Intervenção em Segurança Comportamental para promoção do uso do capacete por ciclistas

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20-08-2024

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RAMOS, Camila Carvalho LattesORCID

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SANTOS, Filipe Natanael Conceição dos. Intervenção em Segurança Comportamental para promoção do uso do capacete por ciclistas. Orientador: Romariz da Silva Barros. 2024. 59 f. Dissertação (Mestrado em Teoria e Pesquisa do Comportamento) - Núcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamento, Universidade Federal do Pará, Belém, 2024. Disponível em: . Acesso em:.

DOI

Profissionais ciclo-entregadores, que têm parte essencial da sua atividade laboral envolvida no contexto da mobilidade urbana por meio de ciclismo, estão submetidos ao contexto de relação de trabalho denominado trabalho uberizado na qual, entre seus malefícios, está a falta de obrigação legal de fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) pelas empresas a seus contratados. Tanto ciclistas para fins laborais, quanto recreativos, estão submetidos aos riscos dessa prática no contexto urbano e necessitam de amparo quanto à promoção de comportamento seguro nesse ambiente. Embora o uso do capacete de ciclismo não seja obrigatório pela legislação brasileira, ele é altamente recomendado ao ciclista pela literatura sobre EPI. Diversos estudos buscam intervenções efetivas para promoção de uso desse EPI. O presente estudo teve como objetivo avaliar os efeitos de uma intervenção sobre a frequência do uso do capacete em ciclo-entregadores cadastrados na cidade de Belém-PA (Estudo 1) e em estudantes universitários ciclistas em contexto de ciclismo recreativo (não-laboral) (Estudo 2). A intervenção consistiu em duas fases: (1) acesso ao EPI e (2) apresentação de prompts visuais por meio de banners digitais com feedback de desempenho. Foi utilizado um delineamento de linha de base múltipla entre os participantes. No Estudo 1, os dados demonstram que a intervenção proposta não foi efetiva para promover o uso do capacete em nenhum dos 3 participantes. No Estudo 2, a Fase 1 da intervenção foi suficiente para emissão do comportamento seguro por dois participantes. Para o terceiro participante, que já possuía o capacete, a Fase 2 foi eficaz para promoção do comportamento seguro. Dada a diferença de efetividade da intervenção entre os dois estudos, questões relativas a características do ambiente laboral dos participantes do Estudo 1 e barreiras para o uso do capacete podem ser discutidas são discutidas, e recomenda-se a replicação sistemática em estudos futuros.

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País

Brasil

Instituição(ões)

Universidade Federal do Pará

Sigla(s) da(s) Instituição(ões)

UFPA

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