder nas tomadas de decisões da gestão, garantindo bons resultados na utilização múltipla da água e na manutenção da biodiversidade existente nesses ecossistemas.Portanto, este artigo objetivou desenvolver uma análise dos indicadores de degradação ambiental na bacia do rio Peixe Boi, região nordeste do Estado do Pará no Brasil, especificamente na microrregião bragantina, e propor o consórcio intermunicipal como instrumento de gestão a este recurso hídrico, imprescindível para a rede de drenagem da Região Hidrográfica Costa-Atlântica Nordeste e, sobretudo, como recurso econômico, social e cultural para as populações locais. Para tanto, como requisito básico de produção de pesquisa, este artigo contou com um levantamento dos acervos bibliográficos pertinentes ao tema e sualeitura minuciosa. Além disso, foi realizado 03 (três)atividades de campo, que proporcionou observações in locoda degradação ambiental e levantamento de informações preponderantes, por meio de entrevistas semiestruturadas com pescadores e gestores do munícipio de Peixe-Boi/PA. Conclui-se, portanto, que a realidade encontrada na área estudada é crítica sob o ponto de vista da degradação hídrica. Os indicadores levantados como causas principais dessa degradação (desmatamento, erosão, assoreamento e poluição) continuam sendo praticados de forma recorrente sem as devidas providências por parte do poder público local e da sociedade organizada, portanto, torna-se imprescindível criar mecanismos gerenciais que minimizem os impactos da ação do homem e das atividades econômicas sobre os recursos hídricos, principalmente quando essas ações afetam diretamente a qualidade das águas, recurso essencial à vida e o consórcio de bacia hidrográfica se configura como um instrumento que possibilita os anseios da sustentabilidade da bacia do rio Peixe Boi.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Dinâmica geoambiental e as transformações da paisagem da bacia hidrográfica do rio Ituna, Pará
    (Universidade Federal do Pará, 2024-04-08) BALIEIRO, Bruna Taynara de Souza; VELOSO, Gabriel Alves; http://lattes.cnpq.br/9757471213923099; https://orcid.org/0000-0002-3655-4166
    A diversidade de incentivos em políticas públicas e a sobreposição de grandes projetos de desenvolvimento na Amazônia, a tornaram uma região complexa, influenciando diretamente as transformações da paisagem e sua dinâmica geoambiental. A área de estudo desta pesquisa compreende a bacia hidrográfica do rio Ituna (BHRI), localizada nos municípios de Altamira-PA e Senador José Porfírio- PA, atualmente constituída por seis unidades fundiárias, entre projetos de assentamento e terra indígena, criadas sob diferentes contextos. Além disso, a área está sob influência de grandes projetos como a UHE Belo Monte e a especulação de implantação do Projeto Volta Grande (Belo Sun) de exploração minerária. Diante desses fatores, a pesquisa analisou a dinâmica geoambiental e as transformações da paisagem da BHRI, através das alterações do uso e cobertura da terra, durante 36 anos, considerando o contexto de políticas públicas de incentivo para as formas de uso da terra (políticas fundiárias e agrícolas/agropecuárias), assim como a inserção e especulação de grandes projetos em sua zona de influência. Os resultados apontam para modificações significativas em uma escala multitemporal, onde em 2022 a Agropecuária representava 60.829,59 hectares (38,67%) e Formação Florestal 95.879,32 hectares (60,96%) da BHRI, sendo importante ressaltar que desse total de Formação Florestal, 17.464,9533 hectares estão localizados na TI Koatinemo. Os dados confirmam um aumento substancial da expansão da agricultura e pecuária sobre a floresta da BHRI. O estudo evidencia ainda, a conservação da floresta na TI Koatinemo quando comparada aos projetos de assentamento. O estudo reforça a complexidade da criação e execução de políticas desenvolvimentistas para Amazônia e como as ações dos seres humanos afetam constantemente a paisagem.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Educação ambiental e gestão de recursos hídricos: a Bacia Hidrográfica da Estrada Nova, Belém/PA
    (Universidade Federal do Pará, 2018-08-29) RIOS, Naiara de Almeida; SANTANA, Antônio Cordeiro de; http://lattes.cnpq.br/2532279040491194
    A Bacia Hidrográfica da Estrada Nova vem recebendo desde o ano de 2009, obras de infraestrutura urbana e ambiental, a partir da implementação do Programa de Saneamento da Estrada Nova, o PROMABEN. Inserido nesse programa, a educação ambiental aparece como instrumento de gestão que auxilia na transformação da relação ser humano e natureza. E é pensando na importância da educação ambiental no processo de gestão, sobretudo nos recursos hídricos, que este estudo se propôs avaliar a influência das ações de educação ambiental desenvolvidas pelo PROMABEN na Bacia Hidrográfica da Estrada Nova, Belém/PA. Para tal, se analisou a percepção dos moradores e escolas dos bairros componentes da bacia, e se criou um Indicador de Educação Ambiental para a área. Para o desenvolvimento da pesquisa, foram realizadas visitas in loco e entrevistas com moradores da área, com professores e técnicos das escolas, e com uma representante do PROMABEN. Utilizou-se o método quali-quantitativo para análise de resultados, e a técnica da Análise Fatorial para a criação do Indicador de Educação Ambiental. Os resultados demonstram que o PROMABEN pouco desenvolveu a educação ambiental na Bacia Hidrográfica da Estrada Nova, sendo, portanto, inconclusivo quanto a execução e finalização de seus objetivos e resultados, o que compromete o papel da educação ambiental no processo de gestão. Caracterizando assim, de um lado o acúmulo de determinadas ações e por outro, resultados incompletos que precisam ser avaliados, e validados ou não, pelo poder público municipal. A partir deste estudo, se espera contribuir no aprofundamento das discussões sobre políticas públicas, gestão ambiental, e, sobretudo da necessidade do desenvolvimento da educação ambiental em programas como o PROMABEN, principalmente na realidade da cidade de Belém. Pois, a educação ambiental é um instrumento de mudança de valores sociais, que prepara os sujeitos para cidadania a partir de uma nova visão de mundo, onde os recursos hídricos, assim como os outros elementos naturais, são pensados de forma inerente aos seres humanos.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Fundamentos para o gerenciamento integrado dos recursos hídricos na microbacia urbana do rio Maguari-Açu com vistas à sustentabilidade hidroambiental
    (Universidade Federal do Pará, 2012-08-24) SILVA, Valdinei Mendes da; ABREU, Francisco de Assis Matos de; http://lattes.cnpq.br/9626349043103626
    O município de Ananindeua como parte integrante da Região Metropolitana de Belém – RMB vem recebendo os impactos negativos resultantes da ocupação desordenada desse espaço territorial. As condições naturais da região vêm sendo ignoradas nesse processo de ocupação, o que se constata a partir da análise da situação atual dos recursos hídricos superficiais e subterrâneos, os quais vêm sendo degradados, de forma acelerada, em razão da ausência de intervenções, sobretudo de natureza pública que garantam o controle desses impactos ou mesmo pela implementação de ações que representam apenas a reprodução de experiências históricas não exitosas. A análise das condições socioeconômicas e hidroambientais demonstraram a insustentabilidade hidroambiental dessa região, bem como a existência de diversos conflitos no que se refere especificamente aos recursos hídricos. Para se contrapor a esse quadro são apresentados fundamentos para o gerenciamento integrado dos recursos hídricos, na microbacia urbana do rio Maguari-Açu, os quais buscam alcançar essa sustentabilidade. Tais fundamentos foram estruturados em 05 (cinco) ações: 1) Divisão da RMB em 6 (seis) bacia hidrográficas; 2) Zoneamento ambiental na Bacia do Rio Maguari- Açu; 3) Gerenciamento da impermeabilização do solo e do escoamento superficial; 4) Estratégias de organização social no gerenciamento de bacias urbanas e 5) Gerenciamento de informações a partir da base integrada de dados. Na sustentação de tais fundamentos foram elaborados cenários prospectivos, ancorados no arcabouço legal e no aparato tecnológico existentes, instrumentos suficientes para que ações integradas entre o poder público e a sociedade em geral, tornem possível empreender a transformação necessária para a construção ou reconstrução de cidades a partir dos preceitos da sustentabilidade.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Gestão ambiental e a participação social em programas urbanos em Belém: o Programa de Saneamento da Estrada Nova
    (Universidade Federal do Pará, 2024-08-28) RIOS, Naiara de Almeida; LIMA, Ana Carolina Barbosa de; http://lattes.cnpq.br/0290918767412787; HTTPS://ORCID.ORG/0000-0001-5169-6739; ALMEIDA, Oriana Trindade de; http://lattes.cnpq.br/0325909843645279
    A participação social, é uma das marcas da redemocratização do Brasil a partir da década de 1990. Nesse período na cidade de Belém, os movimentos sociais estiveram ligados à luta por melhores condições de vida, sobretudo nas áreas de baixada (várzea) da cidade, e reivindicação de projetos de saneamento e macrodrenagem se tornou uma de suas pautas. Essas áreas, tiveram um histórico de ocupação não planejada, e foram crescendo à margem do saneamento, da saúde, segurança e lazer. Somado a isso, às várzeas são áreas alagáveis, e por receberem a intensa urbanização, os alagamentos têm sido um dos maiores problemas nessas áreas, gerando transtornos socioambientais e perdas materiais para os seus habitantes. A partir dessa realidade, foi criado em 2005 pela Prefeitura, o Programa de Saneamento da Bacia da Estrada Nova – PROMABEN, com objetivo de desenvolver saneamento e obras de macrodrenagem na Bacia Hidrográfica da Estrada Nova, beneficiando mais de 300 mil moradores direta e indiretamente. O PROMABEN foi pensando sob a perspectiva do modelo de gestão de cidades democráticas, por isso, a participação social faz parte dos competentes obrigatórios desse programa, assim como garantida também nas políticas operacionais do seu principal financiador, o BID. Com isso, foi criado o Programa de Participação Comunitária (PPC) do PROMABEN, que tem como proposta incluir mecanismos de percepção e envolvimento social dos moradores, garantido uma intervenção transparente e democrática, possibilitando o debate das demandas e anseios sociais. Este estudo tem como objetivo geral analisar a participação social na bacia da Estrada Nova a partir das ações do PROMABEN. Para estruturar a tese, o trabalho foi dividido em seis capítulos. Para atingir os objetivos definidos, três etapas importantes foram consideradas: a primeira, referente aos levantamentos de dados secundários, a segunda, à aplicação de entrevistas com técnicos do programa e lideranças comunitárias da área, e, a última, à análise de dados e resultados. Foram entrevistados 12 moradores e três técnicos do PROMABEN. A partir dos resultados coletados, foi possível criar um indicador de participação, feito com base na relação da percepção dos entrevistados e dos indicadores de resultados sinalizados pelo PPC, que aqui foram divididos em três grandes grupos para facilitar a análise (Qualidade de vida, Fortalecimento das organizações sociais locais e Melhorias sociais e ambientais). O indicador Qualidade de vida foi considerado ruim, o indicador Fortalecimento das organizações sociais locais foi avaliado como ruim, e as Melhorias sociais e ambientais foram vistas como razoáveis. Acredita-se que a organização social dos moradores da baciatem promovido diversas melhorias socioambientais, mas elas não estão diretamente ligadas ao PROMABEN. As iniciativas sociais, mostraram que elas são uma tentativa dos moradores em trazer dignidade para a área, que continua sendo palco para o descaso político e carente de saneamento, educação, saúde e lazer. A partir da percepção dos moradores entrevistados, a participação social dentro do programa, se mostrou reduzida e simplória, por isso, não contribuindo com grandes efeitos para a transformação da realidade socioambiental do lugar.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Impactos socioambientais de grandes projetos urbanos na Amazônia: ecologia política e cartografia para gestão de recursos naturais na Bacia da Estrada Nova, Belém/PA
    (Universidade Federal do Pará, 2022-02-08) PANTOJA, Larissa Mourão; SILVA, Christian Nunes da; http://lattes.cnpq.br/4284396736118279; FARIAS, André Luís Assunção de; http://lattes.cnpq.br/5310171409459863
    Esta dissertação buscou a compreensão e identificação dos impactos socioambientais da Bacia Hidrográfica da Estrada Nova por meio das intervenções urbanas de macrodrenagem em uma área considerada periférica, alagadiça e com enfrentamento de questões sanitárias. A partir da verificação in loco, da caracterização da área, dos documentos oficiais disponibilizados pelo PROMABEN, e das entrevistas abertas aos líderes comunitários e gestores públicos municipais, foram identificados diversos impactos socioambientais. Dentre eles, foram elencados os cinco principais, com base nas descrições técnicas e no princípio da gestão dos recursos naturais. Como o objetivo desse trabalho é a identificação espacial dos impactos, foram utilizadas técnicas de mapeamento com base em referenciais teóricos da ecologia política, com a finalidade de compreender como o território reproduz a segregação socioespacial e atinge os mais vulneráveis, partindo da concepção do sistema capitalista, principalmente em áreas periféricas. Utilizou-se o método qualitativo com base em entrevistas aos líderes comunitários, visto que estes representam uma parcela da população local. Devido a pandemia do novo coronavírus, tornou-se inviável a entrevista individualizada com a comunidade. Para o mapeamento dos impactos, utilizou GPS de navegação e registros fotográficos. A área de estudo concentrada se deu no entorno da Av. Bernardo Sayão, pois foi a área afetada pelas obras do PROMABEN. Como resultado dessa pesquisa gerou-se cinco mapas, sendo um mapa geral dos impactos e quatro divididos por sub-bacia, com a finalidade de identificação espacial dos impactos socioambientais, e assim contribuindo com a autonomia da população através do reconhecimento do território e a não aceitação desses impactos que ocorrem de forma contraditória ao modo de vida da população e da realidade local.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Mudanças de uso e cobertura da terra e sua relação com a fragmentação florestal e o comportamento hidrológico da bacia hidrográfica do rio Caripi-Pará
    (Universidade Federal do Pará, 2015-10-29) TAMASAUSKAS, Priscilla Flores Leão Ferreira; JARDIM, Mario Augusto Gonçalves; http://lattes.cnpq.br/9596100367613471; LIMA, Aline Maria Meiguins de; http://lattes.cnpq.br/6572852379381594
    O processo de uso e ocupação da região nordeste do estado do Pará ocasionou grandes mudanças sobre a cobertura vegetal desta região, as quais indicam a existência de impactos tanto sobre a floresta remanescente como sobre o comportamento hidrológico das bacias hidrográficas da região. Este trabalho tem como objetivo mapear as mudanças de uso e cobertura da terra ocorridas na bacia hidrográfica do rio Caripi e, em seguida, analisar a fragmentação da cobertura florestal, principalmente das zonas ripárias, e avaliar os impactos das mudanças sobre o comportamento do escoamento superficial na bacia em questão. Como procedimentos metodológicos foram realizados a análise multitemporal das classes de uso e cobertura da terra a partir de imagens dos satélites Landsat 5 para os anos de 1984, 1994, 2004 e Landsat 8, para 2013; caracterização in loco das principais unidades componentes com reconhecimento dos principais sistemas ambientais associados; identificação e delimitação das zonas ripárias; aplicação de métricas de paisagem e simulação do comportamento do escoamento superficial a partir do método Curva-Número. Os resultados obtidos indicam que a bacia apresenta um estado de fragmentação avançado no médio e alto curso do rio principal e que, pela simulação e observações de campo, há impactos sobre o regime hídrico da bacia com uma considerável alteração do escoamento segundo as classes de uso e cobertura da terra existentes.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Simulation of flow in the Capim River (PA) using the SWAT Model
    (Instituto de Florestas da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, 2019-01) NUNES, Hildo Giuseppe Garcia Caldas; SOUSA, Adriano Marlisom Leão de; SANTOS, Joyse Tatiane Souza dos
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