Contribuição das aferências visuais e somatossensoriais na predição da ação

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01-07-2025

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SILVA, Joás Lopes da. Contribuição das aferências visuais e somatossensoriais na predição da ação. Orientador: Ghislain Saunier. 2025. 57 f. Dissertação (Mestrado em Ciências do Movimento Humano) - Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano, Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal do Pará, Belém, 2025. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/18333. Acesso em: .

DOI

Estudos indicam que a reorganização cortical do sistema nervoso central pode ser modulada por variáveis periféricas, como a imobilização de um membro por um período de 10 horas. Entretanto, as consequências comportamentais dessa reorganização sobre a predição da ação ainda permanecem pouco compreendidas. No presente estudo, o membro superior direito de doze indivíduos saudáveis foi imobilizado durante 10 horas utilizando uma tipoia e uma luva imobilizadora. O estudo foi aprovado pelo comitê de ética local (6.892.803). Após o período de imobilização, os participantes observaram vídeos psicofísicos representando o contato entre mão e objeto em uma tela de computador. Em metade dos vídeos, 50% da trajetória final do movimento foi ocluída, enquanto na outra metade a trajetória permaneceu totalmente visível. Os participantes deveriam pressionar a barra de espaço do teclado para predizer o momento de contato entre a mão e o objeto. Após uma semana, os mesmos indivíduos repetiram o protocolo experimental sem imobilização. Foram calculados o erro constante (EC), correspondente à média da diferença entre a resposta do participante e o tempo real de contato mão-objeto, e o erro variável (EV), correspondente à variabilidade das respostas temporais. Utilizou-se ANOVA para medidas repetidas para comparar EC e EV em relação às variáveis condição somatossensorial (imobilizado vs. livre), condição visual (visão completa vs. oclusão visual) e lateralidade (direita vs. esquerda). Os resultados demonstraram ausência de efeitos significativos da condição somatossensorial, da visão e da lateralidade sobre o erro constante. Para o erro variável, observou-se efeito significativo apenas da condição visual, com maior variabilidade das estimativas na condição de oclusão visual em comparação à visão completa. Não foram observadas interações significativas entre as variáveis analisadas. Os achados sugerem que a predição da ação é preservada mesmo após um período de imobilização do membro superior, indicando que alterações somatossensoriais transitórias não são suficientes para comprometer a acurácia das estimativas temporais. Em contrapartida, a disponibilidade de informação visual parece influenciar principalmente a consistência da predição da ação, aumentando a variabilidade das respostas quando a trajetória do movimento é parcialmente ocluída.

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