Influência da terapia de reposição hormonal e da vinculação afetiva sobre a função sexual de mulheres nas fases reprodutivas, peri e pós-menopausa

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12-02-2015

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RODRIGUES, Cibele Nazaré Câmara. Influência da terapia de reposição hormonal e da vinculação afetiva sobre a função sexual de mulheres nas fases reprodutivas, peri e pós-menopausa. Orientador: Regina Célia Gomes de Sousa. 2015. 115 f. Tese (Doutorado em Teoria e Pesquisa do Comportamento) - Núcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamento, Universidade Federal do Pará, Belém, 2015. Disponível em: . Acesso em:.

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Durante a transição entre o período de vida reprodutivo e não reprodutivo, alterações biológicas e psicológicas podem interferir na resposta sexual. No climatério ocorre a diminuição progressiva da produção de hormônios dentre eles o estradiol podendo afetar a resposta sexualidade feminina, contudo outros fatores como a vinculação afetiva, o tempo de relacionamento e o Índice de massa corpórea, também são relevantes para compreensão das alterações na resposta sexual feminina. Objetivou-se investigar e relação da função sexual feminina nas fases reprodutivas, peri e pós-menopausa com fatores biológicos e psicossociais. Participaram 411 mulheres com idades entre 18 e 70 anos, agrupadas por idade compondo três subgrupos: a) idade reprodutiva; b) perimenopausa; c) pós-menopausa. Os instrumentos utilizados foram o FSFI (Female Sexual Function Index); a escala MARQ (Marriage and Relationship Questionnaire) em específico a subescala de questões referentes a vinculação afetiva (amor); um instrumento com questões sociodemográficas (incluindo o tempo de relacionamento e cálculo do IMC - Índice de massa corpórea). Os resultados apontam maior escore do FSFI em mulheres em idade reprodutiva, seguido pelo grupo na perimenopausa e pós-menopausa, sugerindo um declínio da função sexual na pós-menopausa, sendo os domínios do desejo e da excitação os menores em toda a amostra. Tanto as mulheres da peri e da pós-menopausa que faziam uso da terapia hormonal apresentaram escores de FSFI maiores que aquelas que não o faziam. Contudo, essas diferenças não foram estatisticamente significantes. O IMC, o tempo de relacionamento e a terapia de reposição hormonal não possuíram efeitos positivos sobre a função sexual, já o vínculo afetivo se revelou como uma variável importante em predizer melhor função sexual. Embora o tempo de relacionamento não tenha apresentado significância estatística, algumas mulheres em relacionamentos mais curtos apresentaram maior função sexual. Os resultados deste estudo indicam que o desejo não tenha precedido a excitação sexual na maioria das mulheres, sugerindo que o envolvimento com a atividade sexual se atribua a múltiplas razões, o sustento do relacionamento seria uma delas, reforçando a estratégia feminina de formação de vínculo com o parceiro.

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