Experiências de professoras que ensinam crianças com transtorno do espectro autista: contribuições para a formação e a prática docente no contexto do Ensino de Ciências nos Anos Iniciais

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11-02-2025

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COSTA, Amanda Lohanna da Mota. Experiências de professoras que ensinam crianças com transtorno do espectro autista: contribuições para a formação e a prática docente no contexto do Ensino de Ciências nos Anos Iniciais. Orientadora: Terezinha Valim Oliver Gonçalves. 2025. 108 f. Dissertação (Mestrado em Educação em Ciências e Matemática) - Instituto de Educação Matemática e Científica, Universidade Federal do Pará, Belém, 2025. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/handle/2011/18598. Acesso em:.

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Para os professores de ciências, entender e abordar as necessidades dos alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) requer uma combinação de conhecimento científico consistente e compreensão aprofundada das características individuais desses estudantes. A formação de professores nessa área desempenha um papel crucial na promoção da inclusão e na garantia de uma educação de qualidade para todos. No entanto, é importante reconhecer que os desafios enfrentados pelos professores de ciências que ensinam estudantes com TEA são diversos e complexos, pois enfrentam constantemente o desafio de equilibrar as necessidades individuais dos alunos com as demandas do currículo escolar. Nesse sentido, busco nesta pesquisa responder o seguinte questionamento: que experiências vivenciadas por professores que ensinam ciências para alunos com TEA contribuem para a formação e a prática docente no contexto da Educação em Ciências? Tenho como objetivo geral compreender, a partir de relatos docentes, a realidade e os desafios vivenciados por professores ao ensinar ciências para estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nos Anos Iniciais da Educação Básica, que possam contribuir para a formação de novos/outros professores. Para isto, utilizo como abordagem metodológica a Pesquisa Narrativa, de natureza qualitativa, cujo objeto investigativo é a experiência humana. Para a construção do corpus da pesquisa foram realizados diálogos individualizados com oito professoras dos Anos Iniciais que trabalham com estudantes com TEA em suas salas de aula. A partir das análises feitas por meio da Análise Textual Discursiva (ATD) emergiram três categorias de discussão: Prática docente e o TEA; as redes socioemocionais; e Práticas de ensino de ciências. As experiências relatadas evidenciam que embora a formação teórica seja importante, a prática na escola, com suas dificuldades cotidianas, exige uma revisão e atualização das abordagens de ensino. A sobrecarga de trabalho, a falta de apoio e de infraestrutura nas escolas, geram uma série de obstáculos que afetam tanto a saúde emocional dos professores quanto a eficácia de sua prática pedagógica. Além disso, os relatos revelaram um panorama abrangente sobre os desafios e as estratégias adotadas pelas docentes para superar esse contexto de dificuldades e ensinar ciências para crianças com TEA. Espero com esta pesquisa contribuir com a formação de professores, promovendo reflexões que contribuam com a formação e a prática docente.

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Brasil

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Universidade Federal do Pará

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