Nomeação Bidirecional e Nomeação Bidirecional Incidental: Revisão Sistemática Atualizada e Análise dos Efeitos do Bloqueio e Exigência de Ecoicos no Ensino por Múltiplos Exemplares

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03-03-2026

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RABELO, David de Lima. Nomeação bidirecional e nomeação bidirecional incidental: revisão sistemática atualizada e análise dos efeitos do bloqueio e exigência de ecoicos no ensino por múltiplos exemplares. Orientador: Carlos Barbosa Alves de Souza. 2026. 121 f. Tese (Doutorado em Teoria e Pesquisa do Comportamento) - Núcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamento, Universidade Federal do Pará, Belém, 2026. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/18132. Acesso em:.

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A nomeação bidirecional (BiN – o ensino de respostas de ouvinte resulta na emergência de respostas de falante, e vice-versa) e nomeação bidirecional incidental (Inc-BiN – emergência de respostas de ouvinte e falante após exposição incidental ao nome e objeto correspondente) têm sido descritas como repertórios capazes de produzir um ganho acelerado no desenvolvimento verbal, consistindo na integração dos repertórios de falante e ouvinte de forma generalizada. As revisões sistemáticas sobre os trabalhos produzidos sobre BiN e IncBiN têm indicado os procedimentos mais eficientes na indução desses repertórios e as principais lacunas a serem resolvidas. Considerando essa lacunas, dois estudos independentes foram conduzidos nessa tese. O Estudo 1 consistiu em um revisão sistemática atualizada de 66 pesquisas sobre a indução de nomeação. Foram analisados trabalhos presentes em revisões anteriores (Santos & Souza, 2020; Sivaman & Barnes-Holmes, 2023) e em nova uma busca no período de 2022 a 2025, com o objetivo de categorizar e analisar as características dos participantes, as intervenções, testes e resultados, assim como o rigor metodológico e o tamanho do efeito das intervenções. A maioria dos estudos incluiu como participantes crianças autistas com repertório verbal existente. As variáveis independentes mais utilizadas foram o ensino por múltiplos exemplares (MEI), observação do pareamento de estímulos (SPOP) e ensino sequencial de ouvinte e falante. As variáveis dependentes mais comuns foram o desempenho nos testes de matching-to-sample auditivo-visual (AVMTS) e tato intraverbal. Os resultados indicam limitações procedimentais e metodológicas, como contradição entre o tipo de nomeação relatado e aquele efetivamente avaliado, além de força metodológica fraca e tamanhos do efeito mistos. O Estudo 2 avaliou o efeito do ecoico em tarefas de AVMTS durante o MEI na indução de BiN e Inc-BiN, em quatro crianças com TEA. Os pré-testes consistiram em testes de BiN (ensino de tato intraverbal seguido de teste de AVMTS para um conjunto; ensino AVMTS e teste de tato intraverbal para outro conjunto), e Inc-BiN (SPOP para um conjunto seguido dos testes de tato intraverbal e ouvinte). Em uma condição experimental aplicou-se um procedimento para bloquear respostas ecoicas (MEIcb) e em outra condição exigiu-se tais respotas (MEIce), durante tarefas de AVMTS. O procedimento de bloqueio consistiu em a criança contar de um a três, em voz alta, após a apresentação do estímulo auditivo modelo. Em seguida, foram realizados novamente os testes de BiN e IncBiN. Todos os participantes demonstraram emergência de ouvinte após ensino de tato intraverbal (nomeação unidirecional de ouvinte – NUO) nos pré-testes. Os dois participantes do MEIcb demonstraram apenas BiN nos pós-testes. Um participante do MEIce demonstrou BiN e Inc-BiN, e o outro não demonstrou nenhum dos dois repertórios nos pós-testes. Discute-se a relação do ecoico, estabelecimento de atenção compartilhada e função reforçadora de respostas de observação na indução de BiN e Inc-BiN, assim como adaptações no procedimento de bloqueio de ecoico e registro de respostas ecoicas durante todas as etapas do estudo.

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Brasil

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