“Professor, o senhor chamou a gente de quilombola?!”: Ensino de História e a valorização da ancestralidade negra em Martins Pinheiro Maracanã-Pa

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29-04-2026

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FERREIRA, Leidison Oliveira. “Professor, o senhor chamou a gente de quilombola?!”: Ensino de História e a valorização da ancestralidade negra em Martins Pinheiro Maracanã-Pa. Orientador: Luiz Augusto Pinheiro Leal. 2026. 136 f. Dissertação (Mestrado Profissional em Ensino de História) - Campus Universitário de Ananindeua, Universidade Federal do Pará, Ananindeua, 2026. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/18587. Acesso em:.

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Esse trabalho busca promover um ensino de História que valorize a ancestralidade negra local. A Vila de Martins Pinheiro, de acordo com alguns moradores da comunidade, teria originalmente surgido como um quilombo. Tendo ainda no seu cotidiano manifestações culturais como o carimbó e a devoção a São Benedito, como marcadores das africanidades presentes nesse lugar. Dessa maneira, a proposta dessa pesquisa foi proporcionar um ensino de História que privilegie os saberes e a ancestralidade da comunidade, que estão presentes em sua tradição oral. Entendo que, por vezes, esses saberes não têm encontrado espaço nos ambientes de ensino formal, o que atribuo como resultante das ações da colonialidade, conforme é definido por Aníbal Quijano (2010). O caminho que tomei para alcançar a valorização da ancestralidade negra local foi ir ao encontro, juntamente com os alunos, dos guardiões da memória de Martins Pinheiro. Esse encontro foi mediado por meio de um projeto desenvolvido com os alunos do sétimo ano, intitulado "Ancestralizando Martins Pinheiro". A metodologia na qual as práticas pedagógicas foram executadas é resultante da confluência com outros métodos de ensino, e chamo de “Educação Histórica da Ancestralidade”. Os conceitos e pensadores em que essa pesquisa se amparou estiveram ligados aos referenciais teóricos decoloniais, contracoloniais e afrocentrados. Com isso, pensadores como Aníbal Quijano (2010), Catherine E. Walsh (2009), Amadou Hamapaté Bâ (2010) e Eduardo David de Oliveira (2005) são alguns dos autores que confluíram com essa dissertação. A dimensão propositiva desse trabalho foi o documentário intitulado “A semente do Carimbó: Ancestralidade negra em Martins Pinheiro”.

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Brasil

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Universidade Federal do Pará

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UFPA

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